{"id":82710,"date":"2020-08-12T12:14:44","date_gmt":"2020-08-12T15:14:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82710"},"modified":"2020-08-12T15:30:31","modified_gmt":"2020-08-12T18:30:31","slug":"miriam-gusmao-porto-alegre-mutilada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/miriam-gusmao-porto-alegre-mutilada\/","title":{"rendered":"MIRIAM GUSM\u00c3O \/ Porto Alegre mutilada"},"content":{"rendered":"<p>Os cartazes das imobili\u00e1rias junto \u00e0s portas fechadas v\u00e3o indicando mais e mais pontos comerciais para alugar, em diferentes bairros de Porto Alegre. Na maioria desses locais, funcionavam pequenos neg\u00f3cios e em muitas dessas portas, pouco antes dos an\u00fancios de \u201caluga-se\u201d, ainda havia recados esperan\u00e7osos dos empreendedores para seus clientes. \u201cEm breve nos veremos de novo; cuidem-se\u201d, eram as despedidas provis\u00f3rias e cuidadosas. Ningu\u00e9m poderia imaginar o tamanho da incompet\u00eancia e da irresponsabilidade dos governantes brasileiros \u2013 na Uni\u00e3o, nos estados e munic\u00edpios \u2013 que n\u00e3o souberam implementar uma pol\u00edtica integrada de Sa\u00fade P\u00fablica, conjugada com medidas econ\u00f4micas eficientes para enfrentar a pandemia do coronav\u00edrus. A m\u00e1 gest\u00e3o e as mazelas dos pol\u00edticos de carreira, incluindo as posturas omissas de boa parte das oposi\u00e7\u00f5es, sedentas apenas de futuras vit\u00f3rias eleitorais, resultaram num cen\u00e1rio desolador que se prolongou demais e parece n\u00e3o ter fim. J\u00e1 s\u00e3o cinco meses de desgastante isolamento social, para os que levam a s\u00e9rio essa essencial provid\u00eancia. No entanto, como h\u00e1 os que n\u00e3o levam a s\u00e9rio e como os governos atendem a todo momento press\u00f5es de setores empresariais mais poderosos, abrindo e fechando de forma descontrolada as atividades econ\u00f4micas, o isolamento revela-se sempre insuficiente para conter a expans\u00e3o do v\u00edrus. E um pa\u00eds que pouco se importa com a absurda perda de mais de cem mil cidad\u00e3os n\u00e3o se importa nem um pouco com a perda de pequenos neg\u00f3cios. Podemos observar em Porto Alegre uma situa\u00e7\u00e3o de muitas cidades brasileiras. As cidades v\u00e3o sendo desfiguradas, mutiladas, pois n\u00e3o s\u00e3o apenas pequenos neg\u00f3cios que se perdem, mas espa\u00e7os de cultura, conv\u00edvios, projetos, sabores cotidianos, fisionomia de bairros.<\/p>\n<p>Entre o Centro Hist\u00f3rico e a Cidade Baixa encontramos exemplos de portas que se fecharam, encerrando resqu\u00edcios de vizinhan\u00e7a e raras conviv\u00eancias, assim como de trocas de conhecimentos, dentro dos espa\u00e7os urbanos desumanizados. O Tempero do Sul, na rua Sarmento Leite 929, era um restaurante simples, com ares familiares e pre\u00e7os convidativos. Era um \u201cambiente descomplicado\u201d, como diziam os propriet\u00e1rios. Oferecia comida caseira e\u00a0<i>buffet\u00a0<\/i>de caf\u00e9. De in\u00edcio, havia buffet de caf\u00e9 pela manh\u00e3 e \u00e0 noite, mas, ainda antes da pandemia, as dificuldades financeiras da clientela reduziram a demanda, e o restaurante manteve o almo\u00e7o caseiro e o caf\u00e9 da noite, que come\u00e7ava \u00e0 tardinha. Esse caf\u00e9 da noite era o t\u00edpico \u201ccaf\u00e9 e janta\u201d, pois al\u00e9m da variedade de p\u00e3es, cucas, bolos, frutas, frios, omeletes, iogurtes, sucos e caf\u00e9 \u00e0 vontade, inclu\u00eda a possibilidade de uma sopa ou de uma carne. Idosos da vizinhan\u00e7a conheceram-se ali, tomando sopa ao entardecer, e ali se encontravam e conversavam todos os dias. Tinha virado h\u00e1bito. Tamb\u00e9m encontravam-se ali motoristas de aplicativos e jovens estudantes moradores do bairro. Havia conversas entre as mesas e entre gera\u00e7\u00f5es. Os propriet\u00e1rios e funcion\u00e1rios conheciam os gostos dos clientes e havia uma aten\u00e7\u00e3o personalizada: Fulano, hoje tem aquele teu bolo preferido; dona Fulana, hoje tem a sua sopa de legumes.<\/p>\n<p>Quase ao lado do Tempero do Sul, no n\u00famero 921, havia uma pequena e graciosa loja de bolos. Chamava-se Amor com Fermento. Era um espa\u00e7o min\u00fasculo, mas muito elegante, com bom gosto na decora\u00e7\u00e3o e o irresist\u00edvel cheiro de bolo caseiro rec\u00e9m-feito. Tamb\u00e9m tinha virado h\u00e1bito para muitos moradores do bairro e arredores abastecer suas festas, suas visitas e suas fam\u00edlias com itens das del\u00edcias vendidas ali, numa variedade sempre renovada. Havia inclusive uma linha da chamada \u201calimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel\u201d e op\u00e7\u00f5es de bolos para diferentes dietas restritivas, al\u00e9m dos bolos tradicionais e de criativas inven\u00e7\u00f5es. No final do m\u00eas de mar\u00e7o, as propriet\u00e1rias anunciaram, em rede social, que entrariam em quarentena: \u201cVamos todos fazer a nossa parte! Fique em casa! Estaremos com nossa loja fechada! #quarentena, #amor com fermento\u201d. Tudo parecia provis\u00f3rio e era poss\u00edvel aguardar que a loja continuasse com encomendas e entregas a domic\u00edlio. No entanto, quem tem possibilidade de partir em busca de outras oportunidades, de escapar de ser ref\u00e9m dos dias adversos, acaba partindo. Foi assim que, no dia nove de maio, as propriet\u00e1rias anunciaram a mudan\u00e7a para outro estado e a venda\u00a0 do ponto. Tudo foi posto \u00e0 venda: equipamentos, m\u00f3veis e utens\u00edlios. E n\u00e3o foi o fim de uma das muitas lojas de bolos da cidade; foi o fim de um espa\u00e7o de amor com fermento, que se engajava em campanhas como a da conscientiza\u00e7\u00e3o do autismo, e que compartilhava com os clientes alguns conceitos, algumas frases de bom humor e alguns aforismos. At\u00e9 parecia verdade que \u201ca felicidade mora em um peda\u00e7o de bolo\u201d, ou que \u201co bolo feito com amor sacia a vida e conforta a alma\u201d. Em tempos obscuros, uma das frases que essa lojinha fechada havia repassado fala de humanidade e celebra\u00e7\u00e3o com todos: \u201cEu como bolo porque \u00e9 anivers\u00e1rio de algu\u00e9m em algum lugar do mundo\u201d.<\/p>\n<p>No Caminho dos Antiqu\u00e1rios, que \u00e9 a quadra da rua Marechal Floriano entre a Fernando Machado e a Dem\u00e9trio Ribeiro, a Cacha\u00e7aria Brix 21 fechou no final de junho. Era um sofisticado espa\u00e7o de cultura, com degusta\u00e7\u00e3o e venda de cacha\u00e7as de excelente qualidade, local de exposi\u00e7\u00e3o de arte e, mais recentemente, boteco que procurava combinar com \u201co melhor destilado do mundo\u201d alguns petiscos bem elaborados. Segundo o propriet\u00e1rio, Rafael Martins Lutgmeyer, a quarentena prolongada \u201cdesligou os aparelhos\u201d da loja que j\u00e1 vinha lutando para sobreviver. Havia um inimigo anterior: o persistente preconceito dos brasileiros, e em especial dos ga\u00fachos, para com a bebida que deveria ser um respeit\u00e1vel produto nacional. Durante os seis anos em que a cacha\u00e7aria esteve aberta, o propriet\u00e1rio repassava ensinamentos sobre o produto, conversando com os clientes durante as degusta\u00e7\u00f5es. A Brix 21, numa verdadeira a\u00e7\u00e3o cultural, propagou o significado positivo da palavra \u201ccachaceiro\u201d, associado a quem produz, aprecia, degusta, estuda ou pesquisa assuntos relacionados com a cacha\u00e7a. No senso comum, cachaceiro \u00e9 uma palavra pejorativa, para desqualificar especialmente os pobres que bebem esse destilado, num evidente preconceito de classe. Rafael, que fez curso de Mestre Alambiqueiro e que, antes de abrir a cacha\u00e7aria, percorreu 39 munic\u00edpios de sete estados brasileiros, pesquisando sobre a produ\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a e escolhendo os r\u00f3tulos que iria vender, lamenta a pouca valoriza\u00e7\u00e3o de uma bebida peculiar do pa\u00eds. Lembra que a cacha\u00e7a \u00e9 fruto da diversidade e da qualidade da flora brasileira, desde os canaviais at\u00e9 as diversas madeiras nobres em que pode ser envelhecida. Quanto \u00e0s dificuldades criadas aos pequenos e m\u00e9dios empreendedores pela m\u00e1 gest\u00e3o da pandemia no Brasil, menciona os entraves para acesso a cr\u00e9ditos banc\u00e1rios e o pr\u00f3prio empobrecimento da popula\u00e7\u00e3o, que reduz as demandas.<\/p>\n<p>Outros incont\u00e1veis empreendedores tamb\u00e9m se prepararam para vender produtos e personalizar espa\u00e7os de neg\u00f3cios. Fizeram cursos t\u00e9cnicos e gastaram na decora\u00e7\u00e3o de locais que agora fecham as portas. Foram cursos para servir coquet\u00e9is, para abrir pequenos caf\u00e9s, docerias, pizzarias, bistr\u00f4s e lojinhas. Alguns desses estabelecimentos vemos fechados nas ruas Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, Duque de Caxias e travessas pr\u00f3ximas. Foram alegrias fugazes de inaugura\u00e7\u00f5es festivas e malogradas apostas no futuro. Fosse a quarentena mais curta, talvez muitos tivessem aguentado, mas o isolamento infinito, as d\u00edvidas acumuladas e a falta de perspectivas n\u00e3o deixaram possibilidades. \u00c9 uma realidade nacional, num pa\u00eds desgovernado, que n\u00e3o cuida de seus cidad\u00e3os. Uma pesquisa realizada, ainda em abril e maio, pelo Sebrae, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, detectou que 86% dos empreendedores que buscaram empr\u00e9stimos n\u00e3o conseguiram. Dados do IBGE, divulgados em julho, atestam que 716, 4 mil empresas tinham fechado as portas em definitivo durante a pandemia, at\u00e9 a primeira quinzena de junho, sendo a maioria delas de pequeno porte. O empreendedorismo \u00e9 o canto da sereia, sem oferecer condi\u00e7\u00f5es para os que mais precisam. E empregos n\u00e3o s\u00e3o gerados. O IBGE constatou que o desemprego atingiu 12,8 milh\u00f5es de brasileiros, sem contar os mais de cinco milh\u00f5es de desalentados, aqueles que j\u00e1 desistiram de procurar trabalho. Os governantes n\u00e3o sabem pensar medidas econ\u00f4micas e administrativas sem retomar a ladainha da suposta necessidade de flexibilizar cada vez mais os direitos trabalhistas, penalizar servidores p\u00fablicos, cortar sal\u00e1rios. A Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea, mas ningu\u00e9m mexe nas grandes fortunas, assim como \u00e9 postergada a devida taxa\u00e7\u00e3o das heran\u00e7as. \u00c9 um pa\u00eds cruel, que perpetua imensas desigualdades e desampara a maior parte da popula\u00e7\u00e3o. Um pa\u00eds inconcebivelmente cruel, quase impass\u00edvel diante de tantas mortes na pandemia e diante das chances negadas a quem precisa viver do seu trabalho. Inexoravelmente, pessoas se v\u00e3o e portas s\u00e3o fechadas.<\/p>\n<p><em>Miriam Gusm\u00e3o \u00e9 professora aposentada e jornalista.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cartazes das imobili\u00e1rias junto \u00e0s portas fechadas v\u00e3o indicando mais e mais pontos comerciais para alugar, em diferentes bairros de Porto Alegre. 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