{"id":83553,"date":"2022-06-28T00:47:25","date_gmt":"2022-06-28T03:47:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83553"},"modified":"2022-07-08T12:20:25","modified_gmt":"2022-07-08T15:20:25","slug":"elmar-bones-joao-borges-de-souza-anotacoes-para-um-perfil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/elmar-bones-joao-borges-de-souza-anotacoes-para-um-perfil\/","title":{"rendered":"ELMAR BONES \/  Jo\u00e3o Borges de Souza (anota\u00e7\u00f5es para um perfil )"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-83554 alignright\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/06\/joao-souza-206x300.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/06\/joao-souza-206x300.jpg 206w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2022\/06\/joao-souza.jpg 371w\" sizes=\"(max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/><\/p>\n<p>O jornalista Jo\u00e3o Borges de Souza morreu no dia\u00a0 de junho de 2022, aos 87 anos. N\u00e3o se escrever\u00e1 uma hist\u00f3ria do jornalismo no Rio Grande do Sul sem passar pela biografia dele.<\/p>\n<p>Jornalista de alto quilate numa gera\u00e7\u00e3o de grandes talentos, Jo\u00e3o Souza ainda se sobressaia\u00a0 por uma qualidade rara entre os jornalistas, sempre suscet\u00edveis de personalismos: a capacidade de aglutinar e alcan\u00e7ar consensos.<\/p>\n<p>Um dos primeiros negros numa reda\u00e7\u00e3o em Porto Alegre, integrou a lend\u00e1ria equipe da <em>\u00daltima Hora, da rede de Samuel Wainer,\u00a0 que mudou a maneira de fazer jornalismo\u00a0<\/em> no Brasil dos anos 1960.<\/p>\n<p>Foi o primeiro a acompanhar o movimento sindical como rep\u00f3rter de A Hora e, depois, da \u00daltima Hora, onde cobriu greves hist\u00f3ricas, como a dos ferrovi\u00e1rios em Santa Maria, em 1958 &#8211; \u00e9poca em que os, ent\u00e3o, chamados &#8220;movimentos paredistas&#8221; n\u00e3o mereciam mais que t\u00edmidas notas nos jornais.<\/p>\n<p>Quando a pol\u00edcia empastelou a \u00daltima Hora, no golpe de 1964, e muitos tiveram que fugir, Jo\u00e3o se refugiou na Secretaria da Sa\u00fade, onde o amigo Tarso de Castro lhe havia arranjado um emprego na assessoria de imprensa.<\/p>\n<p>Quando o jornal voltou a circular com outro nome (<em>Zero Hora<\/em>) e outra orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (a favor dos militares), aquele grupo da reda\u00e7\u00e3o da UH, sempre sob a lideran\u00e7a de Jo\u00e3o Aveline, se reconstituiu na reda\u00e7\u00e3o da ZH e ele voltou. Seria rep\u00f3rter e depois editor de pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Foi nessa condi\u00e7\u00e3o que o conheci na <em>Folha da Manh\u00e3<\/em>, em 1972. Tinha trinta e poucos anos, mas j\u00e1 era uma refer\u00eancia para jovens e veteranos. N\u00e3o se tomava uma decis\u00e3o importante na reda\u00e7\u00e3o sem ouvir o \u201cnego Jo\u00e3o\u201d.\u00a0 N\u00eago, no caso era uma esp\u00e9cie de t\u00edtulo nobili\u00e1rquico, algo como um xam\u00e3 ou pr\u00edncipe, que seu porte, sua eleg\u00e2ncia natural e suas palavras precisas referendavam.<\/p>\n<p>Apesar da filia\u00e7\u00e3o ao Partido Comunista, n\u00e3o fazia proselitismo e colocava acima de tudo a fidelidade aos fatos.<\/p>\n<p>Quando os editores da <em>Folha da Manh\u00e3<\/em> , num embalo de manchetes bem-sucedidas, acreditaram que haveria uma revolu\u00e7\u00e3o no Chile, depois do assassinato de Allende, ele foi o \u00fanico a sugerir um ponto de interroga\u00e7\u00e3o no t\u00edtulo afirmativo, com o que poupou a reda\u00e7\u00e3o de um vexame.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, elegeu-se presidente do Sindicato dos Jornalistas, rompendo uma longa tradi\u00e7\u00e3o de peleguismo na representa\u00e7\u00e3o dos profissionais de imprensa. Levantou a bandeira da dedica\u00e7\u00e3o exclusiva num tempo em\u00a0 que grande parte dos jornalistas eram ao mesmo tempo funcion\u00e1rios p\u00fablicos ou assessores.<\/p>\n<p>Vinculou o movimento dos jornalistas ga\u00fachos \u00e0 quest\u00e3o nacional das liberdades democr\u00e1ticas, em sintonia com o que acontecia em S\u00e3o Paulo sob a lideran\u00e7a de Aud\u00e1lio Dantas e resultou em importantes conquistas na constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n<p>Depois de tudo isso, perdi-o de vista at\u00e9 uma tarde em que nos reencontramos na Lancheria do Parque, ele j\u00e1 aposentado, havia completado 70 anos. Estava entusiasmado, trabalhando numa biografia do dr. Breno, o lend\u00e1rio Breno Caldas, do Correio do Povo, com a colega N\u00fabia Silveira. O projeto n\u00e3o foi adiante, mas ele seguia animado com a ideia de escrever biografias como se fossem reportagens.\u00a0 Fomos juntos levar ao presidente da Assembleia, Vieira da Cunha, o projeto para um perfil do ex-presidente Jo\u00e3o Goulart, uma lacuna inexplic\u00e1vei na s\u00e9rie de Perfis Parlamentares do legislativo ga\u00facho. Aceitamos o desafio de produzir em tr\u00eas meses o perfil pol\u00edtico de Goulart. Teria que ser um trabalho em equipe. Ele\u00a0 se incumbiu de compilar e analisar discursos de Jango quando deputado. Kenny Braga fez a pesquisa bibliogr\u00e1fica e o rep\u00f3rter Cleber Dioni colheu testemunhos de familiares, amigos e auxiliares pr\u00f3ximos do ex-presidente.<\/p>\n<p>Resultado foi tal que fomos contratados para fazer o Perfil Parlamentar de Leonel Brizola, que havia morrido naquele ano, de 2004.<\/p>\n<p>Com \u00e2nimo juvenil ele e o rep\u00f3rter Cleber Dioni foram a campo, atr\u00e1s dos testemunhos de fam\u00edlia e amigos na regi\u00e3o de Carazinho onde \u00a0nasceu e de onde saiu adolescente o Brizola.\u00a0 Depois de entrevistas na cidade, restava ir ao cemit\u00e9rio a 40 quil\u00f4metros sob um vento gelado, no fim da tarde. \u201cN\u00e3o vale a pena\u201d, sugeriu Dioni, j\u00e1 exausto. Ele lembrou da velha li\u00e7\u00e3o da \u00daltima Hora: \u201cSempre vale a pena ir no local\u201d.<\/p>\n<p>Foram e encontraram um amigo de inf\u00e2ncia, colega da escola prim\u00e1ria de Leonel Brizola, rezando e limpando o t\u00famulo.<\/p>\n<p>Com o mesmo entusiasmo, no ano seguinte se meteu pelo interior do Uruguai em buscas dos vest\u00edgios de Bento Gon\u00e7alves, para uma reportagem biogr\u00e1fica do her\u00f3i farroupilha, que talvez tenha sido seu \u00faltimo trabalho e permanece in\u00e9dita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Jo\u00e3o Borges de Souza morreu no dia\u00a0 de junho de 2022, aos 87 anos. N\u00e3o se escrever\u00e1 uma hist\u00f3ria do jornalismo no Rio Grande do Sul sem passar pela biografia dele. 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