{"id":82650,"date":"2020-07-18T10:30:45","date_gmt":"2020-07-18T13:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82650"},"modified":"2020-09-07T14:35:17","modified_gmt":"2020-09-07T17:35:17","slug":"miriam-gusmao-a-urgencia-de-ressuscitar-as-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/miriam-gusmao-a-urgencia-de-ressuscitar-as-palavras\/","title":{"rendered":"MIRIAM GUSM\u00c3O \/ A urg\u00eancia de ressuscitar as palavras"},"content":{"rendered":"<p>As palavras est\u00e3o mortas, ou melhor, \u201cforam a \u00f3bito\u201d, como rege o eufemismo que se tornou usual quando se fala em morte. Talvez n\u00e3o seja um momento prop\u00edcio para se pensar na morte das palavras, diante da dolorosa realidade de perda de milhares de seres humanos, eliminados por um v\u00edrus e pela neglig\u00eancia de p\u00e9ssimos governantes. Claro, essa \u00e9 a morte que, no momento, exige-nos pensar e agir. No entanto, para pensar sobre problemas e agir para solu\u00e7\u00f5es, precisamos das palavras. Para compartilhar informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, para interagir, para atenuar o peso destes dias e para projetar dias melhores, precisamos das palavras. E o que fazer, se j\u00e1 matamos as palavras e nem nos damos conta do incessante uso que fazemos dessas m\u00famias, desses esqueletos inertes de discursos, dessas frases embalsamadas?<\/p>\n<p>Em todos os \u00e2mbitos da comunica\u00e7\u00e3o humana, nos dias atuais, observamos o uso abusivo, esperto, gratuito e sem gra\u00e7a das palavras. \u00c9 comum nos depararmos com textos pseudoacad\u00eamicos, em que o entulho de cita\u00e7\u00f5es gratuitas &#8211; muito al\u00e9m das necess\u00e1rias e pertinentes, ou muito aqu\u00e9m de uma laboriosa revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica &#8211; substitui o que deveria ser uma real elabora\u00e7\u00e3o de ideias, capaz de contribuir minimamente com o conhecimento preexistente. Quem quiser percorrer os caminhos que, eventualmente, poder\u00e3o nos levar \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o das palavras, poder\u00e1 escolher, por exemplo, o da desmontagem desses textos pern\u00f3sticos de supostos intelectuais. \u00c9 um exerc\u00edcio interessante, e at\u00e9 divertido, desconstruir textos vaidosos, pesados, enjoados, abarrotados de cita\u00e7\u00f5es e carentes de conte\u00fado. Muitos deles s\u00e3o utilit\u00e1rios, pois servem de suporte a partidos pol\u00edticos e, com frequ\u00eancia, asseguram a seus autores o status de refer\u00eancia te\u00f3rica e, n\u00e3o raro, postos de assessoramento t\u00e9cnico. Cabe vasculhar o entulho de palavras e verificar o que, de fato, sobra de contribui\u00e7\u00e3o singular ao que j\u00e1 fora dito e citado.<\/p>\n<p>O jornalismo &#8211; embora imprescind\u00edvel desde sempre e mais ainda quando o governo desinforma \u2013 padece de clich\u00eas e simplifica\u00e7\u00f5es, com raros trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e de boa elabora\u00e7\u00e3o textual. As fontes das informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o variam muito e boa parte das not\u00edcias prende-se ao disse me disse de pol\u00edticos e alguns economistas, sem contar o sensacionalismo e as aberra\u00e7\u00f5es. Os jornalistas destacados pelas empresas empregadoras, que lhes confiam postos de \u201ccolunistas\u201d e \u201ccomentaristas\u201d e o direito de \u201copinar\u201d e \u201canalisar\u201d, n\u00e3o raro deleitam-se com a notoriedade e se ocupam de textos banais, de indisfar\u00e7\u00e1vel personalismo, de exerc\u00edcios ret\u00f3ricos, ou de mera repeti\u00e7\u00e3o de not\u00edcias j\u00e1 veiculadas, sem uma an\u00e1lise significativa. Assim \u00e9 que um presidente da Rep\u00fablica, que n\u00e3o exerce minimamente o que o cargo exige, consegue pautar a imprensa todos os dias, bastando proferir qualquer frase absurda para merecer grande repercuss\u00e3o e \u201can\u00e1lises\u201d. Quem quiser ir atr\u00e1s da ressurrei\u00e7\u00e3o das palavras no jornalismo, dever\u00e1 demandar, como leitor, ouvinte ou telespectador, melhor qualidade no entulho de informa\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os militantes pol\u00edticos, com respeit\u00e1veis exce\u00e7\u00f5es, assim como os operadores das chamadas m\u00eddias alternativas, blogueiros e boa parte dos usu\u00e1rios de redes sociais, mergulhados num ativismo ininterrupto e nunca autoavaliado, colaboram diariamente com o entulho de palavras que j\u00e1 foram a \u00f3bito. \u00c9 impressionante ver como consider\u00e1vel parte dos ativistas abriu m\u00e3o de pensar e de se expressar por conta pr\u00f3pria, restringindo-se ao repasse permanente de frases feitas, de ju\u00edzos herdados e de express\u00f5es surradas que se tornam vazias. Todo o pensar e todo o dizer s\u00e3o extra\u00eddos de escaninhos, onde tudo est\u00e1 pronto para uso. As identidades, seja qual for a ideologia, est\u00e3o moldadas em escaninhos contempor\u00e2neos. As pessoas se afirmam rigorosamente conforme os moldes e passam a repetir o que est\u00e1 moldado, assim como as frases para cada situa\u00e7\u00e3o. E quem discordar receber\u00e1 prontamente os adjetivos de ocasi\u00e3o, os r\u00f3tulos prontos para uso, pois toda a etiquetagem j\u00e1 est\u00e1 feita e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos adeptos de cada causa. A enxurrada dos compartilhamentos de slogans e discursos clich\u00eas causa cansa\u00e7o, embora seus agentes n\u00e3o detectem que prov\u00e9m dessa correnteza uma parte do des\u00e2nimo que, volta e meia, os assalta, na situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 desalentadora de nossos dias. Quem quiser ressuscitar as palavras no ativismo pol\u00edtico precisar\u00e1 ir atr\u00e1s da capacidade cr\u00edtica perdida, da cidadania atrofiada, da recupera\u00e7\u00e3o da autonomia necess\u00e1ria para fazer parte de uma causa sem ser engolido por estruturas e inst\u00e2ncias de poder.<\/p>\n<p>E os usu\u00e1rios das redes sociais, que desperdi\u00e7am tecnologias potencialmente proveitosas e prazerosas para a comunica\u00e7\u00e3o interpessoal, poderiam tamb\u00e9m se ocupar um pouco da tentativa de ressuscitar as palavras. Muitas vezes devem estar cansados, transitando pelos sarc\u00f3fagos dos insultos e intoler\u00e2ncias, dos debates sem conhecimento dos assuntos, das cr\u00edticas em Portugu\u00eas prec\u00e1rio, das opini\u00f5es sem qualquer reflex\u00e3o, das repeti\u00e7\u00f5es de postagens prontas, da gratuidade de palavras mortas. Carregar palavras mortas, interagir com palavras mortas, deixar-se soterrar por palavras mortas, significa tamb\u00e9m estar morto como sujeito do discurso. Este texto traz, desde o in\u00edcio, uma singela proposta para reflex\u00e3o: a possibilidade de alguma ressurrei\u00e7\u00e3o das palavras e dos sujeitos dos discursos. E uma das vias para buscar, na vida prosaica, no cotidiano, a ressurrei\u00e7\u00e3o das palavras poder\u00e1 ser a recupera\u00e7\u00e3o da capacidade de contar uma boa hist\u00f3ria. Contar, em texto singular, em texto pr\u00f3prio, oral ou escrito, uma hist\u00f3ria interessante, \u00e9 recuperar-se como sujeito do discurso, \u00e9 ressuscitar-se. \u00c9 tamb\u00e9m possibilitar a ressurrei\u00e7\u00e3o do interlocutor, que, inevitavelmente, no ato de ouvir ou ler, vai recriando a hist\u00f3ria, preenchendo seus n\u00e3o-ditos, salpicando-a com as luzes de sua imagina\u00e7\u00e3o ou de sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Contar uma boa hist\u00f3ria, n\u00e3o necessariamente dentro de um g\u00eanero liter\u00e1rio reconhecido, mas contar simplesmente uma hist\u00f3ria interessante, uma cena presenciada na rua ou em algum lugar qualquer (pois boas cenas existem; basta saber observar), um evento do passado, uma experi\u00eancia vivida, um acontecimento do dia anterior, um fato inusitado, real ou imagin\u00e1rio. Contar boas hist\u00f3rias para n\u00e3o morrer. Foi assim que Sherazade, a memor\u00e1vel contadora de hist\u00f3rias de As mil e uma noites, conseguiu evitar que o sult\u00e3o Shariar a matasse. (Essa narrativa milenar e de muitos autores an\u00f4nimos do mundo \u00e1rabe transita no Ocidente, como um cl\u00e1ssico, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, com muitas tradu\u00e7\u00f5es, e j\u00e1 est\u00e1 em PDF na Internet). Saber contar hist\u00f3rias, para viver e para que as palavras vivam. E rechear a narrativa com boas descri\u00e7\u00f5es, como as descri\u00e7\u00f5es encantat\u00f3rias de As cidades invis\u00edveis, do escritor \u00cdtalo Calvino (CALVINO, \u00cdtalo. As cidades invis\u00edveis. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1990). Nesse livro, o viajante Marco Polo d\u00e1 conta das cidades por ele visitadas para o conquistador, Kublai Khan, imperador dos t\u00e1rtaros, que nem conhecia seu imenso imp\u00e9rio. Reais ou imagin\u00e1rias, as cidades descritas, com riqueza de detalhes, por Marco Polo, encantam o imperador.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz muito tempo, se pensarmos numa linha de tempo hist\u00f3rico, que ainda era comum sentar em casa, \u00e0 noite, para ouvir as boas hist\u00f3rias que os mais velhos contavam aos mais novos. Sim, os mais velhos, por terem vivido mais tempo, tinham boas hist\u00f3rias para contar. E os mais novos aprendiam a arte de contar hist\u00f3rias, de uma maneira natural. Dif\u00edcil era ir para o quarto dormir, se os relatos tinham sido de assombra\u00e7\u00f5es! Tamb\u00e9m era um momento muito aguardado o da chegada de um parente, que vinha da cidade natal para uma estada de alguns dias ou meses. O que mais se aguardava eram as hist\u00f3rias que esse parente trazia consigo e sabia cont\u00e1-las, criando uma atmosfera m\u00e1gica na casa. Todo o peso do cotidiano desaparecia, ou se ausentava um pouco, com a leveza das intera\u00e7\u00f5es em torno das boas hist\u00f3rias compartilhadas. Quem sabe seja poss\u00edvel, nestes dias de palavras que foram a \u00f3bito, de entulho de frases feitas, de discursos pern\u00f3sticos, de tagarelice sem gra\u00e7a, ressuscitarmo-nos como sujeitos de nosso discurso e ressuscitarmos as palavras, em afetuosa intera\u00e7\u00e3o com os outros, contando e ouvindo boas hist\u00f3rias\u2026<\/p>\n<p><em>*Miriam Gusm\u00e3o \u00e9 professora aposentada e jornalista.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras est\u00e3o mortas, ou melhor, \u201cforam a \u00f3bito\u201d, como rege o eufemismo que se tornou usual quando se fala em morte. 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