{"id":80346,"date":"2020-01-06T23:40:33","date_gmt":"2020-01-07T02:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=80346"},"modified":"2020-01-06T23:40:33","modified_gmt":"2020-01-07T02:40:33","slug":"os-pequenos-grandes-ladroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/os-pequenos-grandes-ladroes\/","title":{"rendered":"BENEDITO TADEU C\u00c9SAR\/Os \u201cpequenos\u201d grandes ladr\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Benedito Tadeu C\u00e9sar*<\/span><br \/>\nDurante a primeira metade do ano de 2014, diversas vezes afirmei que Bolsonaro n\u00e3o romperia a barreira dos 18% da prefer\u00eancia do eleitorado e que ele poderia at\u00e9 retirar sua candidatura \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, pois sem mandato legislativo sua carreira pol\u00edtica se encerraria. Errei porque n\u00e3o percebi que a postura antipol\u00edtica em constru\u00e7\u00e3o pela grande m\u00eddia e o consequente desalento j\u00e1 estivam t\u00e3o fortes e t\u00e3o disseminados na popula\u00e7\u00e3o e no eleitorado brasileiros.<br \/>\nBolsonaro e seus filhos, que constituem um ente uno, s\u00e3o oportunistas que se beneficiaram da descren\u00e7a na pol\u00edtica constru\u00edda pela grande m\u00eddia e, principalmente, por setores do Judici\u00e1rio e do Minist\u00e9rio P\u00fablico. As elites tradicionais brasileiras, agrupadas nos partidos de direita, de centro direita e de centro, na maioria das entidades de representa\u00e7\u00e3o empresariais, em think tanks e por meio de novas formas de manifesta\u00e7\u00f5es de rua, criaram o clima de opini\u00e3o prop\u00edcio \u00e0 emerg\u00eancia de um outsider que aparentasse se contrapor a \u201ctudo isso que est\u00e1 a\u00ed\u201d. Elas n\u00e3o conseguiram antever a dimens\u00e3o do monstro que criaram e que quase as devorou, mas, frente a seu crescimento eleitoral, rapidamente se uniram a ele para implementar as medidas econ\u00f4micas de seu interesse.<br \/>\nDa descren\u00e7a e do desalento constru\u00eddos emergiu uma fam\u00edlia de pequenos ladr\u00f5es do patrim\u00f4nio p\u00fablico, inexpressiva politicamente e que sobrevivia havia d\u00e9cadas no baixo clero das casas legislativas nas quais exerciam mandatos, \u00e0 custa do desvio do sal\u00e1rio de suas assessorias por meio de \u201crachadinhas\u201d, apoiando-se e sendo apoiada, numa rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica, pelas mil\u00edcias que dominam as \u201ccomunidades\u201d pobres das periferias do estado do Rio de Janeiro. Um apoio m\u00fatuo que envolvia (e continua envolvendo) tamb\u00e9m os remanescentes da ala mais truculenta da ditadura civil, militar e midi\u00e1tica de 1964\/85, incluindo alguns de seus mais doentios torturadores.<br \/>\nLadr\u00f5es vulgares, em busca unicamente de pequenos ganhos (al\u00e9m das \u201crachadinhas\u201d, as pescarias ilegais em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, a utiliza\u00e7\u00e3o de helic\u00f3ptero da FAB para o transporte de familiares e as despesas no cart\u00e3o de cr\u00e9dito da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica ao menos tr\u00eas vezes superiores \u00e0 m\u00e9dia dos dois \u00faltimos presidentes, s\u00e3o outros exemplos emblem\u00e1ticos), tornaram-se os agentes ideais para executar o projeto das elites econ\u00f4micas e pol\u00edticas tradicionais brasileiras.<br \/>\nRal\u00e9 da pol\u00edtica, com jeito \u201cpopular\u201d, simples e grotesco, machista, mis\u00f3gina, racista, preconceituosa, ignorante e esperta, a fam\u00edlia Bolsonaro, com seu patriarca \u00e0 frente, atraiu a simpatia e canalizou a empatia das hordas de desassistidos nas periferias urbanas acolhidas pelas igrejas neopentecostais, dos setores mais arrivistas das classes m\u00e9dias, de amplos setores dos novos \u201cempreendedores\u201d e da quase totalidade do empresariado brasileiro.<br \/>\nOs Bolsonaro e sua trupe, \u00e0 qual se agregaram integrantes de uma oficialidade militar de vis\u00e3o estreita (cuja concep\u00e7\u00e3o de soberania resume-se \u00e0 defesa do territ\u00f3rio nacional e que est\u00e1 convencida de sua irrelev\u00e2ncia frente aos grandes blocos armados mundiais e, por isso, perfila-se incontinente aos EUA) vieram para ficar no poder \u2013 este \u00e9 seu \u00fanico e grande objetivo. Servem aos interesses de uma elite cujo \u00fanico projeto, salvo poucas e honrosas exce\u00e7\u00f5es, s\u00e3o os ganhos imediatos, sem projeto de Na\u00e7\u00e3o e sem projeto de desenvolvimento de m\u00e9dio e longo prazos.<br \/>\nAdepta da rapinagem, \u00e9 uma elite tamb\u00e9m ela formada por \u201cpequenos ladr\u00f5es\u201d, \u00e1vidos por se apropriarem dos \u201cpequenos\u201d ganhos que o capitalismo perif\u00e9rico lhes propicia. Convencidas de sua incapacidade de disputar espa\u00e7o internacional e acomodadas confortavelmente na posi\u00e7\u00e3o que historicamente se auto atribu\u00edram de fornecedoras de commodities para os grandes centros de desenvolvimento tecnol\u00f3gico, aos quais elas nunca almejaram se equiparar, as elites brasileiras encontraram em Bolsonaro, Mour\u00e3o e seu time os escudos necess\u00e1rios para a execu\u00e7\u00e3o de suas pol\u00edticas e a manuten\u00e7\u00e3o de seus objetivos.<br \/>\nS\u00e3o todos \u201cpequenos ladr\u00f5es\u201d: bolsonaros, seus agregados e elites nativas tradicionais. Pequenos n\u00e3o nos seus ganhos imorais, no volume daquilo de que se apropriam ou nos preju\u00edzos que provocam. S\u00e3o pequenos como o s\u00e3o os med\u00edocres e os mesquinhos. Pequenos nos seus objetivos e em suas aspira\u00e7\u00f5es frente ao mundo e \u00e0 competi\u00e7\u00e3o internacional. Pequenos na posi\u00e7\u00e3o a que se acomodam e \u00e0 qual submetem o pa\u00eds e sua gente em rela\u00e7\u00e3o ao mundo e ao desenvolvimento.<br \/>\nVieram para destruir, como eles mesmos declaram. Seu objetivo \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de qualquer resqu\u00edcio de soberania e de desenvolvimento social e econ\u00f4mico nacional. Por isso o desmonte das pol\u00edticas sociais, dos direitos e das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, das garantias constitucionais, das universidades, da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, das artes, da cultura e da educa\u00e7\u00e3o, das ind\u00fastrias (notadamente as com maior agrega\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de tecnologia, como a Petrobras, a Eletrobr\u00e1s, a Embraer, a ind\u00fastria naval e as grandes construtoras). Para que desenvolver conhecimento, que promove ganhos de produtividade e aumentos salariais (al\u00e9m de maior competitividade), se para obter seus \u201cpequenos\u201d ganhos no cen\u00e1rio internacional basta manter a m\u00e3o de obra inculta e abundante, o desemprego alto e os sal\u00e1rios baixos?<br \/>\nNossas elites tradicionais t\u00eam voca\u00e7\u00e3o subalterna. A elas bastam seus \u201cpequenos\u201d grandes ganhos. Pouco lhes importam o pa\u00eds e sua gente. Pouco lhes importa o futuro coletivo. Bastam-lhes os ganhos imediatos. Temos uma elite extrativista, que promove e mant\u00e9m h\u00e1 s\u00e9culos algo que se pode definir como um tipo de colonialismo interno. Somos uma na\u00e7\u00e3o historicamente colonizada e espoliada por sua pr\u00f3pria elite. Uma na\u00e7\u00e3o mantida conscientemente \u201csubdesenvolvida\u201d e \u201catrasada\u201d, porque essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para que nossas elites obtenham os ganhos imediatos que lhes asseguram riqueza e bem-estar.<br \/>\nSempre exportamos muitas das commodities mais valiosas do com\u00e9rcio mundial: pau brasil, a\u00e7\u00facar, ouro e diamantes, borracha, caf\u00e9, soja e, agora, petr\u00f3leo bruto. Enquanto nossas elites se enriqueceram e continuam se enriquecendo, a grande maioria do nosso povo se manteve e se mant\u00e9m paup\u00e9rrima. Sempre estivemos entre as na\u00e7\u00f5es com os maiores PIBs mundiais, mas sempre nos mantivemos entre aquelas com as maiores concentra\u00e7\u00f5es de riqueza no mundo \u2013 hoje somos o segundo pa\u00eds em desigualdade social e a mis\u00e9ria retomou o processo hist\u00f3rico de crescimento, que fora momentaneamente rompido nas duas d\u00e9cadas iniciais dos anos 2000.<br \/>\nBonif\u00e1cio de Andrade, Vargas, Jango, Lula e Dilma, lideran\u00e7as que tentaram por caminhos diversos e n\u00e3o sem erros romper com essa tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, foram submetidos a prova\u00e7\u00f5es semelhantes. Bonif\u00e1cio, n\u00e3o obstante tenha sido cognominado como o Patriarca da Independ\u00eancia, caiu logo em desgra\u00e7a por idealizar e lutar por um pa\u00eds desenvolvido e soberano, tendo sido perseguido e exilado pelo imperador Pedro I.<br \/>\nVargas, que iniciou o salto de industrializa\u00e7\u00e3o e a legisla\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, foi deposto e depois induzido ao suic\u00eddio, logo ap\u00f3s ter criado a Petrobras e o monop\u00f3lio estatal do petr\u00f3leo. Jango, deposto por ter ousado propor \u201creformas de base\u201d que modernizariam o capitalismo nacional, promoveriam desenvolvimento, competitividade e melhor distribui\u00e7\u00e3o de riquezas, morreu no ex\u00edlio em situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje n\u00e3o suficientemente esclarecida.<br \/>\nLula, que promoveu a sa\u00edda da mis\u00e9ria absoluta de 28 milh\u00f5es de pessoas e a ascens\u00e3o social de outras 40 milh\u00f5es, que iniciou um novo projeto de integra\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio sul e em cujo governo o pa\u00eds retomou o processo de crescimento econ\u00f4mico interrompido desde os anos de 1980, n\u00e3o obstante tenha terminado seu mandato com mais de 80% de aprova\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, foi condenado e preso por mais de um ano sob a acusa\u00e7\u00e3o de corrup\u00e7\u00e3o, foi impedido de se candidatar a novo mandato presidencial e hoje ainda responde a dezenas de processos e corre risco de ser novamente preso. Dilma, mesmo que tenha governado durante o per\u00edodo de menor desemprego j\u00e1 registrado na hist\u00f3ria do Brasil e tentado, ainda que sem sucesso, a retomada do processo de industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, teve seu mandato cassado e foi alvo de chacotas da grande m\u00eddia e do empresariado que ela pretendeu incentivar e induzir ao crescimento.<br \/>\nOs \u201cpequenos\u201d grandes ladr\u00f5es que nos governam h\u00e1 s\u00e9culos e que, nas poucas e r\u00e1pidas vezes em que estiveram fora do poder por terem sido derrotados nas urnas, n\u00e3o hesitaram em empregar m\u00e9todos fundados na viol\u00eancia e na fraude para retomar ao mando, s\u00f3 poder\u00e3o ser afastados do poder por um intenso e dif\u00edcil esfor\u00e7o coletivo de articula\u00e7\u00e3o de amplos e diversificados segmentos sociais prejudicados com o modelo concentrador, os quais se encontram fragmentados e n\u00e3o organizados.<br \/>\nHoje, os ovos das serpentes de um novo e ainda mais nefasto tipo de fascismo, que sequer defende as riquezas nacionais, j\u00e1 eclodiram. Os seus ataques, que come\u00e7aram na grande imprensa e tomaram as redes sociais, as conversas e reuni\u00f5es de amigos e familiares, al\u00e9m de se incrustarem em grande parte das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas constitucionalmente destinadas a garantir a democracia, os direitos e os deveres dos cidad\u00e3os e dos governantes, j\u00e1 se espalharam pelas ruas e come\u00e7am a espocar em bombas e atentados.<br \/>\nNo \u00faltimo ano, aumentou exponencialmente a viol\u00eancia contra as mulheres, os negros e os pobres, o assassinato de lideran\u00e7as rurais e ind\u00edgenas e o esbulho de suas terras, bem como a trucul\u00eancia policial e sua impunidade. Espalharam-se por diferentes estados do pa\u00eds as mil\u00edcias formadas por policiais e marginais e seu controle sobre as \u00e1reas desassistidas da popula\u00e7\u00e3o. A valer as revela\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria universal, a escalada do terror depois de iniciada tende sempre a aumentar.<br \/>\nInterromper o avan\u00e7o desse novo fascismo s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a uni\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil comprometidas com a defesa da democracia e a reconstru\u00e7\u00e3o nacional, sejam elas partidos pol\u00edticos da esquerda, do centro e da direita n\u00e3o adepta da barb\u00e1rie, sejam sindicatos, associa\u00e7\u00f5es, comit\u00eas e agrupamentos de cidad\u00e3os. Para isso, precisar\u00e3o se refazer internamente e se reagrupar, minimizando suas diferen\u00e7as e valorizando suas semelhan\u00e7as e, ainda mais importante, buscando conquistar as amplas parcelas da popula\u00e7\u00e3o ainda hoje encantadas pelos brados nazifascistas dos \u201cpequenos\u201d grandes ladr\u00f5es que nos governam.<br \/>\nTer\u00e3o que fazer tudo isso construindo um novo projeto de Na\u00e7\u00e3o, capaz de atrair e abrigar as mais amplas camadas da popula\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, despertar uma identidade nacional brasileira (n\u00e3o xen\u00f3foba) hoje inexistente nas nossas classes m\u00e9dias e altas. A \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d que nos cabe lutar e vencer no Brasil (e no mundo) \u00e9 a da reafirma\u00e7\u00e3o da democracia e da sua radicaliza\u00e7\u00e3o, cujo caminho \u00e9 longo e exige capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o, di\u00e1logo e negocia\u00e7\u00e3o. *Cientista pol\u00edtico, professor da UFRGS (aposentado), integrante das coordena\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea em Defesa da Democracia e do Estado Democr\u00e1tico de Direito e do M3D \u2013 Movimento Democracia, Di\u00e1logo e Diversidade.<br \/>\nbtcesar@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Benedito Tadeu C\u00e9sar* Durante a primeira metade do ano de 2014, diversas vezes afirmei que Bolsonaro n\u00e3o romperia a barreira dos 18% da prefer\u00eancia do eleitorado e que ele poderia at\u00e9 retirar sua candidatura \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, pois sem mandato legislativo sua carreira pol\u00edtica se encerraria. 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