{"id":82647,"date":"2020-07-18T10:30:06","date_gmt":"2020-07-18T13:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82647"},"modified":"2020-07-18T10:30:06","modified_gmt":"2020-07-18T13:30:06","slug":"luiz-olyntho-telles-da-silva-divide-et-impera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/luiz-olyntho-telles-da-silva-divide-et-impera\/","title":{"rendered":"LUIZ-OLYNTHO TELLES DA SILVA \/ Divide et impera"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Se um reino se dividir contra si mesmo, <\/em><em>tal reino n\u00e3o poder\u00e1 subsistir<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Marcos, 3:24.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O mundo, visto pelo \u00e2ngulo de cada um, \u00e9 sempre diverso. Frente a uma mesma paisagem, a um chamar-lhe-\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o as nuances do verde; a outro, uma pequena casinha, entrevista em meio ao arvoredo, de onde exala, suave, uma buc\u00f3lica fumacinha branca; um outro ficar\u00e1 embevecido com a luz do lugar; um C\u00e8zanne olhar\u00e1 para as casinhas e pensar\u00e1 nas pessoas que vivem nela; algu\u00e9m, com os olhos fechados, dir\u00e1 da energia do ambiente; e sempre haver\u00e1 aquele que n\u00e3o ver\u00e1 a\u00ed gra\u00e7a nenhuma, antes pelo contr\u00e1rio. A pluralidade de pontos de vista e de opini\u00f5es sempre foi a base de nossa riqueza cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Por outro lado, se, sob o efeito de experi\u00eancias diferentes, cada um v\u00ea o mundo \u00e0 sua maneira, na escola, entretanto, somos levados a vivenciar experi\u00eancias comuns e assim aprendemos a tabuada, muitas vezes cantando e dan\u00e7ando, as regras da gram\u00e1tica, a biologia e a hist\u00f3ria dos feitos de nossos antepassados. Aos poucos vamos construindo uma identidade, tanto pessoal como social, fruto de nossas aprendizagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Hoje, contudo, a diversidade de compreens\u00e3o do mundo n\u00e3o parece t\u00e3o simples. Nosso povo parece dividido em dois \u2013 apenas dois \u2013 grandes grupos. Divididos como se fossem inimigos. N\u00e3o se falam e, quando o fazem, ou n\u00e3o discutem suas opini\u00f5es, na busca de preservar as amizades, ou ent\u00e3o se xingam. As opini\u00f5es, isso que \u00e9 o mais pr\u00f3prio do ser humano, porque a certeza \u2013 diziam os gregos \u2013 pertence aos deuses, tendem a ser discutidas apenas entre os que pensam igual (como se isso fosse poss\u00edvel).<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Foi ao perceber isso, em desacordo \u00e0 minha premissa, que me lembrei deste antigo ditado latino, <em>Divide et impera<\/em>. Investigando sua origem, encontrei que, a rigor, ningu\u00e9m sabe de onde veio. H\u00e1 quem o atribua a Filipe da Maced\u00f4nia, mas as refer\u00eancias s\u00e3o incertas. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas, por\u00e9m, quanto a tratar-se de um recurso maquiav\u00e9lico para administrar o poder, pondo uns contra os outros. Prosper M\u00e9rim\u00e9e atribuiu-o ao rei Lu\u00eds XI, da Fran\u00e7a, que, no s\u00e9culo XV, teria criado o <em>slogan Diviser pour r\u00e9gner<\/em>, <em>dividir para reinar<\/em>, enquanto o jesu\u00edta Thomas Fitzherbert, de origem inglesa, em seus estudos sobre Maquiavel, que viveu praticamente na mesma \u00e9poca de Lu\u00eds XI, registrou a variante <em>Si vis regnare divide<\/em>, <em>se queres reinar, divide<\/em>. Seja como for, estavam sempre apoiados no princ\u00edpio de que <em>os meios justificam os fins<\/em>. A verdade \u00e9 que h\u00e1 muitas maneiras de dizer o pretendido e talvez nenhuma absolutamente satisfat\u00f3ria. Em todo o caso, quando M\u00e9rim\u00e9e fez essa cita\u00e7\u00e3o, ele estava ocupado com o reinado do jovem Carlos IX, na Fran\u00e7a, no momento em que este, querendo libertar-se da tutela de sua m\u00e3e, Catarina de M\u00e9dicis, se une aos protestantes do almirante Coligny para intervir nos Pa\u00edses Baixos em apoio aos adeptos da Reforma. Contudo, frente ao fracasso da interven\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tendo como opor-se \u00e0 sua m\u00e3e, nem \u00e0s lideran\u00e7as cat\u00f3licas, o rei termina por renegar esses protestantes reformistas, os huguenotes, e permite, ainda que n\u00e3o oficialmente, seu massacre na <em>Noite de S\u00e3o Bartolomeu<\/em>, uma <em>noite<\/em> que durou de 24 de agosto de 1572 a meados de outubro do mesmo ano. Embora o n\u00famero de mortos varie de dois mil a setenta mil, dependendo de quem conte a hist\u00f3ria, o que se sabe \u00e9 que depois disso, por causa dos corpos desaguados nos rios, por muito tempo n\u00e3o se p\u00f4de comer peixe.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Quer dizer, <em>dividir para imperar<\/em> n\u00e3o \u00e9 o melhor dos recursos para quem pensa no povo, e quando digo <em>povo<\/em>, antes que \u00e0s multid\u00f5es, n\u00e3o raro tomadas como massa de manobra, estou me referindo ao coletivo de pessoas, cada um com seus sonhos. Em sua propaganda, o que os pretendidos imperadores n\u00e3o dizem \u00e9 que dos fins s\u00f3 sabemos depois e que, para jogar uns contra os outros, tanto os <em>uns<\/em> como os <em>outros<\/em> precisam estar unidos entre si, seja em torno de alguma religi\u00e3o, de alguma cloroquina, seja do que for, mas cada um para o seu lado.<\/p>\n<p>Em minhas investiga\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m encontrei que Goethe, por certo com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, prop\u00f4s ao aforismo uma contrapartida: <em>Vereinund leite<\/em>, <em>Une e guia<\/em>. Mas talvez j\u00e1 fosse tarde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino n\u00e3o poder\u00e1 subsistir. Marcos, 3:24. O mundo, visto pelo \u00e2ngulo de cada um, \u00e9 sempre diverso. 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