{"id":82657,"date":"2020-07-30T22:55:15","date_gmt":"2020-07-31T01:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/analise\/?p=82657"},"modified":"2020-07-31T18:34:04","modified_gmt":"2020-07-31T21:34:04","slug":"miriam-gusmao-o-jornalismo-entre-o-cultivo-da-desinformacao-e-o-interesse-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/miriam-gusmao-o-jornalismo-entre-o-cultivo-da-desinformacao-e-o-interesse-publico\/","title":{"rendered":"MIRIAM GUSM\u00c3O \/ O Jornalismo entre o cultivo da desinforma\u00e7\u00e3o e o interesse p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>Um alento: ficamos sabendo, nos \u00faltimos dias, que estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco realizam um trabalho social, na periferia de Recife, colaborando com as comunidades que inventam meios pr\u00f3prios para combater o novo coronav\u00edrus. O projeto que desenvolvem chama-se \u201cManda no zap\u201d e consiste na produ\u00e7\u00e3o de breves mensagens para celular, em que traduzem, em linguagem clara e simples, as orienta\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para evitar a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e enfrentar as infec\u00e7\u00f5es. Algumas pessoas atuam como contatos, nas comunidades, recebendo as mensagens e se encarregando do compartilhamento em grupos de whatsapp. \u00c9 uma iniciativa aparentemente pontual, que d\u00e1 resposta a uma circunst\u00e2ncia espec\u00edfica. No entanto, al\u00e9m de atender a uma necessidade coletiva moment\u00e2nea e localizada &#8211; o que, por si s\u00f3, \u00e9 importante &#8211; a produ\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, com as devidas fontes e a servi\u00e7o de todos, reveste-se de um simbolismo maior, no momento em que tantos jornalistas dedicam-se \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. A atitude desses futuros profissionais da comunica\u00e7\u00e3o nos traz esperan\u00e7a de dignidade, em meio \u00e0 canalhice vigente. Podemos colocar em contraste atitudes como essa e a a\u00e7\u00e3o experiente de jornalistas sem qualquer compromisso social, que adquirem prest\u00edgio servindo a interesses inconfess\u00e1veis em jornais, portais e emissoras de TV e r\u00e1dio. O auge da manipula\u00e7\u00e3o tem ocorrido nos espa\u00e7os jornal\u00edsticos supostamente dedicados \u00e0 an\u00e1lise das not\u00edcias, com pretensas interpreta\u00e7\u00f5es especializadas. \u00c9 nesse palavreado enganoso que fatos s\u00e3o omitidos ou distorcidos, declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o descontextualizadas e ocorrem ju\u00edzos de valor com aus\u00eancia do necess\u00e1rio posicionamento equidistante em rela\u00e7\u00e3o aos envolvidos. Sem desconsiderar que h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es respeit\u00e1veis, podemos dizer que a desinforma\u00e7\u00e3o vem sendo cultivada por dentro dos ve\u00edculos que teriam a fun\u00e7\u00e3o social de informar. Um exemplo gritante desse fen\u00f4meno \u00e9 o programa\u00a0 Os pingos nos is, da R\u00e1dio Jovem Pan de S\u00e3o Paulo. Um desalento.<\/p>\n<p>Desde o nome, o programa engana o ouvinte desavisado. A conhecida express\u00e3o \u201ccolocar os pingos nos Is\u201d (que, em linguagem mais rigorosa, seria colocar os pontos nos ii) d\u00e1 ideia de clarear informa\u00e7\u00f5es; resolver quest\u00f5es duvidosas, obscuras ou incompletas; esclarecer. E o formato, com um \u00e2ncora (apresentador) e tr\u00eas comentaristas, presumidamente de alta compet\u00eancia, tenta indicar que o ouvinte ter\u00e1, sem qualquer esfor\u00e7o, as informa\u00e7\u00f5es dissecadas, analisadas, com objetividade e credibilidade, doa a quem doer. N\u00e3o \u00e9 o que ocorre ao longo dos seis anos de exist\u00eancia desse arremedo de jornalismo que, na verdade, mesmo com as trocas de elenco, sempre esteve a servi\u00e7o de ideologias, fazendo verdadeiras campanhas, dissimuladas ou n\u00e3o. No momento, esses agentes da manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o (cujos nomes n\u00e3o merecem refer\u00eancia)\u00a0 est\u00e3o empenhados na defesa do governo Bolsonaro e da presen\u00e7a de militares em \u00e1reas t\u00e9cnicas do governo, bem como na execra\u00e7\u00e3o p\u00fablica de quem levantar algum questionamento sobre a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na pandemia. O alvo dos ataques, tradicionalmente no \u00e2mbito dos pol\u00edticos de esquerda e dos movimentos sociais, agora abrange tamb\u00e9m o Supremo Tribunal Federal, bem ao gosto do presidente da Rep\u00fablica e de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ainda no dia 22 \u00faltimo, o programa voltava a fomentar, sempre partindo de informa\u00e7\u00e3o distorcida, a pretendida crise entre o ministro Gilmar Mendes e as For\u00e7as Armadas. Com arrog\u00e2ncia e falso moralismo, os comentaristas voltaram a adjetivar \u2013 chamando de leviana &#8211; a suposta afirma\u00e7\u00e3o do ministro, que teria ofendido a institui\u00e7\u00e3o militar, associando-a \u00e0 pr\u00e1tica de um genoc\u00eddio. Nem mesmo a transcri\u00e7\u00e3o, na \u00edntegra, por outros ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, das afirma\u00e7\u00f5es de Gilmar Mendes serviu para colocar os verdadeiros pontos nos is. As referidas afirma\u00e7\u00f5es ocorreram no dia 11 de julho, quando da participa\u00e7\u00e3o do ministro e de especialistas em Sa\u00fade P\u00fablica numa <em>live <\/em>da revista Isto\u00e9, mas seu conhecimento integral em nada mudou a campanha manipuladora. Igualmente n\u00e3o motivou pondera\u00e7\u00e3o a nota que o ministro publicou no dia 14 de julho, contextualizando suas afirma\u00e7\u00f5es e afastando a hip\u00f3tese de pretender ofender as For\u00e7as Armadas. Os comentaristas preferiram continuar sua prega\u00e7\u00e3o, usando como dado novo, sem alterar a linha de abordagem, um v\u00eddeo em que o comandante do Ex\u00e9rcito, general Edson Leal Pujol, falava do empenho da institui\u00e7\u00e3o no combate \u00e0 pandemia. N\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o desses \u201cdedicados\u201d analistas uma frase importante desse v\u00eddeo: o laborat\u00f3rio qu\u00edmico e farmac\u00eautico do Ex\u00e9rcito aumentou significativamente a produ\u00e7\u00e3o de cloroquina e de \u00e1lcool em gel e distribu\u00edmos para as nossas organiza\u00e7\u00f5es militares de sa\u00fade, colocando-os \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos e pacientes. N\u00e3o era o intuito, mas eis que o v\u00eddeo traz mais uma comprova\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o dos militares em sintonia com Bolsonaro e em dessintonia com a Ci\u00eancia e com as orienta\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Como se sabe, a cloroquina n\u00e3o se mostrou adequada ao combate da covid19 e seu uso atestou incid\u00eancia de efeitos colaterais graves, com risco e at\u00e9 ocorr\u00eancia de morte.<\/p>\n<p>O ponto central do debate promovido pela revista Isto\u00e9 havia sido a preocupa\u00e7\u00e3o de todos os participantes com os n\u00fameros alarmantes de infectados e mortos pela covid19 no Brasil, sem que exista uma pol\u00edtica nacional integrada para o enfrentamento da pandemia. Os debatedores, na ocasi\u00e3o, apontaram como um dos grandes problemas a n\u00e3o nomea\u00e7\u00e3o, desde maio, de um ministro da \u00e1rea m\u00e9dico-sanit\u00e1ria para a Sa\u00fade, assim como o fato de o general que assumiu interinamente o minist\u00e9rio ter nomeado nove outros militares para cargos-chave da pasta, que deveriam ser ocupados por t\u00e9cnicos. Os debatedores refutaram, como t\u00e1tica politica inaceit\u00e1vel, a alega\u00e7\u00e3o de Bolsonaro de que o STF retirou o poder de a\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o e o entregou aos estados e munic\u00edpios. Nesse contexto, o ministro Gilmar Mendes lembrou que o STF, na linha do modelo tripartite previsto na Constitui\u00e7\u00e3o, reiterou a corresponsabilidade da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, admitindo a\u00e7\u00f5es dos poderes estaduais e municipais, desde que pautadas por crit\u00e9rios cient\u00edficos. A constatada neglig\u00eancia de Bolsonaro, sua falta de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vida dos brasileiros, e a mencionada entrega de cargos a militares levaram o ministro do Supremo, nesse debate, a alertar que as For\u00e7as Armadas s\u00e3o institui\u00e7\u00e3o de Estado e n\u00e3o podem ser requisitadas para pol\u00edticas de governo, e que o Ex\u00e9rcito n\u00e3o pode ser associado a um genoc\u00eddio. Ainda na ocasi\u00e3o, defendendo a postura do STF diante da crise sanit\u00e1ria, Gilmar Mendes lembrou que foram suspensas normas relativas \u00e0 Lei de Responsabilidade Fiscal, a fim de viabilizar a a\u00e7\u00e3o do governo na emerg\u00eancia. O ministro, al\u00e9m disso, levantou quest\u00f5es interessantes a serem pensadas, como o direito \u00e0 boa governan\u00e7a, muito reconhecido na Uni\u00e3o Europeia. \u00c0 luz desse direito, n\u00e3o seria aceit\u00e1vel o vazio no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Tamb\u00e9m mencionou a desaten\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da periferia, no Brasil, e, citando o economista Jos\u00e9 Roberto Afonso, com quem conversou a respeito, defendeu uma necess\u00e1ria Lei de Responsabilidade Social, talvez a ser pensada no p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n<p>Como se pode constatar, \u00e9 enorme a dist\u00e2ncia entre os acontecimentos e os coment\u00e1rios dos supostos analistas. Boa parte do p\u00fablico, que n\u00e3o acompanhou o referido debate, adotar\u00e1 como verdade a manipula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o feita por quem, supostamente, coloca os \u201cpingos\u201d nos is. Um dos tr\u00eas comentaristas, no dia 22, chegou a sustentar que o STF teria, de fato, impedido que o governo federal concretizasse seu plano de a\u00e7\u00e3o contra o coronav\u00edrus. Faltou dizer em que consistiria o plano de a\u00e7\u00e3o interrompido, algo al\u00e9m da in\u00fatil carga de hidroxicloroquina vinda dos Estados Unidos, da demiss\u00e3o intempestiva de dois ministros da Sa\u00fade, do foco \u00fanico nos interesses empresariais, da incita\u00e7\u00e3o \u00e0 desobedi\u00eancia \u00e0s normas sanit\u00e1rias, da destina\u00e7\u00e3o, por longo tempo, de apenas 29% do dinheiro dispon\u00edvel para as a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 pandemia (conforme relat\u00f3rio do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o), das afirma\u00e7\u00f5es desrespeitosas e insens\u00edveis do presidente da Rep\u00fablica diante do luto de milhares de fam\u00edlias. No entanto, os comentaristas manipuladores\u00a0 prescindem dos fatos, n\u00e3o t\u00eam qualquer compromisso com a verdade. N\u00e3o fazem jornalismo, apenas servem a jogos de interesses. Desse modo, negam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. \u00c9 o exerc\u00edcio desse direito que possibilita a democracia e a cidadania, com a inser\u00e7\u00e3o de cada indiv\u00edduo, como sujeito de suas a\u00e7\u00f5es, em quest\u00f5es coletivas. \u00c9 com a informa\u00e7\u00e3o que se torna poss\u00edvel o conhecimento de protocolos e a civilidade da popula\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m ferramenta de controle social, capacitando o monitoramento das atua\u00e7\u00f5es de governantes, permitindo a escolha consciente de representantes, a compreens\u00e3o m\u00ednima dos contextos, a expans\u00e3o dos projetos de vida.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 alentador saber que estudantes de Jornalismo, em Pernambuco e, possivelmente, em outros lugares do Brasil, n\u00e3o seguem o mau exemplo da canalhice vigente e mant\u00eam vivo o compromisso com a informa\u00e7\u00e3o. Aliados a volunt\u00e1rios, nas comunidades da periferia de Recife, realizam um trabalho social de extrema import\u00e2ncia neste momento grave de pandemia. \u00c9 a dignidade do jornalismo preservada, dentro da luta maior pela dignidade dos seres humanos, particularmente dos abandonados pelo Estado, em localidades pobres deste pa\u00eds t\u00e3o desigual. No momento em que a r\u00e1dio Jovem Pan e outros ve\u00edculos manipuladores p\u00f5em no ar os seus farsantes, \u00e9 alentador saber que h\u00e1 ciclistas circulando por bairros, vilas e favelas, com aparelhos de som adaptados nas bicicletas, levando as necess\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es aos moradores. E, driblando as <em>Fake News<\/em> do whatsapp, uma rede de informa\u00e7\u00e3o valiosa consolida-se, ao mesmo tempo em que alicer\u00e7a a forma\u00e7\u00e3o de jornalistas que poder\u00e3o recuperar a \u00e9tica e fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><em>Miriam Gusm\u00e3o \u00e9 professora aposentada e jornalista.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um alento: ficamos sabendo, nos \u00faltimos dias, que estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco realizam um trabalho social, na periferia de Recife, colaborando com as comunidades que inventam meios pr\u00f3prios para combater o novo coronav\u00edrus. 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