{"id":83452,"date":"2022-03-31T16:54:14","date_gmt":"2022-03-31T19:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83452"},"modified":"2022-03-31T16:54:14","modified_gmt":"2022-03-31T19:54:14","slug":"paulo-haddad-uma-sociedade-dividida-e-os-patamares-da-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/paulo-haddad-uma-sociedade-dividida-e-os-patamares-da-pobreza\/","title":{"rendered":"PAULO HADDAD \/ Uma sociedade dividida e os patamares da pobreza"},"content":{"rendered":"<p>No per\u00edodo que se estende no p\u00f3s II-Grande Guerra at\u00e9 1980, o Brasil teve 33 anos, em dois ciclos de expans\u00e3o, em que a taxa de crescimento da economia foi superior a 7,5 % ao ano. Se tiv\u00e9ssemos mantido esse ritmo de crescimento, o brasileiro poderia ter atualmente, em m\u00e9dia, um padr\u00e3o de vida equivalente ao que tem o italiano ou o espanhol hoje em dia. Entretanto, nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, o Brasil tornou-se um pa\u00eds de baixo crescimento econ\u00f4mico, sendo que, desde 2014, a nossa economia encontra-se semiestagnada com quase 30 milh\u00f5es de desempregados, subempregados ou desalentados (os que deixaram de procurar emprego).<\/p>\n<p>A falta de um processo de crescimento sustentado da economia brasileira tende a expandir o trip\u00e9 das desigualdades sociais ao longo do tempo: as desigualdades da renda entre as fam\u00edlias e entre as pessoas, as desigualdades da riqueza financeira e n\u00e3o financeira, e, principalmente, as desigualdades de oportunidades para que os jovens possam realizar os seus projetos de vida. O Brasil tem uma das mais elevadas taxas de desigualdades sociais do Mundo, o que ficou escancarado durante o ciclo da pandemia do coronav\u00edrus. H\u00e1, atualmente, segundo o IBGE, mais de 67 milh\u00f5es de brasileiros abaixo da linha da pobreza, dos quais muitos se encontram na mis\u00e9ria social. Somos uma sociedade dividida entre poucos brasileiros muito ricos e muitos brasileiros pobres e miser\u00e1veis.<\/p>\n<p>Em um pa\u00eds de baixo crescimento ou em recess\u00e3o cr\u00f4nica n\u00e3o se forma um excedente econ\u00f4mico que possa financiar as pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de renda e emprego ou, at\u00e9 mesmo, as pol\u00edticas sociais compensat\u00f3rias. As experi\u00eancias hist\u00f3ricas de diversos pa\u00edses nos mostram que:<\/p>\n<ul>\n<li>As economias de mercado que apresentam melhor desempenho econ\u00f4mico sustentado s\u00e3o as que t\u00eam os melhores indicadores de igualdades sociais.<\/li>\n<li>Pol\u00edticas econ\u00f4micas que aumentam as desigualdades sociais resultam em menor crescimento econ\u00f4mico.<\/li>\n<li>As economias de mercado que t\u00eam piores indicadores de desenvolvimento social sustent\u00e1vel s\u00e3o as economias com pior distribui\u00e7\u00e3o de renda e de riqueza, independentemente do seu n\u00edvel de desenvolvimento.<\/li>\n<li>Pol\u00edticas p\u00fablicas bem concebidas e implementadas t\u00eam a capacidade de reduzir sensivelmente o n\u00famero de pobres e de miser\u00e1veis de um pa\u00eds ou de uma regi\u00e3o.<\/li>\n<li>Economias de mercado que se envolveram em processos excessivos e dominantes de financeiriza\u00e7\u00e3o t\u00eam os seus n\u00edveis do trip\u00e9 de desigualdades acentuados.<\/li>\n<li>Entre os indicadores de desigualdades mais recentes, dois fatos merecem destaque: cresceu o n\u00famero de pobres que se tornaram miser\u00e1veis (segmentos D e E da sociedade) e \u00e9 poss\u00edvel identificar as trajet\u00f3rias de empobrecimento de grupos sociais da classe m\u00e9dia (funcion\u00e1rios p\u00fablicos, profissionais liberais, microempres\u00e1rios, etc.) pelo desemprego, pelo apelo ao subemprego, pela fragilidade financeira ou pela perda de poder aquisitivo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A trajet\u00f3ria, nesse caso, tem observado, frequentemente, o seguinte passo a passo: ap\u00f3s a primeira queda de renda real, busca-se recompor o padr\u00e3o de vida atrav\u00e9s da monetiza\u00e7\u00e3o dos ativos financeiros e n\u00e3o financeiros acumulados no passado. Esgotada essa alternativa ao longo dos meses, o efeito cremalheira ou a resili\u00eancia do padr\u00e3o de consumo j\u00e1 conquistado induz a diferentes formas de endividamento (cart\u00e3o de cr\u00e9dito, presta\u00e7\u00f5es), que pode ser fatal no momento seguinte. Um novo passo ocorre quando se abre m\u00e3o do padr\u00e3o de consumo, migrando do plano de sa\u00fade particular para o sistema p\u00fablico de atendimento \u00e0 sa\u00fade, do aluguel em resid\u00eancias localizadas em bairros de classe m\u00e9dia para moradias em \u00e1reas perif\u00e9ricas, etc. Nesse passo a passo, acumula-se o desalento, perde-se a autoestima, aumentam o estresse e a tens\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>Quando um pa\u00eds passa por uma recess\u00e3o prolongada ou por um extenso per\u00edodo de crescimento econ\u00f4mico muito baixo, a pobreza vai se configurando em diversos patamares que se diferenciam quanto ao acesso dos pobres a bens e servi\u00e7os p\u00fablicos e privados que atendam \u00e0s suas necessidades b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia, com o m\u00ednimo de dignidade humana. N\u00e3o basta destacar como evoluem os indicadores de concentra\u00e7\u00e3o de renda e de riqueza nacional, \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1ria uma imers\u00e3o nas entranhas de cada patamar da pobreza a fim de se formularem e implementarem as pol\u00edticas p\u00fablicas mais adequadas \u00e0 realidade de cada um.<\/p>\n<p>Se a atual gera\u00e7\u00e3o deixar como valor de legado para as futuras gera\u00e7\u00f5es de brasileiros uma sociedade dividida entre poucos ricos e muitos pobres miser\u00e1veis, ter\u00e1 confessado sua derrota na boa luta para a constru\u00e7\u00e3o do futuro. E como disse o nosso poeta maior, Carlos Drummond de Andrade, em \u201cElegia 1938\u201d: \u201cAceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribui\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o podes sozinho dinamitar a Ilha de Manhattan\u201d.<\/p>\n<p><em>*<strong>Paulo Haddad<\/strong>\u00a0\u00e9 Membro do conselho consultivo no Instituto F\u00f3rum do Futuro. Economista, com especializa\u00e7\u00e3o em Planejamento Econ\u00f4mico no Instituto de Estudos Sociais de Haia \u2013 Holanda, Professor Em\u00e9rito da Universidade Federal de Minas Gerais, ex-Ministro da Fazenda e do Planejamento. Presidente da PHORUM Consultoria e Pesquisas em Economia e Diretor da AERI \u2013 An\u00e1lise Econ\u00f4mica Regional e Internacional.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No per\u00edodo que se estende no p\u00f3s II-Grande Guerra at\u00e9 1980, o Brasil teve 33 anos, em dois ciclos de expans\u00e3o, em que a taxa de crescimento da economia foi superior a 7,5 % ao ano. 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