{"id":82896,"date":"2020-12-28T19:17:45","date_gmt":"2020-12-28T22:17:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=82896"},"modified":"2020-12-28T19:17:45","modified_gmt":"2020-12-28T22:17:45","slug":"marcia-turcato-a-pandemia-e-cruel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/marcia-turcato-a-pandemia-e-cruel\/","title":{"rendered":"M\u00c1RCIA TURCATO\/ A pandemia \u00e9 cruel"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o houve equidade na pandemia. Ele atingiu de forma cruel os vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 restaurante fechado, loja falida, viagem perdida e sonhos adiados que se comparem com o golpe sofrido por pobres, negros e \u00edndios.<\/p>\n<p>A pandemia foi dram\u00e1tica para cada um de n\u00f3s dentro de nossas realidades, mas foi desproporcional e afetou muito mais aos que j\u00e1 eram vulner\u00e1veis, n\u00e3o por pertencerem aos grupos de risco sanit\u00e1rio, mas por pertencerem ao grupo de risco dos invis\u00edveis e dos negligenciados.<\/p>\n<p>Esses sim foram os mais atingidos. Morreram mais em todo mundo porque estavam privados de planos de sa\u00fade, por morarem em zonas de dif\u00edcil acesso, ou remotas, ou sem m\u00e9dico de fam\u00edlia, por ficarem sem emprego, ou trabalho ou sem comida.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o terem uma m\u00e1scara de prote\u00e7\u00e3o facial, \u00e1gua para higieniza\u00e7\u00e3o e, muito menos, \u00e1lcool em gel.<\/p>\n<p>Enquanto escrevo esse texto, 893 \u00edndios morreram por covid-19 e 42.019 foram contaminados pelo v\u00edrus em 161 na\u00e7\u00f5es, de acordo com a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB).<\/p>\n<p>A conta do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 menor, porque o governo s\u00f3 contabiliza ind\u00edgenas aldeados. Ao mesmo tempo, dados epidemiol\u00f3gicos da mesma Pasta mostram que para 10 pessoas brancas hospitalizadas por covid-19 h\u00e1 outras 14 pessoas negras internadas.<\/p>\n<p>E o resultado para a taxa de \u00f3bitos tamb\u00e9m \u00e9 diferente: morrem 57% dos negros com covid-19 contra 41% de brancos.<\/p>\n<p>A chance de recupera\u00e7\u00e3o entre brancos \u00e9 de 62% e entre negros de 45%.<\/p>\n<p>Ou seja, a chance de um negro morrer por coronav\u00edrus \u00e9 38% maior do que a de um branco com a mesma doen\u00e7a. E o \u00f3bito n\u00e3o se d\u00e1 porque o negro est\u00e1 mais doente e sim porque ele tem menos acesso ao sistema de sa\u00fade, seja p\u00fablico ou privado.<\/p>\n<p>Desde de mar\u00e7o de 2020, quando v\u00e1rias Unidades da Federa\u00e7\u00e3o perceberam a gravidade da pandemia, diversas medidas foram adotadas para diminuir a velocidade de cont\u00e1gio da doen\u00e7a e evitar o colapso do sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Alguns estados conseguiram atuar dentro da margem de seguran\u00e7a, outros n\u00e3o. Mas a pandemia n\u00e3o era uma novidade mundial. A \u00fanica novidade aqui foi o tipo de v\u00edrus.<\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) alertou para a possibilidade de uma crise sanit\u00e1ria internacional, todas as hip\u00f3teses estavam relacionadas a graves doen\u00e7as respirat\u00f3rias, a SARS (S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda), que d\u00e1 origem a quase todos os males conhecidos, com a gripe H5N1 -avi\u00e1ria, a H1N1 -su\u00edna, tamb\u00e9m chamada de Tipo A, ambas conhecidas como influenza e para as quais h\u00e1 vacina.<\/p>\n<p>A OMS treinou as autoridades de sa\u00fade de todo o mundo para o enfrentamento de uma poss\u00edvel gripe avi\u00e1ria nos anos 2003\/2004, incluindo mensagens de comunica\u00e7\u00e3o que deveriam ser transmitidas para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando participei do treinamento, em Bras\u00edlia, com um grupo de comunicadores internacionais e de algumas institui\u00e7\u00f5es nacionais, apelidamos o curso de Armagedon &#8211; o fim do mundo, passagem b\u00edblica sobre o confronto final de Deus contra os infi\u00e9is.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos um plano para todas as fases de uma poss\u00edvel epidemia, da zero at\u00e9 a 5, a mais grave.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve a crise de H5N1. Tivemos, sim, foi uma epidemia de H1N1 no per\u00edodo 2009\/2010\u00a0 e ela foi grave. Mas j\u00e1 existia um plano de enfrentamento e vacina.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o se sabia era o comportamento do v\u00edrus. E ele foi cruel com mulheres gr\u00e1vidas. Cerca de 61% das mulheres gr\u00e1vidas que morreram em 2009 tiveram como causa do \u00f3bito o v\u00edrus da influenza.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o era recomendada para gestantes, a n\u00e3o ser que pertencessem a um grupo de risco, como portadoras de diabetes, por exemplo. As recomenda\u00e7\u00f5es foram revistas e as gestantes passaram a ser vacinadas contra influenza, incluindo mulheres que deram \u00e0 luz at\u00e9 45 dias e crian\u00e7as acima de seis meses.<\/p>\n<p>Com a pandemia de Covid-19 houve uma situa\u00e7\u00e3o parecida. Os pa\u00edses haviam sido preparados para uma epidemia, mas seu comportamento era desconhecido. Al\u00e9m disso, o foco inicial do agravo, a China, demorou a comunicar o fato \u00e0 autoridade sanit\u00e1ria internacional.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve desleixo e incredulidade por parte de v\u00e1rias lideran\u00e7as mundiais, aliada a uma rotatividade entre os trabalhadores da \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Quase a metade dos profissionais treinados pela OMS n\u00e3o estava mais na linha de frente. O d\u00e9ficit estimado pela OMS \u00e9 de 7,2 milh\u00f5es de m\u00e9dicos e cerca de 6 milh\u00f5es de profissionais de sa\u00fade de outras \u00e1reas do conhecimento, como a comunica\u00e7\u00e3o, por exemplo. A expertise est\u00e1 sendo perdida.<\/p>\n<p>A ruptura social \u00e9 tremenda. Nova ordem foi estabelecida nessa distopia. Ningu\u00e9m ser\u00e1 como antes. Milh\u00f5es de fam\u00edlias vivem o luto e milh\u00f5es de pessoas sofrem as sequelas provocadas pela covid-9, entre elas a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, capaz de provocar paralisia motora, dem\u00eancia e convuls\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel que empresas e institui\u00e7\u00f5es exijam de todos uma organiza\u00e7\u00e3o de trabalho como se a vida estivesse normal. N\u00e3o \u00e9 normal trabalhar em home office de modo a ficar dispon\u00edvel 24h por 7.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 normal que as crian\u00e7as n\u00e3o frequentem a escola, que jovens n\u00e3o tenham faculdade, que artistas n\u00e3o possam subir ao palco, que cinemas e museus sejam espa\u00e7os proibidos.<\/p>\n<p>Parece que estamos vivendo um roteiro de filme onde o futuro \u00e9 o fim do mundo, poucos sobreviveram, e os equipamentos n\u00e3o t\u00eam manuten\u00e7\u00e3o. O futuro \u00e9 dist\u00f3pico.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 plaus\u00edvel dizer que o per\u00edodo da pandemia foi \u00f3timo para fazer cursos online, vender online, pedir comida online, namorar online, ter reuni\u00f5es online e trabalhar online. N\u00e3o foi \u00f3timo n\u00e3o.<\/p>\n<p>O modo remoto existe para ocupar parte da nossa vida, mas n\u00e3o para ser a nossa vida. N\u00f3s n\u00e3o somos online. N\u00f3s dividimos o tempo em ano, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos para organizar a vida em v\u00e1rias experi\u00eancias, e isso inclui trabalhar, relaxar e dormir. Inclui pegar Sol e ver a Lua.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias que foram confiscadas na quarentena. Isso n\u00e3o \u00e9 normal. A pandemia jamais deveria ser vista como uma oportunidade para novos neg\u00f3cios. A pandemia \u00e9 cruel, \u00e9 pesadelo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o houve equidade na pandemia. 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