{"id":73526,"date":"2019-03-27T11:37:33","date_gmt":"2019-03-27T14:37:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=73526"},"modified":"2019-03-27T11:37:33","modified_gmt":"2019-03-27T14:37:33","slug":"agapan-apisbio-e-o-cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/agapan-apisbio-e-o-cara\/","title":{"rendered":"Agapan, Apisbio e o Cara"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">GERALDO HASSE<\/span><br \/>\nPor seu conhecimento t\u00e9cnico e radicalismo verbal, o agr\u00f4nomo Sebasti\u00e3o Pinheiro pode ser considerado o sucessor natural do l\u00edder ecol\u00f3gico Jos\u00e9 Lutzenberger, fundador da Agapan que deixou uma lacuna ao falecer em 2002 aos 76 anos. \u00c9 certo que Pinheiro n\u00e3o tem a flama do velho Lutz, mas se iguala a ele no respeito ao saber dos agricultores tradicionais e na ojeriza \u00e0 interfer\u00eancia humana nos processos ecol\u00f3gicos naturais.<br \/>\nFoi o que pensei ao ouvir a rica palestra de Pinheiro a um audit\u00f3rio formado por mais de 200 estudantes, professores e cidad\u00e3os de Porto Alegre na noite da \u00faltima segunda-feira. Entre os ouvintes silenciosos, identifiquei a bi\u00f3loga Lara Lutzenberger, filha do l\u00edder ecol\u00f3gico ga\u00facho. A \u00faltima vez que vi tanta gente reunida em torno de um tema ecol\u00f3gico foi em 2005, quando o J\u00c1 levantou um debate sobre o incentivo oficial a grandes projetos de celulose de eucalipto. Naquela \u00e9poca, falou-se no risco de desfigurar o Pampa com a implanta\u00e7\u00e3o de mais de 1 milh\u00e3o de hectares de eucaliptos.<br \/>\nA eucaliptocultura ocupa atualmente 500 mil hectares no territ\u00f3rio ga\u00facho. Al\u00e9m de produzir madeira para diversos fins, sobretudo a celulose, a \u00e1rvore australiana \u00e9 uma das principais fontes de n\u00e9ctar e p\u00f3len com que contam as abelhas para produzir mel. E a\u00ed se juntam as pontas do processo agroecol\u00f3gico: cada vez mais morrem abelhas por a\u00e7\u00e3o de venenos usados em lavouras, sobretudo de soja, que ocupa 6 milh\u00f5es de hectares no RS e mais de 30 milh\u00f5es de ha no Brasil.<br \/>\nAssim como n\u00e3o h\u00e1 problema em cultivar uma \u00e1rvore australiana para produzir madeira, nada impede que se produza um gr\u00e3o asi\u00e1tico nos tr\u00f3picos sulamericanos. O problema \u00e9 o uso intensivo de produtos qu\u00edmicos que n\u00e3o apenas matam as abelhas, mas contaminam o meio ambiente, especialmente os cursos d\u2019\u00e1gua; e provocam doen\u00e7as nas pessoas e nos seres vivos em geral. Al\u00e9m dos venenos, h\u00e1 a manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de sementes. E aqui entra Sebasti\u00e3o Pinheiro com sua capacidade de cruzar informa\u00e7\u00f5es antigas e recentes, fazendo uma cr\u00edtica demolidora do modelo agr\u00edcola \u201cvenenoso\u201d em que estamos inseridos.<br \/>\nEm sua critica \u00e0s multinacionais que controlam o mercado de gr\u00e3os e assim interferem na alimenta\u00e7\u00e3o de boa parte da humanidade, comportando-se como totens donos irrefut\u00e1veis da verdade cient\u00edfica, Sebasti\u00e3o indica a leitura de \u00c9mile Durkheim (1858-1917), considerado o pai da sociologia e um dos pensadores mais importantes da modernidade, ao lado de Karl Marx, Sigmund Freud e Max Weber. Foi Durkheim que estudou a fun\u00e7\u00e3o dos totens nas sociedades humanas que os t\u00eam como divindades, for\u00e7as imanentes que n\u00e3o aceitam ser contestadas. Na vida moderna, h\u00e1 marcas, produtos e empresas com poder tot\u00eamico. As multinacionais do agroneg\u00f3cio operam como deuses intoc\u00e1veis que manipulam governantes e controlam popula\u00e7\u00f5es inteiras.<br \/>\nAqui entra o Ti\u00e3o Sem Medo: \u201c\u00c9 preciso contestar seu dom\u00ednio na vida moderna\u201d. Esses agentes n\u00e3o apenas manipulam a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Est\u00e3o envenenando a Terra. Contaminam pessoas, florestas, rios, insetos.<br \/>\nVendo Ti\u00e3o falar, acredito que estamos assistindo a uma refunda\u00e7\u00e3o do movimento ambientalista ga\u00facho. Em 1971, Lutz tinha ao seu lado Augusto Carneiro. No in\u00edcio, os dois lembravam D. Quixote e seu escudeiro Sancho no af\u00e3 por denunciar o desmatamento, a destrui\u00e7\u00e3o dos banhados e o uso abusivo de agrot\u00f3xicos nas lavouras. Pouca gente entendia seu recado. Na reda\u00e7\u00e3o dos jornais, o pr\u00f3prio Lutz sentava-se a uma mesa e datilografava o que queria dizer, pois ningu\u00e9m o entendia. Em 1972, sua mensagem foi logo entendida pela popula\u00e7\u00e3o chocada com o fedor de ovo podre emitido pela Borregaard, rec\u00e9m-instalada em Gua\u00edba. A rec\u00e9m-fundada Associa\u00e7\u00e3o Gaucha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan) logo se tornaria um dos v\u00e9rtices da luta pela cria\u00e7\u00e3o da Lei dos Agrot\u00f3xicos.<br \/>\nNo final da palestra de segunda-feira, Francisco Milanez, o presidente da Agapan, conclamou o p\u00fablico a associar-se ao movimento ecol\u00f3gico \u2013 \u201cn\u00e3o apenas \u00e0 Agapan, mas a qualquer associa\u00e7\u00e3o em defesa da vida\u201d &#8212; e cedeu o microfone a Jos\u00e9 Renato Barcelos, professor de Direito que faz parte da APISBIO, nova entidade formada por cientistas dispostos a responsabilizar os fabricantes. comerciantes e usu\u00e1rios de agrot\u00f3xicos pela mortandade das abelhas. A Apisbio entregar\u00e1 ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual um documento nesse sentido. Na pr\u00e1tica, \u00e9 o come\u00e7o da judicializa\u00e7\u00e3o da morte das abelhas, respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o da maior parte dos vegetais naturais e cultivados.<br \/>\nSugiro que os interessados acompanhem pelo Facebook (Coletivo Catarse) o evento que ocorrer\u00e1 na tarde desta quinta, 28 de mar\u00e7o, em Mata, na regi\u00e3o de Santa Maria. Essa pequena cidade de 5 mil habitantes foi escolhida para a reuni\u00e3o porque foi l\u00e1 que mais morreram abelhas mel\u00edferas no \u00faltimo ver\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE Por seu conhecimento t\u00e9cnico e radicalismo verbal, o agr\u00f4nomo Sebasti\u00e3o Pinheiro pode ser considerado o sucessor natural do l\u00edder ecol\u00f3gico Jos\u00e9 Lutzenberger, fundador da Agapan que deixou uma lacuna ao falecer em 2002 aos 76 anos. \u00c9 certo que Pinheiro n\u00e3o tem a flama do velho Lutz, mas se iguala a ele no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-73526","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84766,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/entre-o-compromisso-etico-da-amizade-e-a-omissao-silenciosa\/","url_meta":{"origin":73526,"position":0},"title":"Entre o compromisso \u00e9tico da amizade e a omiss\u00e3o silenciosa","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"6 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"Uma amizade que se retrai diante da possibilidade concreta de promover o outro revela, em \u00faltima inst\u00e2ncia, que seu v\u00ednculo est\u00e1 condicionado a certas fronteiras invis\u00edveis. 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