{"id":79398,"date":"2019-11-25T12:56:29","date_gmt":"2019-11-25T15:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=79398"},"modified":"2019-11-25T12:56:29","modified_gmt":"2019-11-25T15:56:29","slug":"a-morte-como-estrategia-de-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-morte-como-estrategia-de-governo\/","title":{"rendered":"JORGE BARCELLOS\/A morte como estrat\u00e9gia de governo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Jorge Barcellos*<\/span><br \/>\nHavia algo de verdade no gesto da arminha de Jair Bolsonaro. Os dois dedos simulando a arma, adotado por uma imensa maioria de adeptos do pensamento de direita, estava ali para simbolizar exatamente o cerne das pol\u00edticas que seriam adotadas. A ideia de que matar \u00e9 uma forma de governo, assumia simbolicamente no gesto, sua verdade.<br \/>\nA virada fascista neoliberal no Brasil adota o s\u00edmbolo da arminha, dos dedos em riste, porque guardamos em nossa forma de governar nossas origens escravagistas coloniais. O gesto \u00e9 a express\u00e3o do mais arcaico da pol\u00edtica brasileira, signo evidente da morte que se apresenta como efeito da explora\u00e7\u00e3o do capital em seu est\u00e1gio financeiro como objetivo de Estado.<br \/>\nA ideia de gest\u00e3o da morte como objetivo de Estado chega a n\u00f3s pela tradi\u00e7\u00e3o dos estudos de Michel Foucault e Achille Mbembe. Nesta narrativa, a vida \u00e9 \u00faltimo objeto de poder, nelas os corpos s\u00e3o vigiados, normatizados e disciplinados, tudo deve entrar na linha de produ\u00e7\u00e3o. Hospitais, escolas, pris\u00f5es foram apenas o ensaio geral das formas de poder do capital. No advento da fase neoliberal do capitalismo, a propaga\u00e7\u00e3o da disciplina e do controle d\u00e1-se agora para toda sociedade, a pris\u00e3o se tornou o modelo para a sociedade e o governo neoliberal, seu gerente. \u00c9 por isso que nossas liberdades de escolha s\u00e3o cada vez mais reduzidas: como trabalhar, onde trabalhar, que direitos posso possuir? Vivemos no mundo da liberdade de empreender, desde que o fracasso seja individualizado, e os lucros socializados com a elite financeira.<br \/>\nEssa ideia \u00e9 o cerne do cap\u00edtulo \u201cMatar como arte de governo\u201d, integrante da obra Ruptura (n-1 Edi\u00e7\u00f5es, 2019), escrita pelo Coletivo Centelha. O coletivo \u00e9 an\u00e1rquico-revolucion\u00e1rio, n\u00e3o se identifica seus membros como estrat\u00e9gia de luta e seus argumentos atingem o centro das pol\u00edticas ultra neoliberais. \u00c9 esse \u201cgoverno das liberdades de escolha\u201d que faz com que a \u00fanica op\u00e7\u00e3o do desempregado seja, como afirmou Lula em seu discurso, a de ser motorista de aplicativo ou de bicicleta; que faz com que cada vez mais nos aproximemos das regi\u00f5es coloniais da \u00c1frica do Sul pelo aumento da pobreza extrema. Pois existem muitas formas de propagar a execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, a tortura e o desaparecimento de cidad\u00e3os: pode-se executar fisicamente os que de alguma forma incomodam, como foi o caso de Marielle; pode-se impor a tortura sem tocar o corpo, como no caso do parcelamento salarial; pode-se impor o desaparecimento de cidad\u00e3os, simplesmente pela ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas higienistas pelos governantes.<br \/>\nPara os autores de Ruptura, nas regi\u00f5es do planeta marcados pela cat\u00e1strofe, governar \u00e9 gerir mortos, tratar setores da popula\u00e7\u00e3o \u2013 via de regra os mais pobres \u2013 como mortos potenciais \u201cgovernar \u00e9 produzir zumbis\u201d. N\u00e3o \u00e9 a melhor figura para identificar os que defendem o governo de Jair Bolsonaro: n\u00e3o basta a reforma trabalhista e previdenci\u00e1ria, seus defensores continuam, mesmo v\u00edtimas de sua pol\u00edtica, a ador\u00e1-lo. N\u00e3o \u00e9 exatamente os zumbis de que fala o coletivo Centelha? A diferen\u00e7a \u00e9 que aqui n\u00e3o se trata de decidir sobre cad\u00e1veres an\u00f4nimos que se produzem enquanto o Estado garante a concentra\u00e7\u00e3o de renda para as elites; aqui, os cad\u00e1veres est\u00e3o ainda em vida: voc\u00ea v\u00ea isso no olhar do professor que luta por sua sobreviv\u00eancia m\u00eas a m\u00eas; voc\u00ea v\u00ea isso no pesquisador que v\u00ea sua pesquisa amea\u00e7ada. Por todo o lado, chega-se ao limite da morte do desejo, da vida, da pol\u00edtica, dos direitos. Afirma o coletivo Centelha que nada disso seria poss\u00edvel sem uma vasta rede de pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o otimizada da morte e esquecimento. Nas regi\u00f5es de extrema pobreza, assassinatos s\u00e3o mantidos em sil\u00eancio; no Brasil, uma popula\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel vai as sinaleiras pedir uma moeda. Eles tamb\u00e9m est\u00e3o morrendo. Otimizamos e esquecemos dia a dia todas as imagens da superexplora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO que h\u00e1 \u00e9 uma estreita liga\u00e7\u00e3o entre as vitimas da viol\u00eancia das pol\u00edticas governamentais no Brasil com as v\u00edtimas da viol\u00eancia de estado de regi\u00f5es perif\u00e9ricas do capitalismo. O que isso quer dizer? Que o Brasil caminha, a passos largos, para voltar a ser uma regi\u00e3o perif\u00e9rica \u2013 j\u00e1 o hav\u00edamos sido no per\u00edodo colonial, lembram-se? \u00c9 como se o latif\u00fandio escravagista jamais tivesse nos abandonado \u2013 abandonou-nos como forma econ\u00f4mica, mas como espiritualidade de nossas elites, nunca saiu de onde estava. Nossas elites financeiras atuais possuem em seu DNA o mesmo gene de nossas elites escravagistas, qual seja, o gene da extra\u00e7\u00e3o da mais valia, seja bens de explora\u00e7\u00e3o ou juros do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. O cora\u00e7\u00e3o do capitalismo atual brasileiro \u00e9 predador.<br \/>\nO extrativismo das sociedades coloniais europeias foi o primeiro capitalismo predador que conhecemos. Moveu popula\u00e7\u00f5es, apoiou-se na viol\u00eancia, transformou o Brasil no pa\u00eds que mais recebeu negros escravizados do mundo e o \u00faltimo a abolir a escravid\u00e3o. Neste ponto o coletivo Centelha, mesmo t\u00e3o radical, n\u00e3o \u00e9 capaz de avan\u00e7ar, reconhecer que a escravid\u00e3o assume diversas formas, de que se trata sempre de impor a rela\u00e7\u00e3o sujeito \u2013 objeto. Primeiro o escravo, objeto inteiro; depois o trabalhador, cuja m\u00e3o de obra \u00e9 vendida a pre\u00e7o de banana. Abolir a escravid\u00e3o como forma de governo n\u00e3o significa que nossas elites abandonassem sua ideia por inteiro: voltamos a receber trabalhadores negros imigrantes que vivem em nosso pais pelas ruas em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o; estabelecemos formas de trabalho via uberiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que retomam a ideia de que o trabalhador tem sua m\u00e3o de obra dispon\u00edvel a pre\u00e7o de banana.<br \/>\nEssa rela\u00e7\u00e3o de objeto, seja do senhor de escravos ou do capitalista financeiro com o Outro, \u00e9 que faz com que hoje estejamos vendo pr\u00e1ticas predat\u00f3rias na pol\u00edtica: o governo Jair Bolsonaro, Eduardo Leite e Nelson Marchezan Jr n\u00e3o fazem outra coisa se n\u00e3o a de reafirmar brutalmente que sua exist\u00eancia est\u00e1 a\u00ed para a defesa das minorias do que das maiorias. N\u00e3o \u00e9 exatamente assim, como escravos, que s\u00e3o tratados servidores p\u00fablicos, policiais, professores e agentes culturais por nossos governantes? N\u00e3o se reafirma que h\u00e1, por um lado, os defensores da p\u00e1tria que a direita encarna frente aos marginais representados pela esquerda? Por que s\u00e3o escravagistas nossos governantes? Porque tudo o que fazem em suas pol\u00edticas p\u00fablicas implica em desumaniza\u00e7\u00e3o, exterm\u00ednio, apagamento e esquecimento \u201cAqui, a ordem \u00e9 sin\u00f4nimo de guerra civil, e a fun\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 torna-la permanente\u201d, dizem os autores de Ruptura.<br \/>\nN\u00e3o acredita nesta hip\u00f3tese? O coletivo Centelha acrescenta dados. Em 2017, dos 65.601 homic\u00eddios no Brasil, 75,5 das v\u00edtimas s\u00e3o negras. Em 2018, a pol\u00edcia cometeu 6.160 assassinatos. Na vis\u00e3o do coletivo os dados mostram que h\u00e1 uma politica estrutural de morte \u201cpol\u00edticas e grupos paramilitares assumem o lugar dos capit\u00e3es do mato contra setores da popula\u00e7\u00e3o, objeto de fobia social por amplas parcelas das classes m\u00e9dia e alta\u201d. Para o Coletivo, \u00e9 a velha concilia\u00e7\u00e3o de classes que desde a escravid\u00e3o unifica os de cima contra os de baixo, a pr\u00e1tica da desumaniza\u00e7\u00e3o, esquecimento \u201csempre que os despossu\u00eddos come\u00e7am a se organizar, liberais e conservadores, que antes se xingavam ferozmente nos plen\u00e1rios, se unem para destruir as centelhas de poder popular\u201d.<br \/>\nA obra \u00e9 chamada Ruptura porque seus autores t\u00eam como proposta a luta contra a ideia de concilia\u00e7\u00e3o de classes, contra a ideia de pacto de classes, algo defendido inclusive por setores de esquerda. Para os autores, contra as pol\u00edticas de compromisso, nossa hist\u00f3ria \u00e9 marcada por guerras, guerrilhas e revoltas populares. Desde a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana, passando pela Cabanagem e Revolta da Chibata, at\u00e9 as greves do ABC, sempre foram as formas de resist\u00eancia domina\u00e7\u00e3o com certo uso da for\u00e7a que enfrentaram a pol\u00edtica de morte dos governos. O grupo defende o retorno ao esp\u00edrito dos ideais das greves de 1917 e 1952, da Coluna Prestes e resist\u00eancias sob outras formas, contrapartida dos movimentos sociais na hist\u00f3ria do conformismo a que nos acostumamos e que \u00e9 necess\u00e1rio para sair da anestesia que toma conta do pais. Caber\u00e1 a esquerda fazer o diagn\u00f3stico de que ponto estamos: se a possibilidade de uma frente de esquerda for real, e os partidos de esquerda se associarem nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, a possibilidade de revers\u00e3o do quadro pol\u00edtico e um retorno ao estado de bem-estar tem m\u00ednimas chances, mas tem. Mas se n\u00e3o houver frente alguma de esquerda, estamos todos largados a sorte de resist\u00eancias individuais, partid\u00e1rias das quais\u00a0 n\u00e3o conhecemos as consequ\u00eancias. Mas sabemos que, se no centro do estado atual est\u00e1 a ideia de gest\u00e3o de morte, as consequ\u00eancias s\u00f3 podem ser nefastas.<br \/>\n<em>(*) Historiador, Mestre e Doutor em Educa\u00e7\u00e3o. Autor de O Tribunal de Contas e a Educa\u00e7\u00e3o Municipal (Editora Fi, 2017) e \u201cA impossibilidade do real: introdu\u00e7\u00e3o ao pensamento de Jean Baudrillard \u201c(Editora Homo Pl\u00e1sticus,2018), \u00e9 colaborador de Sul21, Le Monde Diplomatique Brasil, Jornal do Brasil, Carta Maior, Jornal J\u00e1, Folha de S\u00e3o Paulo e do Jornal O Estado de Direito. Mant\u00e9m a p\u00e1gina jorgebarcellos.pro.br.\u00a0\u00a0<\/em><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Barcellos* Havia algo de verdade no gesto da arminha de Jair Bolsonaro. Os dois dedos simulando a arma, adotado por uma imensa maioria de adeptos do pensamento de direita, estava ali para simbolizar exatamente o cerne das pol\u00edticas que seriam adotadas. 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