{"id":83247,"date":"2021-09-15T18:48:54","date_gmt":"2021-09-15T21:48:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83247"},"modified":"2021-09-15T18:50:33","modified_gmt":"2021-09-15T21:50:33","slug":"carlos-castilhos-jornal-da-tiro-no-pe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/carlos-castilhos-jornal-da-tiro-no-pe\/","title":{"rendered":"CARLOS CASTILHOS\/ Jornal d\u00e1 tiro no p\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>O jornal O Estado de S. Paulo comprometeu a pr\u00f3pria credibilidade perante seus 232,8 mil leitores di\u00e1rios (*) ao dedicar, numa edi\u00e7\u00e3o de domingo (**), uma p\u00e1gina dupla para publicar um conjunto de textos, aparentemente jornal\u00edsticos, sobre o conflito entre ruralistas e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Aparentemente jornal\u00edsticos porque, segundo o site\u00a0Intercept, os textos foram produzidos por uma ag\u00eancia publicit\u00e1ria com o suporte financeiro de uma institui\u00e7\u00e3o mantida por associa\u00e7\u00f5es de grandes ruralistas e por empresas produtoras de adubos e agrot\u00f3xicos. O objetivo \u00e9 fazer lobby contra o STF que deve julgar nos pr\u00f3ximos dias um processo regulando a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas em todo pa\u00eds.<br \/>\nA p\u00e1gina dupla foi produzida pela empresa\u00a0Estad\u00e3o Blue Studio, que segundo consta em sua p\u00e1gina web, cria \u201csolu\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias inovadoras e orientadas \u00e0 performance\u201d, ou seja, promo\u00e7\u00e3o dos interesses (pol\u00edticos e comerciais) de seus clientes. Logo \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria disfar\u00e7ada de material jornal\u00edstico com o objetivo de promover a ideia de que o STF deve derrubar o chamado \u201cmarco temporal\u201d, que segundo os ruralistas \u201cpode acabar com o agroneg\u00f3cio no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>O conjunto de tr\u00eas textos publicados pelo\u00a0Estad\u00e3o\u00a0foi patrocinado pela organiza\u00e7\u00e3o\u00a0AgroSaber, que se apresenta como uma \u201cag\u00eancia de not\u00edcias do agroneg\u00f3cio\u201d e que segundo o\u00a0Intercept\u00a0\u00e9 uma entidade vinculada \u00e0 Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria, a associa\u00e7\u00f5es de produtores rurais como a ABRAPA (produtores de algod\u00e3o), APROSOJA (soja) e ABRASS (produtores de sementes).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada de ilegal no fato de um jornal criar uma ag\u00eancia publicit\u00e1ria para produzir an\u00fancios. E nem h\u00e1 nada conden\u00e1vel no fato dos an\u00fancios serem pagos por empresas, governos ou organiza\u00e7\u00f5es civis. Mas quando o material publicit\u00e1rio usa o formato conhecido no jornalismo como \u201cpubli-reportagem\u201d, ele disfar\u00e7a interesses pol\u00edticos ou corporativos como se fossem informa\u00e7\u00f5es s\u00e9rias, garantidas pela credibilidade do jornal.<\/p>\n<p>Enganar o leitor usando este expediente pode ser uma solu\u00e7\u00e3o financeira de curto prazo, mas aumenta a chance de acabar se transformando num problema de longo prazo, quando o v\u00edrus da d\u00favida na credibilidade do jornal contagiar seus leitores. O descr\u00e9dito \u00e9 praticamente a senten\u00e7a de morte de um jornal, especialmente na conjuntura atual com a crise no modelo de neg\u00f3cios da imprensa.<\/p>\n<p><strong>Engodo lucrativo<\/strong><\/p>\n<p>As dificuldades financeiras da maioria dos grandes conglomerados jornal\u00edsticos nacionais e internacionais tornam mais atraente a alternativa das \u201cpubli-reportagens\u201d, que s\u00e3o hoje mais comuns do que se pensa na imprensa mundial. S\u00f3 que a maioria absoluta deste tipo de desinforma\u00e7\u00e3o paga passa desapercebida pelos leitores, porque as manchetes e o espa\u00e7o dado no papel ou em tempo de transmiss\u00e3o via r\u00e1dio ou TV impacta muito mais do que pequenas inser\u00e7\u00f5es identificando os verdadeiros interessados e objetivos do material publicado.<\/p>\n<p>\u00c9 nestas circunst\u00e2ncias que aumenta a import\u00e2ncia de organiza\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, como o\u00a0Intercept\u00a0e a Ag\u00eancia P\u00fablica, dos grupos de checagem de fatos e de institui\u00e7\u00f5es como o\u00a0Observat\u00f3rio da Imprensa. Os conglomerados industriais na imprensa brasileira n\u00e3o dissimulam sua hostilidade aos cr\u00edticos de publicidade disfar\u00e7ada de not\u00edcia, deixando de levar em conta que a verifica\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a da credibilidade das not\u00edcias, artigos e entrevistas s\u00e3o na verdade uma preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro dos jornais, revistas e programas audiovisuais de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A premeditada confus\u00e3o entre jornalismo e publicidade come\u00e7ou a ser discutida em larga escala j\u00e1 na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo atual, com a pol\u00eamica em torno da chamada publicidade nativa (ver texto\u00a0publicado aqui no OI). David Ogilvy, criador da express\u00e3o, afirmou que a publicidade disfar\u00e7ada de not\u00edcia poderia aumentar em at\u00e9 50% a tiragem de jornais impressos. Segundo o\u00a0respeitado Nieman Lab, da Universidade Harvard, a publicidade nativa gerou receitas de 17 bilh\u00f5es de d\u00f3lares para jornais no mundo inteiro em 2017. Aqui no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 dados sobre esta modalidade de an\u00fancio pago.<\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel a preocupa\u00e7\u00e3o dos grandes jornais brasileiros diante da queda acumulada de 12,2% na circula\u00e7\u00e3o das vers\u00f5es impressas desde 2016. Mas o pre\u00e7o da sobreviv\u00eancia de empresas, que no passado acumularam lucros consider\u00e1veis, n\u00e3o justifica vender ao leitor vers\u00f5es distorcidas da realidade como se fossem not\u00edcias verdadeiras.<\/p>\n<p>(*) Soma dos leitores da edi\u00e7\u00e3o impressa (de maio), e da vers\u00e3o online (em junho), segundo o Instituto Verificador de Circula\u00e7\u00e3o (IVC) .<\/p>\n<p>(**) 22\/08\/2021<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Carlos Castilho\u00a0\u00e9 jornalista com doutorado em Engenharia e Gest\u00e3o do Conhecimento pelo EGC da UFSC. Professor de jornalismo online e pesquisador em comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Mora no Rio Grande do Sul.<\/em><\/p>\n<p><strong>(Publicado originalmente no Observat\u00f3rio de Imprensa)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal O Estado de S. 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