{"id":82755,"date":"2020-09-15T09:44:07","date_gmt":"2020-09-15T12:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82755"},"modified":"2020-09-15T09:44:07","modified_gmt":"2020-09-15T12:44:07","slug":"francisco-arid-o-medo-do-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/francisco-arid-o-medo-do-nome\/","title":{"rendered":"FRANCISCO ARID \/ O medo do nome"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<p>Durante anos, ve\u00edculos da imprensa relutaram em empregar o termo \u201cditadura\u201d para se referir \u00e0 ditadura militar brasileira. Relutaram, tamb\u00e9m, em classificar Jair Bolsonaro como algu\u00e9m de \u201cextrema direita\u201d. Percebe-se na sociedade certo receio no uso de conceitos considerados muito pesados, ainda que eles sejam pertinentes. Dois termos que, apesar de descreverem corretamente a realidade brasileira atual, ainda s\u00e3o vistos por muitos como exagerados s\u00e3o \u201cfascismo\u201d e \u201cgenoc\u00eddio\u201d.<\/p>\n<p>Originalmente, a palavra \u201cfascismo\u201d era o nome do movimento pol\u00edtico liderado por Benito Mussolini, e \u201cgenoc\u00eddio\u201d surgiu para descrever os horrores do holocausto nazista. \u00c9 inevit\u00e1vel que, ao empregarmos tais conceitos, observemos e analisemos o presente a partir desses fen\u00f4menos hist\u00f3ricos. No entanto, a defini\u00e7\u00e3o desses termos segue crit\u00e9rios claros e n\u00e3o se pauta pela \u201cr\u00e9gua\u201d da Segunda Guerra Mundial. \u00c9 poss\u00edvel, sim, dizer que o bolsonarismo \u00e9 um movimento fascista, mesmo que ainda n\u00e3o estejamos vivendo em uma ditadura totalit\u00e1ria. O genoc\u00eddio das popula\u00e7\u00f5es negra e ind\u00edgena no Brasil \u00e9 um fato, mesmo que o n\u00famero de mortos seja menor que os milh\u00f5es de pessoas assassinadas pelo nazismo.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa sair por a\u00ed chamando todo assassino de genocida, ou todo governo autorit\u00e1rio de fascista: \u00e9 necess\u00e1rio rigor cient\u00edfico e hist\u00f3rico. Precisamos ter muito cuidado para n\u00e3o cairmos em argumenta\u00e7\u00f5es simplistas ou na banaliza\u00e7\u00e3o dos horrores da Segunda Guerra. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esse medo do exagero que nos impede de chamar as coisas pelo nome que elas t\u00eam. H\u00e1 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de interesse pol\u00edtico dos grupos dominantes, j\u00e1 que o uso de termos t\u00e3o fortes implicaria uma responsabiliza\u00e7\u00e3o que se prefere evitar: um pol\u00edtico que se define como fascista est\u00e1 cometendo suic\u00eddio eleitoral; um Estado que se assume genocida corre o risco de sofrer consequ\u00eancias jur\u00eddicas.<\/p>\n<p>Entretanto, fechar os olhos n\u00e3o muda a realidade. Se queremos enfrentar nossos problemas, precisamos chamar as coisas pelo nome \u2013 s\u00f3 assim, conhecendo o &#8220;inimigo&#8221;, poderemos tra\u00e7ar estrat\u00e9gias eficientes para combat\u00ea-lo.<\/p>\n<p><em>Francisco Arid \u00e9 estudante de Ci\u00eancia Pol\u00edtica na Universidade de Marburg, na Alemanha, e articulista da Sa\u00edra Editorial.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante anos, ve\u00edculos da imprensa relutaram em empregar o termo \u201cditadura\u201d para se referir \u00e0 ditadura militar brasileira. Relutaram, tamb\u00e9m, em classificar Jair Bolsonaro como algu\u00e9m de \u201cextrema direita\u201d. Percebe-se na sociedade certo receio no uso de conceitos considerados muito pesados, ainda que eles sejam pertinentes. Dois termos que, apesar de descreverem corretamente a realidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[140,142,141],"class_list":["post-82755","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao","tag-fascismo","tag-francisco-arid","tag-nazismo"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84622,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/13-de-abril-queriam-transformar-o-hino-nacional-em-grito-de-guerra-mas-ele-insiste-em-ser-canto-de-paz\/","url_meta":{"origin":82755,"position":0},"title":"13 de abril: Queriam transformar o Hino Nacional em grito de guerra, mas ele insiste em ser canto de paz","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"13 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT No calend\u00e1rio das datas c\u00edvicas, o 13 de abril passa quase em sil\u00eancio, como um acorde sustentado que poucos escutam at\u00e9 o fim. N\u00e3o h\u00e1 fogos, n\u00e3o h\u00e1 desfiles grandiosos, n\u00e3o h\u00e1 a coreografia ensaiada das celebra\u00e7\u00f5es que se imp\u00f5em ao olhar. H\u00e1, antes, uma esp\u00e9cie de pausa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":84681,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/recordar-zuzu-angel-50-anos-apos-sua-morte-e-um-ato-etico\/","url_meta":{"origin":82755,"position":1},"title":"Recordar Zuzu Angel 50 anos ap\u00f3s sua morte \u00e9 um ato \u00e9tico","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"16 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Cinco d\u00e9cadas transcorreram desde o silenciamento brutal de Zuzu Angel (05 de junho de 1921 - 14 de abril de 1976), e ainda assim sua voz persiste \u2014 n\u00e3o como eco esmaecido, mas como um timbre agudo que rasga o tecido do tempo e se inscreve na mem\u00f3ria\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84673,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/40-anos-sem-simone-de-beauvoir-uma-interlocutora-ainda-incomoda-do-presente\/","url_meta":{"origin":82755,"position":2},"title":"40 anos sem Simone de Beauvoir, uma interlocutora ainda inc\u00f4moda do presente","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"14 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Quarenta anos ap\u00f3s a morte de Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 - 14 de abril de 1986), descubro que sua aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 propriamente um vazio \u2014 \u00e9 antes um rumor cont\u00ednuo, uma esp\u00e9cie de presen\u00e7a indireta que se infiltra nas conversas, nos livros, nas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":84748,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-literatura-brasileira-no-dia-do-trabalhador\/","url_meta":{"origin":82755,"position":3},"title":"A Literatura Brasileira no Dia do Trabalho","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"1 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT O 1\u00ba de maio costuma ser lembrado pelo peso hist\u00f3rico das lutas trabalhistas, pelo som das manifesta\u00e7\u00f5es e pela mem\u00f3ria viva de direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. No entanto, essa mesma data abriga uma outra forma de celebra\u00e7\u00e3o, menos ruidosa, mas igualmente significativa: o Dia da Literatura\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-1.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84714,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/22-de-abril-o-instante-em-que-o-brasil-passa-a-existir-para-o-mundo-europeu\/","url_meta":{"origin":82755,"position":4},"title":"22 de abril: o instante em que o Brasil \u201cpassa a existir\u201d para o mundo europeu","author":"Patr\u00edcia Marini","date":"22 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Era 22 de abril de 1500 \u2014 ou, ao menos, \u00e9 assim que nos habituamos a dizer, com a serenidade quase ing\u00eanua de quem domestica o passado em datas redondas e memor\u00e1veis. Naquele dia, a esquadra comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral avistou terra ap\u00f3s semanas de travessia pelo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84703,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/tiradentes-o-martir-que-ainda-nos-observa-e-as-inquietacoes-de-um-brasil-inacabado\/","url_meta":{"origin":82755,"position":5},"title":"Tiradentes: o M\u00e1rtir que ainda nos observa e as inquieta\u00e7\u00f5es de um Brasil inacabado","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"21 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT H\u00e1 datas que n\u00e3o se imp\u00f5em pelo alarde, mas pela persist\u00eancia silenciosa com que atravessam os s\u00e9culos e se insinuam na consci\u00eancia coletiva. O 21 de abril pertence a essa estirpe discreta. N\u00e3o chega ornado de euforia, tampouco se anuncia com a grandiloqu\u00eancia de outras celebra\u00e7\u00f5es; antes, aproxima-se\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-lwL","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82755"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82756,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82755\/revisions\/82756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}