{"id":82465,"date":"2020-05-02T12:57:23","date_gmt":"2020-05-02T15:57:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82465"},"modified":"2020-05-02T13:27:21","modified_gmt":"2020-05-02T16:27:21","slug":"vilson-romero-a-geladeira-dos-parasitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/vilson-romero-a-geladeira-dos-parasitas\/","title":{"rendered":"VILSON ROMERO\/ A geladeira dos parasitas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vilson Antonio Romero<\/strong> (*)<\/p>\n<p>Em julho de 2017, a Lei n\u00b0 13.464 trazia o resultado de meses de atua\u00e7\u00e3o da Mesa de Negocia\u00e7\u00e3o entre servidores e governo federal, com uma parcial recupera\u00e7\u00e3o de perdas salariais que foi parcelada at\u00e9 janeiro de 2019.<\/p>\n<p>Portanto, o sal\u00e1rio dos servidores da Uni\u00e3o se encontra congelado desde ent\u00e3o. O governo e o Congresso amea\u00e7am com muito mais, num evidente estrangulamento daquela parcela da popula\u00e7\u00e3o que ainda permanece em condi\u00e7\u00f5es equilibradas para manter os n\u00edveis de consumo e por consequ\u00eancia minimizar a crise.<\/p>\n<p>O estudo Tr\u00eas D\u00e9cadas de Evolu\u00e7\u00e3o do Funcionalismo P\u00fablico no Brasil (1986-2017), do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), revela que, em 32 anos, o funcionalismo p\u00fablico ampliou 123%, com o n\u00famero v\u00ednculos subindo de 5,1 milh\u00f5es para 11,4 milh\u00f5es. Mesmo com o avan\u00e7o, a m\u00e1quina p\u00fablica nacional \u00e9 menor que a m\u00e9dia dos pa\u00edses desenvolvidos. Cerca de 12,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada trabalhava no setor p\u00fablico em 2017, menos do que os 18% de m\u00e9dia das na\u00e7\u00f5es da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico) e at\u00e9 do que pa\u00edses de tradi\u00e7\u00e3o liberal como os EUA (15,2%) e a Gr\u00e3-Bretanha (16,4%).<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que apenas um em cada dez servidores p\u00fablicos tem v\u00ednculo na Uni\u00e3o. O aumento em quantitativo de funcion\u00e1rios se verificou com mais express\u00e3o nos munic\u00edpios, onde houve um crescimento de 276%, passando de 1,7 milh\u00e3o para 6,5 milh\u00f5es, enquanto aumentou em 50% na esfera estadual e em 28% na esfera federal, incluindo civis e militares. No caso dos munic\u00edpios, diz o estudo, 40% das ocupa\u00e7\u00f5es correspondem aos profissionais dos servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade como professores, m\u00e9dicos, enfermeiros e agentes de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Por outro lado, a sociedade, com respaldo do Congresso, foi muito ousada e vanguardista ao defender na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 que a \u201csa\u00fade e\u0301 direito de todos e dever do Estado\u201d.<\/p>\n<p>A crise da Covid-19 chegou como um tsunami que exige a\u00e7\u00e3o coletiva dos tr\u00eas n\u00edveis de governos, da iniciativa privada, das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e dos cidad\u00e3os. S\u00e3o nesses momentos que se sobressaem os princ\u00edpios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS): universalidade, integridade e equidade.<\/p>\n<p>Na crise, volta a discuss\u00e3o sobre o papel do Estado e de seus funcion\u00e1rios, em especial das atividades essenciais, como a da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, os servidores voltaram a ser alvos. Autoridade federais os estereotipam como \u201cparasitas\u201d e em recentes manifesta\u00e7\u00f5es exageraram no vern\u00e1culo ao dizerem que o funcion\u00e1rio &#8220;n\u00e3o vai ficar em casa trancado com geladeira cheia, assistindo \u00e0 crise enquanto milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o perdendo emprego&#8221;.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Banco Mundial atesta que o Brasil gasta o equivalente a cerca de 13,1% do PIB com sal\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico, incluindo todas as esferas e poderes, abaixo de cerca de 15 na\u00e7\u00f5es que investem muito mais neste setor para ter qualidade no atendimento \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Numa crise como a atual, h\u00e1 profissionais de muitas \u00e1reas indispens\u00e1veis na linha de frente. No servi\u00e7o p\u00fablico ou na iniciativa privada, o que n\u00e3o faltam s\u00e3o pessoas comprometidas com o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de serem tachados de \u201cparasitas\u201d, agora autoridades federais acusam ou \u201cculpam\u201d o funcionalismo de ainda ter recursos para manter a roda da economia girando, adquirindo produtos e abastecendo sua geladeira, enquanto 7 a 8% da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o tem nem o eletrodom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Com geladeira cheia ou n\u00e3o, estender a m\u00e3o a quem precisa faz parte da \u00edndole do povo e do conjunto dos servidores p\u00fablicos, principalmente a grande maioria que ganha pouco mais de um sal\u00e1rio m\u00ednimo, incluindo horas extras e adicional noturno.<\/p>\n<p>Os \u201cparasitas\u201d s\u00e3o tamb\u00e9m homens e mulheres, chefes de fam\u00edlia que j\u00e1 est\u00e3o com sal\u00e1rios congelados desde 2018, na Uni\u00e3o. Em muitos estados n\u00e3o viram ainda a cor da gratifica\u00e7\u00e3o natalina de 2018 e 2019.<\/p>\n<p>Inequivocamente, os servidores j\u00e1 est\u00e3o dando sua cota de sacrif\u00edcio e, paradoxalmente, est\u00e3o \u00e0 frente da luta contra a pandemia. S\u00e3o os profissionais de sa\u00fade, os pesquisadores, os servidores de Assist\u00eancia Social e Seguran\u00e7a P\u00fablica que est\u00e3o na retaguarda. S\u00e3o os auditores da Receita que est\u00e3o nos portos e aeroportos desembara\u00e7ando insumos e equipamentos que v\u00e3o ajudar na crise sanit\u00e1ria, s\u00e3o os diplomatas tentando repatriar milhares de brasileiros, enfim, diversas \u00e1reas em plena atividade. S\u00e3o os servidores da seguran\u00e7a p\u00fablica que contribuem para manter a normalidade apesar das tens\u00f5es naturais decorrentes do isolamento social.<\/p>\n<p>As recentes declara\u00e7\u00f5es denegridoras da categoria por parte de autoridades federais s\u00e3o fal\u00e1cias, improp\u00e9rios e destemperan\u00e7as que nada contribuem para o clima de unidade e harmonia dos brasileiros para o enfrentamento da pandemia.<\/p>\n<p>Os mais de 11 milh\u00f5es de servidores p\u00fablicos, na Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, t\u00eam entregue o melhor de si, tanto em forma presencial como em \u201chome office\u201d dentro das prerrogativas de cada cargo e fun\u00e7\u00e3o. E uma parcela expressiva cada vez mais tem consci\u00eancia de seu dever, convalidando a condi\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o s\u00e3o servidores de governo e sim do Estado brasileiro.<\/p>\n<p>E gra\u00e7as \u00e0 sua dedica\u00e7\u00e3o, podem repudiar a pecha malfadada, mentirosa e despropositada de \u201cparasitas\u201d e, com o suor de seu rosto e trabalho, manter a geladeira \u201crelativamente cheia\u201d. Tor\u00e7amos todos para a pandemia acabar logo, rezando para que os cidad\u00e3os deem respostas positivas ao #ficaemcasa.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n<p>(*) jornalista, auditor fiscal aposentado, vilsonromero@yahoo.com.br, fone\/zap 51-981174488<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vilson Antonio Romero (*) Em julho de 2017, a Lei n\u00b0 13.464 trazia o resultado de meses de atua\u00e7\u00e3o da Mesa de Negocia\u00e7\u00e3o entre servidores e governo federal, com uma parcial recupera\u00e7\u00e3o de perdas salariais que foi parcelada at\u00e9 janeiro de 2019. Portanto, o sal\u00e1rio dos servidores da Uni\u00e3o se encontra congelado desde ent\u00e3o. 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