{"id":83291,"date":"2021-10-19T21:40:05","date_gmt":"2021-10-20T00:40:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83291"},"modified":"2021-10-20T08:45:09","modified_gmt":"2021-10-20T11:45:09","slug":"roberto-amaral-o-atraso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/roberto-amaral-o-atraso\/","title":{"rendered":"ROBERTO AMARAL\/ O atraso"},"content":{"rendered":"<p><strong>Roberto Amaral<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPor que o Brasil ainda n\u00e3o deu certo?\u201d perguntava-se\u00a0Darcy Ribeiro,\u00a0pol\u00edtico,\u00a0 antrop\u00f3logo, ensa\u00edsta, conferencista e romancista, homem de grandes paix\u00f5es,\u00a0 certamente o mais inquieto dos pensadores \u00a0brasileiros do s\u00e9culo passado, e, sem d\u00favida alguma, um dos mais prof\u00edcuos e desassombrados intelectuais-militantes\u00a0que j\u00e1 tivemos.<\/p>\n<p>No seu estimulante &#8220;O povo brasileiro&#8221;, que come\u00e7ou a escrever no ex\u00edlio do Uruguai, aquela pergunta, a cuja busca de resposta dedica sua obra madura, \u00e9 formulada noutros termos, mais avan\u00e7ados, quando se indaga: \u201cPor que, mais uma vez, a classe dominante nos vencia?\u201d (referia-se \u00e0 vit\u00f3ria do golpe de 1964).<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o, como se v\u00ea, a pr\u00f3pria pergunta j\u00e1 trazia consigo a resposta, na indica\u00e7\u00e3o de nossa trag\u00e9dia hist\u00f3rica como resultado do controle do poder por uma gente med\u00edocre, perversa, anti-nacional, alienada e for\u00e2nea.<\/p>\n<p>Gente muito bem representada, ali\u00e1s, pelos comensais do regabofe na mans\u00e3o do especulador Naji Nahas, respons\u00e1vel pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, com o qual a casa-grande com seus procuradores (empres\u00e1rios, jornalistas, pol\u00edticos, advogados) comemorou o acordo inter-elite que, a pretexto de afastar as amea\u00e7as de golpe iminente, anunciado no dia 7 de setembro, assegurou ao capit\u00e3o Bolsonaro a inviabiliza\u00e7\u00e3o do impeachment e a impunidade de seus filhos.<\/p>\n<p>Fora o que n\u00e3o se conhece. Como sempre, os acordos se amarram no andar de cima da hierarquia mandante para observa\u00e7\u00e3o de todo o povo; desta vez o pacto foi traficado com militares, parlamentares e ministros do STF, tendo como costureiro e escriv\u00e3o o inef\u00e1vel ex-presidente Michel Temer, advogado com vasta experi\u00eancia nas Docas de Santos.<\/p>\n<p>A classe dominante brasileira \u00e9 uma das mais longevas do mundo, porque competente na preserva\u00e7\u00e3o do mando pol\u00edtico-econ\u00f4mico,\u00a0 o mesmo desde a col\u00f4nia, imune como se mostra a transforma\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Seu poder foi regado no escravismo e sobreviveria com a aboli\u00e7\u00e3o e o trabalho assalariado, mediante as mais variadas formas de explora\u00e7\u00e3o; proje\u00e7\u00e3o dos interesses rein\u00f3is, sobrevive na independ\u00eancia, e no imp\u00e9rio transitou do dom\u00ednio portugu\u00eas para \u00a0o servi\u00e7o do colonialismo brit\u00e2nico. Hoje \u00e9 agente subalterno dos EUA.<\/p>\n<p>O pa\u00eds\u00a0\u00a0caminha do agrarismo \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo 20, da vida rural ao urbanismo; conhece insurg\u00eancias de toda ordem, e em todas elas o povo \u00e9 massacrado; desfaz-se da monarquia anacr\u00f4nica, a \u00faltima do continente, e adota a peculiar forma republicana de governo sem povo, de democracia juncada de golpes de Estado e ditaduras.<\/p>\n<p>Os antagonismos se resolvem na concilia\u00e7\u00e3o, sob o comando da classe dominante, que n\u00e3o permite reformas de fato. Seu objetivo, lembrava Jos\u00e9 Hon\u00f3rio Rodrigues, foi sempre acomodar as diverg\u00eancias dos grupos hegem\u00f4nicos e jamais conceder benef\u00edcios ao povo, posto de lado, capado e recapado de seu papel de sujeito hist\u00f3rico, como escreveu Capistrano de Abreu.<br \/>\nO pa\u00eds conheceu momentos de turbul\u00eancia e momentos de progresso e expans\u00e3o capitalista.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0quarenta anos convive com a estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, de par com desindustrializa\u00e7\u00e3o e brutal concentra\u00e7\u00e3o de renda. O poder da casa-grande, por\u00e9m, mais se fortalece.<\/p>\n<p>O pa\u00eds exportador de a\u00e7\u00facar e algod\u00e3o, na col\u00f4nia, \u00a0enriqueceu a oligarquia paulista na rep\u00fablica com as exporta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 a pre\u00e7os subsidiados pelo resto do pa\u00eds; hoje exporta gr\u00e3os e min\u00e9rio in natura,\u00a0al\u00e9m de\u00a0cientistas e\u00a0pesquisadores, aos quais nega emprego, ap\u00f3s investir em sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aos trancos e barrancos, o\u00a0Brasil\u00a0se modernizou e hoje \u00e9 uma das dez principais pot\u00eancias do mundo, sem haver combatido as desigualdades sociais,\u00a0o que revela o\u00a0projeto de sociedade que nos governa.<\/p>\n<p>Em \u00a0500 anos de constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, nada amea\u00e7ou a classe dominante,\u00a0 imp\u00e1vida, insens\u00edvel,\u00a0 intocada, reproduzindo \u00a0o mando da velha casa-grande, na col\u00f4nia e na rep\u00fablica, o poder da terra e do capital concentrado, financeirizado, \u00a0globalizado.<\/p>\n<p>Em 1930 \u00a0comandou uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d que n\u00e3o arranharia a ordem social e econ\u00f4mica; \u00a0um de seus l\u00edderes, o governador mineiro Antonio Carlos de Andrada, proclamava: \u201cFa\u00e7amos a revolu\u00e7\u00e3o antes que o povo a fa\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Modernizando o pa\u00eds a partir de uma ditadura (o \u201cEstado novo\u201d), o movimento de 1930 fortaleceu a ordem capitalista, e a \u201celite\u201d econ\u00f4mica conservou o mando que n\u00e3o admite concess\u00f5es \u00e0 emerg\u00eancia de interesses nacionais ou populares.<\/p>\n<p>Talvez, nesse processo hist\u00f3rico, estejamos pr\u00f3ximos de encontrar explica\u00e7\u00e3o para o atraso da burguesia aqui vivente (e da\u00ed o atraso do pa\u00eds \u201cque n\u00e3o d\u00e1 certo\u201d): sendo brasileira, n\u00e3o \u00e9 nacional, pois jamais se conciliou, seja com os interesses da na\u00e7\u00e3o, seja com os interesses de seu povo; n\u00e3o tendo sido, jamais, progressista, nunca se conflitou com a aristocracia feudal, nem conheceu a menor contradi\u00e7\u00e3o com os interesses do imperialismo, do qual desde cedo se fez s\u00f3cia menor.<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o capital nacional versus imperialismo se resolveu numa composi\u00e7\u00e3o de interesses.<\/p>\n<p>Para essa burguesia, o povo \u00e9 um inc\u00f4modo e qualquer sorte de projeto nacional um anacronismo.<\/p>\n<p>Essas observa\u00e7\u00f5es me chegam com a leitura de entrevista concedida ao Estad\u00e3o (16\/10\/2021) pelo presidente do conglomerado controlador do banco Ita\u00fa e uma s\u00e9rie de outras empresas.<\/p>\n<p>O banqueiro pede mais reforma trabalhista; n\u00e3o est\u00e1 satisfeito com os \u00a0direitos j\u00e1 surrupiados dos trabalhadores. Quer mais abertura econ\u00f4mica, mais privatiza\u00e7\u00f5es, defende o aumento de juros, embora saiba que n\u00e3o sofremos de infla\u00e7\u00e3o de demanda.<\/p>\n<p>\u00c9 calorosamente contra o impeachment de Bolsonaro. Com o mesmo entusiasmo se diz eleitor de Jo\u00e3o Doria, que considera \u201cum grande gestor p\u00fablico\u201d, injusti\u00e7ado pela avalia\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>A entrevista \u00e9 longa. Nenhuma palavra lhe ocorreu, por\u00e9m, sobre o desemprego, que atinge 14,7% da popula\u00e7\u00e3o ativa do pa\u00eds. Nada sobre a carestia que maltrata a popula\u00e7\u00e3o brasileira: a cesta b\u00e1sica passa de 60% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, e 50% da popula\u00e7\u00e3o brasileira com mais de 16 anos mora em resid\u00eancia cuja receita n\u00e3o ultrapassa um sal\u00e1rio-m\u00ednimo.<\/p>\n<p>O endividamento das pessoas representa 59,9% da renda m\u00e9dia nacional, o pior resultado desde 2005, quando o indicador come\u00e7ou a ser apurado. Pelo menos 110 milh\u00f5es de brasileiros convivem com algum grau de inseguran\u00e7a alimentar (dados de 2020).<br \/>\nNenhuma palavra sobre as mais de\u00a0603 mil vidas levadas pela\u00a0pandemia.<br \/>\nMuitas palavras, por\u00e9m, \u00a0para defender uma alternativa a Bolsonaro que n\u00e3o seja Lula. O sr. Alfredo Set\u00fabal n\u00e3o \u00e9 um ponto fora da curva, pelo contr\u00e1rio:\u00a0suas opini\u00f5es, sua vis\u00e3o de mundo e de Brasil\u00a0refletem o pensamento da atrasada classe dominante brasileira.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas poucas semanas, um analista da pol\u00edtica visitou as pra\u00e7as do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo para conhecer a vis\u00e3o do grande empresariado sobre o quadro pol\u00edtico brasileiro e as expectativas para 2022, delineadas a partir das pesquisas de opini\u00e3o, fartamente divulgadas pela imprensa.<\/p>\n<p>De suas entrevistas colheu a manifesta rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 candidatura do ex-presidente Lula, a mesma rejei\u00e7\u00e3o que a grande oficialidade n\u00e3o cuida de disfar\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u00c9 essa gente desapartada do pa\u00eds e do povo que dita o ritmo da pol\u00edtica e economia. \u00c9 com ela, portanto, que Lula ter\u00e1 de sentar para discutir um pacto de governabilidade, se conseguir se eleger mais uma vez. N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil; Dilma n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p>***<br \/>\nO povo passa fome mas os bancos&#8230;\u00a0Segundo o \u00a0Relat\u00f3rio de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco Central (18.10.21), a rentabilidade dos bancos no 1\u00ba semestre deste ano retornou ao n\u00edvel pr\u00e9-pandemia. O lucro das institui\u00e7\u00f5es financeiras tamb\u00e9m cresceu.\u00a0J\u00e1 o Retorno sobre o Patrim\u00f4nio L\u00edquido, conhecido como ROE, chegou a 14% nos 12 meses encerrados em junho deste ano, \u00edndice mais elevado desde maio de 2020.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria\u00a0&#8211; V\u00eddeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de pessoas catando restos de alimentos de um caminh\u00e3o de lixo em Fortaleza, \u00a0\u00a0em frente a um supermercado no bairro Coc\u00f3, \u00e1rea nobre da cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Amaral \u201cPor que o Brasil ainda n\u00e3o deu certo?\u201d perguntava-se\u00a0Darcy Ribeiro,\u00a0pol\u00edtico,\u00a0 antrop\u00f3logo, ensa\u00edsta, conferencista e romancista, homem de grandes paix\u00f5es,\u00a0 certamente o mais inquieto dos pensadores \u00a0brasileiros do s\u00e9culo passado, e, sem d\u00favida alguma, um dos mais prof\u00edcuos e desassombrados intelectuais-militantes\u00a0que j\u00e1 tivemos. 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