{"id":83971,"date":"2023-07-29T18:46:37","date_gmt":"2023-07-29T21:46:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=83971"},"modified":"2023-07-29T18:46:37","modified_gmt":"2023-07-29T21:46:37","slug":"o-brasil-do-exodo-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-brasil-do-exodo-urbano\/","title":{"rendered":"O Brasil do \u00eaxodo urbano"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vilson Antonio Romero (*)<\/strong><\/p>\n<p>Entre 1960 e 1990, o Brasil viveu um movimento migrat\u00f3rio intenso, em raz\u00e3o do intenso processode industrializa\u00e7\u00e3o nacional, levando hordas de cidad\u00e3os do campo para a cidade, fazendo com que mais do que 50% da popula\u00e7\u00e3o fosse morar e se \u201camontoar\u201d em comunidades nas metr\u00f3poles, em especial nas regi\u00f5es circunvizinhas \u00e0s capitais da Regi\u00f5es Sul e Sudeste.<\/p>\n<p>Passado meio s\u00e9culo do fen\u00f4meno denominado\u201c\u00eaxodo rural\u201d, o censo demogr\u00e1fico de 2022, divulgado em julho pelo IBGE,escancara os n\u00fameros de um movimento inverso, com a tend\u00eancia ao deslocamento da popula\u00e7\u00e3o dos grandes centros urbanos para cidades menores do interior ou polos em desenvolvimento, afastados das regi\u00f5es metropolitanas.<\/p>\n<p>Capitais estaduais como Salvador, Bel\u00e9m, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Fortaleza, mesmo passados 12 anos do \u00faltimo censo, n\u00e3o cresceram em termos populacionais.<\/p>\n<p>O n\u00famero de habitantes de cada uma delas caiu, em percentuais superiores a cinco por cento,em alguns casos, com destaque para a capital baiana que perdeu quase 10% de sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os analistas e dem\u00f3grafos est\u00e3o debru\u00e7ados na busca das motiva\u00e7\u00f5es e justificativas desse \u00eaxodo urbano na dire\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios com menor densidade demogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>Um dos fatores evidenciados pelos pr\u00f3prios pesquisadores do IBGE \u00e9 a quase absoluta aus\u00eancia do Estado na periferia das grandes cidades, com car\u00eancia de servi\u00e7os p\u00fablicos, como sa\u00fade, seguran\u00e7a, escolas e saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>Parte dessa popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel decidiu migrar para outras paragens ou retornar para suas origens no campo ou perto dele, na dire\u00e7\u00e3o do desenvolvimento do agroneg\u00f3cio ou novos polos industriais, como petroleiros, por exemplo.<\/p>\n<p>Houve uma efetiva migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o, mas de um contingente expressivo de brasileiros, em busca em busca de outros aglomerados urbanos ou rurais com melhor infraestrutura ou menor custo de vida.<\/p>\n<p>E a pandemia de Covid-19 tamb\u00e9m contribuiu decisivamente para isto. As mais de 700 mil vidas perdidas e a amea\u00e7a de contamina\u00e7\u00e3o,que ainda perdura, assustou os brasileiros, empurrando contingentes expressivos para o isolamento ou locais com menor densidade demogr\u00e1fica e uma melhor qualidade de vida.<\/p>\n<p>As cidades litor\u00e2neas s\u00e3o exemplos desse deslocamento. S\u00f3 no estado do Rio de Janeiro, as localidades da Regi\u00e3o dos Lagos aparecem entre os munic\u00edpios que mais cresceram como Rio das Ostras (48,1%),B\u00fazios (45,16%) Saquarema (20,55%) e Cabo Frio (19,18%).<\/p>\n<p>Esse novo retrato do Brasil, al\u00e9m de ter frustrado a expectativa do crescimento populacional, com a menor taxa registrada em 150 anos, vai exigir um redimensionamento do repasse dos recursos p\u00fablicos para muitos munic\u00edpios e reorganiza\u00e7\u00e3o de infraestrutura nas cidades que mais ganharam moradores.<\/p>\n<p>Essa transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica vai exigir imediata provid\u00eancia sobre a estrutura de seguridades social, sobre a constata\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia de envelhecimento, o esgotamento do chamado b\u00f4nus demogr\u00e1fico, e consequente redu\u00e7\u00e3o de jovens e for\u00e7a de trabalho da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa.<\/p>\n<p>Faltam as avalia\u00e7\u00f5es mais detalhadas do censo eas vari\u00e1veis detectadas de fecundidade, mortalidade, migra\u00e7\u00e3o internacional, faixas et\u00e1rias e de renda. Mas, de fato, um novo Brasil bate \u00e0 porta.<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n<p><em>(*) jornalista, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa (ARI) e membro da Comiss\u00e3o de Liberdade de Imprensa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vilson Antonio Romero (*) Entre 1960 e 1990, o Brasil viveu um movimento migrat\u00f3rio intenso, em raz\u00e3o do intenso processode industrializa\u00e7\u00e3o nacional, levando hordas de cidad\u00e3os do campo para a cidade, fazendo com que mais do que 50% da popula\u00e7\u00e3o fosse morar e se \u201camontoar\u201d em comunidades nas metr\u00f3poles, em especial nas regi\u00f5es circunvizinhas \u00e0s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-83971","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84725,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/e-preciso-refletir-sobre-os-mais-de-84-mil-desaparecidos-no-brasil-em-2025\/","url_meta":{"origin":83971,"position":0},"title":"\u00c9 preciso refletir sobre os mais de 84 mil desaparecidos no Brasil em 2025","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"23 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Em 2025, o Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas, segundo dados consolidados pelo Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica Sinesp), vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. 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