{"id":82596,"date":"2020-06-27T21:55:21","date_gmt":"2020-06-28T00:55:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82596"},"modified":"2020-06-28T10:56:19","modified_gmt":"2020-06-28T13:56:19","slug":"diego-pautasso-made-in-china-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/diego-pautasso-made-in-china-2025\/","title":{"rendered":"DIEGO PAUTASSO\/ Made in China 2025"},"content":{"rendered":"<p>Os processos nacionais de desenvolvimento s\u00e3o, via de regra, constru\u00eddos a partir de uma complexa estrutura intergeracional, cujo caminho \u00e9 repleto de percal\u00e7os e contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No caso da China, a longa estrada rumo ao desenvolvimento pleno da na\u00e7\u00e3o entrela\u00e7ou, em suas origens, a conflu\u00eancia de processos de descoloniza\u00e7\u00e3o, de revolu\u00e7\u00e3o anti-sist\u00eamica e de reconstru\u00e7\u00e3o nacional a partir de heran\u00e7as imperiais milenares.<\/p>\n<p>Assim, o desenvolvimento resulta, pois, da combina\u00e7\u00e3o de processos globais com pol\u00edticas nacionais, pragmaticamente adequadas \u00e0s oportunidades conjunturais.<\/p>\n<p>Absolutamente todos os pa\u00edses hoje considerados desenvolvidos se utilizaram amplamente de pol\u00edticas industriais, comerciais e tecnol\u00f3gicas (ICT) para atingirem tais condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outras palavras, atingem-nas a partir de uma intrincada rede de intera\u00e7\u00f5es e conhecimento mobilizada em prol da potencializa\u00e7\u00e3o da economia nacional, com o progressivo aumento de produtividade se vinculando aos mecanismos de agrega\u00e7\u00e3o de valor, de conhecimento e de inova\u00e7\u00e3o que, por sua vez, vinculam-se ao aumento do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH).<\/p>\n<p>O avan\u00e7o de qualquer projeto nacional consistente tende, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a se defrontar com os limites impostos pelas estruturas hegem\u00f4nicas de poder de sua era, formados por mecanismos de domina\u00e7\u00e3o que direta e indiretamente respaldam a supremacia de determinados pa\u00edses e a legitima\u00e7\u00e3o de certas organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia da plena articula\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de inser\u00e7\u00e3o internacional consequente e a afirma\u00e7\u00e3o de um projeto nacional de desenvolvimento de longo prazo para a supera\u00e7\u00e3o do\u00a0gap\u00a0produtivo-tecnol\u00f3gico que sustenta tais estruturas de poder.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compreender as quest\u00f5es concernentes ao desenvolvimento das na\u00e7\u00f5es quando as dissociando da dial\u00e9tica da forma como se refletem no deslocamento dos centros decis\u00f3rios globais.<\/p>\n<p>Afinal, s\u00e3o os resultados da contenda entre polos dominantes e ascendentes que acabam por determinar os respectivos graus de autonomia e lugar dos pa\u00edses nas configura\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas de poder no mundo.<\/p>\n<p>Dito isso, para compreender no que consiste o\u00a0Made in China 2025, cabe recuperar a trajet\u00f3ria mais ampla da China, emblem\u00e1tica da tensa e contradit\u00f3ria rela\u00e7\u00e3o entre desenvolvimento e inser\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica de Reforma e Abertura, de Deng Xiaoping, visava superar contradi\u00e7\u00f5es do ciclo de reconstru\u00e7\u00e3o nacional iniciado em 1949. O ajuste nas estrat\u00e9gias tanto de desenvolvimento nacional quanto de inser\u00e7\u00e3o internacional inclu\u00edram movimenta\u00e7\u00f5es bruscas, como a aproxima\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-diplom\u00e1tica entre China e Estados Unidos da Am\u00e9rica na d\u00e9cada de 1970, em plena Guerra Fria, num contexto de rec\u00e9m supera\u00e7\u00e3o dos sobressaltos da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural.<\/p>\n<p>Atos como esse demonstram, com exatid\u00e3o, que a pol\u00edtica \u00e9, na maioria das vezes, mais sinuosa do que pareceres pautados por ju\u00edzos morais podem fazer crer.<\/p>\n<p>Nesse quadro de aproxima\u00e7\u00e3o sino-americana, a expans\u00e3o financeira estadunidense potencializou o progressivo deslocamento do epicentro produtivo global do Atl\u00e2ntico Norte para a \u00c1sia Oriental.<\/p>\n<p>Esse resultou, nas d\u00e9cadas seguintes, num percept\u00edvel e vigoroso renascimento do papel protagonista da \u00c1sia a partir da lideran\u00e7a da reemergente civiliza\u00e7\u00e3o chinesa, e da reconstitui\u00e7\u00e3o do sistema sinoc\u00eantrico.<\/p>\n<p>Hoje, enquanto as pot\u00eancias ocidentais endossam a crescente desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira e atrofiam setores fundamentais de suas economias, a China aprofunda a condi\u00e7\u00e3o de epicentro da produ\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das exporta\u00e7\u00f5es, os valores passaram de 16,8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, em 1980, para 82 bilh\u00f5es em 1990, 370 bilh\u00f5es em 2000, 1,680 trilh\u00e3o em 2010 e 1,980 trilh\u00e3o em 2016.<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2017, os super\u00e1vits comerciais acumulados da China totalizaram quase 3,5 trilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 as exporta\u00e7\u00f5es chinesas praticamente se restringiram ao petr\u00f3leo e seus derivados, alimentos e outros produtos prim\u00e1rios; durante os anos 1990 passaram a ter importante composi\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, vestu\u00e1rio, brinquedos e outros bens manufaturados de baixo valor agregado; j\u00e1 na atualidade, predominam os equipamentos eletroeletr\u00f4nicos, motores, ve\u00edculos, materiais de constru\u00e7\u00e3o, dentre outros bens sofisticados.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o das empresas chinesas no \u00e2mbito global reflete a amplifica\u00e7\u00e3o do poder do pa\u00eds oriental na esfera internacional. Tal fato pode ser bem ilustrado pela r\u00e1pida expans\u00e3o do n\u00famero de suas multinacionais entre as grandes corpora\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante as dificuldades de mensura\u00e7\u00e3o, devido aos dados vari\u00e1veis de controle acion\u00e1rio e perfil das empresas, \u00e9 evidente a ascens\u00e3o ocorrida: dentre aquelas listadas como as 500 maiores empresas do mundo pela revista\u00a0Fortune, a China det\u00e9m hoje cerca de 120, quando eram apenas 18 em 2005;<\/p>\n<p>Nesse mesmo per\u00edodo os EUA reduziram o n\u00famero de suas empresas na lista, passando de 176 empresas, em 2005, para 126 empresas, em 2018. Ressalte-se: n\u00e3o se trata apenas de empresas ligadas a setores tradicionais, vinculados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, petr\u00f3leo, alimentos, t\u00eaxteis, por exemplo, mas muitas empresas de tecnologias de ponta, incluindo setores de inform\u00e1tica, comunica\u00e7\u00e3o, energia limpa, entre outros.<\/p>\n<p>O pa\u00eds, que nos anos 1990 se notabilizou por exportar produtos de \u201c1,99\u201d, tornou-se um polo protagonista de inova\u00e7\u00e3o produtiva e tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Durante a pol\u00edtica de Reforma de Abertura, do final da d\u00e9cada de 1970, a \u00eanfase chinesa recaiu sobre o desenvolvimento da capacidade produtiva nacional, com atra\u00e7\u00e3o de investimentos estrangeiros voltados para a internaliza\u00e7\u00e3o de capital e de tecnologias; a partir dos anos 1990, a China j\u00e1 ensaiava a proje\u00e7\u00e3o de seus investimentos para o exterior, priorizando os pa\u00edses perif\u00e9ricos como destino; desde 2005, entretanto, a China tem expandido ainda mais seus investimentos no exterior, ensejando uma evidente transforma\u00e7\u00e3o qualitativa da expans\u00e3o dos seus neg\u00f3cios internacionais.<\/p>\n<p>Alinhada a essa din\u00e2mica, foi elaborada, em 1999, a estrat\u00e9gia\u00a0Going Global, justamente no contexto de ingresso do pa\u00eds na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), em 2001, voltada para a amplia\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a em recursos naturais, alimentares e energ\u00e9ticos, via controle das cadeias de valor desses setores em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Atualmente, a China desenvolve a\u00a0Going Global 2.0\u00a0com o objetivo central de promover demanda \u00e0 economia nacional, alavancando-a por meio da Nova Rota da Seda.<\/p>\n<p>Diante do exposto, pode-se compreender e abordar os principais aspectos do\u00a0Made in China 2025, que sinaliza o aprofundamento da sinergia entre desenvolvimento nacional e potencializa\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o global da China.<\/p>\n<p>\u00c9 um caso exemplar da capacidade estatal de promover pol\u00edticas de ICT em favor da ind\u00fastria nascente. Ou seja, o governo chin\u00eas tem impulsionado a intera\u00e7\u00e3o entre Estado e setor privado e financiado a fus\u00e3o de setores, conformando oligop\u00f3lios (\u201ccampe\u00f5es nacionais\u201d) com vistas a aprofundar a produtividade e a socializa\u00e7\u00e3o do investimento.<\/p>\n<p>O planejamento estatal inclui financiamento barato oferecido por bancos p\u00fablicos nacionais, produ\u00e7\u00e3o de insumos b\u00e1sicos com pre\u00e7os baix\u00edssimos e est\u00edmulo da demanda por meio de compras governamentais.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 abordado, pol\u00edticas de ICT t\u00eam sido historicamente cruciais para possibilitar processos de desenvolvimento das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, num segundo momento, ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o destes processos, costumam combinar a manuten\u00e7\u00e3o de seus principais sustent\u00e1culos com uma ret\u00f3rica de defesa de pol\u00edticas liberais no \u00e2mbito global multilateral.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 \u201cchutada a escada\u201d para evitar a ascens\u00e3o de competidores que queiram trilhar o mesmo caminho, e o pa\u00eds desenvolvido passa a alimentar a\u00e7\u00f5es e empreendimentos voltados \u00e0 garantia da monopoliza\u00e7\u00e3o de seus dom\u00ednios (patentes) e a inibi\u00e7\u00e3o destas mesmas pol\u00edticas p\u00fablicas, que lhes deram origem, em terceiros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de uma estrat\u00e9gia ciclicamente adotada por pot\u00eancias mundiais em prol da reafirma\u00e7\u00e3o de suas vantagens e, por extens\u00e3o, das assimetrias globais expressas na divis\u00e3o internacional dos processos produtivos \u2013 ou seja, na estrutura que rege o lugar que cada pa\u00eds ocupa nas cadeias de valor e riqueza.<\/p>\n<p>Com efeito, o caminho ao desenvolvimento combina, portanto, a execu\u00e7\u00e3o de um projeto nacional com a paralela constru\u00e7\u00e3o da capacidade pol\u00edtica para romper estruturas internacionais hegem\u00f4nicas, voltadas para a cristaliza\u00e7\u00e3o das configura\u00e7\u00f5es globais de riqueza e poder.<\/p>\n<p>No caso da China, entrela\u00e7am-se as pol\u00edticas de reafirma\u00e7\u00e3o da soberania, integridade territorial e reconstru\u00e7\u00e3o nacional da Era Mao com as reformas modernizantes desencadeadas pela Era Deng.<\/p>\n<p>No caso atual, falamos das m\u00faltiplas pol\u00edticas p\u00fablicas governamentais voltadas para a promo\u00e7\u00e3o da complexidade econ\u00f4mica chinesa, englobando a abertura comercial gradual, com complexo sistema de tarifas, barreiras n\u00e3o-tarif\u00e1rias e licen\u00e7as; a atra\u00e7\u00e3o de investimentos condicionados \u00e0s transfer\u00eancias tecnol\u00f3gicas e\u00a0joint ventures, o encadeamento dos distintos segmentos da ind\u00fastria nacional; os fortes est\u00edmulos \u00e0 engenharia reversa e a aplica\u00e7\u00e3o branda das leis de prote\u00e7\u00e3o intelectual; a cria\u00e7\u00e3o de\u00a0clusters\u00a0nacionais por meio de requisitos de conte\u00fado local; al\u00e9m de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica capaz de combinar c\u00e2mbio desvalorizado, juros baixos, controle de capitais, dentre outros mecanismos.<\/p>\n<p>Nesse quadro de acirramento da competi\u00e7\u00e3o interestatal e corporativa, a China mira o que se convencionou chamar\u00a0ind\u00fastria 4.0\u00a0\u2013 conceito criado em 2011, na feira de Hannover, na Alemanha, para se referir \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de manufatura avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>S\u00e3o inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ligadas \u00e0 intelig\u00eancia artificial, rob\u00f3tica, internet das coisas, Big Data, ve\u00edculos aut\u00f4nomos, impress\u00e3o em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, armazenamento de energia, novos materiais (grafeno) e computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica\u00a0Made in China 2025\u00a0(MIC 2025), inspirada no plano \u201cInd\u00fastria 4.0\u201d da Alemanha (adotado em 2013), foi aprovada pelo Conselho de Estado da China em 2015, voltada ao desenvolvimento da manufatura inteligente.<\/p>\n<p>Trata-se de um aprofundamento de outro estudo, de 2010, intitulado\u00a0China\u2019s drive for \u2018indigenous innovation\u2019, cujo objetivo era valer-se do poderoso regime regulat\u00f3rio chin\u00eas para for\u00e7ar a diminui\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de tecnologia estrangeira, por meio da promo\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p>O MIC 2025 se prop\u00f5e a impulsionar a lideran\u00e7a da China nas redes globais de produ\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, conferindo efici\u00eancia e qualidade aos produtos nacionais.<\/p>\n<p>O plano foi elaborado pelo Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (MIIT), com a contribui\u00e7\u00e3o de 150 especialistas da Academia de Engenharia da China.<\/p>\n<p>Este documento governamental destaca 10 setores priorit\u00e1rios de atua\u00e7\u00e3o: 1) nova tecnologia de informa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada; 2) m\u00e1quinas e ferramentas automatizadas e rob\u00f3tica; 3) equipamentos aeroespaciais e aeron\u00e1uticos; 4) equipamento mar\u00edtimo e transporte de alta tecnologia; 5) equipamento moderno de transporte ferrovi\u00e1rio; 6) ve\u00edculos e equipamentos de nova energia; 7) equipamentos de energia; 8) equipamentos agr\u00edcolas; 9) novos materiais; e 10) biof\u00e1rmacos e produtos m\u00e9dicos avan\u00e7ados.<\/p>\n<p>Para tanto, o governo chin\u00eas n\u00e3o est\u00e1 focado apenas na inova\u00e7\u00e3o, mas em toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os modernos.<\/p>\n<p>O objetivo central \u00e9 aumentar o conte\u00fado de componentes e materiais nacionais primeiramente para 40%, at\u00e9 2020, e posteriormente para 70%, at\u00e9 2025. A estrat\u00e9gia do governo chin\u00eas inclui pol\u00edticas cujos objetivos s\u00e3o acelerar os esfor\u00e7os de transfer\u00eancia de tecnologias e de requisitos de licenciamento e aquisi\u00e7\u00e3o de empresas estrangeiras estrat\u00e9gicas, bem como de diversas atividades de engenharia reversa.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar as metas na ind\u00fastria automotiva, setor em que se entrela\u00e7am tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, ve\u00edculos aut\u00f4nomos, novas formas de energia, dentre outros.<\/p>\n<p>O\u00a0Made in China 2025\u00a0\u00e9, definitivamente, um ambicioso plano para afirmar a lideran\u00e7a industrial e tecnol\u00f3gica da China, em compasso com um robusto processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entre 2016 e 2020, o MIIT e o Banco de Desenvolvimento da China executaram programas de financiamento \u2013 incluindo empr\u00e9stimos, t\u00edtulos e\u00a0leasing \u2013\u00a0para os grandes projetos, com um financiamento estimado em mais de 45 bilh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Trata-se de uma escalada produtiva que tende a recrudescer a competi\u00e7\u00e3o interestatal e interempresarial internacional, t\u00edpicas dos contextos de reorganiza\u00e7\u00e3o do poder mundial.<\/p>\n<p>E \u00e9 por isso que nem a \u2018guerra comercial\u2019 desencadeada pelos Estados Unidos contra a China em 2018, nem a deten\u00e7\u00e3o de Meng Wanzhou, diretora financeira da gigante de telecomunica\u00e7\u00f5es chinesa Huawei, resumem-se a lit\u00edgios deslocados desse quadro geopol\u00edtico mais amplo.<\/p>\n<p>Consequentemente, n\u00e3o restam d\u00favidas quanto a veracidade de que o desenvolvimento nacional e a proje\u00e7\u00e3o global de um pa\u00eds se entrela\u00e7am e se fortalecem mutuamente \u2013 e a trajet\u00f3ria da China \u00e9 emblem\u00e1tica dessa sinergia.<\/p>\n<p>O projeto\u00a0Made in China 2025\u00a0\u00e9 causa e consequ\u00eancia desse processo, cujas origens remontam \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o nacional iniciada em 1949, dinamizada e potencializada ap\u00f3s as reformas empreendidas nos anos 1970.<\/p>\n<p>Se \u00e9 fato que a 3\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o Industrial e a assim chamada \u201cind\u00fastria 4.0\u201d trar\u00e3o mudan\u00e7as estruturais na produ\u00e7\u00e3o e no trabalho, estas n\u00e3o se dissociam do desenvolvimento e poder das na\u00e7\u00f5es e, com efeito, de suas pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de riqueza (complexa e tang\u00edvel). Consequentemente, o maior poder geoecon\u00f4mico da China torna imperativa uma maior assertividade geopol\u00edtica, tensionando as estruturas hegem\u00f4nicas de poder lideradas pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00c9, sem sombra de d\u00favidas, dessa resultante que surgir\u00e3o as novas configura\u00e7\u00f5es de poder internacionais, a serem estruturadas a partir de rupturas com maior ou menor escala de viol\u00eancia, a depender dos rumos que suas din\u00e2micas assumirem.<\/p>\n<p>Diego Pautasso*<\/p>\n<p><em>*\u00c9 doutor e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e graduado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente \u00e9 professor de Geografia do Col\u00e9gio Militar de Porto Alegre (CMPA) e professor convidado da Especializa\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais &#8211; Geopol\u00edtica e Defesa, da UFRGS. Autor do livro China e R\u00fassia no P\u00f3s-Guerra Fria, ed. Juru\u00e1, 2011. E-mail: dgpautasso@gmail.com<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os processos nacionais de desenvolvimento s\u00e3o, via de regra, constru\u00eddos a partir de uma complexa estrutura intergeracional, cujo caminho \u00e9 repleto de percal\u00e7os e contradi\u00e7\u00f5es. 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