{"id":78144,"date":"2019-10-07T15:50:49","date_gmt":"2019-10-07T18:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=78144"},"modified":"2019-10-07T15:50:49","modified_gmt":"2019-10-07T18:50:49","slug":"encruzilhada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/encruzilhada\/","title":{"rendered":"Encruzilhada"},"content":{"rendered":"<p>O SUL EM BUSCA DE UM NORTE<br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favida de que o projeto de minera\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o em Charqueadas\/Eldorado do Sul situa-se numa encruzilhada decisiva.<br \/>\nN\u00e3o se trata simplesmente de aprovar ou vetar o projeto da Copelmi.<br \/>\n\u00c9 muito mais do que uma quest\u00e3o local. A quest\u00e3o \u00e9 global.<br \/>\nAl\u00e9m de uma avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, cabe uma aprecia\u00e7\u00e3o hol\u00edstica dos princ\u00edpios ambientais e valores humanos embutidos nesse gigantesco empreendimento.<br \/>\n\u00c9 hora de resolver de uma vez por todas o impasse entre o direito popular a um ambiente limpo e o direito empresarial de explorar recursos naturais para produzir eletricidade e outros insumos.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 achismo ou mero palpite. Desde crian\u00e7a, vivenciei tantas modalidades de gera\u00e7\u00e3o de energia, primeiro como cidad\u00e3o\/consumidor e posteriormente como rep\u00f3rter\/observador, que me considero razoavelmente qualificado para fazer algumas considera\u00e7\u00f5es. Vejamos alguns epis\u00f3dios.<br \/>\nNa casa de madeira em que fui criado, a \u00e1gua do banho era aquecida no fog\u00e3o a\u00a0<strong>lenha<\/strong>; para iluminar um ou outro c\u00f4modo, cont\u00e1vamos com\u00a0<strong>velas de sebo<\/strong>\u00a0ou lampi\u00e3o a\u00a0<strong>querosene<\/strong>. Em certas \u00e9pocas do ano, o m\u00e1ximo de conforto era oferecido por um motorzinho a\u00a0<strong>\u00f3leo diesel<\/strong>\u00a0que funcionava por duas horas ap\u00f3s o entardecer. Cinco minutos antes do desligamento do servi\u00e7o, a luz piscava tr\u00eas vezes e, pronto, logo depois aquela comunidade rural da v\u00e1rzea do m\u00e9dio Jacu\u00ed mergulhava na escurid\u00e3o e no sil\u00eancio. Em algumas noites se ouvia o som de um viol\u00e3o ou uma gaita. Ou era o vento chacoalhando o arvoredo.<br \/>\nNo final dos anos 1950, enquanto a Petrobras engatinhava, eu ajudava a alimentar com\u00a0<strong>lenha de eucalipto<\/strong>\u00a0a fornalha de uma locom\u00f3vel que puxava \u00e1gua para irrigar uma lavoura de arroz. Ainda depend\u00edamos de formas primitivas de energia que, no entanto, ainda est\u00e3o a\u00ed, fazendo parte da matriz energ\u00e9tica brasileira.<br \/>\nDepois, morando na casa-sede de uma fazenda isolada no topo de uma coxilha na campanha, a novidade era a\u00a0<strong>energia e\u00f3lica<\/strong>. A 10 metros do ch\u00e3o, no alto de um poste, o cata-vento carregava uma bateria que acumulava energia suficiente para acender uma ou outra l\u00e2mpada e o aparelho de r\u00e1dio \u2013 m\u00fasica e not\u00edcias. Mas o b\u00e1sico ainda era o duo lenha-querosene.<br \/>\nNa entrada dos anos 60, nossas tradicionais formas de transporte pessoal e de cargas \u2013 cavalo, carro\u00e7as, charretes \u2013 passaram a ser substitu\u00eddas por ve\u00edculos a motor (<strong>gasolina<\/strong>, sobretudo); com as bicicletas correndo por fora, vimos como uma evolu\u00e7\u00e3o sensacional as marias-fuma\u00e7as tocadas a\u00a0<strong>carv\u00e3o mineral ou lenha<\/strong>\u00a0sa\u00edrem\u00a0\u00a0dos\u00a0\u00a0trilhos para a passagem das gigantescas locomotivas a\u00a0<strong>\u00f3leo diesel<\/strong>. At\u00e9 ent\u00e3o, o barulho do trem, a fuma\u00e7a e o cheiro do carv\u00e3o de pedra queimado eram considerados sinais de progresso.<br \/>\n<em>Mutatis mutandi<\/em>, as chaves do progresso inverteram-se. As v\u00e1rias formas de polui\u00e7\u00e3o seriam objeto de alertas a partir de 1968, quando um grupo de s\u00e1bios reunido no chamado Clube de Roma come\u00e7ou a preparar o documento Os Limites do Crescimento, lan\u00e7ado como livro em 1972. Foi a primeira vez que se falou objetivamente, com dados concretos, sobre o desajuste entre o crescimento econ\u00f4mico, a explos\u00e3o populacional e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<br \/>\nEm cima do lance, em 1971 um grupo de cidad\u00e3os de Porto Alegre liderados por Jos\u00e9 Lutzenberger colocou a raz\u00e3o ecol\u00f3gica no ar ao criar a Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o Natural, a famosa Agapan.<br \/>\nNa Confer\u00eancia Mundial do Meio Ambiente, realizada em 1972 em Estocolmo, n\u00e3o prosperou a tese europ\u00e9ia do crescimento zero, que condenaria os pa\u00edses pobres ao eterno subdesenvolvimento. \u201cA pior forma de polui\u00e7\u00e3o \u00e9 a pobreza\u201d, clamou a\u00a0\u00a0primeira-ministra Indira Gandhi, da India. Nasceu ali o conceito de ecodesenvolvimento, palavra que se desdobraria na express\u00e3o \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, presente em todos os artigos e discursos sobre ecologia.\u00a0\u00a0E foi criado o PNUMA \u2013 Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente.<br \/>\nNos anos seguintes houve diversos epis\u00f3dios hist\u00f3ricos que provocaram sucessivas confer\u00eancias mundiais seguidas de acordos diplom\u00e1ticos mais ou menos inconsequentes. Crise do petr\u00f3leo provocada pela OPEP em 1973. Pro\u00e1lcool em 1975. Acidente na usina nuclear de Three Miles Islands em 1979 na Pensilv\u00e2nia. Explos\u00e3o da usina de Chernobyl na URSS em 1986. Eco-92 no Rio. Queda do Muro de Berlim em 1989. Gasoduto Brasil-Bolivia inaugurado em 2000 em Bigua\u00e7u, SC. Parque e\u00f3lico de Os\u00f3rio (RS) iniciado em 2005. Descoberta do Pr\u00e9-Sal em 2006. Protocolo de Kyoto assinado em 2007. Crise financeira global de 2008. Acordo de Paris em 2015 visando reduzir as emiss\u00f5es respons\u00e1veis pelo efeito-estufa.<br \/>\nE aqui estamos debatendo se o velho carv\u00e3o de pedra \u00e9 capaz de aliviar a situa\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do Rio Grande do Sul&#8230; Alivia, e at\u00e9 pode alavancar o crescimento da economia regional, mas a que custo ambiental?<br \/>\nEis a quest\u00e3o: cavar ou n\u00e3o cavar?<br \/>\n\u201cCavem!\u201d, diriam Borges de Medeiros, Get\u00falio Vargas e Leonel Brizola, os tr\u00eas maiores estadistas do Rio Grande, todos favor\u00e1veis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o de pedra nos seus tempos de governo, d\u00e9cadas atr\u00e1s. Suas atitudes poderiam ser tomadas como par\u00e2metros para os dias de hoje?<br \/>\nA verdade \u00e9 que, a cada novo projeto, nos inclinamos a esquecer o impasse detectado h\u00e1 meio s\u00e9culo pelo Clube de Roma. Pior, fazemos de conta que o aquecimento global n\u00e3o \u00e9 uma amea\u00e7a concreta. E ainda minimizamos o fato de que a jazida de carv\u00e3o da Copelmi fica a apenas 1,5 km do rio Jacu\u00ed, o maior manancial de \u00e1gua de Porto Alegre.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 preciso ser ambientalista para temer a concretiza\u00e7\u00e3o desse megaprojeto mas, na d\u00favida, consultei um amigo ge\u00f3logo, professor na Universidade de S\u00e3o Paulo, sobre a viabilidade do carv\u00e3o mineral como fonte de energia.<br \/>\nSem entrar em detalhes t\u00e9cnicos, ele disse que sim, o carv\u00e3o \u00e9 uma rica forma de energia mas, \u201cveja bem\u201d, o custo de implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de mecanismos de controle ambiental, despolui\u00e7\u00e3o e limpeza \u00e9 t\u00e3o alto que torna o investimento desinteressante para a iniciativa privada, cujo objetivo primordial \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o do capital, n\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<br \/>\nOu, seja, para que o projeto d\u00ea lucro, ser\u00e1 preciso fazer alguma sujeira. Para que d\u00ea muito lucro, foda-se o meio ambiente. Simples assim: that\u2019s business. Tudo isso sem considerar a possibilidade de um acidente. Por exemplo, uma enchente do Jacu\u00ed e seus afluentes. A sede de Eldorado do Sul fica 19 metros acima do n\u00edvel do mar.<br \/>\nResta uma pergunta: sendo a minera\u00e7\u00e3o uma atividade altamente poluente, seria ent\u00e3o o caso de pensar que a seguran\u00e7a energ\u00e9tica proporcionada pelo carv\u00e3o mineral deveria resultar de um criterioso investimento estatal capaz de promover o desenvolvimento econ\u00f4mico sem contaminar o meio ambiente?<br \/>\nSim ou n\u00e3o, esse \u00e9 um debate que vale tanto para o varj\u00e3o \u00famido do baixo Jacu\u00ed quanto para o bioma amaz\u00f4nico \u2013 e, claro, interessa tamb\u00e9m a outras regi\u00f5es com potencial mineral. No Jacu\u00ed como na Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de min\u00e9rios, existem agricultores, animais, ind\u00edgenas, sitiantes, urban\u00f3ides e vegetais que merecem considera\u00e7\u00f5es ambientais, sociais, culturais e econ\u00f4micas.<br \/>\nAl\u00e9m de audi\u00eancias, estudos e relat\u00f3rios, o sucesso do debate talvez exija a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito que n\u00e3o se restrinja aos munic\u00edpios carbon\u00edferos, mas envolva toda a regi\u00e3o potencialmente impactada pelas consequ\u00eancia da extra\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o e seu beneficiamento ou coisa que o valha.<br \/>\nPrecisamos entender que assim s\u00e3o as encruzilhadas. Para sair delas, \u00e9 preciso pesar bem os fatores em jogo, sem esquecer de minimizar os riscos da escolha do caminho que nos levar\u00e1 a um futuro melhor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O SUL EM BUSCA DE UM NORTE N\u00e3o tenho d\u00favida de que o projeto de minera\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o em Charqueadas\/Eldorado do Sul situa-se numa encruzilhada decisiva. N\u00e3o se trata simplesmente de aprovar ou vetar o projeto da Copelmi. \u00c9 muito mais do que uma quest\u00e3o local. A quest\u00e3o \u00e9 global. 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Abril, no sul do Par\u00e1, \u00e9 sempre um m\u00eas que arde.\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/mc006.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-kko","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78144"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78144\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}