{"id":82636,"date":"2020-07-15T16:18:18","date_gmt":"2020-07-15T19:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82636"},"modified":"2020-07-18T10:29:30","modified_gmt":"2020-07-18T13:29:30","slug":"carlos-ferreira-um-basta-ao-racismo-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/carlos-ferreira-um-basta-ao-racismo-estrutural\/","title":{"rendered":"CARLOS FERREIRA \/ Um basta ao racismo estrutural!"},"content":{"rendered":"<p>\u00c1frica.<\/p>\n<p>Eu\u00a0 n\u00e3o vivi os dias que o preto em mim foi escravizado, mas tenho a mem\u00f3ria e carrego a dor e a tristeza disso todos os dias com esta tatuagem org\u00e2nica que faz a minha pelo ser preta. Todo o santo dia que vivi em Porto Alegre, sem ao menos um descanso por dia eu fui rebaixado pelo branco. Todos os dias da casa grande arrogante, a cada olhar, a cada palavra, para a senzala. Mas houve o basta e liberta\u00e7\u00e3o para o quilombo. Engana-se voc\u00ea que acha que estes lugares s\u00e3o apenas f\u00edsicos, s\u00e3o tamb\u00e9m geografias humanas. O branco a casa grande, o preto inferiorizado pelo branco habita a senzala em sua mente de racismo estrutural. Esta a perspectiva quando cada branco abre a boca, abre o olho para descrever o preto. N\u00e3o h\u00e1 branco sem racismo estrutural. Sinto, como eu sinto. Na pele, na boca de l\u00e1bios, grossos, no cabelo grosso que j\u00e1 n\u00e3o tenho.<\/p>\n<p>A Senzala (A palavra tem origem africana e significa morada. Mas ganhou novo significado com a escravid\u00e3o significando jaula.)<\/p>\n<p>Vale dizer que os escravizados n\u00e3o eram considerados homens, nem animais, mas pe\u00e7as. O idealizador sistema da escravid\u00e3o africana foi a Igreja Cat\u00f3lica, o principal financiador a realeza portuguesa e demais pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>A senzala foi uma forma de alojamento destinado aos escravizados vindos da \u00c1frica. As senzalas estavam diretamente relacionadas \u00e0 casa-grande. Enquanto os senhores e suas fam\u00edlias viviam sob a casa-grande, escravizados serviam e habitavam esses alojamentos com raros recursos e nada de conforto.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia das senzalas existe desde o in\u00edcio da experi\u00eancia da escravid\u00e3o na Am\u00e9rica Portuguesa. Desta forma o alojamento em quest\u00e3o esteve presente do s\u00e9culo XVI ao XIX, ou seja, dos engenhos de a\u00e7\u00facar, das minas de ouro \u00e0s fazendas do cultivo de caf\u00e9. Elas foram a principal forma de aprisionamento dos escravizados dos per\u00edodos colonial e imperial. As senzalas inspiram o sistema presidi\u00e1rio neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Com as Senzalas preveniam fugas colocando grades nas poucas janelas existentes e instalando \u00e0 frente da senzala o pelourinho \u2013 tronco destinado aos castigos f\u00edsicos da popula\u00e7\u00e3o escravizada. Essa estrat\u00e9gia era utilizada a fim de utilizar a tortura como forma exemplar aos demais e inseria as sev\u00edcias na vida cotidiana e na morada desses homens e mulheres<\/p>\n<p>A senzala fez parte da vida cotidiana de sujeitos escravizados, envolvendo formas de organiza\u00e7\u00e3o social, resist\u00eancia e conv\u00edvio social.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o interna da senzala \u00e9 bastante diferente de como s\u00e3o organizadas as moradias atuais. A divis\u00e3o interna que prev\u00ea espa\u00e7os individuais (quartos, banheiros) n\u00e3o existia, nem mesmo a divis\u00e3o por unidades familiares, tendo em vista que a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia se alterou com o tempo. N\u00e3o havia divis\u00e3o de c\u00f4modos e dormiam todos juntos, num mesmo espa\u00e7o, apenas com separa\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres e crian\u00e7as. Lembrando muito as condi\u00e7\u00f5es dos antigos e atuais pres\u00eddios brasileiros onde a maioria de presos s\u00e3o homens e mulheres pretos.<\/p>\n<p>Para dormir o ch\u00e3o era o destino. Diretamente na terra ou sobre palhas eram as formas que os escravos encontravam para se acomodar para a noite de sono.<\/p>\n<p>A vida na Casa-grande e nas senzalas traz aspectos da forma\u00e7\u00e3o social brasileira e est\u00e1 presente nos debates atuais. A PEC das dom\u00e9sticas, aprovada em 2013 \u00e9 exemplo deste debate. Os direitos garantidos aos trabalhadores pela CLT s\u00e3o bastante difundidos, entretanto, somente em 2013 que o trabalho dom\u00e9stico assalariado passa a ter tais garantias. Isso acontece pois o fator dom\u00e9stico \u2013 ou a intimidade e as rela\u00e7\u00f5es pessoais que surgem desta rela\u00e7\u00e3o \u2013 implicam outras regras. A ideia desta suposta proximidade entre patr\u00e3o e empregado (ou entre senhor e escravo, no mundo colonial) faz do direito trabalhista das dom\u00e9sticas uma quest\u00e3o sens\u00edvel. A proximidade e a intimidade fizeram com que a ideia de que a empregada dom\u00e9stica \u201c\u00e9 quase da fam\u00edlia\u201d seguisse os padr\u00f5es patriarcais e escravocratas da experi\u00eancia na Casa-grande e nas senzalas. Que horas ela volta? filme de Anna Muylaert de 2015 retrata essas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Cinema\u00a0<\/strong><br \/>\nA origem da palavra &#8220;cinema&#8221; deve-se \u00e0 circunst\u00e2ncia de ter sido o cinemat\u00f3grafo o primeiro equipamento utilizado para filmar e projetar. Por meton\u00edmia, a palavra tamb\u00e9m se refere \u00e0 sala onde s\u00e3o projetadas obras cinematogr\u00e1ficas. A inven\u00e7\u00e3o da fotografia, e sobretudo a da fotografia animada, foram momentos cruciais para o desenvolvimento n\u00e3o s\u00f3 das artes como da ci\u00eancia, em particular no campo da antropologia visual.<\/p>\n<p>Cinema (do em grego: \u03ba\u03af\u03bd\u03b7\u03bc\u03b1, kinema &#8220;movimentos&#8221; e \u03b3\u03c1\u03ac\u03c6\u03b5\u03b9\u03bd, graphein &#8220;registrar&#8221;), tamb\u00e9m chamada s\u00e9tima arte, ou, em certos contextos cinematografia, pode ser definida como a t\u00e9cnica e a arte de fixar e de reproduzir imagens que suscitam impress\u00e3o de movimento, assim como a ind\u00fastria que produz estas imagens. As obras cinematogr\u00e1ficas (mais conhecidas como filmes) s\u00e3o produzidas atrav\u00e9s da grava\u00e7\u00e3o de imagens do mundo com c\u00e2meras (c\u00e2maras) adequadas, ou pela sua cria\u00e7\u00e3o utilizando t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o ou efeitos visuais espec\u00edficos. Mais especificamente, pode ser descrita como o &#8220;conjunto de princ\u00edpios, processos e t\u00e9cnicas utilizados para captar e projetar numa tela imagens est\u00e1ticas sequenciais (fotogramas) obtidas com uma c\u00e2mera especial, dando impress\u00e3o ao espectador de estarem em movimento&#8221;. O diretor de arte pode ser descrito como o principal colaborador visual de um diretor de cinema. Tamb\u00e9m se usa a palavra &#8216;cinegrafia&#8217;, estando dicionarizada.<\/p>\n<p>Os filmes s\u00e3o assim constitu\u00eddos por uma s\u00e9rie de imagens impressas em determinado suporte, alinhadas em sequ\u00eancia, chamadas fotogramas. Quando essas imagens s\u00e3o projetadas de forma r\u00e1pida e sucessiva, o espectador tem a ilus\u00e3o de observar movimento. A cintila\u00e7\u00e3o entre os fotogramas n\u00e3o \u00e9 percebida devido a um efeito conhecido como persist\u00eancia da vis\u00e3o: o olho humano ret\u00e9m uma imagem durante uma fra\u00e7\u00e3o de segundo ap\u00f3s a sua fonte ter sa\u00eddo do campo da vis\u00e3o. O espectador tem assim a ilus\u00e3o de movimento, devido a um efeito psicol\u00f3gico chamado movimento beta.<\/p>\n<p>O cinema \u00e9 um artefato cultural criado por determinadas culturas que nele se refletem e que, por sua vez, as afetam. \u00c9 uma arte poderosa, \u00e9 fonte de entretenimento popular e, destinando-se a educar ou doutrinar, pode tornar-se um m\u00e9todo eficaz de influenciar os cidad\u00e3os. \u00c9 a imagem animada que confere aos filmes o seu poder de comunica\u00e7\u00e3o universal. Dada a grande diversidade de l\u00ednguas existentes, \u00e9 pela dublagem (dobragem) ou pelas legendas, que traduzem o di\u00e1logo noutras l\u00ednguas, que os filmes se tornaram mundialmente populares.<\/p>\n<p><strong>Cinema de Senzala\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel debater o racismo estrutural sem tochas e cabe\u00e7as cortadas? Noto que em Porto Alegre ergueu este debate com a live da APTEC (Associa\u00e7\u00e3o Profissional de T\u00e9cnicos Cinematogr\u00e1ficos do RS). Estamos n\u00f3s, pretas e pretos, mais ativos em revisitar as quest\u00f5es sociais ligadas a abdu\u00e7\u00e3o de uma cultura preta para um contexto escravista e diante disto h\u00e1 um oceano de dist\u00e2ncia em embate onde a configura\u00e7\u00e3o agora \u00e9 de dizer basta.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o parte da associa\u00e7\u00e3o, sou diretor cinematogr\u00e1fico, sou preto, mas confesso que n\u00e3o tenho demanda ativa de contesta\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em suas pautas. Mas recebi uma mensagem sobre essa quest\u00e3o que polemizou racismo estrutural e machismo.<\/p>\n<p>Com a aten\u00e7\u00e3o devida assisti o videolive e formei a minha opini\u00e3o sobre o ocorrido. Antes de qualquer coisa, digo isto como homem preto, h\u00e1 que debater o racismo estrutural, na minha opini\u00e3o sem tochas, sem fogueira, mas lanternas de conscientiza\u00e7\u00e3o em alertas cr\u00edticos porque tochas, fogueiras \u00e9 o jeito do homem branco extremo. O Europeu que ascendeu o criacionismo e fomentou o nazismo, antes disso a escravid\u00e3o senzala aportada pelos navios negreiros. A superioridade branca ent\u00e3o nunca foi apenas em um per\u00edodo das grandes guerras do s\u00e9culo XX. A superioridade branca \u00e9 f\u00e1cil de ver. Perpetua em uma linha de narrativa da hist\u00f3ria onde agora despertadas as minorias em movimentos de basta atuam para baixar a curva da perversidade humana.<\/p>\n<p>Porto Alegre \u00e9 uma cidade racista. O Rio Grande do Sul \u00e9 extremo estado racista e perverso, mas h\u00e1 movimentos de gente que quer aprender a deixar essas ra\u00edzes profundas do racismo estrutural.<br \/>\nComo diretor de cinema, como autor de quadrinhos eu tenho consci\u00eancia pr\u00e1tica em dizer isso para todos que estavam nessa live que foi importante o debate, o embate e a onda que vem com isso. Por que me citei como autor de quadrinhos? Porque fui processado por uma editora que quis que eu abrandasse o final do meu livro Zumbi- Guerreiro dos Palmares mostrando o negro na sociedade de hoje considerando o Quilombo dos Palmares como um assunto superado. Isso me fez por 5 anos lutar na justi\u00e7a e me defender, defender o meu livro em co-autoria com outro autor negro e depois de 5 anos vencer o processo que foi sim um fomento de racismo estrutural.<\/p>\n<p>Li o pedido de desculpas por parte de quem cometeu os erros. Racismo estrutural n\u00e3o h\u00e1 como desculpar, as pessoas envolvidas acredito que precisam sim receber a aprendizagem necess\u00e1ria para achatar a curva dessa arma genocida que \u00e9 o racismo em um pa\u00eds que ainda segue escravista. Essas pessoas precisam ser educadas no mundo anti-racistas e sou humanista e percebo que o debate deve servir sim em fazermos como foi feito no Quilombo dos Palmares, acolhermos n\u00e3o apenas pretos, mas \u00edndios e at\u00e9 gente branca que n\u00e3o estavam a favor do sistema escravista.<\/p>\n<p>Voc\u00ea, branco, realmente n\u00e3o \u00e9 a favor do racismo estrutural? Ent\u00e3o fa\u00e7a o seu pedido de desculpas e revisa a sua hist\u00f3ria e a hist\u00f3ria para o seu despertar. N\u00f3s, pretos, conscientes armados com as nossas lan\u00e7as, espadas, escudos representados com as nossas artes e discursos precisam ser mais bombeiros que policias. N\u00e3o podemos reverberar viol\u00eancia, mas justi\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 outra quest\u00e3o que preciso falar. Mercado. N\u00e3o existe essa coisa de mercado em Porto Alegre, no RS quando se fala de audiovisual, quando se fala em cinema. Existem iniciativas, vontades, lutas. Querendo ou n\u00e3o estamos todos n\u00e3o mesmo barco, no mesmo balde. Somo siris ou caranguejos tentando sair do balde. Esta \u00e9 a configura\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, a POAWOOD.<\/p>\n<p>N\u00e3o me falem de mercado. Mercado precisa ter bases, esta\u00e7\u00f5es empresariais de ve\u00edculos de massa para fomentar s\u00e9ries, filmes, anima\u00e7\u00f5es, bases financeiras e de industrializa\u00e7\u00f5es para as s\u00e9rie e filmes. Aqui em POAWOOD s\u00e3o todos artes\u00e3os do audiovisual. Puxadinhos. Somos uma comunidade, uma favela de profissionais, e \u00e9 nas artes que afloram os egos (os egoicos n\u00e3o dando espa\u00e7o pra perd\u00e3o pra ningu\u00e9m aqui). Todos acreditam um uma certa dinastia das artes. S\u00f3 que isso uma ilus\u00e3o. D\u00e1-lhe bolha sombria de Porto Alegre Poawood!<\/p>\n<p>Olhando a live falta a mea culpa neste sentido. Cada um faz a hist\u00f3ria e a narrativa errada quando o assunto \u00e9 sim, preciso aparecer, n\u00e3o contestar ou a auto an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Isso de Porto Alegre ter as panelinhas, isso de Porto Alegre apontar para o caminho da EXTREMA DIREITA ESQUERDA MACHISTA FASCISTA n\u00e3o pode ir para a polaridade da EXTREMA FACA DECAPITAR COM \u00d3DiO. Repudiar, barrar, orientar educar sim.<\/p>\n<p>H\u00e1 um movimento estranho dentro dos movimentos aut\u00eanticos que vai trazer uma consequ\u00eancia de ainda mais \u00f3dio. Isso se n\u00e3o aproveitarmos este exato momento para debater e revisar tudo.<\/p>\n<p>H\u00e1 que cuidar ao m\u00e1ximo esta energia de o dedo na cara do outro, v\u00e3o todos acabar matando um aos outros por tamanha hipocrisia.<\/p>\n<p>H\u00e1 que tamb\u00e9m entrar na lista dos Anti o preconceito aos velhos. T\u00e1 rolando isso tamb\u00e9m. Te cuida que na velhice chegamos todos. Artista envelhece, mas a sua arte, como real arte n\u00e3o. A arte do artista n\u00e3o \u00e9 apenas o seu passado, mas o presente e futuro. Para perpetuar no tempo o artista sempre tem que est\u00e1 aberto a escutar, aprender e expandir a sua viv\u00eancia. Seja um jovem, seja um velho.<\/p>\n<p>APTEC, por favor, seja mais coerente e seja ponte com o di\u00e1logo. GRAFAR, aprenda com a APTC em reconhecer os seus limites.<\/p>\n<p>Mesmo que eu j\u00e1 n\u00e3o perten\u00e7a mais a esta cidade, esta cidade \u00e9 pertinente em mim. E desejo que ela volte a brilhar arte consciente e com um plural das suas diverg\u00eancias.<\/p>\n<p>Arte preta, feminina e GLBT se precisa sim. Cuidar da nossa trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Queimamos as casas grandes e senzalas, mas salvamos vidas, ok?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>*Carlos Ferreira<\/strong> nasceu em Porto Alegre em 1970. Artista gr\u00e1fico, diretor e roteirista, j\u00e1 teve hist\u00f3rias em quadrinhos publicadas no Brasil, Argentina e Jap\u00e3o. \u00c9 roteirista da biografia em quadrinhos Kardec, desenhista e roteirista de O castelo e da revista Picabu, e diretor dos curtas-metragens Phil (2001), Pessoas incertas (2003), Castigo (2009), Os cafalh\u00f5es (2009) e Bacantes (2019).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1frica. 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Mais do que um n\u00famero expressivo, o dado revela um fen\u00f4meno cont\u00ednuo, distribu\u00eddo no tempo e no territ\u00f3rio \u2014 e,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84690,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/17-de-abril-de-1996-30-anos-do-massacre-de-eldorado-do-carajas\/","url_meta":{"origin":82636,"position":5},"title":"17 de abril de 1996: 30 anos do Massacre de Eldorado do Caraj\u00e1s","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"17 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"Cruz marca o local do massacre em Eldorado dos Caraj\u00e1s, Par\u00e1. 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