{"id":83749,"date":"2022-11-21T16:48:27","date_gmt":"2022-11-21T19:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83749"},"modified":"2022-11-21T16:51:49","modified_gmt":"2022-11-21T19:51:49","slug":"elmar-bones-de-vargas-a-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/elmar-bones-de-vargas-a-lula\/","title":{"rendered":"ELMAR BONES\/ De Vargas a Lula"},"content":{"rendered":"<p>24 de agosto de 1954.<\/p>\n<p>A aula rec\u00e9m havia iniciado, a professora foi chamada \u00e0 sala da diretora e voltou chorando. N\u00e3o haveria aula naquele dia, todos pra casa. No corredor ouvi: \u201cGet\u00falio se matou\u201d. \u201cMataram ele, com certeza\u201d, disse uma velha professora.<\/p>\n<p>Em casa, encontrei minha m\u00e3e na cozinha, chorando. Me abra\u00e7ou, solu\u00e7ava: \u201cMorreu o pai da gente\u201d.<\/p>\n<p>Get\u00falio Vargas era o &#8220;pai dos pobres&#8221; e a como\u00e7\u00e3o que tomou conta do pobrerio naquele sub\u00farbio de Santana do Livramento foi como se de fato tivessem perdido o pai.<\/p>\n<p>Homens choravam nos botecos, indigna\u00e7\u00e3o gritada nas ruas, alguns saiam para juntar-se aos grupos que se formavam na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, dispostos a embarcar para o Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A R\u00e1dio Cultura intercalava \u201cm\u00fasicas f\u00fanebres\u201d com as not\u00edcias do quebra-quebra em Porto Alegre, da multid\u00e3o que tomava conta das ruas do Rio de Janeiro. Parecia que o mundo vinha abaixo.<\/p>\n<p>(Nas aulas de m\u00fasica que tive com o Enio Squeff, bem depois,\u00a0 descobri que aquela m\u00fasica aterradora que tocava entre as not\u00edcias era o r\u00e9quiem que Johannnes Brahms comp\u00f4s quando morreu sua m\u00e3e).<\/p>\n<p>No fim o terremoto popular que parecia brotar do fundo da terra dissipou-se \u00a0e o que Getulio conseguiu \u00e0 custa da pr\u00f3pria vida foi protelar o golpe por dez anos.<\/p>\n<p>Brizola com a Legalidade, em 1961, foi o \u00faltimo basti\u00e3o da resist\u00eancia getulista, que seria aniquilada com o golpe em 1964.<\/p>\n<p>Um golpe contra\u00a0 um projeto nacionalista populista, de concilia\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social que, na \u00f3tica da guerra fria, estava abrindo caminho para o comunismo.<\/p>\n<p>Seria uma interven\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria dos militares para extirpar a corrup\u00e7\u00e3o, conjurar a amea\u00e7a comunista e, em seguida, restabelecer o poder pelo voto.<\/p>\n<p>Resultou num regime militar que durou 21 anos, sem encontrar o rumo certo.<\/p>\n<p>Foi derrubado n\u00e3o s\u00f3 pela pol\u00edtica dos por\u00f5es que adotou, mas principalmente pelo modelo econ\u00f4mico de vi\u00e9s nacionalista- getulista que o general Ernesto Geisel tentou implantar.<\/p>\n<p>\u201cDeus n\u00e3o me traria de t\u00e3o longe para ser o s\u00edndico da cat\u00e1strofe\u201d, disse Jos\u00e9 Sarney ao assumir a presid\u00eancia da Rep\u00fablica como o primeiro civil, desde o golpe de 64.<\/p>\n<p>Sarney era da \u201cala jovem\u201d da UDN, o partido que comandou a derrubada de Vargas, quando os militares tomaram o poder. Foi aliado do regime desde o primeiro instante, mas quando percebeu a mudan\u00e7a mudou de lado. Era o vice de Tancredo Neves, ex-ministro de Vargas, que morreu na v\u00e9spera da posse.<\/p>\n<p>Poderia dizer que a\u00ed, quando Sarney se tornou presidente pelo voto indireto (e n\u00e3o quando os milicos derrubaram Jango), \u00e9 que se deu a derrota definitiva de Get\u00falio Vargas e seu projeto.<\/p>\n<p>O resultado da primeira elei\u00e7\u00e3o direta, em 1989, seria a confirma\u00e7\u00e3o: Fernando Collor, tamb\u00e9m da vertente udenista\/arenista, sucedeu Sarney, derrotando Lula e Brizola dois herdeiros da heran\u00e7a trabalhista de Vargas, que se dividiram. Era mais uma p\u00e1 de terra em cima\u00a0 daquele cad\u00e1ver.<\/p>\n<p>Para completar, o sucessor de Collor, Fernando Henrique Cardoso assumiu declarando que seu prop\u00f3sito era \u201csepultar a era Vargas\u201d, negando suas ra\u00edzes social- nacionalistas.<\/p>\n<p>Mas eis que de repente, quando parecia\u00a0 coberta por v\u00e1rias camadas de terra, a Utopia de Vargas renasceu com a primeira elei\u00e7\u00e3o de Lula.<\/p>\n<p>E, por mais de uma d\u00e9cada, pareceu que a na\u00e7\u00e3o havia se reencontrado com o seu velho projeto nacional desenvolvimentista, de concilia\u00e7\u00e3o de classes e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>O que veio depois de 2015 est\u00e1 na mem\u00f3ria de todos.<\/p>\n<p>Mas parece que a hidra tem sete cabe\u00e7as e a\u00ed est\u00e1 Lula, eleito, com a bandeira do projeto\u00a0 nacional desenvolvimentista, de concilia\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0s vezes penso<\/p>\n<p>se h\u00e1 sentido continuar<\/p>\n<p>mesmo tendo perdido<\/p>\n<p>tanta gente&#8230;<\/p>\n<p>parece que \u00e9 mesmo<\/p>\n<p>uma caminhada<\/p>\n<p>em algum ponto dela<\/p>\n<p>cada um de n\u00f3s<\/p>\n<p>est\u00e1 destinado a ficar pra tr\u00e1s<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>24 de agosto de 1954.<\/p>\n<p>A aula rec\u00e9m havia iniciado, a professora foi chamada \u00e0 sala da diretora e voltou chorando. N\u00e3o haveria aula naquele dia, todos pra casa. No corredor ouvi: \u201cGet\u00falio se matou\u201d. \u201cMataram ele, com certeza\u201d, disse uma velha professora.<\/p>\n<p>Em casa, encontrei minha m\u00e3e na cozinha, chorando. Me abra\u00e7ou, solu\u00e7ava: \u201cMorreu o pai da gente\u201d. Get\u00falio Vargas era o pai dos pobres e a como\u00e7\u00e3o que tomou conta do pobrerio naquele sub\u00farbio de Santana do Livramento foi como se de fato tivessem perdido o pai. Homens choravam nos botecos, indigna\u00e7\u00e3o gritada nas ruas, alguns saiam para juntar-se aos grupos que se formavam na esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, dispostos a embarcar para o Rio de Janeiro. A R\u00e1dio Cultura intercalava \u201cm\u00fasicas f\u00fanebres\u201d com as not\u00edcias do quebra-quebra em Porto Alegre, da multid\u00e3o que tomava conta das ruas do Rio de Janeiro. Parecia que o mundo vinha abaixo.<\/p>\n<p>(Nas aulas de m\u00fasica que tive com o Enio Squeff \u00a0descobri que aquela m\u00fasica aterradora que tocava entre as not\u00edcias era o r\u00e9quiem que Johannnes Brahms comp\u00f4s quando morreu sua m\u00e3e).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No fim o terremoto popular que parecia brotar do fundo da terra dissipou-se \u00a0e o que Getulio conseguiu \u00e0 custa da pr\u00f3pria vida foi protelar o golpe por dez anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Brizola com a Legalidade, em 1961, foi o \u00faltimo basti\u00e3o da resist\u00eancia getulista, que seria aniquilada com o golpe 1964.<\/p>\n<p>Um golpe contra\u00a0 um projeto nacionalista populista, de concilia\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social que, na \u00f3tica da guerra fria, estava abrindo caminho para o comunismo.<\/p>\n<p>Seria uma interven\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria dos militares para extirpar a corrup\u00e7\u00e3o, conjurar a amea\u00e7a comunista e, em seguida, restabelecer o poder pelo voto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resultou num regime militar que durou 21 anos, sem encontrar o rumo certo.<\/p>\n<p>Foi derrubado n\u00e3o s\u00f3 pela pol\u00edtica dos por\u00f5es que adotou, mas principalmente pelo modelo econ\u00f4mico de vi\u00e9s nacionalista- getulista que o general Ernesto Geisel tentou implantar.<\/p>\n<p>\u201cDeus n\u00e3o me traria de t\u00e3o longe para ser o s\u00edndico da cat\u00e1strofe\u201d, disse Jos\u00e9 Sarney ao assumir a presid\u00eancia da Rep\u00fablica como o primeiro civil, desde o golpe de 64.<\/p>\n<p>Sarney era da \u201cala jovem\u201d da UDN, o partido que comandou a derrubada de Vargas, quando os militares tomaram o poder. Foi aliado do regime desde o primeiro instante e seria vice de Tancredo Neves, ex-ministro de Vargas, que morreu na v\u00e9spera da posse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poderia se dizer que a\u00ed, quando Sarney se tornou presidente pelo voto indireto (e n\u00e3o quando os milicos derrubaram Jango) \u00e9 que se deu a derrota definitiva de Get\u00falio Vargas.<\/p>\n<p>Na primeira elei\u00e7\u00e3o direta, em 1989, Fernando Collor, tamb\u00e9m da vertente udenista\/arenista, sucedeu Sarney, derrotando Lula e Brizola dois herdeiros da heran\u00e7a trabalhista de Vargas, que se dividiram. Era mais uma p\u00e1 de terra em cima\u00a0 daquele cad\u00e1ver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para completar, o sucessor de Collor, Fernando Henrique Cardoso assumiu declarando que seu prop\u00f3sito era \u201csepultar a era Vargas\u201d, negando suas ra\u00edzes social- nacionalistas.<\/p>\n<p>Mas eis que de repente, quando parecia\u00a0 coberta por v\u00e1rias camadas de terra, a Utopia de Vargas renasceu com a elei\u00e7\u00e3o de Lula.<\/p>\n<p>E, por d\u00e9cada e meia pareceu que a na\u00e7\u00e3o havia se reencontrado com o seu velho projeto nacional desenvolvimentista, de concilia\u00e7\u00e3o de classes e inclus\u00e3o social. Durou pouco mais de dez anos.<\/p>\n<p>O que veio depois de 2015 est\u00e1 na mem\u00f3ria de todos. Mas parece que a hidra tem sete cabe\u00e7as e a\u00ed est\u00e1 Lula, eleito, com a bandeira do projeto\u00a0 nacional desenvolvimentista, de concilia\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24 de agosto de 1954. A aula rec\u00e9m havia iniciado, a professora foi chamada \u00e0 sala da diretora e voltou chorando. N\u00e3o haveria aula naquele dia, todos pra casa. No corredor ouvi: \u201cGet\u00falio se matou\u201d. \u201cMataram ele, com certeza\u201d, disse uma velha professora. Em casa, encontrei minha m\u00e3e na cozinha, chorando. 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Por Cristiano Goldschmidt Aldemir Martins. Jogadores de futebol, 1966. Guache e grafite sobre papel. 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