{"id":82783,"date":"2020-09-28T15:42:41","date_gmt":"2020-09-28T18:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82783"},"modified":"2020-09-28T15:42:41","modified_gmt":"2020-09-28T18:42:41","slug":"guilherme-carvalho-motivos-pra-duvidar-da-tempestade-perfeita-do-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/guilherme-carvalho-motivos-pra-duvidar-da-tempestade-perfeita-do-jornalismo\/","title":{"rendered":"GUILHERME CARVALHO \/ Motivos pra duvidar da tempestade perfeita do Jornalismo"},"content":{"rendered":"<p>A no\u00e7\u00e3o de crise no jornalismo tem perseguido profissionais, estudantes e pesquisadores da \u00e1rea com mais frequ\u00eancia nos \u00faltimos anos. Os fatores que estariam provocando a comunidade a se preocupar com o futuro da profiss\u00e3o est\u00e3o associados a um aspecto conjuntural que poderia ser compreendido, no linguajar dos economistas, como uma \u201ctempestade perfeita\u201d.<\/p>\n<p>A met\u00e1fora refere-se \u00e0 &#8220;converg\u00eancia de circunst\u00e2ncias que levam a uma cat\u00e1strofe&#8221;, conforme descrito por\u00a0<a href=\"http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/gMoyUw763892IkXicsU2LKqy0g\/iZd11l9Q8qR3j6tqfjKeJw\/L1u0uW0RntJn8KNRi8892sFw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/gMoyUw763892IkXicsU2LKqy0g\/iZd11l9Q8qR3j6tqfjKeJw\/L1u0uW0RntJn8KNRi8892sFw&amp;source=gmail&amp;ust=1601336318339000&amp;usg=AFQjCNHpoQkNNyriAACAYpNIQOsdhQjs1Q\">Daniel Fernandes, em um artigo publicado no Estad\u00e3o, em 2015<\/a>, ao lembrar que o uso se popularizou a partir do livro &#8220;The perfect storm&#8221;, de Sebastian Junger, tamb\u00e9m roteirizado para filme (traduzido no Brasil como &#8220;Mar em f\u00faria&#8221;).<\/p>\n<p>H\u00e1 uma certa raz\u00e3o nisso. O jornalismo vive per\u00edodos turbulentos. E a realidade d\u00e1 algumas pistas disso. Vejamos\u00a0<strong>4 aspectos fundamentais da crise<\/strong>:<\/p>\n<ol>\n<li>Em primeiro lugar, o jornalismo perdeu a primazia na produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. A internet imp\u00f4s um cen\u00e1rio de hiperconcorr\u00eancia, escancarado pelas novas possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o, conforme explicam os canadenses Jean Charron e Jean Bonville.<\/li>\n<li>Esta nova realidade avan\u00e7a para um segundo aspecto da crise, descrito no famoso e controverso dossi\u00ea do jornalismo p\u00f3s-industrial de C.W. Anderson, Emily Bell e Clay Shirky. \u00a0Al\u00e9m da pulveriza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, que passa a consumir informa\u00e7\u00e3o (ou desinforma\u00e7\u00e3o) em outros ambientes, reduzindo o valor do espa\u00e7o e tempo publicit\u00e1rio dos jornais, o movimento de fuga de recursos de anunciantes soma-se \u00e0s novas possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00f5es e p\u00fablico.<\/li>\n<li>Como consequ\u00eancia, temos o avan\u00e7o do terceiro aspecto, expresso pelas dificuldades das empresas em garantir os empregos de jornalistas e o investimento em produ\u00e7\u00f5es mais caras, como as grandes reportagens.<\/li>\n<li>O quarto e mais recente movimento diz respeito ao cen\u00e1rio pol\u00edtico e pela chamada p\u00f3s-verdade. Em pa\u00edses como Brasil, Estados Unidos, Hungria, \u00cdndia, entre outros, a crise das institui\u00e7\u00f5es, da qual emerge um novo tipo de populismo neoliberal, calcado tamb\u00e9m na desinforma\u00e7\u00e3o e ataques ao jornalismo, tem promovido a desconfian\u00e7a sobre o valor do trabalho jornal\u00edstico. As pessoas agora questionam, geralmente pelos motivos errados, se os jornais realmente est\u00e3o pautados por crit\u00e9rios de relev\u00e2ncia social e interesse p\u00fablico.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E, de quebra, ainda temos a pandemia, que aprofunda a fuga de capital publicit\u00e1rio dos jornais e exige a adapta\u00e7\u00e3o de jornalistas ao trabalho remoto.<\/p>\n<p>O jornalismo, aquela atividade cuja fun\u00e7\u00e3o primordial tem sido inegavelmente a de dar sentido ao conceito de interesse p\u00fablico, deve ser percebido a partir do seu papel informativo marcado pelas contradi\u00e7\u00f5es inerentes a uma institui\u00e7\u00e3o cujas l\u00f3gicas fundamentais s\u00e3o a express\u00e3o da crise da modernidade: o aspecto comercial (interesse privado representado pela necessidade de audi\u00eancia e capta\u00e7\u00e3o de recursos para sustenta\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio) e o aspecto emancipat\u00f3rio (interesse p\u00fablico representado pelo \u00edmpeto jornal\u00edstico na busca por acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a social).<\/p>\n<p>A partir de um olhar hist\u00f3rico, portanto, podemos relativizar o sentido da crise do jornalismo ou do que poderia ser chamado de tempestade perfeita.<\/p>\n<p>Como demonstra a pesquisadora estadunidense Elizabeth Breese, o jornalismo vive uma crise perp\u00e9tua demarcada por um discurso que, volta e meia, ganha for\u00e7a, colocando em quest\u00e3o o futuro do jornalismo e da profiss\u00e3o. Geralmente mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, novas m\u00eddias ou novos perfis de entrantes na profiss\u00e3o tendem a arrefecer os argumentos dos mais saudosistas.<\/p>\n<p>Se observarmos alguns dados recentes, como do\u00a0<a href=\"http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/gMoyUw763892IkXicsU2LKqy0g\/lIpI78PalM8q3ixybxLSBg\/L1u0uW0RntJn8KNRi8892sFw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/gMoyUw763892IkXicsU2LKqy0g\/lIpI78PalM8q3ixybxLSBg\/L1u0uW0RntJn8KNRi8892sFw&amp;source=gmail&amp;ust=1601336318339000&amp;usg=AFQjCNFd50MocHSCcLQCJxaUEy7c5Jfvow\">Instituto Reuters<\/a>, que monitora o consumo jornal\u00edstico anualmente mais de 40 pa\u00edses, veremos que nem tudo est\u00e1 perdido. Pelo contr\u00e1rio. A partir de um olhar geral sobre a compreens\u00e3o da import\u00e2ncia do jornalismo na vida das pessoas, o que temos \u00e9 uma curva ascendente em muitos aspectos. Eu listo aqui\u00a0<strong>6 motivos para duvidarmos da tempestade perfeita<\/strong>.<\/p>\n<ol>\n<li>As organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas aparecem em quarto lugar dentre as mais confi\u00e1veis para se saber sobre o coronav\u00edrus, atr\u00e1s apenas de cientistas, m\u00e9dicos e organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. No Brasil, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que se diz preocupada com a difus\u00e3o de conte\u00fados falsos na internet \u00e9 de 84%, o que coloca o pa\u00eds no topo do ranking, sendo que 40% identificam estes conte\u00fados como provenientes do meio pol\u00edtico, indicando algum grau de senso cr\u00edtico sobre o assunto.<\/li>\n<li>Outro dado interessante \u00e9 sobre os assinantes de ve\u00edculos na web. Nos Estados Unidos 20% das pessoas assinam sites jornal\u00edsticos, na Noruega 42% e na Argentina 11%. No Brasil, grandes e pequenas marcas jornal\u00edsticas tamb\u00e9m t\u00eam comemorado o crescimento de assinantes. Estes s\u00e3o n\u00fameros promissores que indicam a capacidade de sustenta\u00e7\u00e3o financeira do jornalismo pelo consumidor direto, sobretudo porque a maior parte das pessoas que assinam, o fazem porque acreditam que ter\u00e3o informa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/li>\n<li>Outro dado importante que aponta a exist\u00eancia de uma demanda por produtos jornal\u00edsticos diz respeito ao jornalismo local. 71% das pessoas dizem buscar informa\u00e7\u00f5es em sites de not\u00edcia local e o Brasil lidera o ranking mundial de pessoas que se dizem interessadas em not\u00edcias locais, com 73%.<\/li>\n<li>Diferentemente das an\u00e1lises que apontam uma redu\u00e7\u00e3o da capacidade de cobertura horizontal e vertical do jornalismo, o que temos \u00e9 um mercado cada vez mais heterog\u00eaneo e segmentado. Poder\u00edamos listar uma s\u00e9rie de inciativas que se abrem como novas possibilidades de trabalho aos jornalistas<\/li>\n<li>Consideremos ainda a demanda pelo trabalho de checagem de informa\u00e7\u00f5es que vem se consolidando nos \u00faltimos anos, al\u00e9m de outras novas diversifica\u00e7\u00f5es do trabalho jornal\u00edstico como as lives que v\u00eam fazendo enorme sucesso, convertendo-se em novas oportunidades de faturamento.<\/li>\n<li>Por fim, \u00e9 preciso tamb\u00e9m lembrar das produ\u00e7\u00f5es para streaming, como document\u00e1rios e podcasts, que t\u00eam apresentado um crescimento significativo nos \u00faltimos anos. Nunca se consumiu tanta not\u00edcia como agora, porque tamb\u00e9m nunca se teve tanto acesso e tanta diversidade de oferta e de canais neste mercado.<\/li>\n<\/ol>\n<p>N\u00e3o estamos dizendo que o jornalismo est\u00e1 superando a crise, porque a crise do jornalismo \u00e9 insuper\u00e1vel. Mas se nos permitirmos estabelecer uma vis\u00e3o mais ampla do jornalismo, a partir de um olhar hist\u00f3rico, veremos que esta \u00e9 apenas mais uma tempestade que desafiou o jornalismo a se adaptar \u00e0 realidade. N\u00e3o significa que temos um jornalismo melhor do que antes. Significa que temos novas condi\u00e7\u00f5es em disputa que oferecem possibilidades de avan\u00e7os e retrocessos.<\/p>\n<p><em>Autor: Guilherme Carvalho \u00e9 doutor com p\u00f3s-doutorado em Jornalismo. Professor e coordenador do curso de jornalismo do Centro Universit\u00e1rio Internacional Uninter. Diretor cient\u00edfico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A no\u00e7\u00e3o de crise no jornalismo tem perseguido profissionais, estudantes e pesquisadores da \u00e1rea com mais frequ\u00eancia nos \u00faltimos anos. 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