{"id":82590,"date":"2020-06-22T18:31:00","date_gmt":"2020-06-22T21:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82590"},"modified":"2020-06-22T18:31:00","modified_gmt":"2020-06-22T21:31:00","slug":"aldo-rebelo-padre-vieira-na-mira-dos-iconoclastas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/aldo-rebelo-padre-vieira-na-mira-dos-iconoclastas\/","title":{"rendered":"ALDO REBELO\/Padre Vieira na mira dos iconoclastas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aldo Rebelo*<\/strong><\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo Hegel (1770-1831), em sua obra\u00a0Filosofia da Hist\u00f3ria, censurava nos historiadores de seu tempo a aprecia\u00e7\u00e3o que faziam do imperador Alexandre\u00a0O Grande. Hegel, admirador de Alexandre, dizia: \u201cN\u00e3o seria justo para essa figura maior da hist\u00f3ria mundial se Alexandre fosse avaliado pelos princ\u00edpios modernos, por exemplo, os da virtude ou da moralidade subjetiva, como fazem os mais recentes historiadores menos preparados.\u201d<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo alem\u00e3o enaltecia em Alexandre o seu favorecimento \u00e0s ci\u00eancias e \u00e0s artes, para ele t\u00e3o importantes quanto as conquistas.<\/p>\n<p>A verdade, por\u00e9m, \u00e9 que al\u00e9m de fundar cidades e levar os feitos da civiliza\u00e7\u00e3o hel\u00eanica para o Oriente, Alexandre tamb\u00e9m cometeu viol\u00eancias e crimes que se julgados \u00e0 luz dos padr\u00f5es identit\u00e1rios de hoje justificariam a remo\u00e7\u00e3o de seus bustos e de sua mem\u00f3ria logo ap\u00f3s suas conquistas, de tal forma que atualmente pouco restaria e pouco conhecer\u00edamos de sua presen\u00e7a na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Alexandre, ao ocupar a cidade de Tiro, localizada hoje \u00e0s margens do Mediterr\u00e2neo no L\u00edbano, mandou executar todos os seus habitantes jovens e adultos e ordenou a venda das crian\u00e7as e mulheres como escravas. E assim o grande general procedeu em v\u00e1rios epis\u00f3dios de suas conquistas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o socialista de outubro na R\u00fassia, militantes radicais tentaram destruir rel\u00edquias do Museu Hermitage na cidade de S\u00e3o Petersburgo, a pretexto de que seriam s\u00edmbolos do Czarismo.<\/p>\n<p>L\u00eanin, o chefe da Revolu\u00e7\u00e3o, protegeu as antiguidades com o argumento de que seriam representa\u00e7\u00f5es da cultura e dos artistas e artes\u00e3os russos. Provavelmente, pelo crit\u00e9rio das seitas identit\u00e1rias contempor\u00e2neas, as obras deveriam desaparecer para que com elas cessasse o passado m\u00f3rbido do regime dos czares.<\/p>\n<p>O que ocorre \u00e9 que formas de produ\u00e7\u00e3o que se sucedem, ao construir seus novos sistemas de poder, procuram apagar a mem\u00f3ria imediatamente anterior, por vingan\u00e7a, narcisismo ou inseguran\u00e7a. O capitalismo contra o feudalismo, o socialismo contra o capitalismo, de tal sorte que n\u00e3o restaria passado comprometedor.<\/p>\n<p>Mesmo a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, o rebento pol\u00edtico mais celebrado do Iluminismo, nasceu banhada em sangue e na esteira da destrui\u00e7\u00e3o. Ocupa lugar destacado na cr\u00f4nica da sordidez a obra do chefe de pol\u00edcia de Napole\u00e3o Bonaparte, o sinistro Joseph Fouch\u00e9, na execu\u00e7\u00e3o de inocentes, na destrui\u00e7\u00e3o de igrejas e s\u00edmbolos religiosos. Fouch\u00e9 bem caberia no figurino de patrono da horda identit\u00e1ria da atualidade.<\/p>\n<p>O odioso assass\u00ednio de George Floyd por um policial branco nos Estados Unidos desencadeou o justo protesto em todo o mundo, expondo as entranhas da sociedade racista e segregacionista constru\u00edda \u00e0 sombra da prosperidade material da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>O paradoxo \u00e9 que a onda contra a intoler\u00e2ncia racial nos Estados Unidos produziu uma outra onda de similar intoler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 mem\u00f3ria e ao passado. Nos pr\u00f3prios Estados Unidos, a est\u00e1tua de Thomas Jefferson (1743-1826) foi sacudida de seu pedestal e atirada ao solo na cidade de Portland. Jefferson \u00e9 considerado o principal redator da Declara\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia, o mais influente dos pais fundadores da Na\u00e7\u00e3o e foi o terceiro presidente dos Estados Unidos. Mas Jefferson era propriet\u00e1rio de escravos em uma sociedade escravocrata, o que \u00e0 luz do identitarismo \u00e9 o suficiente para bani-lo das pra\u00e7as do pa\u00eds que ele ajudou a libertar do colonialismo e a guiar para a ci\u00eancia e a cultura.<\/p>\n<p>Em Londres, o Poder P\u00fablico foi obrigado a proteger uma est\u00e1tua de Winston Churchill, l\u00edder, junto com Roosevelt e St\u00e1lin, da resist\u00eancia ao nazismo e um dos respons\u00e1veis pela derrota de Hitler. Mas Churchill foi chefe de um imp\u00e9rio colonial decadente, o que ao ju\u00edzo identit\u00e1rio \u00e9 o suficiente para varr\u00ea-lo das pra\u00e7as de Londres, cidade que ele salvou da tirania nazista.<\/p>\n<p>Na mesma Londres, identit\u00e1rios de \u201cdireita\u201d j\u00e1 haviam vandalizado o busto do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Karl Marx, localizado em seu t\u00famulo no cemit\u00e9rio Highgate. Em Londres, Marx viveu boa parte de sua vida e escreveu sua monumental obra filos\u00f3fica e econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Mas foi em Lisboa que a seita identit\u00e1ria, pretensamente \u201cprogressista\u201d revelou sua face mais reacion\u00e1ria e intolerante, ao vandalizar uma est\u00e1tua do Padre Ant\u00f4nio Vieira, defensor dos \u00edndios, dos pobres, dos judeus, do Brasil e de Portugal, as duas p\u00e1trias que adotou por toda a vida.<\/p>\n<p>Denominado pelo poeta Fernando Pessoa imperador da L\u00edngua Portuguesa, tido por muitos como homem mais culto de seu tempo, autor de serm\u00f5es consagrados pela literatura portuguesa, pregador convidado pelo Papa para a convertida ao catolicismo rainha Cristina da Su\u00e9cia, prisioneiro da Inquisi\u00e7\u00e3o, acusado de liga\u00e7\u00f5es com o juda\u00edsmo, expulso do Maranh\u00e3o por defender os \u00edndios contra a escravid\u00e3o, Vieira teve sua est\u00e1tua atacada por militantes identit\u00e1rios em Lisboa.<\/p>\n<p>Segundo os agressores, Vieira justificou a escravid\u00e3o africana, o que tornaria justa a remo\u00e7\u00e3o de sua mem\u00f3ria da Lisboa na qual pregou serm\u00f5es imortais, e do Portugal que ele defendeu contra os inimigos de Castela e de Holanda.<\/p>\n<p>Ao ensejo dos 400 anos do pregador, celebrados em 2008, a Universidade de Lisboa e a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Portugal organizaram um cons\u00f3rcio para a publica\u00e7\u00e3o em 30 volumes das Obras Completas de sua autoria. Do empreendimento participaram dezenas de institui\u00e7\u00f5es portuguesas e brasileiras, entre elas as mais importantes universidades do Pa\u00eds. Atentar, portanto, contra a mem\u00f3ria de Vieira \u00e9 afrontar tamb\u00e9m a mem\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>No Brasil, a est\u00e1tua de outro pregador, o Santo Jos\u00e9 de Anchieta foi alvo da f\u00faria identit\u00e1ria no Esp\u00edrito Santo. Anchieta celebrou a missa considerada o marco fundador da cidade de S\u00e3o Paulo em 1554. Destacou-se e \u00e9 reconhecido por sua obra de evangeliza\u00e7\u00e3o e de prote\u00e7\u00e3o dos \u00edndios contra a escravid\u00e3o. Ajudou a convencer o chefe ind\u00edgena Ararib\u00f3ia a se aliar aos portugueses para expulsar os franceses do Rio de Janeiro. Seu nome batiza o Pal\u00e1cio do Governo e uma cidade no Esp\u00edrito Santo e se chama Pal\u00e1cio Anchieta a sede da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O identitarismo \u00e9 uma corrente origin\u00e1ria nos Estados Unidos e que colonizou com ideias e dinheiro parte importante do movimento progressista no Brasil e no mundo. Foi denunciado pelo professor norte-americano Mark Lilla, da Universidade Columbia, como c\u00famplice pela ascens\u00e3o da direita na Am\u00e9rica, ao dividir o povo.<\/p>\n<p>Uma marca da ideologia identit\u00e1ria colonizada \u00e9 a seletividade de suas campanhas e den\u00fancias. O sil\u00eancio quando o motor do protesto n\u00e3o nasce nos Estados Unidos. N\u00e3o se protestou, por exemplo, contra o massacre de 800 mil integrantes da minoria Tutsi, pelos Hutus em Ruanda, na \u00c1frica, na d\u00e9cada de 1990. Centenas de milhares de crian\u00e7as iraquianas pereceram v\u00edtimas do bloqueio norte-americano logo ap\u00f3s a primeira Guerra do Golfo (1990-1991), sem que o identitarismo erguesse sua voz indignada, reproduzindo apenas o que o centro de difus\u00e3o determina e orienta.<\/p>\n<p>O identitarismo precisa ser contido e derrotado no Brasil como uma corrente reacion\u00e1ria que divide o povo, fratura a luta em defesa do interesse nacional e dos objetivos coletivos que desafiam o futuro de retomada do desenvolvimento, redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e constru\u00e7\u00e3o da democracia. A luta contra o racismo e em defesa dos direitos sagrados das minorias s\u00f3 avan\u00e7ar\u00e1 quando integrada a uma plataforma mobilizadora dos mais amplos interesses coletivos e da nacionalidade.<\/p>\n<p>O identitarismo importa modelo de sociedade estranho \u00e0 forma\u00e7\u00e3o social brasileira, miscigenada na sua origem, na sua cultura, na sua religiosidade marcada pelo sincretismo das Iemanj\u00e1 e dos S\u00e3o Jorge, dos terreiros das m\u00e3es de santo e dos pais de santo, t\u00e3o distinto da religiosidade absorvida diretamente de pastores brancos pela popula\u00e7\u00e3o negra dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>*<em>Aldo Rebelo \u00e9 jornalista, foi presidente da C\u00e2mara dos Deputados; ministro da Coordena\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais; do Esporte; da Ci\u00eancia e Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e da Defesa nos governos Lula e Dilma.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo Rebelo* O fil\u00f3sofo Hegel (1770-1831), em sua obra\u00a0Filosofia da Hist\u00f3ria, censurava nos historiadores de seu tempo a aprecia\u00e7\u00e3o que faziam do imperador Alexandre\u00a0O Grande. 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