{"id":77672,"date":"2019-09-23T17:15:06","date_gmt":"2019-09-23T20:15:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=77672"},"modified":"2019-09-23T17:15:06","modified_gmt":"2019-09-23T20:15:06","slug":"a-civilizacao-ocidental-o-liberalismo-e-a-ameaca-do-rentismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-civilizacao-ocidental-o-liberalismo-e-a-ameaca-do-rentismo\/","title":{"rendered":"A civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, o liberalismo e a amea\u00e7a do rentismo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\"><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-77677\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Aldo-Rebelo.png\" alt=\"\" width=\"85\" height=\"116\" \/>Aldo Rebelo<\/strong><\/span><br \/>\nEm artigo recente publicado no di\u00e1rio\u00a0 londrino <em>Financial Times<\/em>, e reproduzido no Brasil pelo jornal\u00a0<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>, seu principal colunista, Martin Wolf, adverte que o capitalismo e a democracia est\u00e3o amea\u00e7ados pelo capitalismo rentista e os privil\u00e9gios por ele criados em preju\u00edzo da maioria das pessoas e da sociedade.<br \/>\nO jornal de Wolf \u00e9 o principal porta-voz do mundo das finan\u00e7as, e n\u00e3o est\u00e1 sozinho na severa advert\u00eancia que faz dos riscos para a pr\u00f3pria democracia ocidental, derivados da desenfreada gan\u00e2ncia e dos exagerados ganhos financeiros produzidos pelo sistema.<br \/>\nMas o\u00a0<em>Financial Times<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 voz solit\u00e1ria na grave den\u00fancia que faz do abismo que separa as expectativas da sociedade da realidade criada pelo capitalismo dos nossos dias.<br \/>\nEm setembro de 2018, a revista\u00a0<em>The Economist<\/em>\u00a0publicou um longo manifesto para celebrar os 175 anos de sua funda\u00e7\u00e3o. O texto intitulado \u201cReinventando o liberalismo para o s\u00e9culo XXI\u201d \u00e9 um precioso balan\u00e7o das ideias que promoveram o liberalismo econ\u00f4mico, do qual a revista inglesa foi e continua sendo o mais respeit\u00e1vel e entusiasta porta-voz.<br \/>\nO manifesto reafirma a defesa do livre com\u00e9rcio, do livre mercado, e das liberdades individuais como postulados centrais para a humanidade alcan\u00e7ar o bem-estar material e espiritual.<br \/>\nChama aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, a autocr\u00edtica dos erros cometidos pela revista ao longo de sua j\u00e1 longeva exist\u00eancia, entre eles, em per\u00edodo mais remoto, o apoio ao colonialismo e ao imperialismo e contra o sufr\u00e1gio universal, as leis de prote\u00e7\u00e3o da pobreza e das v\u00edtimas da fome na Irlanda.<br \/>\nNo per\u00edodo mais recente,\u00a0<em>The Economist\u00a0<\/em>se penitencia do aval \u00e0 desastrada invas\u00e3o do Iraque pelos Estados Unidos, apoiada pela Gr\u00e3-Bretanha.<br \/>\nO manifesto conclui com uma dura senten\u00e7a: ou o liberalismo se reinventa, voltando a significar progresso para as pessoas e esperan\u00e7a em um mundo mais justo, ou pagar\u00e1 um alto pre\u00e7o por se confundir com a elite financeira, vista pela popula\u00e7\u00e3o como respons\u00e1veis por suas dificuldades e seus infort\u00fanios.<br \/>\nA verdade \u00e9 que a amea\u00e7a ao sistema capitalista, \u00e0 chamada civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e \u00e0 democracia liberal n\u00e3o nasce de um movimento socialista poderoso, ou de \u201chordas\u201d de b\u00e1rbaros atravessando o Dan\u00fabio, mas das pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es criadas pelo rentismo ao agravar o fosso social entre ricos e pobres, ao pauperizar as classes m\u00e9dias e inviabilizar o capitalismo concorrencial.<br \/>\nEmbora o di\u00e1rio e a revista deixem fora de sua agenda a quest\u00e3o nacional, \u00e9 importante destacar que o capital financeiro engendrou tamb\u00e9m o colonialismo cambial, determinando perdas irrepar\u00e1veis \u00e0s na\u00e7\u00f5es cujas moedas n\u00e3o disp\u00f5em de defesa contra os ataques especulativos e demais mecanismos de submiss\u00e3o impostos pelos monop\u00f3lios internacionais das finan\u00e7as.<br \/>\nO\u00a0<em>Financial Times<\/em>\u00a0e a revista\u00a0<em>The Economist<\/em>\u00a0abordam suas preocupa\u00e7\u00f5es a partir da realidade das na\u00e7\u00f5es centrais do capitalismo.<br \/>\nN\u00e3o est\u00e3o focados no desdobramento dos efeitos nefastos do rentismo na periferia do sistema. Mas \u00e9 evidente que os efeitos s\u00e3o muito mais graves e nefastos para as na\u00e7\u00f5es desprovidas dos meios capazes de se proteger dos preju\u00edzos de sua a\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria.<br \/>\n\u00c9 preciso lembrar que as cren\u00e7as no rentismo est\u00e3o plenamente instaladas na dire\u00e7\u00e3o da economia do Brasil.<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o demolidora contra o Estado Nacional e suas responsabilidades deixa o Pa\u00eds ainda mais exposto aos danos que o rentismo provoca contra o interesse social e o interesse nacional.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo Rebelo Em artigo recente publicado no di\u00e1rio\u00a0 londrino Financial Times, e reproduzido no Brasil pelo jornal\u00a0Valor Econ\u00f4mico, seu principal colunista, Martin Wolf, adverte que o capitalismo e a democracia est\u00e3o amea\u00e7ados pelo capitalismo rentista e os privil\u00e9gios por ele criados em preju\u00edzo da maioria das pessoas e da sociedade. O jornal de Wolf \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-77672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84564,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-nova-celulose-a-beira-do-guaiba-e-o-risco-de-repetir-a-borregaard\/","url_meta":{"origin":77672,"position":0},"title":"A nova celulose \u00e0 beira do Gua\u00edba e o risco de repetir a Borregaard","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"6 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"ELMAR BONES No dia 16 de mar\u00e7o de 1972 foi inaugurada a Ind\u00fastria de Celulose Borregaard, em Gua\u00edba, com a presen\u00e7a das mais altas autoridades e manchetes ufanistas em todos os jornais. 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