{"id":82540,"date":"2020-06-02T14:38:43","date_gmt":"2020-06-02T17:38:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82540"},"modified":"2020-06-02T14:49:07","modified_gmt":"2020-06-02T17:49:07","slug":"aldo-rebelo-a-morte-do-mestico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/aldo-rebelo-a-morte-do-mestico\/","title":{"rendered":"ALDO REBELO\/ A morte do mesti\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Uma onda de indigna\u00e7\u00e3o percorre os Estados Unidos e espalhou-se pelo Brasil em protesto pelo assass\u00ednio de um homem negro, George Floyd, em uma abordagem policial no estado de Minnesota.<\/p>\n<p>Floyd foi brutalmente morto por policiais diante de v\u00e1rias testemunhas, e \u00e9 natural a indigna\u00e7\u00e3o do mundo contra mais um crime no seio de uma sociedade marcada historicamente pelo racismo.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos o abismo que separa as ra\u00e7as n\u00e3o excluiu sequer o humanista Abraham Lincoln, presidente que conduziu o pa\u00eds na Guerra Civil que aboliu a escravid\u00e3o, mas que achava que os negros n\u00e3o tinham lugar na Am\u00e9rica branca, e que teriam que aproveitar a liberdade e empreender a jornada de retorno \u00e0 \u00c1frica.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil a morte de Floyd alcan\u00e7ou ampla repercuss\u00e3o na m\u00eddia tradicional e entre os chamados movimentos sociais.<\/p>\n<p>O que espanta \u00e9 que tal indigna\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorra quando milhares de jovens mesti\u00e7os brasileiros s\u00e3o v\u00edtimas da escalada da viol\u00eancia diante do sil\u00eancio constrangedor e c\u00famplice da mesma m\u00eddia e dos movimentos sociais tidos como progressistas.<\/p>\n<p>Uma ligeira busca na internet \u00e9 suficiente para comprovar que antes de ser morto nas ruas do Pa\u00eds, o mesti\u00e7o brasileiro j\u00e1 est\u00e1 morto nas estat\u00edsticas, nas not\u00edcias da imprensa e nas manifesta\u00e7\u00f5es das redes sociais das correntes identificadas com as lutas libert\u00e1rias.<\/p>\n<p>O mortic\u00ednio dos mesti\u00e7os n\u00e3o desperta uma nota de p\u00e9 de p\u00e1gina da nossa m\u00eddia tradicional e nem uma singela manifesta\u00e7\u00e3o de pesar ou um lamento dos grupos sociais progressistas.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a palavra mesti\u00e7o foi banida da narrativa dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e das organiza\u00e7\u00f5es pretensamente avan\u00e7adas da sociedade.<\/p>\n<p>Precocemente, o mesti\u00e7o tornou-se arca\u00edsmo banido do discurso contempor\u00e2neo e legado \u00e0 literatura de um Guimar\u00e3es Rosa com seus jagun\u00e7os, de um Graciliano Ramos com seus sertanejos, ou \u00e0 pintura de Portinari, com seus trabalhadores do caf\u00e9 e Di Cavalcanti com suas mulatas.<\/p>\n<p>Esquecemos a mesti\u00e7agem de nossa psicologia herdada de nossas av\u00f3s remotas, \u00edndias e negras, da nossa m\u00fasica, culin\u00e1ria, e do nosso portugu\u00eas moldado no sotaque negro e no vocabul\u00e1rio pleno de express\u00f5es do Tupi para nossa fauna, flora e geografia.<\/p>\n<p>Abandonamos tudo isso para importar o modelo de sociedade bi-racial dos Estados Unidos. N\u00e3o temos mais mesti\u00e7os. Somos pretos ou brancos.<\/p>\n<p>Adotamos a regra de uma gota de sangue (One-drop-rule), base da classifica\u00e7\u00e3o racial dos Estados Unidos, pela qual bastava um \u00fanico ancestral de ascend\u00eancia africana, ou uma gota de sangue para algu\u00e9m ser considerado negro.<\/p>\n<p>Era o princ\u00edpio que, segundo os supremacistas brancos, garantiria a \u201cpureza\u201d da ra\u00e7a branca.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que no Brasil a nega\u00e7\u00e3o da mesti\u00e7agem fere mortalmente a identidade nacional brasileira e a imagem que projetamos das nossas origens, obrigando-nos a reinventar uma interpreta\u00e7\u00e3o para nosso processo civilizat\u00f3rio que n\u00e3o existe fora do encontro do europeu, do \u00edndio e do negro desde o nascimento dos primeiros mamelucos.<\/p>\n<p>Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro e Euclides da Cunha viram no mesti\u00e7o a ess\u00eancia da brasilidade, sem exclus\u00e3o das minorias brancas e negras na forma\u00e7\u00e3o da nacionalidade.<\/p>\n<p>Ao cunhar a express\u00e3o\u00a0mesti\u00e7o \u00e9 que \u00e9 bom, Darcy Ribeiro n\u00e3o menosprezava as qualidades de outros formadores \u00e9tnicos da popula\u00e7\u00e3o nacional, mas, ao contr\u00e1rio, exaltava as virtudes de todos eles concentradas no mesti\u00e7o.<\/p>\n<p>O genoc\u00eddio sociol\u00f3gico, estat\u00edstico, jornal\u00edstico e pol\u00edtico do mesti\u00e7o brasileiro n\u00e3o pode ser o pre\u00e7o a ser pago para o justo e necess\u00e1rio protesto pela morte brutal de negros brasileiros ou norte-americanos.<\/p>\n<p><em>*Aldo Rebelo \u00e9 jornalista, foi presidente da C\u00e2mara dos Deputados; ministro da Coordena\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais; do Esporte; da Ci\u00eancia e Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e da Defesa nos governos Lula e Dilma.<\/em><br \/>\n<em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma onda de indigna\u00e7\u00e3o percorre os Estados Unidos e espalhou-se pelo Brasil em protesto pelo assass\u00ednio de um homem negro, George Floyd, em uma abordagem policial no estado de Minnesota. 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