{"id":71568,"date":"2018-12-10T11:10:28","date_gmt":"2018-12-10T13:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71568"},"modified":"2018-12-10T11:10:28","modified_gmt":"2018-12-10T13:10:28","slug":"o-alerta-das-abelhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-alerta-das-abelhas\/","title":{"rendered":"O alerta das abelhas"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Estamos pagando uma conta que n\u00e3o \u00e9 nossa\u201d, desabafou Aldo Machado, presidente da Cooperativa dos Apicultores do Pampa (Coapampa) e coordenador da C\u00e2mara Setorial de Abelhas, Produtos e Servi\u00e7os da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.<br \/>\nJunto com outros convidados, ele havia passado dois dias em um \u201cdi\u00e1logo participativo\u201d promovido pelo Sindiveg \u2013 Sindicato da Ind\u00fastria de Defensivos Vegetais, entidade que tergiversa sobre a responsabilidade dos agrot\u00f3xicos na mortandade de abelhas mel\u00edferas no interior ga\u00facho.<br \/>\nAo explicar sua queixa-desabafo, Machado chegou a dizer que &#8220;o di\u00e1logo participativo \u00e9 um engodo&#8221;, uma forma de ganhar tempo enquanto a cadeia de neg\u00f3cios da ind\u00fastria agroqu\u00edmica continua promovendo a chuva de agrot\u00f3xicos principalmente sobre as lavouras de soja, uma planta que s\u00f3 produz o que dela se espera se lhe forem dadas doses crescentes de &#8220;defensivos vegetais&#8221;, alguns aplicados sob a forma de coquet\u00e9is de drogas fatais para diversos seres vivos.<br \/>\nAs v\u00edtimas mais imediatas t\u00eam sido as abelhas mel\u00edferas, um problema nacional que se tornou agudo no Pampa, onde as lavouras de soja v\u00eam ocupando \u00e1reas de pastagens e de terras baixas tradicionalmente usadas por arrozeiros.<br \/>\nEmbora n\u00e3o esteja estruturada em bases cont\u00e1beis convencionais, pois \u00e9 praticada por uma maioria de agricultores familiares que a exercem como fonte complementar de renda, a apicultura possui uma crescente vanguarda profissional voltada principalmente para a exporta\u00e7\u00e3o de mel.<br \/>\nSe o produto n\u00e3o estiver de acordo com as normas internacionais de sanidade ap\u00edcola, n\u00e3o embarca no navio ou ser\u00e1 devolvido pelos pa\u00edses importadores.<br \/>\n\u00c9 a\u00ed que mora o perigo: um dos melhores m\u00e9is do mundo, valorizado pela diversidade de fontes ap\u00edcolas, est\u00e1 amea\u00e7ado de ser vetado nos grandes mercados do Hemisf\u00e9rio Norte.<br \/>\nO que tem acontecido no interior ga\u00facho configura um quadro assustador que se repete toda primavera:<br \/>\n1) ao colher n\u00e9ctar e p\u00f3len de flores contaminadas por venenos agr\u00edcolas, algumas abelhas se desorientam e n\u00e3o voltam a seus ninhos, morrendo no campo;<br \/>\n2) outras voltam mas morrem do lado de fora das caixas;<br \/>\n3) ao processar o n\u00e9ctar e o p\u00f3len contaminados, as abelhas remanescentes podem provocar o colapso das colmeias por falta de alimento puro para as crias, que morrem e apodrecem nas caixas.<br \/>\nEm 2017, o apicultor Aldo Machado (citado acima) perdeu mais de 500 caixas, algumas j\u00e1 carregadas de mel.<br \/>\nUma caixa com enxame saud\u00e1vel e caixilhos com cera alveolada, em in\u00edcio de temporada, custa R$ 200 para ser colocada no campo; na colheita, estando cheia de mel, pode ter valor duplicado ou render mais ainda, a depender das floradas e das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<br \/>\nPequeno ou grande, o apicultor pode repor rapidamente as colmeias perdidas, mas n\u00e3o tem como recuperar o preju\u00edzo causado pelo colapso das col\u00f4nias de abelhas destru\u00eddas pelas agrodrogas.<br \/>\nO terror dos grandes apicultores-exportadores \u00e9 que o mel produzido pelas colmeias sobreviventes saia dos api\u00e1rios e das agroind\u00fastrias processadoras contendo tra\u00e7os de agrot\u00f3xicos da categoria dos neonicotin\u00f3ides, dos quais o mais assustador \u00e9 o fipronil, ingrediente-chave de inseticidas usados na sojicultura.<br \/>\nSe algo desse tipo for detectado em exames f\u00edsico-qu\u00edmicos, o mel perder\u00e1 a validade para exporta\u00e7\u00e3o. Apenas o Rio Grande do Sul exporta uma m\u00e9dia de US$ 7 milh\u00f5es por ano.<br \/>\nSem contar os preju\u00edzos financeiros, que nem s\u00e3o calculados pois n\u00e3o h\u00e1 a quem reclamar ou apresentar \u201ca conta\u201d, o que mais d\u00f3i nos criadores de abelhas \u00e9 a reiterada falta de respeito.<br \/>\nOs apicultores constituem o elo mais fraco da cadeia do agroneg\u00f3cio, cujo carro-chefe \u00e9 exatamente a soja, que lidera a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e exerce influ\u00eancia fort\u00edssima na produ\u00e7\u00e3o de carnes, na agroind\u00fastria e na log\u00edstica de exporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAos sojicultores est\u00e3o ligados umbelicalmente:<br \/>\n1) os fabricantes de sementes e de pesticidas, hoje integrados em poucos grupos econ\u00f4micos globais;<br \/>\n2) os fabricantes de m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas, tamb\u00e9m concentrados em poucas marcas;<br \/>\n3) os revendedores de insumos agropecu\u00e1rios (1.500 lojas apenas no Rio Grande do Sul);<br \/>\n4) os prestadores de servi\u00e7os de avia\u00e7\u00e3o agr\u00edcola;<br \/>\n5) os propriet\u00e1rios rurais que arrendam suas terras para profissionais da agricultura mecanizada;<br \/>\n6) os sindicatos rurais e suas respectivas federa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nDiante desse poderoso ex\u00e9rcito atrelado ao modelo norte-americano de agricultura, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender a situa\u00e7\u00e3o do elo mais fraco. Come\u00e7a que a maioria dos apicultores depende da boa vontade dos propriet\u00e1rios rurais em ceder \u00e1reas para a instala\u00e7\u00e3o de api\u00e1rios.<br \/>\nNem todos gostam de abelhas ou de apicultores, muitos n\u00e3o d\u00e3o valor ao mel ou \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o executada pelas abelhas e alguns menosprezam a chance de receber 10% da produ\u00e7\u00e3o de mel obtida em suas terras.<br \/>\nMesmo que instalem seus api\u00e1rios dentro de matos ou beiradas de c\u00f3rregos, os apicultores sabem que as abelhas podem chegar a locais pulverizados por inseticidas, pois voam at\u00e9 tr\u00eas quil\u00f4metros de casa, \u00e0 procura de flores. A\u00ed come\u00e7a o problema.<br \/>\nAl\u00e9m do poder t\u00f3xico dos pesticidas, o maior perigo ap\u00f3s a pulveriza\u00e7\u00e3o \u00e9 a deriva, isto \u00e9, o produto qu\u00edmico jogado de avi\u00e3o ou de m\u00e1quinas terrestres que se desloca levado pelo vento para \u00e1reas vizinhas, atingindo vegeta\u00e7\u00e3o nativa e contaminando pequenos cursos d\u2019\u00e1gua.<br \/>\nH\u00e1 registros de que a deriva pode levar veneno a 15 quil\u00f4metros.<br \/>\nEm S\u00e3o Gabriel, onde se cultivam gr\u00e3os como arroz e soja, exames em abelhas mortas constataram que elas n\u00e3o se contaminaram diretamente numa lavoura, mas ao coletar \u00e1gua (contaminada por agrot\u00f3xico) de uma sanga situada a seis quil\u00f4metros da planta\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima.<br \/>\nIsso indica que o problema est\u00e1 mais generalizado do que parece. E j\u00e1 chegou a inst\u00e2ncias oficiais como o Minist\u00e9rio P\u00f9blico, mas n\u00e3o h\u00e1 sinais de solu\u00e7\u00e3o porque h\u00e1 um jogo de tirar o corpo fora e lavar as m\u00e3os.<br \/>\nO apicultor prejudicado pode reclamar \u00e0s inspetorias veterin\u00e1rias estaduais, obter um laudo toxicol\u00f3gico num laborat\u00f3rio p\u00fablico ou privado e entrar com uma reclama\u00e7\u00e3o judicial contra:<br \/>\na) o agricultor que mandou aplicar o agrot\u00f3xico;<br \/>\nb) a empresa de avia\u00e7\u00e3o que prestou o servi\u00e7o;<br \/>\nc) o t\u00e9cnico que receitou o produto;<br \/>\ne) o revendedor de insumos agropecu\u00e1rios;<br \/>\nf) o fabricante dos venenos.<br \/>\nParece f\u00e1cil, mas n\u00e3o \u00e9: \u201cSe eu processar um agricultor ou fazendeiro que matou minhas abelhas, no dia seguinte todos os vizinhos dele v\u00e3o pedir para eu tirar meus api\u00e1rios das terras deles\u201d, diz Aldo Machado, o apicultor citado no in\u00edcio deste texto.<br \/>\nOs apicultores est\u00e3o presos dentro de uma engrenagem perversa. Se correr o veneno pega, se ficar o veneno come.<br \/>\n\u00c9 um c\u00edrculo vicioso que n\u00e3o apenas reduz a produ\u00e7\u00e3o de mel, mas compromete a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade, pois as abelhas exercem um papel fundamental na poliniza\u00e7\u00e3o da flora nativa e de lavouras e pomares.<br \/>\n\u201cSem abelhas, sem alimentos\u201d, diz o slogan de uma campanha em curso no Brasil. O bi\u00f3logo brasileiro Lionel Gon\u00e7alves, que se aposentou em Ribeir\u00e3o Preto e foi dar consultoria \u00e0 Universidade Rural do Rio Grande do Norte, para ajudar produtores de mel\u00e3o (fruta dependente da poliniza\u00e7\u00e3o por abelhas), criou uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental chamada Bee Or Not To Be, numa refer\u00eancia direta \u00e0 frase Ser ou N\u00e3o Ser, de Hamlet, de Shakespeare.<br \/>\nLEMBRETE DE OCASI\u00c3O<br \/>\n\u201cSe as abelhas desaparecessem da face da Terra, a esp\u00e9cie humana teria somente mais quatro anos de vida. Sem abelhas, n\u00e3o h\u00e1 poliniza\u00e7\u00e3o. Ou, seja, sem plantas, sem animais, sem homens&#8221;. Albert Einstein (1879-1955)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Estamos pagando uma conta que n\u00e3o \u00e9 nossa\u201d, desabafou Aldo Machado, presidente da Cooperativa dos Apicultores do Pampa (Coapampa) e coordenador da C\u00e2mara Setorial de Abelhas, Produtos e Servi\u00e7os da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul. 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