{"id":83515,"date":"2022-05-22T12:56:28","date_gmt":"2022-05-22T15:56:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83515"},"modified":"2022-05-22T16:21:47","modified_gmt":"2022-05-22T19:21:47","slug":"elmar-bones-rosvita-saueressig-anotacoes-para-um-perfil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/elmar-bones-rosvita-saueressig-anotacoes-para-um-perfil\/","title":{"rendered":"ELMAR BONES \/ Rosvita Saueressig, anota\u00e7\u00f5es para um perfil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-83532\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/05\/rosvita-foto-recorte.jpg\" alt=\"\" width=\"134\" height=\"137\" \/><\/p>\n<p>Em 1967, quando entrei como estagi\u00e1rio na <em>Folha da Tarde<\/em>, o \u201cvespertino da cidade\u201d, tinha uma \u00fanica mulher na reda\u00e7\u00e3o: Laila Pinheiro, se n\u00e3o me engano.<\/p>\n<p>Sessenta homens ou mais, entre rep\u00f3rteres, editores, fot\u00f3grafos, estagi\u00e1rios, cont\u00ednuos. Uma mulher.<\/p>\n<p>No vetusto <em>Correio do Povo<\/em>, que tinha uma reda\u00e7\u00e3o maior, tamb\u00e9m trabalhava uma \u00fanica mulher cujo nome lembrarei daqui a pouco&#8230;Ligia, creio.<\/p>\n<p>Quando fui para a <em>Veja<\/em> em S\u00e3o Paulo, dois anos depois, vi que n\u00e3o era muito diferente. Numa equipe de mais de cem, formada para \u201crevolucionar o jornalismo brasileiro\u201d n\u00e3o chegava a meia d\u00fazia o n\u00famero de mulheres. Dorrit Harazim, ainda em atividade, era uma delas.<\/p>\n<p>Me acorrem estas mem\u00f3rias no momento em que fico sabendo da morte da jornalista Rosvita Saueressig, a Fita. Ela foi uma das l\u00edderes dessa gera\u00e7\u00e3o de mulheres que invadiu e revitalizou as principais reda\u00e7\u00f5es brasileiras, num momento em que o jornalismo p\u00e1trio estava no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Conheci-a em 1972, quando o Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Severo me levou para a <em>Folha da Manh\u00e3<\/em> em Porto Alegre. As mulheres j\u00e1 estavam se impondo na Universidade e isso se refletiu no chamamento que fizemos nas faculdades para renovar a reda\u00e7\u00e3o. Metade dos candidatos eram mulheres, Rosvita era uma delas e logo se destacou como rep\u00f3rter e editora e, tamb\u00e9m, como l\u00edder do grupo das seis \u201cmeninas\u201d contratadas, metade do corpo de novos rep\u00f3rteres. Ruy Carlos Ostermann confiou a ela a editoria de \u201cEsporte Amador\u201d, rec\u00e9m-criada, para resgatar uma tradi\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, de diversidade esportiva, sufocada pelo futebol.<\/p>\n<p>Em pouco tempo era uma lideran\u00e7a na reda\u00e7\u00e3o inteira, acatada inclusive pelos veteranos mais renitentes. Era \u201cp\u00e9 de boi\u201d no trabalho mas fazia tudo com leveza, sempre sorridente, otimista e sempre disposta a ajudar. Maternal, n\u00e3o sonegava seus s\u00e1bios conselhos.<\/p>\n<p>Era o tempo da ditadura, acenava-se com abertura, os militares indicariam mais um general para a Presid\u00eancia da\u00a0 Rep\u00fablica. Os jornais especulavam, v\u00e1rios nomes eram cogitados, grande a expectativa, escassas informa\u00e7\u00f5es. \u00c0s nove horas da manh\u00e3 chegou \u00e0 reda\u00e7\u00e3o um informe colhido (sim, tinha um rep\u00f3rter que passava l\u00e1) no QG do ent\u00e3o III Ex\u00e9rcito: o novo presidente seria o \u00a0Ernesto Geisel, ningu\u00e9m sabia quem era. Era ga\u00facho, de Estrela, s\u00f3 o que se sabia. Rosvita saiu da reuni\u00e3o de pauta, ligou para parentes em Novo Hamburgo e descobriu que a fam\u00edlia Geisel eram numerosa em Estrela, cidade de coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3, a cento e poucos quil\u00f4metros de Porto Alegre. Ao meio dia estava na casa dos parentes, que j\u00e1 tinham confirma\u00e7\u00e3o. Dona Lucy, a mulher do general, tinha telefonado, a fam\u00edlia estava em alvoro\u00e7o. No dia seguinte, quando todos os jornais ainda especulavam, a manchete da <em>Folha da Manh\u00e3<\/em> era a seguinte: \u201cGeisel \u00e9 o homem\u201d e quatro p\u00e1ginas com o material recolhido na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Quando houve a \u201cdebandada da <em>Folha da Manh\u00e3<\/em>\u201d, Rosvita foi \u00a0para a Coojornal, a cooperativa, ainda incipiente, desorganizada. Assumiu as tarefas essenciais e contradit\u00f3rias de agregar e disciplinar um grupo de jornalistas jovens e voluntariosos. Criar rotinas, cumprir prazos e estabelecer metas, numa empresa que era de todos. \u201cSargento Saueressig!\u201d, brincavam os irreverentes, batendo contin\u00eancia. Ela ria, mas n\u00e3o cedia. Em pouco tempo a Coojornal produzia mais de 30 publica\u00e7\u00f5es para terceiros e um jornal pr\u00f3prio que tinha leitores no pa\u00eds inteiro. \u00a0Ela era uma figura central na cooperativa, coordenando meia centena de jornalistas, e se fosse preciso ia ela mesma ao aeroporto encontrar um certo passageiro que traria os originais de uma reportagem especial, enviada de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Quando a repress\u00e3o se abateu sobre a Coojornal e fomos presos, o caso dela era o mais absurdo: Osmar Trindade e eu assin\u00e1vamos o texto que resultou na condena\u00e7\u00e3o pela Lei de Seguran\u00e7a Nacional. O Rafael Guimar\u00e3es participara de toda a opera\u00e7\u00e3o para a entrega dos documentos militares.\u00a0 Mas a Rosvita&#8230; ela, na sua dilig\u00eancia, simplesmente pegara os pap\u00e9is e levara a uma gr\u00e1fica para fazer c\u00f3pias.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o invocou nada disso, assumiu solid\u00e1ria toda a bronca. Na pris\u00e3o, s\u00f3 fui v\u00ea-la no dia em que \u00edamos sair. Ela estava sorridente, com um vaso de flor na m\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois disso acompanhei de longe sua carreira, principalmente na <em>Gazeta Mercantil<\/em> e no <em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>, sempre com a mesma performance. N\u00e3o por acaso, ela foi uma das primeiras pessoas que o Celso Pinto convidou, quando foi montar a equipe para fazer o <em>Valor<\/em>.<\/p>\n<p>As mulheres conquistaram as reda\u00e7\u00f5es e todas as atividades atinentes ao jornalismo, grande avan\u00e7o. Mas a profiss\u00e3o est\u00e1 mais uma vez no ch\u00e3o, esgoelada por um modelo superado. Ter\u00e1 que se reconstruir a partir da base e, nessa busca, refer\u00eancias inspiradoras como Rosvita ser\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1967, quando entrei como estagi\u00e1rio na Folha da Tarde, o \u201cvespertino da cidade\u201d, tinha uma \u00fanica mulher na reda\u00e7\u00e3o: Laila Pinheiro, se n\u00e3o me engano. Sessenta homens ou mais, entre rep\u00f3rteres, editores, fot\u00f3grafos, estagi\u00e1rios, cont\u00ednuos. Uma mulher. 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