{"id":76359,"date":"2019-08-14T22:14:14","date_gmt":"2019-08-15T01:14:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=76359"},"modified":"2019-08-14T22:14:14","modified_gmt":"2019-08-15T01:14:14","slug":"a-maldicao-das-tordesilhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-maldicao-das-tordesilhas\/","title":{"rendered":"A maldi\u00e7\u00e3o das Tordesilhas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Aldo Rebelo<\/span><br \/>\nA capa da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista inglesa\u00a0The Economist\u00a0\u00e9 uma den\u00fancia contundente contra o Brasil.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-76361\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/the-economist-amazonia-450x300.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" \/><br \/>\nA revista acusa o governo brasileiro de estar destruindo a maior floresta tropical do planeta, quando deveria proteg\u00ea-la.<br \/>\nQuase em tom de ultimato, a publica\u00e7\u00e3o amea\u00e7a o Brasil com san\u00e7\u00f5es e boicotes de consumidores e de pa\u00edses importadores de mercadorias produzidas na Amaz\u00f4nia.<br \/>\nA mat\u00e9ria da\u00a0Economist\u00a0\u00e9 o ponto mais elevado da escalada recente promovida por ONGs, organismos multilaterais, m\u00eddia nacional e internacional e governos estrangeiros em torno do destino da grande floresta.<br \/>\nO aumento do desmatamento apontado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a posterior demiss\u00e3o do pesquisador Ricardo Galv\u00e3o, presidente do \u00f3rg\u00e3o, esteve no centro da pol\u00eamica.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o governo cogitou abrir as \u00e1reas ind\u00edgenas para a explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, posi\u00e7\u00e3o contestada por organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas e de direitos humanos.<br \/>\nA verdade \u00e9 que as estat\u00edsticas sobre o desmatamento nem sempre separam o desmatamento legal, permitido por lei, daquele realizado ilegalmente. Apresentados sem essa distin\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros repercutem na imprensa do Sul e do exterior como uma verdadeira trag\u00e9dia.<br \/>\nJ\u00e1 a minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas, prevista na Constitui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o regulamentada at\u00e9 hoje, \u00e9 outra possibilidade a melindrar as sensibilidades dos defensores dos direitos humanos daqui e de al\u00e9m-mar, que n\u00e3o se d\u00e3o conta de que essa explora\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 praticada de forma clandestina pelos pr\u00f3prios \u00edndios ou por garimpeiros a eles associados.<br \/>\nOs partid\u00e1rios do governo se defendem ensaiando um t\u00edmido discurso nacionalista de defesa da Amaz\u00f4nia e reproduzindo ataques \u00e0s ONGs interesseiras financiadas por dinheiro externo.<br \/>\nA oposi\u00e7\u00e3o liberal e de esquerda, em tons variados, faz coro com as press\u00f5es internacionais, na l\u00f3gica nem sempre verdadeira de que o inimigo do meu inimigo \u00e9 meu aliado.<br \/>\nA Amaz\u00f4nia continua sendo um desafio geopol\u00edtico, econ\u00f4mico, social e demogr\u00e1fico ainda n\u00e3o compreendido pelo Brasil, e essa incompreens\u00e3o est\u00e1 na origem de seu atraso, subdesenvolvimento e vulnerabilidade.<br \/>\nEm 2001, o escritor e consultor de geopol\u00edtica e de defesa da ONU e do Minist\u00e9rio de Defesa da Fran\u00e7a, Pascal Boniface, publicou o livro\u00a0Les Guerres de demain\u00a0(As Guerras do amanh\u00e3, sem tradu\u00e7\u00e3o no Brasil), e deu a um dos cap\u00edtulos o t\u00edtulo de Guerras do Meio Ambiente.<br \/>\nO cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel desta guerra, segundo Boniface, seria a Amaz\u00f4nia brasileira, quando pot\u00eancias internacionais interveriam com apoio da ONU, pretextando a neglig\u00eancia do Brasil na prote\u00e7\u00e3o da floresta.<br \/>\nEmbora Boniface possa ter exagerado na proje\u00e7\u00e3o de seu cen\u00e1rio de guerra ambiental, o Brasil n\u00e3o pode subestimar o fato de a Amaz\u00f4nia se encontrar no centro de uma grande controv\u00e9rsia internacional envolvendo o tema do momento, ou seja, meio ambiente e aquecimento global, com todas as suas implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, comerciais e geopol\u00edticas.<br \/>\nEnquanto escrevia este artigo, tomei conhecimento da publica\u00e7\u00e3o na prestigiada revista norte-americana de diplomacia\u00a0Foreign Policy\u00a0do texto do professor da Universidade de Harvard, Stephen M Walt, com o t\u00edtulo provocador: Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amaz\u00f4nia?<br \/>\nO professor Walt projeta o cen\u00e1rio imagin\u00e1rio para 2025, quando ent\u00e3o os Estados Unidos dariam um ultimato ao Brasil para interromper o desmatamento ou sofreria uma interven\u00e7\u00e3o militar.<br \/>\nAten\u00e7\u00e3o: o presidente da Rep\u00fablica e seu ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores se consideram aliados dos Estados Unidos e pela alian\u00e7a est\u00e3o dispostos a sacrificar os interesses geopol\u00edticos e comerciais do Brasil. Estariam dispostos a tamb\u00e9m sacrificar a Amaz\u00f4nia?<br \/>\nA aus\u00eancia e as defici\u00eancias do estado brasileiro na regi\u00e3o estimulam as a\u00e7\u00f5es das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais nacionais e estrangeiras e a sua tentativa de tutelar as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, aproveitando-se de sua situa\u00e7\u00e3o de abandono e de suas enormes car\u00eancias.<br \/>\nSome-se a isso o surgimento, mesmo que em car\u00e1ter embrion\u00e1rio, de movimentos \u201cseparatistas\u201d, mais como um clamor e den\u00fancia diante do desprezo do poder central pela regi\u00e3o.<br \/>\nO agr\u00f4nomo paraense Ciro Siqueira, editor do blog\u00a0Ambiente Inteiro\u00a0\u00e9 um dos que prop\u00f5em o debate \u201cvamos conversar sobre a independ\u00eancia da Amaz\u00f4nia\u201d. Ciro redigiu uma esp\u00e9cie de manifesto, que busca inspira\u00e7\u00e3o na Cabanagem, movimento popular de caboclos, seringueiros, \u00edndios e fazendeiros, que na primeira metade do s\u00e9culo XIX chegou a tomar a cidade de Bel\u00e9m e exigiu grande esfor\u00e7o do imp\u00e9rio para ser debelado.<br \/>\nEle \u00e9 da opini\u00e3o que o confronto atual governo x ONGs, longe de enfraquecer estas, devolveu a elas o discurso da amea\u00e7a e do risco das florestas, com o qual atrai o dinheiro e a aten\u00e7\u00e3o para sua a\u00e7\u00e3o desagregadora.<br \/>\nEm um de seus textos, Ciro registra que ao propor o encerramento do antigo modelo de ocupa\u00e7\u00e3o que implicava em desmatamento, as ONGs nada prop\u00f5em para substitui-lo. Segundo ele, ao asfixiar a economia velha, os ambientalistas acabam com os empregos, as expectativas de vida e o futuro dos amaz\u00f4nidas, sem que se implante em seu lugar uma economia sustent\u00e1vel. O resultado \u00e9 necessariamente a mis\u00e9ria e o conflito social.<br \/>\nPenso que pesa sobre a regi\u00e3o amaz\u00f4nica o que denominei maldi\u00e7\u00e3o de Tordesilhas, traduzida na incapacidade do Brasil de incorporar plenamente ao seu territ\u00f3rio a \u00e1rea que separava os dom\u00ednios de Portugal e Espanha pelo tratado de 1494, e que a tenacidade portuguesa veio a integrar \u00e0 base f\u00edsica do nosso pa\u00eds.<br \/>\nLinha de Tordesilhas<br \/>\nQuase tudo no Brasil permanece a leste de Tordesilhas (linha imagin\u00e1ria que corta o pa\u00eds de norte a sul, a partir de Bel\u00e9m, no estado do Par\u00e1, at\u00e9 Laguna, em Santa Catarina): a economia, a infraestrutura, a popula\u00e7\u00e3o, a ci\u00eancia, quase tudo est\u00e1 a leste.<br \/>\nPrincipalmente no Norte, restou o que o historiador Craveiro Costa chamou de deserto ocidental, referindo-se \u00e0 Amaz\u00f4nia. A\u00ed vive a popula\u00e7\u00e3o com a menor expectativa de vida do pa\u00eds, com a menor taxa de saneamento b\u00e1sico, com o maior n\u00famero de escolas sem \u00e1gua e sem luz.<br \/>\nA\u00ed est\u00e3o capitais de estados que n\u00e3o t\u00eam liga\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria ou ferrovi\u00e1ria, a\u00ed est\u00e1 ainda a completa aus\u00eancia de infraestrutura para o desenvolvimento, principalmente as infovias. Uma de suas capitais, Boa Vista, sequer est\u00e1 ligada ao Sistema Nacional de distribui\u00e7\u00e3o de energia, dependendo da vizinha Venezuela ou de solu\u00e7\u00f5es locais.<br \/>\nA defesa da Amaz\u00f4nia e sua plena integra\u00e7\u00e3o ao Brasil exige um governo de uni\u00e3o nacional, que coesione todos os brasileiros e a intelig\u00eancia do pa\u00eds frente \u00e0s incompreens\u00f5es, as cobi\u00e7as e interesses externos.<br \/>\nUm governo que aposta na divis\u00e3o dos brasileiros est\u00e1 exposto \u00e0 impot\u00eancia interna e ao isolamento externo, e, portanto, limitado no desafio gigantesco de superar a maldi\u00e7\u00e3o de Tordesilhas e fazer de uma Amaz\u00f4nia desenvolvida e socialmente equilibrada parte indissol\u00favel da geografia e da sociedade nacional.<br \/>\n*Aldo Rebelo \u00e9 jornalista, foi ministro da Coordena\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais; do Esporte; da Ci\u00eancia e Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e da Defesa nos governos Lula e Dilma.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo Rebelo A capa da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista inglesa\u00a0The Economist\u00a0\u00e9 uma den\u00fancia contundente contra o Brasil. 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