{"id":71653,"date":"2018-12-13T10:53:52","date_gmt":"2018-12-13T12:53:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71653"},"modified":"2018-12-13T10:53:52","modified_gmt":"2018-12-13T12:53:52","slug":"ameacas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/ameacas\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">Uma nova estrat\u00e9gia para colocar jornalistas em risco pode estar em curso. No final de semana, a jornalista e professora de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia (UFBa) Malu Fontes foi surpreendida por um texto assinado por ela que circulava massivamente no WhatsApp. No artigo, ela acusava milicianos e policiais de crimes graves, com palavras pesadas. Afirmava que um dos filhos do presidente eleito, Flavio Bolsonaro, saberia quem matou Marielle Franco. A quest\u00e3o \u00e9 que Malu Fontes NUNCA escreveu esse texto.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Jornalista respeitada, com uma voz contundente em seus coment\u00e1rios na R\u00e1dio Metr\u00f3pole e suas colunas no jornal Correio, Malu \u00e9 respons\u00e1vel. Ela n\u00e3o acusa sem provas nem faz afirma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam solidamente baseadas em fontes confi\u00e1veis. De repente, ela se descobriu responsabilizada por um texto que jamais escreveu. E um texto que colocava contra ela pessoas muito perigosas. E pelo WhatsApp, uma plataforma sobre a qual, como a elei\u00e7\u00e3o de 2018 mostrou, n\u00e3o h\u00e1 qualquer controle.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00c9 muito grave o que aconteceu com Malu Fontes. N\u00f3s, jornalistas, historicamente corremos riscos, \u00e0s vezes de morte, por aquilo que escrevemos contra poderosos. Em 2018, at\u00e9 o in\u00edcio de outubro, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/JornInvestigativo\/?__xts__%5B0%5D=68.ARCaHrcR4sn2YmUWj5HK9MxJTXWl6znfqmReobamjhwbi2nwSESXnHYaEIvRzZO0gOYnn1YKkYKYBvU3Vpci8dhFoUdaAgeFTI5jp2dX4hJSSACovTyE2anbRu8HZRwvF_MR5CopeCFdPhmm1q0XUlrgh5iiASKeuX5dlgFnPHKvNgvrtjdy4-Igas1Dztv183bhxB9QUeh48I2NvJPkwvXiQTC0pNTtWmns2SA4fEs5WWUT9YMbty9H9SpgoMiVQl8oytzSBG8sW0dVWx0YNAs6s3GwoRrljBaJkiC_ujFb240eOZRprPsR7XqocjyxKrO36OBUwZKltDQn9bk&amp;__xts__%5B1%5D=68.ARAH5pg_SmITfz9LbZIccGOkjFuGUPylDTHu1-RZYy2-N3GqtCPnTEVBWyrBZDr0AFF9i7SsnMYaM_YNWRBB5yznCIsjMseYCGn0pne6aZ9K7Fjcw49wM10C03UlTZUP0hJPAQpRfM_Fc3TGyGQePE0QXtrgI1lq7FrzFKYlqD0mdUwtUqK0Efu-r3OMecvsnmFO4rm4572jz-J8wZc19OdcabqS9sc0JDMZ2prmxWCNuL9EiJz8H-HyTnc_qof8vqcVtFMPJlu5YB0ilxPIPgPFRZYa01MavXzaX2nc8hzeEszCHixVVlS0jSwEf3FZ8KUay0jopXbFTH0-MO8&amp;__tn__=K-R&amp;eid=ARCxZSKPOABVAx7oJMCAN8ezt2ZF3Sio6rph7d0KXYQvMPMi65iDk2_ZzefH6kOpUUnCWGRNsBwczkjH&amp;fref=mentions\" data-saferedirecturl=\"http:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.facebook.com\/JornInvestigativo\/?__xts__%255B0%255D%3D68.ARCaHrcR4sn2YmUWj5HK9MxJTXWl6znfqmReobamjhwbi2nwSESXnHYaEIvRzZO0gOYnn1YKkYKYBvU3Vpci8dhFoUdaAgeFTI5jp2dX4hJSSACovTyE2anbRu8HZRwvF_MR5CopeCFdPhmm1q0XUlrgh5iiASKeuX5dlgFnPHKvNgvrtjdy4-Igas1Dztv183bhxB9QUeh48I2NvJPkwvXiQTC0pNTtWmns2SA4fEs5WWUT9YMbty9H9SpgoMiVQl8oytzSBG8sW0dVWx0YNAs6s3GwoRrljBaJkiC_ujFb240eOZRprPsR7XqocjyxKrO36OBUwZKltDQn9bk%26__xts__%255B1%255D%3D68.ARAH5pg_SmITfz9LbZIccGOkjFuGUPylDTHu1-RZYy2-N3GqtCPnTEVBWyrBZDr0AFF9i7SsnMYaM_YNWRBB5yznCIsjMseYCGn0pne6aZ9K7Fjcw49wM10C03UlTZUP0hJPAQpRfM_Fc3TGyGQePE0QXtrgI1lq7FrzFKYlqD0mdUwtUqK0Efu-r3OMecvsnmFO4rm4572jz-J8wZc19OdcabqS9sc0JDMZ2prmxWCNuL9EiJz8H-HyTnc_qof8vqcVtFMPJlu5YB0ilxPIPgPFRZYa01MavXzaX2nc8hzeEszCHixVVlS0jSwEf3FZ8KUay0jopXbFTH0-MO8%26__tn__%3DK-R%26eid%3DARCxZSKPOABVAx7oJMCAN8ezt2ZF3Sio6rph7d0KXYQvMPMi65iDk2_ZzefH6kOpUUnCWGRNsBwczkjH%26fref%3Dmentions&amp;source=gmail&amp;ust=1544790552596000&amp;usg=AFQjCNFmADmEL_UfP3-GHt-FgZNiDxf9iQ\">Abraji<\/a>(Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo) havia contabilizado 137 amea\u00e7as contra jornalistas em contexto pol\u00edtico, partid\u00e1rio e eleitoral. No atual cen\u00e1rio do Brasil, em que um presidente de extrema-direita foi eleito estimulando o \u00f3dio de seus seguidores, os riscos de quem tem o dever profissional de fiscalizar, denunciar e iluminar os cantos escuros dos candidatos e dos eleitos, assim como de todo e qualquer governo, se multiplicam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Os jornalistas que merecem este nome costumam pagar um pre\u00e7o alto por fazer o seu trabalho. Historicamente somos amea\u00e7ados pelo que efetivamente escrevemos nos jornais e revistas impressos e online ou falamos no r\u00e1dio ou na TV. O que pode estar acontecendo agora \u00e9 algo ainda mais perverso: ser colocado em risco por aquilo que N\u00c3O escrevemos e N\u00c3O falamos. Plataformas como o WhatsApp podem ser extremamente perigosas, porque a informa\u00e7\u00e3o circula de forma privada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ainda n\u00e3o est\u00e1 provado se o que aconteceu com Malu Fontes foi feito deliberadamente para coloc\u00e1-la em risco &#8211; ou se foi um engano de algu\u00e9m que leu um post de outra Malu e, ao passar adiante, trocou seu nome. Mas o estrago foi feito. E n\u00e3o h\u00e1 como dimension\u00e1-lo. A jornalista tem se esfor\u00e7ado para divulgar que n\u00e3o \u00e9 a autora do texto. Mas quantos saber\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Se esta for uma nova modalidade de colocar jornalistas em risco, pelo que n\u00e3o escrevemos mas atribuem a n\u00f3s, o n\u00famero de mortes de profissionais da imprensa, que j\u00e1 \u00e9 alto no Brasil, aumentar\u00e1. Ser linchado na internet ou ser concretamente amea\u00e7ado de morte pelo que escrevemos, dois atos que em geral est\u00e3o conectados, \u00e9 terr\u00edvel para n\u00f3s e para nossas fam\u00edlias. Mas ser linchado e amea\u00e7ado de morte pelo que nunca escrevemos mas \u00e9 atribu\u00eddo a n\u00f3s representa um degrau a mais na escala da pervers\u00e3o de criminosos de v\u00e1rios tipos, que ocupam diferentes posi\u00e7\u00f5es na sociedade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Vivemos num pa\u00eds &#8211; e num mundo &#8211; em que parte da sociedade tem demonstrado que n\u00e3o tem qualquer escr\u00fapulo. A pessoa que usa palavras de \u00f3dio porque n\u00e3o leu e n\u00e3o gostou, ou porque leu e n\u00e3o gostou do que escrevemos, n\u00e3o percebe que este tom e estas palavras n\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis na vida em comum. E que o \u00f3dio que vomita verbalmente pode levar uma outra pessoa, mais desequilibrada, ou a servi\u00e7o de for\u00e7as criminosas, a nos destruir fisicamente.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">N\u00f3s, jornalistas profissionais, escrevemos em sites confi\u00e1veis. N\u00e3o reproduzam o que n\u00e3o est\u00e1 linkado, o que tem apenas nosso nome sem qualquer garantia de que efetivamente somos os autores. Especialmente no WhatsApp. Reproduzam apenas aquilo que est\u00e1 em sites que possam ser verificados. E deem o link.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Cada um \u00e9 respons\u00e1vel pelo que dissemina nas redes sociais e em plataformas como o WhatsApp. Se responsabilizem. N\u00e3o adianta pedir desculpas depois. As desculpas podem chegar tarde demais. Neste momento t\u00e3o grave do pa\u00eds, precisamos todos ficar atentos. \u00c9 isso tamb\u00e9m que significa a frase deste momento: &#8220;Ningu\u00e9m solta a m\u00e3o de ningu\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Precisamos voltar a compreender que n\u00e3o temos inimigos. Temos advers\u00e1rios, temos opositores, discordamos. E temos uma Constitui\u00e7\u00e3o para nos dar uma base comum. A convers\u00e3o de opositores em inimigos tem levado a assassinatos neste pa\u00eds. N\u00e3o importa o que voc\u00ea defenda, cuide para n\u00e3o ser a m\u00e3o oculta por tr\u00e1s daquele que aperta o gatilho. Voc\u00ea nunca saber\u00e1 o que as suas palavras de \u00f3dio come\u00e7aram quando as lan\u00e7a num espa\u00e7o como as redes sociais e o WhatsApp.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Nenhum jornalista ou pessoa de qualquer profiss\u00e3o deve ser linchado verbalmente e correr risco de morte por fazer o seu trabalho numa democracia. Quando esse pacto come\u00e7a a ser rompido, sabemos que \u00e9 a estrutura democr\u00e1tica que come\u00e7ou a romper em alguns pontos, \u00e0s vezes muitos, e come\u00e7ou a vazar. \u00c9 preciso ficar muito atento aos sinais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Este texto \u00e9 de minha exclusiva responsabilidade. Mas acredito falar por muitos jornalistas quando afirmo: nos ajudem a ficar vivos e a seguir documentando o Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova estrat\u00e9gia para colocar jornalistas em risco pode estar em curso. 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