{"id":71316,"date":"2018-11-27T16:45:26","date_gmt":"2018-11-27T18:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71316"},"modified":"2018-11-27T16:45:26","modified_gmt":"2018-11-27T18:45:26","slug":"a-avalanche-antidemocratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-avalanche-antidemocratica\/","title":{"rendered":"A avalanche antidemocr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Passado um m\u00eas das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, o eleito ignora a oferta de medalh\u00f5es da pol\u00edtica e, fora os not\u00f3rios Paulo Guedes na Economia e Sergio Moro para a Justi\u00e7a, escolhe figuras obscuras e afinadas com um ide\u00e1rio retr\u00f3grado.<br \/>\nPreso a uma camisa-de-for\u00e7a ideol\u00f3gica, ele est\u00e1 sendo coerente com o que pregou na campanha eleitoral, desdenhando dos direitos humanos e ignorando o conceito elementar de cidadania.<br \/>\nH\u00e1 quem diga que o Brasil est\u00e1 voltando a 1964, mas n\u00e3o precisamos ir t\u00e3o longe: basta que fiquemos em 1979, quando imperava o arb\u00edtrio ditatorial, e o casu\u00edsmo pol\u00edtico era moeda de troca na vida nacional.<br \/>\nA maioria do eleitorado, com os 55% dados \u00e0 Direita, colocou o pa\u00eds \u00e0 merc\u00ea de uma avalanche conservadora que, a pretexto de combater a corrup\u00e7\u00e3o, encaminha-se para a destrui\u00e7\u00e3o de programas sociais criados nos governos petistas.<br \/>\nSeja l\u00e1 que nome se d\u00ea a isso &#8212; harakiri ou tiro-no-p\u00e9 &#8211;, o eleitorado deu carta branca para a privatiza\u00e7\u00e3o de estatais, todas estigmatizadas como antros de empreguismo e focos de corrup\u00e7\u00e3o, tendo como refer\u00eancia o que se descobriu na Petrobras.<br \/>\nAssim, tamb\u00e9m por \u201cculpa do PT\u201d, empresas tradicionais como Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Correios, Eletrobr\u00e1s e outras foram colocadas no mesmo patamar da inefici\u00eancia e vulnerabilidade.<br \/>\nA esta altura do desenvolvimento brasileiro,\u00a0\u00a0privatizar estatais eficientes \u00e9 rasgar p\u00e1ginas da hist\u00f3ria nacional. Retrocesso!<br \/>\nCusta crer que compactuem com isso as For\u00e7as Armadas, que est\u00e3o passando a exercer a tutela do governo do seu ex-pupilo desgarrado.<br \/>\nSe por um lado ele foi treinado para respeitar a hierarquia militar e seguir os regulamentos \u2013 dos quais se afastou, sendo por isso \u201creformado\u201d para n\u00e3o ser banido &#8211;, por outro passou tanto tempo na C\u00e2mara a desfrutar da imunidade parlamentar que pode se achar no direito de ultrapassar os limites, como fez ao enaltecer a tortura e o estupro.<br \/>\nQuem vai com muita sede ao pote, corre o risco de quebr\u00e1-lo. Por enquanto, o eleito desfruta da leni\u00eancia que protege os ne\u00f3fitos, mas em algum momento algu\u00e9m precisar\u00e1 lhe ensinar bons modos. Quanto tempo levar\u00e1 para descobrir que o mundo n\u00e3o \u00e9 bin\u00e1rio e que o Brasil tem uma bem-sucedida tradi\u00e7\u00e3o de altivez e pluralidade no concerto das na\u00e7\u00f5es?<br \/>\nA pressa em agradar os donos do Mercado alimenta a desesperan\u00e7a e a frustra\u00e7\u00e3o da maioria sem recursos.<br \/>\nQuando diz que os m\u00e9dicos cubanos eram agentes secretos infiltrados, ele est\u00e1 admitindo implicitamente que o novo governo renunciou a qualquer veleidade de soberania diante da pot\u00eancia hegem\u00f4nica.<br \/>\nEsse primarismo pol\u00edtico, ideol\u00f3gico e diplom\u00e1tico \u00e9 do tempo da Guerra Fria.<br \/>\nVoltamos, portanto, \u00e0 doutrina de seguran\u00e7a nacional formulada em 1949 pelos intelectuais da Escola Superior de Guerra liderados por Golbery do Couto e Silva.<br \/>\nEssa doutrina de alinhamento autom\u00e1tico aos EUA foi reformulada no governo Geisel (1974-1979), que ousou dar uma guinada para a Europa, a Africa e a Asia por meio de uma s\u00e9rie de acordos t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos.<br \/>\nAcordo nuclear com a Alemanha; acordo tecnol\u00f3gico e comercial com o Jap\u00e3o para coloniza\u00e7\u00e3o do cerrado e exporta\u00e7\u00e3o de soja; abertura com a Africa para obras de empreiteiras que abriram caminho para a exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e equipamentos.<br \/>\nPragmatismo respons\u00e1vel, esse o nome do jogo.<br \/>\nPelo que tem deixado escapar em declara\u00e7\u00f5es e desabafos, o futuro presidente n\u00e3o conhece esses detalhes da Hist\u00f3ria ou, com a cabe\u00e7a feita n\u00e3o se sabe por quem, nutre por isso tudo um profundo desprezo.<br \/>\nO que o Brasil tem de melhor, do ponto de vista econ\u00f4mico, ser\u00e1 mesmo concedido aos investidores internacionais? A parca experi\u00eancia adquirida na gest\u00e3o das riquezas nacionais vai para a cucuia? Qual o papel das For\u00e7as Armadas na atual conjuntura: ser\u00e3o agora pilares da nacionalidade ou correias da globaliza\u00e7\u00e3o financeira?<br \/>\nQuem poder\u00e1 resistir a essa avalanche conservadora?<br \/>\nA C\u00e2mara dos Deputados, o Senado Federal, o Supremo Tribunal Federal, as institui\u00e7\u00f5es nacionais: universidades, sindicatos, os movimentos sociais, a sociedade civil representada pela OAB, ABI e, no fundo, a popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nLEMBRETE DE OCASI\u00c3O<br \/>\n\u201c\u00c0s favas os escr\u00fapulos de consci\u00eancia, senhor Presidente!\u201d<br \/>\nCoronel Jarbas Passarinho ao apoiar a edi\u00e7\u00e3o do Ato Institucional N\u00ba 5 em 13\/12\/1968<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passado um m\u00eas das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, o eleito ignora a oferta de medalh\u00f5es da pol\u00edtica e, fora os not\u00f3rios Paulo Guedes na Economia e Sergio Moro para a Justi\u00e7a, escolhe figuras obscuras e afinadas com um ide\u00e1rio retr\u00f3grado. 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