{"id":83258,"date":"2021-10-03T23:36:46","date_gmt":"2021-10-04T02:36:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83258"},"modified":"2021-10-03T23:36:46","modified_gmt":"2021-10-04T02:36:46","slug":"geraldo-hasse-esse-tal-de-severo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/geraldo-hasse-esse-tal-de-severo\/","title":{"rendered":"GERALDO HASSE: Esse tal de Severo"},"content":{"rendered":"<p>A morte de Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo foi um choque porque, embora beirasse os oitenta anos, ele sempre exibiu confian\u00e7a e dinamismo, e n\u00e3o dava mostras de esmorecer em seu \u00e2nimo de viver.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m esperava que ele partisse t\u00e3o cedo. Entre muitos amigos e colegas, seu pr\u00f3prio nome soava como uma fortaleza inexpugn\u00e1vel.<\/p>\n<p>Basta lembrar o que talvez tenha sido seu \u00faltimo bilhete, duas ou tr\u00eas linhas escritas no in\u00edcio de sua \u00faltima tarde (23 de setembro), quando ele pediu desculpas por n\u00e3o poder participar da live semanal da Coonline, coordenada por seu tocaio Jos\u00e9 Antonio Vieira da Cunha \u2013 todas as quintas na hora do Angelus: \u201cTenho uma consulta m\u00e9dica\u201d, justificou, escamoteando o verdadeiro motivo de sua aus\u00eancia: estava indo para uma cirurgia pulmonar programada para contornar sequelas da covid-19 contra\u00edda no primeiro semestre de 2021. Morreu sedado, mas na plenitude de suas faculdades mentais.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de indagar onde foi parar sua inquieta\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rter; sua disposi\u00e7\u00e3o de viver; seu gosto pela conversa\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0Ele foi jornalista a vida toda &#8212; um jornalista autodidata que fez da leitura, da pesquisa e da reportagem suas ferramentas de trabalho num of\u00edcio para o qual, alguns anos depois, se exigiria forma\u00e7\u00e3o em curso superior de comunica\u00e7\u00e3o social. A partir dos 18 anos, come\u00e7ando como rep\u00f3rter agr\u00edcola, saltou de uma reda\u00e7\u00e3o a outra, aceitando convites que lhe pareceram bons desafios profissionais.<\/p>\n<p>Assim chegou a cargos de chefia em grandes ve\u00edculos da m\u00eddia. Se alguma vez quebrou a cara em suas mudan\u00e7as de trabalho, n\u00e3o dava a m\u00e3o \u00e0 palmat\u00f3ria, tampouco dava tempo para m\u00e1goas ou rancores. Sempre em movimento, cultivou amigos na imprensa nanica, mas nunca chegou a vestir a camisa de um daqueles jornais que desafiaram a ditadura militar.<\/p>\n<p>Ele j\u00e1 tinha dez anos de janela quando o conheci na reda\u00e7\u00e3o da Veja, de onde ele estava saindo (ap\u00f3s trabalhar na revista Realidade) para ajudar na constru\u00e7\u00e3o da revista Exame, que nasceu como mensal de economia e neg\u00f3cios da Editora Abril, a mais poderosa empresa editorial brasileira, ao lado do Estad\u00e3o e de O Globo. Isso foi em 1972, quando Severo j\u00e1 buscava o vi\u00e9s hist\u00f3rico das coisas. Na nova revista, coube a ele editor um encarte sobre a g\u00eanese de grandes empresas que brilhavam na Bolsa de Valores: Antarctica, Brahma, Gerdau, Metal Leve etc. Todo m\u00eas, a revista publicava na capa um retrato a \u00f3leo (do personagem central da mat\u00e9ria hist\u00f3rica) pintado por Jaime Figuerola, artista pl\u00e1stico. A tela original, emoldurada, era dada de presente ao empres\u00e1rio focalizado. Quem levava o quadro \u00e0 fonte? Ora quem. Isso, at\u00e9 mudar de emprego.<\/p>\n<p>Com ele n\u00e3o tinha conversa fiada. N\u00e3o \u00e9 que levasse tudo a s\u00e9rio. Possu\u00eda um invej\u00e1vel senso de humor. Contava causos dando risada. Mas n\u00e3o era de falar abobrinhas. Lia muito, costurava as informa\u00e7\u00f5es colhidas em diversas fontes e chegava a conclus\u00f5es esclarecedoras, que gostava de passar aos amigos e compartilhar com os leitores. Seus textos ricos em informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o vinham com floreios e met\u00e1foras. Seu estilo era direto. Por isso ele era fonte de consulta para os colegas. Se n\u00e3o tinha a informa\u00e7\u00e3o, sabia quem tinha. Era muito bem relacionado nos meios oficiais. N\u00e3o tenho na mem\u00f3ria todos os lances de sua carreira, mas algumas vezes me surpreendi com sua capacidade de se manter em boas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De repente, estava trabalhando na Copesul com o ex-ministro Cirne Lima, que lhe propiciou recursos para uma prof\u00edcua gest\u00e3o na \u00e1rea cultural. Basta lembrar as obras liter\u00e1rias e hist\u00f3ricas publicadas na d\u00e9cada de 1990 e na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI. Poderia ter sido um trabalho de prest\u00edgio e boa remunera\u00e7\u00e3o para o resto da vida, mas o instinto de sobreviv\u00eancia o levou para longe de Triunfo no momento em que a Braskem comprou a central petroqu\u00edmica rio-grandense.<\/p>\n<p>Por conhecer diplomatas, militares, fazendeiros, deputados, advogados, cronistas, poetas e m\u00fasicos, ele sempre transitou com facilidade pelas fronteiras que supostamente devem separar o jornalismo, a vida empresarial e as atividades no \u00e2mbito do governo. Tudo isso sem renunciar ao estilo que se tornou sua marca. Na Gazeta Mercantil foi um diretor itinerante que levava recados da dire\u00e7\u00e3o \u00e0s bases e vice-versa. Nesse aspecto, ele era um jornalista que fazia pol\u00edtica de bastidores, conversando, sondando, captando o clima das sucursais e dando muni\u00e7\u00e3o para mudan\u00e7as e sa\u00eddas.<\/p>\n<p>Quando eu pesquisava a hist\u00f3ria da mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Brasil, na d\u00e9cada de 90, consultei-o sobre o que havia acontecido na sua regi\u00e3o natal, entre Ca\u00e7apava e Bag\u00e9, nos anos 1950. Ele sabia por ser filho de fazendeiro (Alberto Severo, diretor da Farsul nos anos 60) e por ter estudado na Escola T\u00e9cnica Agr\u00edcola de Viam\u00e3o. Poderia ter dito que n\u00e3o se lembrava de nada, era muito guri&#8230; Na realidade, tinha vivenciado o desenrolar, no pr\u00f3prio quintal, da pol\u00edtica de incentivo \u00e0 autossufici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o de trigo, com financiamento do Banco do Brasil. O trigo cultivado no inverno e colhido no final da primavera abriu caminho para a implanta\u00e7\u00e3o da lavoura de soja. Resumo da hist\u00f3ria: a m\u00e3e dele, Dona Corina, fez parte de um grupo de mulheres que havia se esfor\u00e7ado para difundir o leite de soja entre a juventude rural de Ca\u00e7apava do Sul (quem comandou a campanha da soja no Estado de S\u00e3o Paulo, nos anos 50, com apoio do governador Janio Quadros, foi o agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Gomes da Silva, que ganhou por isso o apelido de Z\u00e9 Sojinha; seu filho Jos\u00e9 Graziano da Silva, tamb\u00e9m agr\u00f4nomo, criou o programa Fome Zero e foi por oito anos diretor da FAO, de onde voltou h\u00e1 um ano; por a\u00ed se v\u00ea que a soja tem boas ra\u00edzes no RS e no Brasil).<\/p>\n<p>Daquela conversa com a \u201cfonte Severo\u201d, veio \u00e0 luz um outro lado at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido da hist\u00f3ria do nosso amigo jornalista: a m\u00e3e dele, quando solteira, veio estudar em Porto Alegre e morou por quatro anos a partir de 1928 na casa de Antonio Augusto Borges de Medeiros (1863-1961), o pr\u00f3prio ex-presidente da prov\u00edncia, tudo isso gra\u00e7as \u00e0s velhas amizades familiares ca\u00e7apavanas. Eis outra conclus\u00e3o que pode parecer ousada mas \u00e9 plaus\u00edvel: filho de um casamento de maragato com chimanga, Severo aprendeu em casa os ritos da concilia\u00e7\u00e3o que forjaram seu modus operandi equilibrado como cidad\u00e3o e jornalista.<\/p>\n<p>Embora trabalhasse em prol da harmonia, ele admirava os usu\u00e1rios das for\u00e7as militares. Era admirador da Brigada Militar, cultivava a leitura dos microhistoriadores municipais, especializados na narrativa de batalhas localizadas em pequenos redutos do territ\u00f3rio ga\u00facho. De tanto ler acabou se tornando apto a escrever Os Senhores da Guerra, Rios de Sangue, Cinzas do Sul e as 1 mil p\u00e1ginas biografia do General Os\u00f3rio, livros que lhe deram a chance de repassar a hist\u00f3ria das guerras e revolu\u00e7\u00f5es do Sul. Dando \u00eanfase \u00e0s batalhas e a detalhes como os armamentos e as t\u00e1ticas militares, ele se p\u00f4s num patamar raro \u2013 um tanto ensa\u00edsta, bastante historiador, meio romancista.<\/p>\n<p>Com essa capacidade de trabalho, fazendo pontes onde quer que se encontrasse, criava oportunidades onde aparentemente n\u00e3o havia chance de plantio nem de colheita. A mim ele sempre surpreendeu por sua mobilidade. Num momento estava morando em Santiago a servi\u00e7o da ag\u00eancia Prensa Latina. De repente me aparecia na TV Globo como editor-chefe e comentarista do Jornal da Globo, \u00e0s tantas horas da noite. Depois se mudou para a TV Bandeirantes. No ano passado me disse que estava procurando um copywriter para um livro de Aldo Rebelo (editado pelo J\u00c1).<\/p>\n<p>A \u00faltima surpresa foi saber que mesmo baleado pela covid-19 vinha trabalhando num futuro seriado da TV Cultura de S\u00e3o Paulo sobre os 200 anos da independ\u00eancia do Brasil, a se comemorar em 2022. Foi seu derradeiro trabalho, justamente na TV, onde ele juntou tudo o que sabia e tinha vivido como rep\u00f3rter, pesquisador, historiador e produtor de cinema \u2013 aqui, uma de suas experi\u00eancias mais gratificantes, ao lado do multim\u00eddia Tabajara Ruas.<\/p>\n<p>Um rep\u00f3rter-historiador ga\u00facho trabalhando na TV estatal paulista, eis uma proeza de Jantonio Severo. Como ele chegou l\u00e1? Costurando hist\u00f3rias, claro. H\u00e1 alguns anos, ele escreveu artigos de jornal em que se mostrou admirador dos bandeirantes, que seriam os verdadeiros inspiradores do moderno esp\u00edrito empreendedor do empresariado paulista. Ao destacar o lado liberal-empreendedor dos bandeirantes, Severo desdenhou o fato de que os bandeirantes mataram e aprisionaram \u00edndios, e destru\u00edram as miss\u00f5es jesu\u00edsticas entre os guaranis. Ele se justificou dizendo que esse era o esp\u00edrito da \u00e9poca e que n\u00e3o era nada razo\u00e1vel julgar fatos do passado remoto com argumentos e pontos de vista modernos. No s\u00e9culo XVIII os bandeirantes representavam os interesses lusitanos enquanto os jesu\u00edtas eram s\u00faditos da Espanha.<\/p>\n<p>CARNE ASSADA<\/p>\n<p>Uma vez, durante uma conversa sobre os malef\u00edcios da carne vermelha, ele argumentou que o Dr. Carandiru \u00e9 quem estava certo ao elogiar a dieta dos homens das cavernas. Ele fechou a discuss\u00e3o com uma declara\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios v\u00e1lida n\u00e3o apenas para o \u00e2mbito da gastronomia: \u201cEu sou troglodita\u201d, ele disse. Sim, era mesmo, mas sem grossura. No fundo, era um gentleman, um diplomata, um conciliador. Esse perfil harm\u00f4nico sempre me intrigou. Ele n\u00e3o metia a boca em ningu\u00e9m. Nem tragueado passava dos limites da gentileza.<\/p>\n<p>Uma vez, na casa em que morava no Santinho, ele espetou uma picanha e antes de coloca-la sobre o braseiro aplicou-lhe uma grossa camada de sal, de tal forma que a carne ficou esbranqui\u00e7ada. Estranhei o procedimento, mas ele explicou: \u201c\u00c9 assim que os ga\u00fachos da campanha salgavam a carne\u201d. Desperd\u00edcio de sal, pensei, lembrando que o sal era um insumo raro no Sul. Quando o assado ficou pronto, Severo usou a faca para varrer o sal ainda existente em cima da carne. Argumentei que ele n\u00e3o precisaria colocar tanto sal se o jogaria fora ao final. Na realidade, o excesso de sal impedira que a carne fosse queimada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte de Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo foi um choque porque, embora beirasse os oitenta anos, ele sempre exibiu confian\u00e7a e dinamismo, e n\u00e3o dava mostras de esmorecer em seu \u00e2nimo de viver. 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