{"id":82712,"date":"2020-08-12T12:20:12","date_gmt":"2020-08-12T15:20:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82712"},"modified":"2020-09-07T14:23:34","modified_gmt":"2020-09-07T17:23:34","slug":"luiz-olyntho-telles-da-silva-meu-encontro-com-moises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/luiz-olyntho-telles-da-silva-meu-encontro-com-moises\/","title":{"rendered":"LUIZ-OLYNTHO TELLES DA SILVA \/ Meu encontro com Mois\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p>Li, dia desses, que o risco de extirpar a corcova de um camelo, era o de que deixasse de ser camelo. Um preceito importante o qual, mesmo sem o conhecer, tenho seguido por toda a vida.<\/p>\n<p>Na minha mulher, sua corcova era o tempo que tomava para se arrumar. Passava horas e horas se pintando e, depois, n\u00e3o sa\u00eda de casa sem dar mais um retoque na maquiagem. No in\u00edcio, n\u00e3o tenho por que n\u00e3o dizer, isso me irritava um pouco. Gosto de ser pontual e, quando tinha de ir acompanhado, acabava chegando sempre um pouco atrasado nesses compromissos. At\u00e9 que um dia escutei um colega, que em tom de brincadeira justificava a inexist\u00eancia da mulher exatamente com a corcova de minha esposa. Elas mesmas se consideravam transparentes, dizia ele, e, se n\u00e3o colocassem meias de seda, uma boa camada de base no rosto, seguida de ruge, r\u00edmel e uma pintura nos l\u00e1bios, ficavam invis\u00edveis! Ent\u00e3o fui me acalmando, deixando de reclamar e, reconhecendo que aquele momento, de tanta concentra\u00e7\u00e3o e seriedade, teria que ter mesmo um grande valor para ela, deixei de me irritar e comecei a tirar proveito da situa\u00e7\u00e3o. Aproveitava para ler algum artigo no jornal, do qual s\u00f3 havia lido as manchetes e, quando a sa\u00edda era para alguma festa, relaxava tomando um u\u00edsque. Mas naquele dia foi demais.<\/p>\n<p>Era minha primeira vez na Europa e o primeiro dia em Roma, onde hav\u00edamos chegado na noite do dia anterior. O hotel da Rua Cavour era muito bom, com quatro estrelas luminosas, uma varanda voltada para os fundos, da qual se podia apreciar boa parte da cidade, e um toucador que a deixara encantada. Era uma pe\u00e7a antiga, colocada ali, supus, para quebrar um pouco o moderno da decora\u00e7\u00e3o p\u00f3s-reforma e estava muito bem. Com tr\u00eas espelhos, um central e dois laterais, m\u00f3veis, que lhes permitiam dar a angula\u00e7\u00e3o precisa para melhor ajeitar detalhes de seu penteado. E l\u00e1 estava ela \u2013 parecia \u2013, preparando-se para deslumbrar a Cidade Eterna. Pelo modo como se preparava, ajeitando por sobre o toucador sua cole\u00e7\u00e3o de p\u00f3s, pinturas, pinc\u00e9is, escovas, batons e perfumes, n\u00e3o se podia esperar que aquilo fosse terminar logo, n\u00e3o seria assim no mais que aquele rostinho ficaria do seu gosto, ainda mais em Roma. Dei uma olhada nos jornais, os que n\u00e3o estavam em italiano, estavam em ingl\u00eas, a vista da varanda n\u00e3o me chamava muito a aten\u00e7\u00e3o, e para um u\u00edsque era muito cedo. Antes do caf\u00e9 da manh\u00e3, nunca! Pois resolvi sair para uma pequena caminhada. Evitava assim a ansiedade que come\u00e7ava a se infiltrar por entre os nervos.<\/p>\n<p>Em frente ao hotel havia um muro alto e comprido, e, meio sem pensar, atravessei a rua, com pouco movimento naquela hora da manh\u00e3, para melhor observar o belo edif\u00edcio do hotel em que nos hosped\u00e1ramos. Em estilo neocl\u00e1ssico, com as suntuosas colunas fronteiri\u00e7as a uma <em>port-coch\u00e8re,<\/em> as portas e janelas encimadas de ventarolas em arco, formavam um todo, ao mesmo tempo imponente e agrad\u00e1vel. Caminhava, um pouco distra\u00eddo, talvez pensando no apropriado desse estilo para o conforto dos h\u00f3spedes, pois os espa\u00e7os tendiam a ser sempre amplos, por certo consultando o rel\u00f3gio, de tanto em tanto, quando \u2013 acredito que pelo contraste entre o <em>amplo<\/em> que vinha ocupando meus devaneios \u2013, reparei numa estreita abertura que apareceu no muro, de repente, dando lugar a uma escada que logo se alargava. Para onde subiriam aqueles degraus? Olhei para o rel\u00f3gio, perguntando-me se hoje seria diferente, se ela terminaria mais cedo seu toucado, mas n\u00e3o, decidi que n\u00e3o e deixei-me vencer pela curiosidade. Pois ao fim do curto t\u00fanel encontrei-me em um largo, completamente silencioso, sem viva alma. Seria pela hora? O frio seco de fevereiro estava bem agrad\u00e1vel. Avistei um corredor de casas em uma rua terminando em curva e, \u00e0 minha esquerda, por sobre o muro, uma igreja. Uma fachada simples, simples at\u00e9 demais se comparada com a de nosso hotel, por\u00e9m cercada por uma alta grade de ferro. Ao aproximar-me, vi um port\u00e3o apenas encostado e fui entrando. Com poucos passos alcancei a alta porta da Igreja, tamb\u00e9m entreaberta. Que custava? A sedu\u00e7\u00e3o do toucador, com aqueles espelhos ajeitados, haveria de segur\u00e1-la por mais algum tempo. E entrei, no primeiro passo j\u00e1 deslumbrado com sua ab\u00f3bada. Estava sustentada por colunas d\u00f3ricas e decorada com um afresco multicolorido, no qual preponderavam os azuis cobrindo quase toda sua longa nave central. Lembro que era uma dessas pinturas com duas cenas, comuns no medievo, uma terrena e outra celeste. Caminhava por sua nave, apreciando os detalhes dos altares laterais, quando, quase ao alcan\u00e7ar o altar central, no lado direito uma est\u00e1tua magn\u00edfica chamou-me a aten\u00e7\u00e3o. Representava um homem sentado, mas com a perna esquerda mais baixa, o p\u00e9 esquerdo posto um pouco para tr\u00e1s, como se estivesse preparando-se para levantar, e, quem sabe, at\u00e9 j\u00e1 um pouco levantado, ou levantando, com umas pranchas sob o bra\u00e7o direito, como que arriscando a cair devido a um movimento brusco; um rosto forte, coberto por espessa barba, e um olhar penetrante a completavam. N\u00e3o podia ser! N\u00e3o podia acreditar que estivesse diante do Mois\u00e9s! Seria uma r\u00e9plica da obra de Miguel \u00c2ngelo?! Uma r\u00e9plica da qual eu nunca ouvira falar? E resolvi dirigir-me ao altar principal para fazer o teste do olhar. Se ele me seguisse com os olhos, seria ele mesmo. E me seguiu. N\u00e3o era uma c\u00f3pia. Era a pr\u00f3pria, a verdadeira escultura de Buonarrotti!<\/p>\n<p>Freud, quando se dedicou ao <em>Mois\u00e9s<\/em>, em uma obra da sua maturidade, tamb\u00e9m enfrentou d\u00favidas, parecidas com as minhas, d\u00favidas que tinham como fundo comum a quest\u00e3o da autenticidade. As dele eram sobre a origem do grande l\u00edder. Judeu ou eg\u00edpcio? Primeiro, por n\u00e3o acreditar que seu nome derivasse do hebraico <em>Mosheh<\/em>. N\u00e3o que Mois\u00e9s, conforme o significado etimol\u00f3gico de seu nome, n\u00e3o tivesse sido<em> tirado das \u00e1guas<\/em> \u2013 pois, afinal, quem n\u00e3o foi? \u2013, mas sim porque n\u00e3o via motivo para uma princesa eg\u00edpcia batizar uma crian\u00e7a, adotada como filho, com um nome hebraico, de escravos. Para o mestre vienense, a origem do nome era eg\u00edpcia, derivada de <em>Mose<\/em>. Com o significado simples de <em>crian\u00e7a<\/em>, costumava vir acompanhando o nome de algum deus, como Amom-mose, Ptah-mose, com o significado de Amon-enquanto-crian\u00e7a, Ptah-enquanto-crian\u00e7a. E o importante \u00e9 que, para Freud, essas d\u00favidas o levaram muito adiante em sua pesquisa sobre o libertador que fundou a religi\u00e3o dos hebreus.<\/p>\n<p>Para mim, a d\u00favida ajudou a situar-me. Sendo aut\u00eantica, como a est\u00e1tua havia sido esculpida para encimar o t\u00famulo do Papa J\u00falio II, isso queria dizer que esse papa estava enterrado ali, naquela que era a sua Igreja, a igreja de sua fam\u00edlia, da fam\u00edlia dos Della Rovere, constru\u00edda, ainda no <em>quatrocento<\/em>, para abrigar as correntes com as quais S\u00e3o Pedro estivera preso, primeiro em Jerusal\u00e9m, depois na pr\u00f3pria Roma. Depois, na mesma \u00e9poca em que o Brasil estava sendo descoberto, e o Cardeal Della Rovere eleito Papa, a Igreja fora toda reformada e as cadeias de S\u00e3o Pedro colocadas em um relic\u00e1rio sob o altar-mor da Bas\u00edlica. E l\u00e1 estavam elas. J\u00e1 n\u00e3o havia mais d\u00favidas! Estava na Igreja de S\u00e3o Pedro em Vincoli, aquela era a leg\u00edtima est\u00e1tua de Mois\u00e9s, ladeado por Raquel e Lea, e voltei para ver a escultura de perto. O rel\u00f3gio, inexor\u00e1vel, avan\u00e7ava, mas tinha de olhar o joelho de Mois\u00e9s. A marca do <em>perch\u00e9 no parla<\/em>, n\u00e3o estava mais, mas estavam as T\u00e1buas da Lei rec\u00e9m recebidas no Monte Sinai, logo ap\u00f3s seu encontro com a Sar\u00e7a Ardente, e estavam os dois cornos, discretos em meio \u00e0 volumosa cabeleira. Freud, ao que tudo indica, n\u00e3o reparara em sua presen\u00e7a; provavelmente, tomou-os, como faziam os antigos, como uma natural representa\u00e7\u00e3o dos raios divinos, pois em hebraico h\u00e1 uma similaridade entre as palavras <em>chifres<\/em> (<em>queren<\/em>) e <em>raios de luz <\/em>(<em>q\u00e2ran<\/em>).<\/p>\n<p>Seus olhos ainda me seguiam quando deixei a Igreja, triste e quase culpado de deix\u00e1-lo s\u00f3, est\u00e1tico naquele sil\u00eancio. Mas, com minha esposa, a fun\u00e7\u00e3o corcova teria j\u00e1 cumprido seu efeito e terminado seu <em>make-up.<\/em> N\u00e3o podia retardar-me nem mais um minuto. E, de fato, quando cheguei ao hotel, estava linda e resplendia, mas eu, eu levei um xing\u00e3o por t\u00ea-la feito esperar.<\/p>\n<p><em>Luiz-Olyntho Telles da Silva<\/em> (Marcelino Ramos, 1943) \u00e9 psicanalista e escritor. Autor \u2013 na \u00e1rea da literatura \u2013 de<em> Leituras, Incidentes em um ano bissexto<\/em>, <em>Iluminura turca e outras cr\u00f4nicas<\/em>, <em>Um elefante em Albany Street<\/em> e <em>Os Embaixadores<\/em>. E-mail: lots@uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li, dia desses, que o risco de extirpar a corcova de um camelo, era o de que deixasse de ser camelo. Um preceito importante o qual, mesmo sem o conhecer, tenho seguido por toda a vida. Na minha mulher, sua corcova era o tempo que tomava para se arrumar. Passava horas e horas se pintando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-82712","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contos-cronicas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84742,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/rejeicao-a-messias-quando-o-senado-tensiona-os-limites-da-democracia\/","url_meta":{"origin":82712,"position":0},"title":"Rejei\u00e7\u00e3o a Messias: quando o Senado tensiona os limites da democracia","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"30 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT A rejei\u00e7\u00e3o, pelo Senado, da indica\u00e7\u00e3o de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal n\u00e3o \u00e9 um fato trivial \u2014 e trat\u00e1-la como um simples exerc\u00edcio de independ\u00eancia institucional seria, no m\u00ednimo, ing\u00eanuo. H\u00e1 algo mais profundo em jogo. O epis\u00f3dio exp\u00f5e, com certa nitidez, a forma como parcelas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-2.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-2.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-2.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-2.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-2.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84703,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/tiradentes-o-martir-que-ainda-nos-observa-e-as-inquietacoes-de-um-brasil-inacabado\/","url_meta":{"origin":82712,"position":1},"title":"Tiradentes: o M\u00e1rtir que ainda nos observa e as inquieta\u00e7\u00f5es de um Brasil inacabado","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"21 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT H\u00e1 datas que n\u00e3o se imp\u00f5em pelo alarde, mas pela persist\u00eancia silenciosa com que atravessam os s\u00e9culos e se insinuam na consci\u00eancia coletiva. O 21 de abril pertence a essa estirpe discreta. N\u00e3o chega ornado de euforia, tampouco se anuncia com a grandiloqu\u00eancia de outras celebra\u00e7\u00f5es; antes, aproxima-se\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84761,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/cmpc-nova-fabrica-velhos-impactos\/","url_meta":{"origin":82712,"position":2},"title":"CMPC: Nova f\u00e1brica, velhos impactos?","author":"Cleber Dioni Tentardini","date":"6 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"EDUARDO RAGUSE* Por volta das 13h40, do dia 05 de maio de 2026, ocorreu a despressuriza\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia da caldeira da f\u00e1brica de celulose da empresa CMPC, no munic\u00edpio de Gua\u00edba. O evento causou grande susto e apreens\u00e3o entre os moradores do entorno da ind\u00fastria devido ao ru\u00eddo fort\u00edssimo, odor\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":84748,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-literatura-brasileira-no-dia-do-trabalhador\/","url_meta":{"origin":82712,"position":3},"title":"A Literatura Brasileira no Dia do Trabalho","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"1 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT O 1\u00ba de maio costuma ser lembrado pelo peso hist\u00f3rico das lutas trabalhistas, pelo som das manifesta\u00e7\u00f5es e pela mem\u00f3ria viva de direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. No entanto, essa mesma data abriga uma outra forma de celebra\u00e7\u00e3o, menos ruidosa, mas igualmente significativa: o Dia da Literatura\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84622,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/13-de-abril-queriam-transformar-o-hino-nacional-em-grito-de-guerra-mas-ele-insiste-em-ser-canto-de-paz\/","url_meta":{"origin":82712,"position":4},"title":"13 de abril: Queriam transformar o Hino Nacional em grito de guerra, mas ele insiste em ser canto de paz","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"13 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT No calend\u00e1rio das datas c\u00edvicas, o 13 de abril passa quase em sil\u00eancio, como um acorde sustentado que poucos escutam at\u00e9 o fim. N\u00e3o h\u00e1 fogos, n\u00e3o h\u00e1 desfiles grandiosos, n\u00e3o h\u00e1 a coreografia ensaiada das celebra\u00e7\u00f5es que se imp\u00f5em ao olhar. H\u00e1, antes, uma esp\u00e9cie de pausa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":84714,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/22-de-abril-o-instante-em-que-o-brasil-passa-a-existir-para-o-mundo-europeu\/","url_meta":{"origin":82712,"position":5},"title":"22 de abril: o instante em que o Brasil \u201cpassa a existir\u201d para o mundo europeu","author":"Patr\u00edcia Marini","date":"22 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Era 22 de abril de 1500 \u2014 ou, ao menos, \u00e9 assim que nos habituamos a dizer, com a serenidade quase ing\u00eanua de quem domestica o passado em datas redondas e memor\u00e1veis. Naquele dia, a esquadra comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral avistou terra ap\u00f3s semanas de travessia pelo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-lw4","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82712","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82712"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82712\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82713,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82712\/revisions\/82713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}