{"id":82698,"date":"2020-08-07T11:58:32","date_gmt":"2020-08-07T14:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82698"},"modified":"2020-08-07T11:58:32","modified_gmt":"2020-08-07T14:58:32","slug":"aldo-rebelo-o-desenvolvimento-segundo-celso-furtado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/aldo-rebelo-o-desenvolvimento-segundo-celso-furtado\/","title":{"rendered":"ALDO REBELO \/ O desenvolvimento segundo Celso Furtado"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">Em 1997, j\u00e1 afastado da vida acad\u00eamica e pol\u00edtica, o economista Celso Furtado gravou uma sauda\u00e7\u00e3o ao Encontro Nacional dos Estudantes de Economia, que acontecia em Campinas, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Na ora\u00e7\u00e3o aos futuros economistas Celso Furtado fez um breve balan\u00e7o dos desafios do Brasil, dos sonhos de sua juventude, da dif\u00edcil conjuntura internacional e da necessidade da confian\u00e7a no Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ele disse que, quando jovem, pensar o futuro era pensar o desenvolvimento e pensar o desenvolvimento era pensar a industrializa\u00e7\u00e3o. A ideia parece plenamente atual uma vez que o Brasil vive o duplo processo de perda de dinamismo de sua economia acompanhada da r\u00e1pida desindustrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ao abordar os obst\u00e1culos ao desenvolvimento, Celso Furtado apontou a baixa capacidade de investimento do Estado, resultado de sua reduzida poupan\u00e7a, e o elevado endividamento p\u00fablico carreando recursos crescentes para pagamento de uma d\u00edvida agregada a juros determinados fora do Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O tema \u00e9 contempor\u00e2neo e questiona a orienta\u00e7\u00e3o do grupo que dirige hoje a economia do Brasil, atrelado aos paradigmas fiscalistas e a uma ortodoxia delet\u00e9ria j\u00e1 aposentados em todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Celso Furtado faria 100 anos em 2020 e o seu nome deve ser reverenciado pelo Brasil e pelos brasileiros. Historiador, int\u00e9rprete do Brasil, acad\u00eamico, pensador original, sofisticado e cosmopolita, foi um homem do mundo, mas sua alma permaneceu na Pombal onde nasceu na Para\u00edba, e forjou seu ethos de sertanejo, nordestino e brasileiro que o orientou e sustentou por toda a vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Avesso a arroubos nacionalistas, seu patriotismo genu\u00edno est\u00e1 na trajet\u00f3ria intelectual dedicada aos problemas brasileiros, no sotaque que nunca abandonou apesar de d\u00e9cadas em Paris, no afeto quase filial com que se referia ao Brasil, \u00e0 sua hist\u00f3ria e cultura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Homem de ci\u00eancias e homem de Estado, sua vida foi uma constante preocupa\u00e7\u00e3o com o Brasil, sempre apontando solu\u00e7\u00f5es carregadas de aud\u00e1cia e coragem para os obst\u00e1culos ao desenvolvimento nacional.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Cassados os seus direitos pol\u00edticos em 1964, recebeu convite como pesquisador nas melhores universidades dos Estados Unidos e da Inglaterra. O presidente Charles de Gaulle assinou pessoalmente o decreto que o tornou o primeiro estrangeiro admitido como professor titular da c\u00e1tedra de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Faculdade de Direito e Economia da Sorbonne em Paris.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ao Nordeste dedicou a Sudene, sua cria\u00e7\u00e3o intelectual e de administrador. Ao Brasil destinou toda uma obra que permanece atual e o patriotismo capaz de educar gera\u00e7\u00f5es e oferecer refer\u00eancias seguras contra os que buscam orienta\u00e7\u00f5es nas extravag\u00e2ncias importadas pelo identitarismo pretensamente progressista e pelo neocolonialismo conservador.<\/p>\n<p><em>Aldo Rebelo \u00e9 jornalista, foi presidente da C\u00e2mara dos Deputados; ministro da Coordena\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais; do Esporte; da Ci\u00eancia e Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e da Defesa nos governos Lula e Dilma.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1997, j\u00e1 afastado da vida acad\u00eamica e pol\u00edtica, o economista Celso Furtado gravou uma sauda\u00e7\u00e3o ao Encontro Nacional dos Estudantes de Economia, que acontecia em Campinas, S\u00e3o Paulo. 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