{"id":82689,"date":"2020-08-04T12:33:23","date_gmt":"2020-08-04T15:33:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82689"},"modified":"2020-09-07T14:34:55","modified_gmt":"2020-09-07T17:34:55","slug":"marcius-cortez-tarso-de-castro-bebia-no-elmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/marcius-cortez-tarso-de-castro-bebia-no-elmo\/","title":{"rendered":"MARCIUS CORTEZ \/ Tarso de Castro bebia no elmo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 necess\u00e1rio que se pense Tarso considerando seu curr\u00edculo et\u00edlico. Ele parecia um fauno saltitante a exibir orgulhoso seu ros\u00e1rio de flores bordado por c\u00e2ndidas amadas. Foi fundo em busca do sol e da vodca matinal. As mulheres que amou queriam que o amanhecer de Tarso fosse temperado por risos c\u00eanicos e pol\u00eamicas honestas. Nasceu numa fam\u00edlia de jornalistas em Passo Fundo, seguiu carreira em Porto Alegre, mudou-se para o Rio de Janeiro, assinou cr\u00f4nicas na Folha de S\u00e3o Paulo e conheceu a gl\u00f3ria quando duelou com a obriga\u00e7\u00e3o de publicar o \u00fanico hebdomad\u00e1rio fora da curva durante os anos de chumbo.<\/p>\n<p>Mais do que apenas um solerte observador, ele foi o combust\u00edvel do Pasquim quando publicou not\u00e1veis abund\u00e2ncias sobre a cretinice e a burrice dos golpistas de 64.Para o amigo do cachorro engarrafado, bar \u00e9 p\u00e1tria. O que seria de Tarso sem o precioso l\u00edquido? Penso que n\u00e3o faria diferen\u00e7a. O contestador das bulas papais persistiria pois subitamente encilhava o cavalo para galopar por lampejos criativos.<\/p>\n<p>Tarso n\u00e3o bebia para melhorar a humanidade. Ele possu\u00eda b\u00fassola pr\u00f3pria e acalentava no \u00edntimo um desmedido interesse pela realidade. Envolveu-se na loucura de entend\u00ea-la. Para isso mergulhou em altos conhecimentos dial\u00e9ticos. Cacifava o inexplic\u00e1vel e abriu as asas para a fatalidade se alojar no seu jeito de ser (Glauber Rocha deu o apelido de Cora\u00e7\u00e3o para a paix\u00e3o de Candice Bergen).<\/p>\n<p>S\u00f3 o vi uma vez, na churrascaria Rodeio, no bairro dos Jardins, em S\u00e3o Paulo. O garanh\u00e3o de Passo Fundo manteve-se fiel \u00e0s suas escolhas. Duplou com Brizola at\u00e9 a \u00faltima saideira. Formou uma galera de irm\u00e3os com direito a casos de amor e \u00f3dio moment\u00e2neo. Certa vez provou que era ruim de pontaria, envolvendo-se em rumorosa luta livre com o coleguinha Palm\u00e9rio D\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sei que por pouco, muito pouco mesmo, o valent\u00e3o das est\u00e2ncias n\u00e3o assassinava o goleiro campe\u00e3o do time juvenil do Payssandu Sport Club de Bel\u00e9m. O arqueiro precisou voar um mergulho salvador se estatelando no ch\u00e3o de olhos arregalados para o que restara da pesadona Remington, carro\u00e7\u00e3o duplo, toda de ferro ali a apenas alguns cent\u00edmetros da sua cabe\u00e7a. De relance, o pap\u00e3o do Curuzu do Norte viu na sua frente um sulista em transe sem acreditar no que acabara de fazer.<\/p>\n<p>A boemia de Tarso prestou um grande servi\u00e7o \u00e0 velha e engomada imprensa brasileira. O Pasquim (1969-1991) produziu tiragens ut\u00f3picas. Nos bons tempos bateu nos duzent\u00f5es mil exemplares semanais. Era bala demais e o abomin\u00e1vel terror encarregou-se de sair explodindo bancas de jornais. N\u00e3o sobrou um exemplar a n\u00e3o ser a criatividade, a coragem e a mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Aos 49 anos, Tarso veio a \u00f3bito. \u201cCora\u00e7\u00e3o\u201d voltou para os pampas. Foi sepultado em Passo Fundo, cidade onde eu estive por duas semanas acompanhando a filmagem do comercial de uns dos \u201cdocinhos\u201d da Monsanto. Me encantou o astral da gauchada no fim de tarde reunidos na pra\u00e7a principal. Ali at\u00e9 o pr\u00f3prio Rio Grande era objeto de coment\u00e1rios cabeludos. A turma espalhara que Tarso costumava baixar na pra\u00e7a. Todo elegante, bombachas coloridas, botas cano alto, esporas cintilantes, len\u00e7o <em>vermeio<\/em> no pesco\u00e7o e a cuia na m\u00e3o. S\u00f3 que da bomba de Tarso transbordava um u\u00edsque milagroso.<\/p>\n<p>Depois da pandemia, revisitarei Passo Fundo. Pretendo apertar a m\u00e3o do filho da terra. Preciso dizer que Tarso soube usar as antenas transgressoras apontando-as para a democracia e o fim da desigualdade. Aposto que o autor de \u201c79 quilos de m\u00fasculos e f\u00faria\u201c vai propor um brinde. Certamente ergueremos o elmo de prata, aquele que a Sua Majestade Rainha Vit\u00f3ria ofertou ao pingu\u00e7o William Shakespeare.<\/p>\n<p><em>Marcius Cortez \u00e9 publicit\u00e1rio e escritor.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 necess\u00e1rio que se pense Tarso considerando seu curr\u00edculo et\u00edlico. Ele parecia um fauno saltitante a exibir orgulhoso seu ros\u00e1rio de flores bordado por c\u00e2ndidas amadas. Foi fundo em busca do sol e da vodca matinal. As mulheres que amou queriam que o amanhecer de Tarso fosse temperado por risos c\u00eanicos e pol\u00eamicas honestas. 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