{"id":72118,"date":"2019-01-05T15:10:11","date_gmt":"2019-01-05T17:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=72118"},"modified":"2019-01-05T15:10:11","modified_gmt":"2019-01-05T17:10:11","slug":"oito-reais-por-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/oito-reais-por-mes\/","title":{"rendered":"Oito reais por m\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"olho\">Ao reduzir o sal\u00e1rio m\u00ednimo aprovado pelo Congresso, o governo mostra as garras<\/span><br \/>\n<span class=\"assina\">GERALDO HASSE<\/span><br \/>\nFoi ingenuidade do colunista escrever, dias atr\u00e1s, que o Brasil s\u00f3 ir\u00e1 pra frente quando curar as unhas encravadas que dificultam sua caminhada para o futuro.<br \/>\nLogo depois da publica\u00e7\u00e3o da \u00faltima coluna, na qual foram listadas oito unhas encravadas (as desigualdades de renda, o desemprego, o desmazelo ambiental etc.), o autor se deu conta de que havia esquecido de falar de outros dois problemas cr\u00f4nicos: o engessamento da d\u00edvida p\u00fablica e os brutais desn\u00edveis da previd\u00eancia social, ambos concorrendo para manter o\u00a0status quo\u00a0que faz do Brasil um pa\u00eds escrachadamente injusto.<br \/>\nSeria hora de relaxar (afinal, \u00e9 ver\u00e3o e parte do pa\u00eds est\u00e1 em f\u00e9rias), dando-se um tempo para que o novo governo mostre suas inten\u00e7\u00f5es, seus projetos etc e tal. Mas logo no primeiro dia o presidente Bolsonaro assina um decreto garfando R$ 8 do novo sal\u00e1rio m\u00ednimo rec\u00e9m-aprovado pelo Congresso. Assim, em vez de ultrapassar a barreira dos R$ 1.000, o SM retorna para R$ 998.<br \/>\nAlguns comentaristas lembraram que no seu primeiro caneta\u00e7o o capit\u00e3o-presidente tirou da mesa do trabalhador, a cada m\u00eas, dois quilos de arroz e \u00bd kg de feij\u00e3o, sob a alega\u00e7\u00e3o de que assim o governo (e as empresas) economizar\u00e1 bilh\u00f5es em despesas vinculadas ao SM, como pens\u00f5es e aposentadorias.<br \/>\nResta-nos agora esperar que o governo seja igualmente duro na hora de cortar rendimentos dos estabelecidos nos andares de cima do Edif\u00edcio Brasil.<br \/>\nEu daria um cr\u00e9dito de confian\u00e7a ao governo Bolsonaro se ele iniciasse o desmanche do esquema de realimenta\u00e7\u00e3o do endividamento p\u00fablico que favorece o sistema banc\u00e1rio e todos os seus c\u00famplices internos e externos. Dobraria o cr\u00e9dito se ele cortasse privil\u00e9gios do funcionalismo no \u00e2mbito da previd\u00eancia social.<br \/>\nAcredita-se que o novo presidente n\u00e3o tem discernimento suficiente para compreender como funcionam os mecanismos de acumula\u00e7\u00e3o de capital, al\u00e9m de outros aspectos da din\u00e2mica financeira e suas consequ\u00eancias na vida social, mas ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o burro que n\u00e3o possa perceber o que est\u00e1 fazendo.<br \/>\nPode-se atribuir ao ministro Paulo \u201cPosto Ipiranga\u201d Guedes o \u00edmpeto de cortar 8 reais do sal\u00e1rio m\u00ednimo, mas a responsabilidade do ato \u00e9 presidencial. Com seu primeiro decreto, Bolsonaro lesou 67 milh\u00f5es de trabalhadores, 10 milh\u00f5es a mais do que os votos que recebeu na elei\u00e7\u00e3o de 27 de outubro. Se continuar nesse ritmo, no dia 1 de maio ter\u00e1 liquidado a maior parte do seu capital eleitoral.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<\/strong><br \/>\n<em>&#8220;O dinheiro fala mais alto. O sal\u00e1rio m\u00ednimo apenas cochicha.&#8221;\u00a0<\/em><br \/>\nMillor Fernandes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao reduzir o sal\u00e1rio m\u00ednimo aprovado pelo Congresso, o governo mostra as garras GERALDO HASSE Foi ingenuidade do colunista escrever, dias atr\u00e1s, que o Brasil s\u00f3 ir\u00e1 pra frente quando curar as unhas encravadas que dificultam sua caminhada para o futuro. 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