{"id":82641,"date":"2020-07-15T16:34:59","date_gmt":"2020-07-15T19:34:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82641"},"modified":"2020-07-15T16:34:59","modified_gmt":"2020-07-15T19:34:59","slug":"diego-pautasso-a-china-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/diego-pautasso-a-china-na-africa\/","title":{"rendered":"DIEGO PAUTASSO \/ A China na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>A densifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sino-africanas remonta ao quadro de for\u00e7as emergido no P\u00f3s-Guerra Fria. A China buscava evitar o isolamento internacional ap\u00f3s os eventos da Pra\u00e7a da Paz Celestial (1989) e o sequencial colapso do campo socialista. Assim, mobilizou esfor\u00e7os para garantir fontes de recursos (hidrocarbonetos, alimentos e mat\u00e9rias-primas) e a paralela abertura de novos mercados, capazes de contribuir com seu acelerado processo de moderniza\u00e7\u00e3o. O panorama de marginaliza\u00e7\u00e3o do continente africano no ciclo de globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal foi percebido pela China como oportunidade, e permitiu a conforma\u00e7\u00e3o daquilo que os chineses intitularam de diplomacia <em>zhoubian<\/em>\u00a0(perif\u00e9rica).<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, s\u00e3o ascendentes as rela\u00e7\u00f5es entre a China e os pa\u00edses do continente africano, como bem evidenciam os n\u00fameros. Se em 1996 o fluxo comercial era de US$ 4 bilh\u00f5es, em 2000 j\u00e1 chegava em US$ 10 bilh\u00f5es, e mais contemporaneamente, em 2018, em quase US$ 185 bilh\u00f5es \u2013 bem acima dos US$ 61,8 bilh\u00f5es do fluxo comercial do continente com os Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) no mesmo ano. Nesse mesmo sentido, os investimentos externos diretos (IED) chineses na \u00c1frica v\u00eam aumentando constantemente. Entre 2003 e 2018, o n\u00famero passou de US$ 75 milh\u00f5es para US$ 5,4 bilh\u00f5es \u2013 ultrapassando o montante dos EUA desde 2014, j\u00e1 que estes t\u00eam diminu\u00eddo seus investimentos na \u00c1frica desde 2010.<\/p>\n<p>Ressalte-se que a China tem institu\u00eddo Zonas Econ\u00f4micas Especiais (ZEEs) no continente africano, impulsionando a gera\u00e7\u00e3o de empregos, a industrializa\u00e7\u00e3o e a consequente redu\u00e7\u00e3o da pobreza em muitos de seus pa\u00edses.\u00a0 Entre 2003 e 2015, a\u00a0<em>ajuda ao desenvolvimento<\/em>\u00a0prestada pela China ao continente africano aumentou constantemente, passando de US$ 631 milh\u00f5es em 2003 para quase US$ 3,3 bilh\u00f5es em 2018.<\/p>\n<p>Ainda mais importante, a coopera\u00e7\u00e3o multilateral se multiplicou e se institucionalizou. Seu mais relevante mecanismo \u00e9 o F\u00f3rum de Coopera\u00e7\u00e3o China-\u00c1frica (FOCAC), criado em 2000, que realiza Confer\u00eancias Ministeriais a cada tr\u00eas anos, sediadas de forma alternada entre a China e os pa\u00edses africanos, elaborando complexos Planos de A\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, com a coopera\u00e7\u00e3o China-\u00c1frica em constante expans\u00e3o e aprofundamento, v\u00e1rios f\u00f3runs foram estabelecidos no \u00e2mbito do pr\u00f3prio FOCAC, tais como o F\u00f3rum do Povo China-\u00c1frica, o F\u00f3rum de Jovens L\u00edderes China-\u00c1frica, o F\u00f3rum Ministerial de Coopera\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade China-\u00c1frica, o F\u00f3rum de Coopera\u00e7\u00e3o M\u00eddia China-\u00c1frica, a Confer\u00eancia de Desenvolvimento e Redu\u00e7\u00e3o da Pobreza China-\u00c1frica, o FOCAC-F\u00f3rum Jur\u00eddico, o F\u00f3rum sobre a China Coopera\u00e7\u00e3o entre governos locais, entre outros. As rela\u00e7\u00f5es da China com a Uni\u00e3o Africana ou mesmo o papel da \u00c1frica do Sul no BRICS intensificam ainda mais estas intera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Tra\u00e7ados esses par\u00e2metros emp\u00edricos, \u00e9 poss\u00edvel refletirmos sobre as abordagens ocidentalistas voltadas a configurar a presen\u00e7a da China na \u00c1frica como imperialista ou neocolonial. E nisso reside o entrela\u00e7amento entre a m\u00e1-f\u00e9 patrocinada pelo centro do sistema com certas tend\u00eancias etnoc\u00eantricas e at\u00e9 mesmo profundas incompreens\u00f5es te\u00f3ricas acerca dessas din\u00e2micas. Por um lado, atribuir perfil neocolonial \u00e0 atua\u00e7\u00e3o chinesa na \u00c1frica significa assumir o desconhecimento acerca da hist\u00f3ria do imperialismo do s\u00e9culo XIX e mesmo das pr\u00e1ticas atuais das grandes pot\u00eancias norte-atl\u00e2nticas, notadamente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, pautadas nas mais diversas inger\u00eancias externas diretas e indiretas em diversas regi\u00f5es do globo.<\/p>\n<p>Por outro lado, \u00e9 preciso considerar que, apesar das assimetrias, h\u00e1 importantes pontos de converg\u00eancia entre os pa\u00edses emergentes e os pa\u00edses perif\u00e9ricos, em raz\u00e3o das disputas pela distribui\u00e7\u00e3o de poder no mundo. Ou seja, o relacionamento Sul-Sul se torna uma alternativa crucial para resistir aos constrangimentos que os pa\u00edses perif\u00e9ricos e emergentes est\u00e3o submetidos ao adotarem seus projetos de desenvolvimento nacionais n\u00e3o alinhados aos interesses norte-atl\u00e2nticos. Assim, n\u00e3o raramente estes mobilizam suas estruturas de poder e seus princ\u00edpios legitimadores, como a defesa da \u201cdemocracia\u201d, dos \u201cdireitos humanos\u201d e da \u201cliberdade\u201d para impor seus interesses.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o imperialismo n\u00e3o pode ser reduzido ao processo de exporta\u00e7\u00e3o de capitais, e de fato nunca foi, afinal a soberania pol\u00edtica, a autodetermina\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento nacionais conformam, conjuntamente, uma complexidade infinita de vari\u00e1veis. Se as rela\u00e7\u00f5es interestatais est\u00e3o impregnadas de interesses nacionais e corporativos, de conflitos e assimetrias, \u00e9 preciso compreender os padr\u00f5es de relacionamento levando em conta a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as e as alternativas pol\u00edticas em quest\u00e3o. N\u00e3o se pode, pois, negligenciar que as rela\u00e7\u00f5es sino-africanas n\u00e3o t\u00eam sido baseadas em qualquer imposi\u00e7\u00e3o de modelos pol\u00edtico-institucionais e de ajustes macroecon\u00f4micos; n\u00e3o recorrem \u00e0s pr\u00e1ticas de desestabiliza\u00e7\u00e3o e inger\u00eancias pol\u00edticas e militares; t\u00eam proporcionado vantajosas condi\u00e7\u00f5es de financiamento e disposi\u00e7\u00e3o para a coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica; e ainda possuem uma agenda diplom\u00e1tica em muitos aspectos convergentes no que se refere \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a do sistema internacional.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, segundo Deborah Br\u00e4utigam, uma das maiores especialistas nas rela\u00e7\u00f5es entre China e \u00c1frica, os recorrentes argumentos anti-chineses n\u00e3o se sustentam quando confrontados com a realidade: cerca de 75% dos trabalhadores em obras chinesas no continente s\u00e3o africanos; longe de atenderem a interesses especulativos, 70% dos empr\u00e9stimos servem \u00e0s obras de infraestrutura energ\u00e9tica e de transporte, com taxas de juros baixas e longos per\u00edodos de pagamento; e, apesar de setores midi\u00e1ticos anunciarem com tom catastrofista que empresas chinesas j\u00e1 teriam adquirido \u201c6 milh\u00f5es de hectares\u201d de terras africanas (que na verdade n\u00e3o ultrapassam a marca de 1% de todas as terras agricult\u00e1veis da \u00c1frica), sequer o dado \u00e9 verdadeiro, afinal pesquisas indicam a compra de apenas 240.000 hectares (ou seja, apenas 4% da por\u00e7\u00e3o relatada).<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer que a presen\u00e7a da China e dos demais pa\u00edses emergentes na \u00c1frica esteja isenta de problemas e contradi\u00e7\u00f5es. Ou seja, de modo algum se deve negligenciar as agendas conflitantes das distintas na\u00e7\u00f5es, os conflitos sociais intra e interestatais ou os embates entre os interesses governamentais e de certas corpora\u00e7\u00f5es. No entanto, o dado central dessa quest\u00e3o reside no fato de que a presen\u00e7a dos emergentes \u2013 especialmente da China, mas tamb\u00e9m do Brasil, \u00cdndia e demais \u2013 t\u00eam ocorrido em preju\u00edzo das grandes pot\u00eancias norte-atl\u00e2nticas, sobretudo das antigas detentoras de vastos imp\u00e9rios coloniais (Fran\u00e7a, Reino Unido, B\u00e9lgica e Portugal), dos \u201cdesinteressados\u201d e \u201caltru\u00edstas\u201d pa\u00edses n\u00f3rdicos e da grande superpot\u00eancia mundial, os EUA. A mesma carga dos fr\u00e1geis argumentos que ataca as rela\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses africanos com a China tamb\u00e9m j\u00e1 foi utilizada quando do crescente adensamento dos v\u00ednculos entre o Brasil e os pa\u00edses africanos e at\u00e9 mesmo com seus vizinhos sul-americanos. Como exemplo, foi amplamente estimulada por ve\u00edculos midi\u00e1ticos franceses e ativistas pol\u00edticos desorientados para obstruir relevantes iniciativas como a coopera\u00e7\u00e3o trilateral Brasil-Jap\u00e3o-Mo\u00e7ambique para a implementa\u00e7\u00e3o do ProSavana em Mo\u00e7ambique, que teria crucial participa\u00e7\u00e3o da Embrapa.<\/p>\n<p>Assim, distintamente do que vem sendo apontado pelos formuladores do \u201cneocolonialismo chin\u00eas\u201d (ou at\u00e9 mesmo do \u201csubimperialismo brasileiro\u201d), essas rela\u00e7\u00f5es t\u00eam se constitu\u00eddo, de forma geral, num flagrante elemento de promo\u00e7\u00e3o da estabilidade e desenvolvimento \u2013 e endossadas sem mecanismos de imposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-militar ou t\u00e9cnicas de\u00a0<em>regime change<\/em>. Isso ocorre porque se apresentam como alternativas para os pa\u00edses africanos na busca por melhores condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, pela atra\u00e7\u00e3o de investimentos, pela obten\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, pelo fortalecimento de suas soberanias e, consequentemente, por maior converg\u00eancia diplom\u00e1tica nas articula\u00e7\u00f5es em prol das reformas dos principais organismos multilaterais globais. Longe de representarem anseios imperialistas ou predat\u00f3rios, atuam no sentido contr\u00e1rio, e exatamente por isso se tornam alvo predileto daqueles que, por detr\u00e1s da ret\u00f3rica da liberdade e de um denuncismo de fr\u00e1gil sustenta\u00e7\u00e3o emp\u00edrica, visam sustentar as apodrecidas estruturas de domina\u00e7\u00e3o que lhes garantem um lugar ao sol.<\/p>\n<p>*<em><strong>Diego Pautasso<\/strong> \u00e9 doutor e mestre em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e graduado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor de Geografia do Col\u00e9gio Militar de Porto Alegre e professor convidado da Especializa\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais &#8211; Geopol\u00edtica e Defesa, da UFRGS. Autor do livro China e R\u00fassia no P\u00f3s-Guerra Fria, ed. Juru\u00e1, 2011. E-mail:<\/em> <a href=\"mailto:dgpautasso@gmail.com\">dgpautasso@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A densifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sino-africanas remonta ao quadro de for\u00e7as emergido no P\u00f3s-Guerra Fria. A China buscava evitar o isolamento internacional ap\u00f3s os eventos da Pra\u00e7a da Paz Celestial (1989) e o sequencial colapso do campo socialista. 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