{"id":76675,"date":"2019-08-26T11:17:23","date_gmt":"2019-08-26T14:17:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=76675"},"modified":"2019-08-26T11:17:23","modified_gmt":"2019-08-26T14:17:23","slug":"hong-kong-a-ocupacao-que-nao-terminou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/hong-kong-a-ocupacao-que-nao-terminou\/","title":{"rendered":"Hong Kong, a ocupa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o terminou"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Aldo Rebelo<\/span><br \/>\nHong Kong, um dos \u00faltimos enclaves brit\u00e2nicos e, portanto, do ocidente, segundo o conceito de guerra civilizat\u00f3ria em moda, foi devolvido \u00e0 China, ou seja, ao oriente, em 1997, depois de 155 anos de ocupa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas a batalha por Hong Kong est\u00e1 longe de terminar. A ilha foi tomada dos chineses em 1842 ao t\u00e9rmino da primeira Guerra do \u00d3pio, no primeiro grande ciclo de expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, quando o tear e a canhoneira a vapor constru\u00edram o imp\u00e9rio no qual o sol nunca se punha.<br \/>\nA Inglaterra combatia o tr\u00e1fico de escravos no ocidente e impunha, pelas armas, o tr\u00e1fico de drogas no oriente. O \u00f3pio, produzido a partir da papoula das col\u00f4nias brit\u00e2nicas na \u00c1sia, contrabandeado, ajudava a equilibrar a balan\u00e7a comercial deficit\u00e1ria com a China.<br \/>\nDepois das seguidas guerras perdidas para o ocidente, a China foi obrigada a aceitar tratados de paz humilhantes e a ceder dezenas de seus portos aos imp\u00e9rios coloniais europeus e aos Estados Unidos. Da\u00ed nasceu a express\u00e3o \u201cneg\u00f3cio da China\u201d para caracterizar qualquer transa\u00e7\u00e3o extremamente vantajosa para uma das partes.<br \/>\nAt\u00e9 a Revolu\u00e7\u00e3o conduzida por Mao Ts\u00e9-Tung, em 1949, era poss\u00edvel encontrar \u00e0 entrada do bairro ingl\u00eas em Xangai a inscri\u00e7\u00e3o: \u201cProibida a entrada de c\u00e3es e de chineses\u201d.<br \/>\nAt\u00e9 o in\u00edcio do S\u00e9culo XIX, a China era a primeira economia do mundo, algumas vezes maior que a economia brit\u00e2nica, com a qual acumulava expressivo saldo comercial.<br \/>\nPara tentar abrir o mercado chin\u00eas aos produtos brit\u00e2nicos, o rei George III enviou uma grande delega\u00e7\u00e3o \u00e0 China, chefiada por\u00a0lordMacartney. A numerosa comitiva fez uma escala de um m\u00eas no Porto do Rio de Janeiro para descanso e reabastecimento a caminho da China.<br \/>\nMas o imperador Qianlong, depois de fazer a miss\u00e3o real esperar mais de 30 dias, recebeu\u00a0lord\u00a0Macartney em audi\u00eancia para negar todas as propostas do rei George, inclusive a permiss\u00e3o para abrir uma embaixada na China. N\u00e3o impressionaram Qianlong nenhuma maravilha da ind\u00fastria brit\u00e2nica e nem os canh\u00f5es enviados de presente pelo monarca da Inglaterra.<br \/>\nO resto da hist\u00f3ria \u00e9 bem conhecido. Depois de mais duas tentativas diplom\u00e1ticas de apresentar aos chineses as conquistas da tecnologia e da ind\u00fastria a vapor, os brit\u00e2nicos decidiram enviar as canhoneiras a vapor e os portos chineses foram bombardeados e ocupados.<br \/>\nO \u00f3pio e as demais mercadorias brit\u00e2nicas passaram a ter acesso livre ao gigantesco mercado do pa\u00eds asi\u00e1tico, pelos \u201ctratados desiguais\u201d como denominaram os chineses as atas de rendi\u00e7\u00e3o impostas pelo imp\u00e9rio ocidental em expans\u00e3o.<br \/>\nA China conheceu ent\u00e3o um longo per\u00edodo de decl\u00ednio, revertido a partir da Revolu\u00e7\u00e3o de 1949, e principalmente, depois das reformas promovidas pela lideran\u00e7a de Deng Xiaoping.<br \/>\nA devolu\u00e7\u00e3o de Hong Kong foi acertada, no come\u00e7o de d\u00e9cada de 1980, entre a primeira ministra Margaret Thatcher e o l\u00edder Deng Xiaoping, e consumada em 1997, depois de 155 anos de dom\u00ednio brit\u00e2nico.<br \/>\nHoje, Hong Kong \u00e9 colhida no epicentro da disputa geopol\u00edtica, cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica, comercial, diplom\u00e1tica e militar entre os Estados Unidos e a China. Amea\u00e7ados em sua supremacia pelo r\u00e1pido desenvolvimento de seu concorrente, os Estados Unidos procuram bloquear por todos os meios a ascens\u00e3o chinesa ao posto mais elevado do p\u00f3dio da economia mundial.<br \/>\nA China, protegida pela expans\u00e3o de sua economia gigantesca e pela disponibilidade de recursos para investimentos e cr\u00e9dito interno e externo, n\u00e3o est\u00e1 disposta a renunciar aos dividendos decorrentes de sua posi\u00e7\u00e3o privilegiada.<br \/>\nDeseja o m\u00e1ximo de seguran\u00e7a para suas rotas de navega\u00e7\u00e3o no Mar do Sul da China e para seu ambicioso projeto da nova rota da seda, denominado\u00a0One Belt, One Road\u00a0(Um cintur\u00e3o, uma rota), o que inclui passagem pelo Pac\u00edfico e pelo \u00cdndico, vigiados pela supremacia da esquadra norte-americana.<br \/>\nHong Kong e seu modelo de \u201cum pa\u00eds e dois sistemas\u201d \u00e9 o ambiente ideal para o ocidente, leia-se Estados Unidos, testar os nervos e a resili\u00eancia do gigante asi\u00e1tico.<br \/>\nO presidente Trump tem feito uma defesa moderada das manifesta\u00e7\u00f5es em Hong Kong, mas Pequim sabe que d\u00f3lares norte-americanos abastecem as ONGs e os movimentos democr\u00e1ticos na ilha, al\u00e9m do apoio midi\u00e1tico, \u00e9 claro.<br \/>\nUm porta-voz oficial chin\u00eas deu o tom da rea\u00e7\u00e3o ao problema: \u201cN\u00f3s gostar\u00edamos de deixar bem claro para o grupo bem pequeno de criminosos inescrupulosos e violentos e para as for\u00e7as sujas por tr\u00e1s deles: aqueles que brincam com fogo morrer\u00e3o queimados\u201d.<br \/>\nA disputa por Hong Kong n\u00e3o \u00e9 por mais ou menos democracia, \u00e9 muito mais do que isso, \u00e9 por mais ou menos hegemonia entre China e Estados Unidos. N\u00e3o era por democracia no Iraque e na L\u00edbia, era por petr\u00f3leo. Estados Unidos e China sabem disso e se movem em Hong Kong a partir desta li\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo Rebelo Hong Kong, um dos \u00faltimos enclaves brit\u00e2nicos e, portanto, do ocidente, segundo o conceito de guerra civilizat\u00f3ria em moda, foi devolvido \u00e0 China, ou seja, ao oriente, em 1997, depois de 155 anos de ocupa\u00e7\u00e3o. Mas a batalha por Hong Kong est\u00e1 longe de terminar. 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