{"id":83154,"date":"2021-07-26T13:50:42","date_gmt":"2021-07-26T16:50:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83154"},"modified":"2021-07-26T13:50:42","modified_gmt":"2021-07-26T16:50:42","slug":"geraldo-hasse-embolou-o-meio-de-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/geraldo-hasse-embolou-o-meio-de-campo\/","title":{"rendered":"GERALDO HASSE\/ Embolou o meio de campo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Geraldo Hasse<\/strong><\/p>\n<p>Apareceram recentemente na m\u00eddia alguns especialistas &#8212; antes pouco vis\u00edveis &#8212; no estudo das For\u00e7as Armadas, cujo humor costuma ser medido a partir de algum resmungo de um almirante, um brigadeiro ou um general.<\/p>\n<p>Depois de alguma declara\u00e7\u00e3o atemorizante de um alto oficial sobre isso ou aquilo, sucede-se um jogo de &#8220;n\u00e3o foi nada disso&#8221; e (nem) tudo volta ao que era antes nos quart\u00e9is.<\/p>\n<p>Sem nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o de tropas, somente com palavras, as FA se mant\u00eam ultrapresentes no cen\u00e1rio pol\u00edtico como apoiadoras, fiadoras, participantes e\/ou benefici\u00e1rias do governo eleito em 2018.<\/p>\n<p>N\u00e3o surpreende que muitos analistas falem do risco de um golpe militar para manter Jair Bolsonaro e\/ou Hamilton Mour\u00e3o no poder a partir de 2023. Com ou sem elei\u00e7\u00f5es, o que estaria por tr\u00e1s desse jogo seria o chamado Partido Militar.<\/p>\n<p>Tudo parece poss\u00edvel, mas est\u00e1 faltando uma an\u00e1lise sociol\u00f3gica do panorama pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Ou, seja, como chegamos a isso que a\u00ed est\u00e1: um ex-militar desclassificado na presid\u00eancia, depois de um jurista (Temer), uma economista (Dilma), um dirigente sindical (Lula), um professor de sociologia (FHC), um playboy alagoano (Colllor), um pol\u00edtico mineiro (Itamar), um pr\u00f3cer maranhense (Sarney)&#8230;<\/p>\n<p>E ningu\u00e9m sabe como sairemos dessa sinuca, j\u00e1 que os respons\u00e1veis pelo poder constitucional parecem amedrontados, como se n\u00e3o acreditassem na pr\u00f3pria capacidade de rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00fanica possibilidade de extirpar o mal pela raiz est\u00e1 nas m\u00e3os do Senado, que pode encaminhar um processo de impedimento do presidente, mas a credibilidade do parlamento \u00e9 t\u00e3o baixa que, mesmo contando com o apoio do Judici\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel que a proposta de impicho n\u00e3o seja aprovada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, por cima de tudo, h\u00e1 a inc\u00f3gnita das For\u00e7as Armadas, que foram cooptadas e est\u00e3o acumpliciadas ao governo em sua incr\u00edvel marcha para detonar as bases da democracia e desmanchar os direitos das maiorias em benef\u00edcio de detentores de privil\u00e9gios hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Falta ainda dimensionar a terr\u00edvel alian\u00e7a que se formou entre militares e pol\u00edticos &#8212; o presidente Jair atua nas duas categorias, embora tenha sido expulso do Ex\u00e9rcito &#8211;, secundados por religiosos e milicianos atuantes em largas periferias urbanas.<\/p>\n<p>Embora sejam recentes, essas parcerias sinistras t\u00eam ra\u00edzes hist\u00f3ricas e trazem at\u00e9 nossos dias um grau alt\u00edssimo de predisposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra os cidad\u00e3os indefesos e as comunidades desassistidas.<\/p>\n<p>Na realidade, desde os tempos coloniais\u00a0h\u00e1 uma toler\u00e2ncia com a viol\u00eancia dos coron\u00e9is rurais contra os camponeses, dos policiais contra o povo humilde.<\/p>\n<p>O escritor Graciliano Ramos reclamou dos &#8220;amarelos&#8221; fardados em suas obras de fic\u00e7\u00e3o; Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro tamb\u00e9m mexeu nesse angu em seu romance\u00a0Sargento Get\u00falio, mas a cultura da viol\u00eancia e a toler\u00e2ncia com a trucul\u00eancia se agravaram nos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>Uma ponta desse processo apareceu surpreendentemente no livro Torto Arado, de Itamar Vieira J\u00fanior,\u00a0 premiado como o melhor romance brasileiro de 2020.\u00a0 \u00c9 uma hist\u00f3ria de quilombolas que se passa no interior da Bahia.<\/p>\n<p>O Esquadr\u00e3o da Morte mantido por policiais civis e o DOI-Codi militar aprofundaram a pr\u00e1tica de crimes hediondos perdoados pela Anistia de 1979 at\u00e9 que a elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro veio para &#8220;legalizar&#8221; a exce\u00e7\u00e3o vigente. Aparentemente, estamos a um passo da baderna sob tutela militar.<\/p>\n<p>\u00c9 um quadro similar ao da ditadura, mas agravado pela ascens\u00e3o do milicianismo.<\/p>\n<p>Por falar em mil\u00edcias, falta uma an\u00e1lise desse segmento armado e ativo \u00e0 margem das leis ou em substitui\u00e7\u00e3o a leis n\u00e3o observadas pelas autoridades competentes.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora ningu\u00e9m desvendou o alcance, a envergadura e a profundidade desse ex\u00e9rcito privado atuante abertamente no RJ e presente tamb\u00e9m em outros estados com assustadora liberdade.<\/p>\n<p>Os milicianos s\u00e3o jagun\u00e7os urbanos que passaram a trabalhar na ilegalidade e at\u00e9 na clandestinidade. Segundo consta, muitos dos seus quadros, especialmente os chefes, seriam egressos das For\u00e7as Armadas e das pol\u00edcias militares e civis, das quais foram exclu\u00eddos por mau comportamento \u2013 caso do atual presidente.<\/p>\n<p>Esses ex-militares passaram a operar com servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o a comerciantes (nome brando do achaque trivial), da chantagem armada, incluindo distribui\u00e7\u00e3o de drogas, venda de GLP e sinal de TV. Assim se tornaram &#8220;donos&#8221; de bairros em que os servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e3o presentes ou funcionam mal.<\/p>\n<p>Esse sistema de privatiza\u00e7\u00e3o montado \u00e0 sombra de esquadr\u00f5es da morte civis e militares reivindica os mesmos direitos operacionais de empreiteiros e outros empres\u00e1rios que manipulam concorr\u00eancias, tocam obras p\u00fablicas com sobrepre\u00e7o e\/ou aditivos escorchantes, sonegam impostos e praticam lobby, conchavo, propina, suborno e conspira\u00e7\u00e3o em conluio com funcion\u00e1rios p\u00fablicos e parlamentares.<\/p>\n<p>Se os grandes podem, por que os milicianos n\u00e3o poderiam impor regras e taxas \u00e0s comunidades desservidas pelo Estado? Essa \u00e9 a pergunta-base de suas opera\u00e7\u00f5es. Lembram-se dos versos de Chico Buarque falando das &#8220;tenebrosas transa\u00e7\u00f5es&#8221; feitas pelos &#8220;pigmeus do bulevar&#8221;?<\/p>\n<p>Vai passar, dizia o poeta, mas o que se passou foi o aumento da impunidade. No fundo, os milicianos pretendem ser impunes como os empres\u00e1rios privilegiados do nosso capitalismo perif\u00e9rico protegido por um sistema pol\u00edtico dominado pelo dinheiro.<\/p>\n<p>Tornou-se lamentavelmente real a frase-piada do humorista Bar\u00e3o de Itarar\u00e9:\u00a0&#8220;Restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse Apareceram recentemente na m\u00eddia alguns especialistas &#8212; antes pouco vis\u00edveis &#8212; no estudo das For\u00e7as Armadas, cujo humor costuma ser medido a partir de algum resmungo de um almirante, um brigadeiro ou um general. 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