{"id":82510,"date":"2020-05-20T20:42:54","date_gmt":"2020-05-20T23:42:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82510"},"modified":"2020-07-31T18:27:18","modified_gmt":"2020-07-31T21:27:18","slug":"jorge-barcellos-por-que-e-falso-o-argumento-do-coronavirus-como-promotor-da-crise-capitalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/jorge-barcellos-por-que-e-falso-o-argumento-do-coronavirus-como-promotor-da-crise-capitalista\/","title":{"rendered":"JORGE BARCELLOS\/Por que \u00e9 falso o argumento do coronav\u00edrus como promotor da crise capitalista"},"content":{"rendered":"<p>Foi Branko Milanovic, em sua obra Desigualdade Global: Uma Nova Abordagem para a Era da Globaliza\u00e7\u00e3o (Harvard University Press, 2019) que apontou a falsidade do argumento da crise do capitalismo. Para ele, \u201ca insatisfa\u00e7\u00e3o ocidental com a globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 erroneamente diagnosticada como insatisfa\u00e7\u00e3o com o capitalismo, quando na verdade \u00e9 o produto da distribui\u00e7\u00e3o desigual dos ganhos da globaliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Ele critica a avalanche de artigos e livros que apontam para a crise do capitalismo, literatura semelhante, em seu entendimento, a produzida sobre o fim da hist\u00f3ria, nos anos 90. O ponto \u00e9 particularmente importante por dois motivos: primeiro, para afinar a argumenta\u00e7\u00e3o de esquerda, que aposta na crise geral do capitalismo para justificar a luta social e o segundo, para compreender o contexto de emerg\u00eancia da pandemia do coronav\u00edrus, geralmente associado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento e\/ou crise capitalista em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nossa hip\u00f3tese \u00e9 a de que, na linha do autor, em ambas as quest\u00f5es, \u00e0 esquerda ao repetir o erro e menosprezar o problema dos efeitos da globaliza\u00e7\u00e3o, perde um argumento essencial para considerar a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia, distinta entre pa\u00edses onde o capitalismo esteja consolidado para pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Essa inflex\u00e3o permite, por exemplo, reavaliar o papel das elites empresariais e do Estado no combate \u00e0 pandemia. \u00c9 o caso da Su\u00e9cia, onde Milanovic afirma que o setor privado emprega mais de 70% da for\u00e7a de trabalho e dos Estados Unidos, onde emprega 85%, ou da China, onde o setor privado organizado capitalisticamente produz 80% do valor agregado.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas pa\u00edses citados, o capitalismo vai bem como modo de produ\u00e7\u00e3o dominante e, em que pese a obvia explora\u00e7\u00e3o do trabalho j\u00e1 criticada pela esquerda, obviamente passou por diferentes processos de tomada de decis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao coronav\u00edrus. Por exemplo, tanto a Su\u00e9cia quanto os Estados Unidos foram pa\u00edses em que a op\u00e7\u00e3o de isolamento horizontal n\u00e3o foi adotada imediatamente, retardando-se a decis\u00e3o pol\u00edtica ou preferindo-se o isolamento vertical com o argumento nefasto de n\u00e3o prejudicar a economia&#8230; capitalista! A op\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: entre os riscos financeiros e os riscos humanos, estes pa\u00edses preferem os \u00faltimos.<\/p>\n<p>Por isso o exemplo da China \u00e9 not\u00e1vel no combate a pandemia. Como uma economia de mercado que enfrentou o problema do v\u00edrus em primeiro lugar com uma politica de isolamento horizontal, hoje a China lucra os dividendos de uma economia que n\u00e3o perdeu seu lugar no cen\u00e1rio econ\u00f4mico mundial, ao contr\u00e1rio. Por esta raz\u00e3o, a esquerda e os defensores do isolamento radical precisam reelaborar seu discurso para enfatizar que isolamento e economia n\u00e3o s\u00e3o equidistantes, ao contr\u00e1rio daqueles que optaram pela economia e n\u00e3o pela defesa das vidas. Basta lembrar que os indicadores da Su\u00e9cia chegaram a cerca de 311 pessoas mortas por milh\u00e3o de habitantes, enquanto que pa\u00edses pr\u00f3ximos que adotaram o isolamento horizontal, n\u00e3o passaram de 40 pessoas por milh\u00e3o de habitantes. Quer dizer, economias que optaram pelo sacrif\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o, obtiveram uma pequena redu\u00e7\u00e3o do PIB, incapaz de justificar a politica adotada. Da mesma, os Estados Unidos, que iniciaram o ataque tardiamente a pandemia, resultando em mais de tr\u00eas mil mortes por milh\u00e3o de habitantes, hoje amargam a imposi\u00e7\u00e3o de uma quarentena muito maior do que a que teriam realizado se tomassem a decis\u00e3o no momento certo, e com isso, tem hoje um preju\u00edzo maior.<\/p>\n<p>As economias que optaram pelo sacrif\u00edcio da sua popula\u00e7\u00e3o em vez do sacrif\u00edcio da economia fracassaram ao menos em parte, nesse objetivo. Se for assim, a quest\u00e3o ainda \u00e9 investigar como a pandemia a afeta a economia. No Brasil v\u00ea-se que os novos mercados surgidos com a globaliza\u00e7\u00e3o foram profundamente afetados pela pandemia, desde o Uber, Airbnb, bem como os mercados de trabalhadores precarizados. Esse processo n\u00e3o foi homog\u00eaneo, j\u00e1 que os mercados de tarefas de compras e entrega de comida foram dinamizados em valores que ainda precisam ser determinados, mas est\u00e3o longe de serem insignificantes.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o produziram certo equil\u00edbrio do sistema, a pandemia n\u00e3o foi respons\u00e1vel direta pelo fechamento econ\u00f4mico, j\u00e1 que a manuten\u00e7\u00e3o da abertura de mercados, farm\u00e1cias, bancos e outros servi\u00e7os novos como cuidados com animais de estima\u00e7\u00e3o (pets), etc., que em muitas cidades foram considerados essenciais, apontam para o fato de que mesmo em crise pand\u00eamica foi poss\u00edvel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novo capital. Aponta-se, por exemplo, \u00e1reas que inclusive aumentaram seus pre\u00e7os para n\u00edveis maiores do que os anteriores a pandemia, o que nas palavras do autor significa que \u201celes criam novo capital e, colocando um pre\u00e7o em coisas que n\u00e3o tinham antes, transformam meros bens (valor de uso) em mercadorias (valor de troca)\u201d. A conclus\u00e3o \u00e9 que os novos mercados foram afetados de forma desigual pela pandemia, o que significa dizer que podemos andar menos de Uber, mas compensamos pedindo mais tele-entregas, o que significa que as perdas financeiras causadas pela pandemia podem encontrar um ponto de equil\u00edbrio e at\u00e9, refor\u00e7ar certos mercados.<\/p>\n<p>O problema da fragmenta\u00e7\u00e3o dos novos mercados e sua demanda parcial \u00e9 que a pandemia refor\u00e7a a precariza\u00e7\u00e3o da massa de trabalhadores atrav\u00e9s da explora\u00e7\u00e3o de fornecedores de servi\u00e7os, como entregadores de pizza, produtos de mercados ao mesmo tempo em que estimula a produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras artesanais e escudos de prote\u00e7\u00e3o para satisfa\u00e7\u00e3o das novas necessidades produzidas pelo isolamento, que refor\u00e7am, mais uma vez, ainda que indiretamente, a reprodu\u00e7\u00e3o do mercado. Portanto, quando o governo enfatiza que \u00e9 preciso terminar com o isolamento porque ele est\u00e1 matando os CNPJ, as empresas, o governo est\u00e1 sinalizando para um fato que pode ser questionado em parte, de que a pandemia \u00e9 a causa da crise capitalista no pa\u00eds, o que, para o autor, confunde o problema real que \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o desigual dos ganhos, que \u00e9 o que existe de fato, e n\u00e3o crise do capitalismo. N\u00e3o \u00e9 exatamente isso que ocorre quando o Governo Federal, sob o pretexto de salvar a economia, libera milh\u00f5es para os bancos privados? Ele n\u00e3o est\u00e1 novamente, redistribuindo de forma desigual a riqueza? N\u00e3o \u00e9 esse o problema que precisa ser apontado pela esquerda?<\/p>\n<p>O argumento do autor \u00e9 uma defesa do capitalismo, \u00e9 claro, mas o faz de uma maneira \u00fatil \u00e0 esquerda j\u00e1 que aponta para o fato de que a premissa da globaliza\u00e7\u00e3o, de que beneficiaria a todos, n\u00e3o foi cumprida, inclusive no Brasil. Ao contr\u00e1rio, apenas alguns pa\u00edses, como a China, se beneficiaram \u201c\u00c9 a diferen\u00e7a entre as expectativas recebidas pelas classes m\u00e9dias ocidentais e o crescimento das de baixa renda, bem como a queda na posi\u00e7\u00e3o de renda global, que alimenta a insatisfa\u00e7\u00e3o com a globaliza\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 erroneamente diagnosticado como insatisfa\u00e7\u00e3o com o capitalismo\u201d. \u00c9 claro que n\u00f3s n\u00e3o estamos satisfeitos de jeito nenhum com o capitalismo, mas o que ocorre quando no Brasil, a politica de combate ao coronav\u00edrus evidencia esta desigualdade? Veja o exemplo do que aconteceu quando o pa\u00eds correu ao mercado mundial para obter insumos para o combate \u00e0 pandemia. Logo ficou claro que o pa\u00eds estava em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses como os Estados Unidos, que, inclusive, chegou a piratear produtos comprados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. As expectativas das classes m\u00e9dias, de acesso a respiradores, logo come\u00e7aram a ruir pela inseguran\u00e7a da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos por ocasi\u00e3o de uma explos\u00e3o do sistema, como ocorreu em Manaus (AM).<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m outra quest\u00e3o. Milanovic afirma que a expans\u00e3o da abordagem de mercado tamb\u00e9m transforma a pol\u00edtica em uma atividade comercial. Quer dizer, as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas passaram a ser mediada por trocas, e com isso, a pol\u00edtica tornou-se mais corrupta \u201cagora \u00e9 considerado semelhante a qualquer outra atividade, pois mesmo que n\u00e3o se envolva em corrup\u00e7\u00e3o expl\u00edcita durante seu mandato pol\u00edtico, eles usam as conex\u00f5es e o conhecimento adquiridos atrav\u00e9s da pol\u00edtica para ganhar dinheiro posteriormente\u201d. \u00c9 por essa raz\u00e3o que Ministros de Estado que s\u00e3o desligados da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica entram em per\u00edodo de quarentena e o autor afirma com raz\u00e3o que \u00e9 este tipo de mercantiliza\u00e7\u00e3o que ampliou o desencanto com a pol\u00edtica e com os pol\u00edticos. No caso da pandemia, isso ficou evidente com o aceno de Jair Bolsonaro aos partidos e pol\u00edticos do chamado Centr\u00e3o, com o objetivo de garantir suas medidas anticient\u00edficas como o fim do isolamento social e o uso de cloroquina pelo SUS. Al\u00e9m disso, Bolsonaro busca apoio para um projeto pol\u00eamico, que isenta as autoridades \u2013 o presidente, inclusive \u2013 de quaisquer responsabilidades por erros na condu\u00e7\u00e3o da pandemia.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o de Milanovic assim \u00e9 de levar a esquerda a considerar a import\u00e2ncia da crise subsequente do coronav\u00edrus n\u00e3o como uma crise do capitalismo, mas uma crise \u201cprovocada pelos efeitos desiguais da globaliza\u00e7\u00e3o e pela expans\u00e3o capitalista para \u00e1reas que tradicionalmente n\u00e3o eram consideradas aptas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o\u201d. Esse argumento, ainda que reforce o grande poder do capitalismo, p\u00f5e em evid\u00eancia a produ\u00e7\u00e3o de uma colis\u00e3o com valores, direitos e cren\u00e7as que \u00e9 o campo de atua\u00e7\u00e3o da esquerda, que dever\u00e1 se colocar a quest\u00e3o de como evitar que outras esferas da vida sejam comercializadas ou lutar para que seja controlado o campo de expans\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n<p>Jorge Barcellos \u00e9 historiador, mestre e doutor em Educa\u00e7\u00e3o. Autor de O Tribunal de Contas e a Educa\u00e7\u00e3o Municipal (Editora Fi, 2017) e A impossibilidade do real: introdu\u00e7\u00e3o ao pensamento de Jean Baudrillard (Editora Homo Pl\u00e1sticus, 2018). Mant\u00e9m a p\u00e1gina jorgebarcellos.pro.br.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi Branko Milanovic, em sua obra Desigualdade Global: Uma Nova Abordagem para a Era da Globaliza\u00e7\u00e3o (Harvard University Press, 2019) que apontou a falsidade do argumento da crise do capitalismo. 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Mais do que um n\u00famero expressivo, o dado revela um fen\u00f4meno cont\u00ednuo, distribu\u00eddo no tempo e no territ\u00f3rio \u2014 e,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84748,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-literatura-brasileira-no-dia-do-trabalhador\/","url_meta":{"origin":82510,"position":5},"title":"A Literatura Brasileira no Dia do Trabalho","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"1 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"Por Cristiano Goldschmidt O 1\u00ba de maio costuma ser lembrado pelo peso hist\u00f3rico das lutas trabalhistas, pelo som das manifesta\u00e7\u00f5es e pela mem\u00f3ria viva de direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. No entanto, essa mesma data abriga uma outra forma de celebra\u00e7\u00e3o, menos ruidosa, mas igualmente significativa: o Dia da\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-lsO","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82510"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82510\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82512,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82510\/revisions\/82512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}