{"id":82421,"date":"2020-04-25T22:46:18","date_gmt":"2020-04-26T01:46:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82421"},"modified":"2020-04-26T14:35:16","modified_gmt":"2020-04-26T17:35:16","slug":"jorge-barcellos-nao-e-necropolitica-e-necroeconomia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/jorge-barcellos-nao-e-necropolitica-e-necroeconomia\/","title":{"rendered":"JORGE BARCELLOS\/ N\u00e3o \u00e9 necropol\u00edtica, \u00e9 necroeconomia!"},"content":{"rendered":"<p>O afrouxamento do isolamento em v\u00e1rias cidades mostra que o verdadeiro soberano \u00e9 o capital, que revela sua capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer. Achille Mbembe define a soberania em termos de poder, mas as condi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas hoje de exercer o poder de matar n\u00e3o est\u00e3o na pol\u00edtica, mas est\u00e3o no capital financeiro, no poder exercido por empres\u00e1rios e todos aqueles que em sua capacidade de afetar as pol\u00edticas governamentais em seu desejo da volta ao trabalho, exercem o poder de matar. Enquanto correm a imprensa com seus artigos exigindo que parte da sociedade volte ao trabalho, veem editadas medidas de liberalidade \u2013 s\u00f3 em Porto Alegre, foram autorizadas a funcionar lojas de venda de chocolate &#8211; produzem ali adiante o assassinato de trabalhadores. N\u00e3o \u00e9 apenas guerra contra o v\u00edrus que estamos vivendo, \u00e9 a guerra contra os interesses de mercado que se quer soberano, como foi \u00e0 guerra contra o poder dos reis do s\u00e9culo XVIII \u201ca guerra, afinal, \u00e9 tanto um meio de alcan\u00e7ar a soberania como uma forma de exercer o direito de matar\u201d, diz Mbembe. Agora, n\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica que \u00e9 uma forma de guerra, \u00e9 a economia que assume o lugar de decidir a vida e a morte de trabalhadores.<\/p>\n<p>Sabe-se que na epidemia brasileira as v\u00edtimas do coronav\u00edrus n\u00e3o s\u00e3o apenas os idosos, mas trabalhadores em sua melhor faixa produtiva, jovens e adultos. As filas junto aos bancos, as aglomera\u00e7\u00f5es nos parques e tudo aquilo que desrespeita as medidas de isolamento ir\u00e3o se tornar nossos campos de morte, campos de exterm\u00ednio ao ar livre, equivalente \u00e0s avessas dos campos de concentra\u00e7\u00e3o. O que os empres\u00e1rios querem \u00e9 a suspens\u00e3o do estado de direito, direito \u00e0 vida, a proposta de volta ao trabalho de fra\u00e7\u00f5es de idade \u00e9 a disputa entre as formas de soberania sanit\u00e1ria e econ\u00f4mica, por isso trata-se de um acordo onde as pe\u00e7as est\u00e3o viciadas: os empres\u00e1rios sabem na comodidade de seus lares, s\u00e3o os oper\u00e1rios que est\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o permanente e mortal.<\/p>\n<p>No paradigma hegeliano, diz Mbembe, a morte \u00e9 resultado de a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, de \u201criscos conscientemente assumidos pelo sujeito\u201d. Somos sujeitos porque enfrentamos a morte, o contr\u00e1rio daqueles que nos exp\u00f5em ao v\u00edrus e nos tornam objetos, retirando nossa humanidade. Por isso ficar em casa frente \u00e0 pandemia \u00e9 um ato humano, n\u00e3o se trata mais da politica como poder de morte de quem vive a vida humana, a economia quer assumir esse lugar, definir de forma soberana arriscar a totalidade de uma vida, e por isso, se torna assim, desumana! Foi preciso a morte provocada pelo v\u00edrus para encararmos a verdade do capital: para ele, a vida \u00e9 s\u00f3 utilidade, o limite da morte foi abandonado pelo empresariado, pelo capital financeiro, enquanto que o trabalhador respeita a morte, n\u00e3o h\u00e1 limites para a economia.<\/p>\n<p>O afrouxamento das regras de isolamento \u00e9 o ponto de in\u00edcio do sacrif\u00edcio de milhares de trabalhadores, e por isso \u00e9 um excesso, uma \u201cantiecon\u00f4mia\u201d que os empres\u00e1rios ignoram porque trar\u00e1 preju\u00edzos maiores na segunda onda do v\u00edrus que j\u00e1 se anuncia.\u00a0 A economia opera na base de uma divis\u00e3o entre os que podem viver e morrer, a facilidade para o capital est\u00e1 no fato de que as elites n\u00e3o vivenciam os efeitos de suas decis\u00f5es: a morte de seus trabalhadores \u00e9 visto como o seu dano colateral, no sentido dado pelo soci\u00f3logo Zygmunt Bauman. N\u00e3o \u00e9 mais o estado que det\u00e9m fun\u00e7\u00f5es assassinas: com a pandemia, \u00e9 a economia \u201ca condi\u00e7\u00e3o para aceitabilidade do fazer morrer\u201d.<\/p>\n<p>O empresariado \u00e9 este estado nazista dentro do estado democr\u00e1tico de direito exercendo seu direito de matar, expondo seus trabalhadores \u00e0 morte, combinando as caracter\u00edsticas de um estado assassino, racista e suicid\u00e1rio como sugere o fil\u00f3sofo Wladimir Safatle. N\u00e3o \u00e9 a fus\u00e3o da guerra com a pol\u00edtica, \u00e9 a fus\u00e3o da guerra com a economia, pois a exposi\u00e7\u00e3o do Outro no trabalho \u00e9 essencial para o lucro, reduzido o trabalhador a l\u00f3gica impessoal da racionalidade instrumental. A racionalidade econ\u00f4mica passa pela imposi\u00e7\u00e3o do risco a morte, capacidade de expor ao risco a fim de obter lucro. Para qu\u00ea c\u00e2maras de g\u00e1s e fornos se basta expor os trabalhadores ao ar, ao trabalho para fazer a completa desumaniza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de morte baseado na falsa premissa racional de que alguns podem trabalhar?<\/p>\n<p>Na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a passagem da execu\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a para a execu\u00e7\u00e3o pela guilhotina foi repleta de significados. O v\u00edrus \u00e9 a nova guilhotina que mant\u00e9m as caracter\u00edsticas do enforcamento. Ela \u00e9 democr\u00e1tica como a guilhotina que estendeu a prerrogativa da execu\u00e7\u00e3o dos pobres para todos os cidad\u00e3os, mas imp\u00f5e uma morte humilhante como a do enforcamento, a morte solit\u00e1ria sem a presen\u00e7a de seus entes queridos, o enterramento de massa e por isso cruel. Chamar ao trabalho \u00e9 uma forma civilizada de matar, um grande n\u00famero de pessoas num curto espa\u00e7o de tempo, prova da insensibilidade das classes abastadas, e, portanto, atualiza\u00e7\u00e3o da fus\u00e3o da raz\u00e3o com o terror da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<\/p>\n<p>A falsa verdade de que \u201cs\u00f3 os velhos morrem\u201d, e por isso, libertemos os jovens para o trabalho, esconde a verdade do conflito de interesses entre o capital e o Estado, entre quem deve viver e quem podem morrer. Qualquer narrativa que se construa com base no rompimento do isolamento radical est\u00e1 claramente propondo uma experimenta\u00e7\u00e3o bio-econ\u00f4mica e n\u00e3o biopol\u00edtica, como diz Foucault. Perda de direitos sobre o corpo, perda da casa como lugar de prote\u00e7\u00e3o ao risco, morte social pela expuls\u00e3o da sua humanidade, n\u00e3o \u00e9 o retorno do <em>plantation<\/em> por outros meios, onde o escravo pertence ao senhor? Nesse apelo ao trabalho, somos todos escravos, propriedades, temos valor, respondemos a necessidade de lucro dos empres\u00e1rios. Todos os que foram as ruas em passeata chamar ao trabalho s\u00e3o o equivalente do capataz, comportando-se de forma descontrolada no espa\u00e7o p\u00fablico, o discurso do desemprego \u00e9 o equivalente das chibatadas do senhor no escravo para impor o terror, disputa entre a liberdade de propriedade e liberdade da pessoa, imposi\u00e7\u00e3o comercial de quem se acredita propriet\u00e1rio do trabalho e da vida do trabalhador.<\/p>\n<p>Quando o direito de fazer a guerra, de tomar a vida, se expande do estado para a economia, o que acontece? O direito de matar ou negociar a vida, privil\u00e9gios do estado como apontado por Foucault cede espa\u00e7o \u00e0 ideia de que a fronteira do estado \u00e9 inferior \u00e0s fronteiras econ\u00f4micas. A economia n\u00e3o reconhece nenhuma autoridade superior a sua dentro das fronteiras de estado e por isso o relaxamento do isolamento proposto pelo Ministro da Sa\u00fade em sua negocia\u00e7\u00e3o para permanecer no cargo ou as iniciativas de relaxamento de prefeitos de norte a sul do pa\u00eds \u00e9 apenas o modo civilizado de matar para que a economia atinja seus objetivos, prova de que a necropol\u00edtica perde seu lugar para a necroeconomia, que a biopol\u00edtica se transforma em bio-economia: o capital sabe que, frente aos mortos, tem a disponibilidade de um ex\u00e9rcito industrial de reserva para substitui-los, m\u00e3o de obra renov\u00e1vel, como se o empresariado tivesse o direito divino de existir e os trabalhadores n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Faixa de Gaza \u00e9 aqui!\u201d progn\u00f3stico fatal das m\u00faltiplas separa\u00e7\u00f5es e limites que \u00e9 preciso impor aos cidad\u00e3os pelo isolamento radical, limites que precisam serem impostos pelo estado sob vigil\u00e2ncia e controle \u201cn\u00e3o ir \u00e0s praias\u201d, \u201cn\u00e3o aglomerar nas ruas\u201d, tudo \u00e9 o novo estimulo a reclus\u00e3o, somos as novas <em>gated communities<\/em>, praticando a r\u00e1pida circula\u00e7\u00e3o. Agora, os campos de batalha est\u00e3o nas filas sem distanciamento dos mercados e bancos, nas lojas abertas e exposi\u00e7\u00e3o de seus trabalhadores a um v\u00edrus que n\u00e3o respeita divis\u00f5es de classe social. O estado de sitio deixa de ser uma institui\u00e7\u00e3o militar para se tornar econ\u00f4mica, a obriga\u00e7\u00e3o de trabalhar \u00e9 essa m\u00e1quina da necroeconomia \u201dAs guerras da \u00e9poca da globaliza\u00e7\u00e3o, assim, visam for\u00e7ar o inimigo a submiss\u00e3o, independentemente de consequ\u00eancias imediatas, efeitos secund\u00e1rios e danos colaterais das a\u00e7\u00f5es militares\u201d, diz Mbembe. N\u00e3o \u00e9 exatamente assim que \u00e9 tratado o trabalhador que se recusa a trabalhar, n\u00e3o \u00e9 visto como inimigo que \u00e9 preciso ser combatido, submetido nessa guerra, sua morte n\u00e3o \u00e9 vista como \u201cdano colateral\u201d? Na era da mobilidade global, imp\u00f5e-se a imobilidade planet\u00e1ria, j\u00e1 que \u201ca pr\u00f3pria coer\u00e7\u00e3o tornou-se produto do mercado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Jorge Barcellos<\/strong> \u00e9 historiador, Mestre e Doutor em Educa\u00e7\u00e3o pela UFRGS. Autor de <em>O Tribunal de Contas e a Educa\u00e7\u00e3o Municipal<\/em> (Editora Fi, 2017) e <em>A impossibilidade do real: introdu\u00e7\u00e3o ao pensamento de Jean Baudrillard<\/em> (Editora Homo Pl\u00e1sticus, 2018), \u00e9 colaborador de Sul21, Le Monde Diplomatique Brasil, Jornal J\u00e1 e do jornal O Estado de Direito. Mant\u00e9m a p\u00e1gina jorgebarcellos.pro.br.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O afrouxamento do isolamento em v\u00e1rias cidades mostra que o verdadeiro soberano \u00e9 o capital, que revela sua capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer. 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