{"id":82632,"date":"2020-07-13T14:33:17","date_gmt":"2020-07-13T17:33:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82632"},"modified":"2020-07-13T14:33:17","modified_gmt":"2020-07-13T17:33:17","slug":"guilherme-carvalho-inteligencia-artificial-no-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/guilherme-carvalho-inteligencia-artificial-no-jornalismo\/","title":{"rendered":"GUILHERME CARVALHO \/ Intelig\u00eancia artificial no Jornalismo"},"content":{"rendered":"<p>O dilema entre seres humanos e m\u00e1quinas \u00e9, sem d\u00favida, um dos mais instigantes temas da modernidade. Seja por instrumentos movidos por for\u00e7a mec\u00e2nica, a vapor, carv\u00e3o, ondas eletromagn\u00e9ticas, eletricidade, bytes ou algoritmos, este assunto \u00e9 motivo de medos e, ao mesmo tempo, fasc\u00ednio. Filmes como \u201cBlade runner\u201d (1982), \u201cMatrix\u201d (1999), \u201cA.I. Intelig\u00eancia Artificial\u201d (2001), \u201cEu Rob\u00f4\u201d (2004) e \u201cEla\u201d (2013), al\u00e9m da s\u00e9rie \u201cBlack Mirror\u201d (2019) n\u00e3o fizeram sucesso \u00e0 toa. Al\u00e9m dos efeitos especiais, s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es que tocam na ferida e apontam para um futuro poss\u00edvel na converg\u00eancia humana e tecnol\u00f3gica, geralmente retratada de modo conflituoso.<\/p>\n<p>Como \u00e9 caracter\u00edstica de toda pol\u00eamica, este assunto \u00e9 permeado por um dualismo. Parafraseando Umberto Eco, os \u201capocal\u00edpticos\u201d tendem a tra\u00e7ar um futuro sombrio, no qual o trabalho humano se torna obsoleto. Para muitos destes, as m\u00e1quinas s\u00e3o inimigas e o discurso soa conservador, percep\u00e7\u00e3o que remete aos tempos de ludismo, quando oper\u00e1rios resolveram quebrar m\u00e1quinas de tear no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX ao notaram que estavam sendo substitu\u00eddos.<\/p>\n<p>Esta percep\u00e7\u00e3o muitas vezes pessimista \u00e9 confrontada pelos \u201cintegrados\u201d, que tendem a ver os benef\u00edcios do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, sobretudo para o mundo dos neg\u00f3cios. Para estes, o uso de m\u00e1quinas, rob\u00f4s, e outras tecnologias \u00e9 imperativa e um caminho sem volta que deve ser considerado como o futuro da humanidade. Temos ent\u00e3o uma vis\u00e3o mais otimista que se referencia nos benef\u00edcios que isto pode trazer.<\/p>\n<p>Eu, que n\u00e3o gosto de ditados populares, principalmente aqueles que refor\u00e7am o senso comum, me rendo em busca de uma frase que possa explicar de forma simples meu pensamento. \u201cNem tanto ao c\u00e9u, nem tanto \u00e0 terra\u201d, meus amigos.<\/p>\n<p>O jornalismo, atividade profissional como poucas que trabalha no tratamento da informa\u00e7\u00e3o, vive intimamente uma rela\u00e7\u00e3o de amor e \u00f3dio com as tecnologias. De um lado, acelerou a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, facilitou o acesso a dados e fontes de informa\u00e7\u00e3o, diversificou as atividades destes profissionais, expandiu de forma ilimitada a circula\u00e7\u00e3o de produtos jornal\u00edsticos, comprimiu tempo e espa\u00e7o aumentando a produtividade. Ningu\u00e9m negaria que estes s\u00e3o b\u00f4nus colecionados ao longo dos anos para o jornalismo. Entretanto, vemos tamb\u00e9m as demiss\u00f5es de jornalistas, o esvaziamento das reda\u00e7\u00f5es, a explos\u00e3o de not\u00edcias falsas e desinforma\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio de hiperconcorr\u00eancia midi\u00e1tica, o fim do monop\u00f3lio da informa\u00e7\u00e3o e as crises do modelo de neg\u00f3cios, entre tantos fatores que impactam negativamente a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>A mais recente fronteira tecnol\u00f3gica atravessada pelo jornalismo \u00e9 a do uso de intelig\u00eancia artificial (IA) para a produ\u00e7\u00e3o de not\u00edcias. Acontece que comparado a outras \u00e1reas como a ind\u00fastria, o mercado financeiro, a medicina e a engenharia, o neg\u00f3cio jornal\u00edstico est\u00e1 ainda engatinhando. Apesar que devemos reconhecer as iniciativas que j\u00e1 circulam em nosso meio. \u00c9 o caso da Narrative Science, empresa norte-americana que processa dados e os transforma em textos noticiosos. A ag\u00eancia Associated Press utiliza a ferramenta Automated Insights. O Washington Post, o Heliograf. O Los Angeles Times, o Bot Quake, que produz pequenas notas sobre tremores de terra. \u00a0CNN, Forbes e The Wall Street Journal tamb\u00e9m j\u00e1 utilizam estes recursos. Em um n\u00edvel intermedi\u00e1rio, encontramos iniciativas como a Local Labs que opera pequenos jornais regionais e oferece edi\u00e7\u00f5es locais e outros servi\u00e7os para jornais de metr\u00f4s nos sub\u00farbios. Tamb\u00e9m a ProPublica, que inspira v\u00e1rios projetos brasileiros, j\u00e1 utiliza um aplicativo de not\u00edcias, a Opportunity Gap. Estes exemplos s\u00e3o empregados desde 2009.<\/p>\n<p>No Brasil, tirando alguns poucos casos (um exemplo \u00e9 o Aos Fatos, que oferece aos leitores um rob\u00f4 checador de informa\u00e7\u00f5es chamado \u201cF\u00e1tima\u201d), o assunto ainda \u00e9 um tabu entre muitos jornalistas e pesquisadores. Parte deste sil\u00eancio se deve ao desconhecimento sobre o assunto. Termos como Machine learning e NLG e mesmo a utiliza\u00e7\u00e3o de algoritmos s\u00e3o pouco tratados no meio. Talvez, seja esta a sina expressa naquela velha m\u00e1xima jornal\u00edstica de que o jornalismo fala de tudo, menos de jornalismo.<\/p>\n<p>\u00c9 o que explica porque not\u00edcias que apontam a ado\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia artificial no jornalismo causem ainda arrepios. O epis\u00f3dio mais recente foi o an\u00fancio da Microsoft Not\u00edcias e da MSN e que estaria demitindo 50 jornalistas para substitu\u00ed-los por IA. Casos semelhantes j\u00e1 haviam sido publicados em outros lugares. A editora portuguesa MotorPress j\u00e1 havia sido denunciada pela demiss\u00e3o de 28 funcion\u00e1rios em 2009 pelo mesmo motivo.<\/p>\n<p>Um dos desafios atuais, portanto, daqueles que vivem o meio jornal\u00edstico, seja profissional ou academicamente, \u00e9 justamente o de entender o uso destas ferramentas e compreender de que maneira podem ser utilizadas para o bem do pr\u00f3prio jornalismo. Se partirmos da premissa descrita pelo pesquisador finland\u00eas Carl-Gustav Linden, ou seja, de que se trata de um sistema regido por \u201cum conjunto de opera\u00e7\u00f5es autossuficientes a serem desempenhadas passo-a-passo, como c\u00e1lculos, processamento de dados e racioc\u00ednio automatizado \u2013 um conjunto de regras que definem precisamente uma sequ\u00eancia de instru\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o compreendidas por um computador\u201d, perceberemos que a a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 insubstitu\u00edvel. Afinal, quem programa estes sistemas, quem define o que \u00e9 mais ou menos relevante, qual estrutura hier\u00e1rquica de informa\u00e7\u00f5es deve ser considerada na elabora\u00e7\u00e3o do conte\u00fado?<\/p>\n<p>N\u00e3o perceber esta realidade pode relegar os jornalistas a um papel secund\u00e1rio neste processo, enquanto programadores, engenheiros, gestores e tecn\u00f3logos da informa\u00e7\u00e3o, entre outros profissionais, assumir\u00e3o este posto.<\/p>\n<p>A partir de uma compreens\u00e3o mais t\u00e9cnica, podemos vislumbrar o uso destas tecnologias no processamento de grande volume de dados, a busca de informa\u00e7\u00f5es em bases restritas ou segmentadas, o acesso a informa\u00e7\u00f5es de arquivos hist\u00f3ricos, na checagem de informa\u00e7\u00f5es e declara\u00e7\u00f5es de autoridades, na produ\u00e7\u00e3o de notas complementares que podem ser somadas a reportagens e outros conte\u00fados. Enfim, s\u00e3o v\u00e1rias as possibilidades.<\/p>\n<p>Estou convencido de que ponto fundamental deste debate deve seguir no sentido de compreender os aspectos t\u00e9cnicos da IA associado aos princ\u00edpios \u00e9ticos do jornalismo e seu car\u00e1ter de interesse p\u00fablico, que incluem a honestidade para com os consumidores de produtos jornal\u00edsticos. Nesse sentido, \u00e9 preciso superar o dualismo entre humanos e m\u00e1quinas e come\u00e7ar a pensar sobre as aplica\u00e7\u00f5es e implica\u00e7\u00f5es desta associa\u00e7\u00e3o, reconhecendo o papel do trabalho humano, cr\u00edtico, criativo, sens\u00edvel \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sociais e aos mais variados contextos.<\/p>\n<p>A supera\u00e7\u00e3o destas limita\u00e7\u00f5es pode n\u00e3o apenas apontar a supera\u00e7\u00e3o da crise de legitimidade do jornalismo aberta com a difus\u00e3o da internet, mas colocar o jornalismo de fato no s\u00e9culo XXI, associando precis\u00e3o, volume e rapidez, aspectos que caminham de bra\u00e7os dados com a sustenta\u00e7\u00e3o financeira e relev\u00e2ncia social dos ve\u00edculos.<\/p>\n<p><em>*Guilherme Carvalho \u00e9 p\u00f3s-doutor em Jornalismo e coordenador do curso de Bacharelado em Jornalismo do Cento Universit\u00e1rio Internacional Uninter.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dilema entre seres humanos e m\u00e1quinas \u00e9, sem d\u00favida, um dos mais instigantes temas da modernidade. 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