{"id":82655,"date":"2020-07-30T22:48:08","date_gmt":"2020-07-31T01:48:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82655"},"modified":"2020-09-07T14:35:06","modified_gmt":"2020-09-07T17:35:06","slug":"luiz-olyntho-telles-da-silva-nostalgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/luiz-olyntho-telles-da-silva-nostalgia\/","title":{"rendered":"LUIZ-OLYNTHO TELLES DA SILVA \/ Nostalgia"},"content":{"rendered":"<p class=\"assina\">Luiz-Olyntho Telles da Silva*<\/p>\n<p>Ah! Quem n\u00e3o gostaria de voltar, navegando qui\u00e7\u00e1 nos versos de Casemiro de Abreu, \u00e0 inf\u00e2ncia querida, viajando no tempo com Wells, \u00e0s origens do mundo, mas com o saber de agora, com a consci\u00eancia que ent\u00e3o n\u00e3o se tinha? Assistir ao <em>Big Bang<\/em>, bem protegido, \u00e9 claro! (Embora n\u00e3o consiga acreditar que houvesse prote\u00e7\u00e3o para tanto. Sim, a explos\u00e3o, origin\u00e1ria da vida, teria sido tamb\u00e9m mortal.)<\/p>\n<p>Quanto a mim, antes da pandemia, acreditava que s\u00f3 retornar a outros tempos, com Shakespeare, por exemplo, em uma tarde cinzenta, abrigado da garoa, lendo Virg\u00edlio e vendo Dido e En\u00e9as tamb\u00e9m resguardando-se da chuva \u2013 eles em uma caverna, e assistindo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o em suas almas, proporcionada pela paix\u00e3o \u2013, j\u00e1 seria suficiente. Invis\u00edvel na biblioteca do bardo, poderia testemunhar sua leitura da <em>Eneida<\/em>, o reconhecimento da pouca import\u00e2ncia do cen\u00e1rio quando a paix\u00e3o avassala tudo o mais. Sim, o chuvisco do qual se defendiam era um simples eufemismo para dizer da tempestade que lhes ia no cora\u00e7\u00e3o. E Shakespeare come\u00e7aria a escrever seu \u00faltimo romance. Um sonho. E se voltasse um pouco mais no tempo, em outro <em>flashback<\/em>, talvez pudesse ver que associa\u00e7\u00f5es Virg\u00edlio teria deixado de anotar enquanto revia a desditada Dido abandonada por ordem dos deuses.<\/p>\n<p>Queremos voltar para reencontrar bons tempos. E encontrar\u00edamos?<\/p>\n<p>Odisseu, depois de dez anos pelo mundo, voltou para casa, para a mulher que supostamente o esperava, n\u00e3o ficou feliz e partiu novamente. Sua odisseia foi o <em>nostos<\/em>, origem etimol\u00f3gica de nossa nostalgia. Voltou para casa, mas encontrou-a tomada pelos pretendentes de Pen\u00e9lope, servidos por suas criadas, suas ovelhas e seus porcos, a esposa sem reconhec\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Menos ambicioso, acreditava ficar satisfeito se voltasse t\u00e3o s\u00f3 \u00e0queles dias em que o fregu\u00eas sempre tinha raz\u00e3o! Porque agora \u2013 ali\u00e1s, desde antes da pandemia (causada pelo Corona v\u00edrus Sars CoV-2), a exemplo dos viajantes que s\u00e3o tratados, legalmente, como potenciais amea\u00e7as sociais e examinados, antes de embarcar, com mais rigor do que ao bandido pego na rua, em flagrante \u2013, os fregueses j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam raz\u00e3o nenhuma. A t\u00e3o sonhada igualdade \u2013 condi\u00e7\u00e3o em que os direitos e as oportunidades de cada um seriam respeitados por todos \u2013, transformou-se apenas em igual falta de respeito. Palavr\u00f5es por todo o lado est\u00e3o liberados; os jovens sabem mais que os velhos, nascem dentro de uma tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o maravilhosa, mas que parece abolir toda a educa\u00e7\u00e3o anterior, agora presumida como obsoleta. Se antes quer\u00edamos voltar a conviver com os dinossauros, mas em cabines de press\u00e3o controlada, hermeticamente fechadas e com ar condicionado <em>a piacere<\/em>, neste momento, atingidos por essa nova peste, trancados em casa, sentimos saudades at\u00e9 do tempo em que os vendedores nos tratavam mal. Se os relacionamentos, mediante uma boa tecnologia, pareciam mais f\u00e1ceis e o outro, o semelhante, como objeto virtual, ficava lindo, agora vemos a falta que nos faz sua presen\u00e7a, seu abra\u00e7o amigo.<\/p>\n<p>Ah! Casemiro, <em>como s\u00e3o belos os dias do despontar da exist\u00eancia! Respira a alma inoc\u00eancia como perfumes a flor.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Luiz-Olyntho Telles da Silva<\/em> (Marcelino Ramos, 1943) \u00e9 psicanalista e escritor. Autor \u2013 na \u00e1rea da literatura \u2013 de<em> Incidentes em um ano bissexto<\/em>, <em>Iluminura turca e outras cr\u00f4nicas<\/em>, <em>Um elefante em Albany Street<\/em> e <em>Os Embaixadores<\/em>. E-mail: lots@uol.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz-Olyntho Telles da Silva* Ah! Quem n\u00e3o gostaria de voltar, navegando qui\u00e7\u00e1 nos versos de Casemiro de Abreu, \u00e0 inf\u00e2ncia querida, viajando no tempo com Wells, \u00e0s origens do mundo, mas com o saber de agora, com a consci\u00eancia que ent\u00e3o n\u00e3o se tinha? Assistir ao Big Bang, bem protegido, \u00e9 claro! 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