{"id":83978,"date":"2023-08-17T17:13:31","date_gmt":"2023-08-17T20:13:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=96089"},"modified":"2026-02-16T22:31:17","modified_gmt":"2026-02-17T01:31:17","slug":"geraldo-hasse-o-agro-segundo-stedile","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/geraldo-hasse-o-agro-segundo-stedile\/","title":{"rendered":"GERALDO HASSE\/ O agro segundo St\u00e9dile"},"content":{"rendered":"<p>Ao depor por sete horas na CPI do MST, na ter\u00e7a-feira (15\/9), o economista Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile deu uma aula b\u00e1sica sobre a agricultura brasileira. Disse que o nosso chamado Agro possui basicamente tr\u00eas facetas.<br \/>\nA primeira, bastante vis\u00edvel, \u00e9 constitu\u00edda pelo \u201clatif\u00fandio predador dos recursos naturais\u201d.\u00a0 \u201cCondenado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 88\u201d, esse segmento invade terras p\u00fablicas, de ind\u00edgenas e de quilombolas; e n\u00e3o hesita em recorrer \u00e0 viol\u00eancia mediante a contrata\u00e7\u00e3o de pistoleiros<br \/>\ne a coopta\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a.<br \/>\nA segunda faceta \u00e9 representada pelo \u201cagroneg\u00f3cio exportador\u201d que atua mediante o emprego intensivo de m\u00e1quinas, sementes transg\u00eanicas e agrot\u00f3xicos; embora seja mantido por multinacionais como ADM, Basf,<br \/>\nBayer, Bunge, Cargill, Continental Grains e Louis Dreyfus,\u00a0 esse segmento financiado pelo Banco do Brasil \u201cn\u00e3o tem futuro porque destr\u00f3i a biodiversidade e contamina os solos e os recursos h\u00eddricos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo St\u00e9dile, alguns do agro j\u00e1 praticam a chamada agricultura regenerativa. O mega-agricultor Blairo Maggi, dono de 200 mil hectares no Mato Grosso e considerado o rei da soja, est\u00e1 fazendo a convers\u00e3o para o sistema de<br \/>\ncultivo convencional vigente at\u00e9 o final do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>A terceira faceta \u00e9 constitu\u00edda pela agricultura familiar, que produz alimentos para o mercado interno &#8212; nesse segmento est\u00e3o inseridas 500 mil fam\u00edlias assentadas pelo sistema oficial gerido pelo Incra.<br \/>\nComent\u00e1rio do redator: essa singela divis\u00e3o da agricultura brasileira em tr\u00eas segmentos \u00e9, naturalmente, uma simplifica\u00e7\u00e3o baseada no uso da terra. \u00c9 v\u00e1lida e \u00fatil para a compreens\u00e3o do complexo mundo das atividades rurais, mas deixa de lado categorias como os arrendat\u00e1rios e os trabalhadores rurais (uns assalariados, outros tempor\u00e1rios, entre eles os \u201cboias frias\u201d), que operam aqui ou ali, na luta pela sobreviv\u00eancia \u201csem terra\u201d (no Rio Grande do Sul, dois ter\u00e7os da produ\u00e7\u00e3o de arroz \u2013 10 milh\u00f5es de toneladas\/ano \u2013 sai das m\u00e3os de arrendat\u00e1rios).<br \/>\nSt\u00e9dile \u00e9 muito did\u00e1tico, mas na minha opini\u00e3o faria melhor se invertesse a ordem de apresenta\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas segmentos da nossa agricultura.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar deveria colocar a agricultura familiar,<br \/>\nem segundo a empresarial e por \u00faltimo todos os grandes propriet\u00e1rios rurais que por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que recomenda o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da terra.<br \/>\nSe for aplicada a esse segmento, a reforma agr\u00e1ria pregada por St\u00e9dile e outros, o Brasil\u00a0 poderia dar um salto civilizacional, como aconteceu nos EUA h\u00e1 mais de um s\u00e9culo (informa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do depoente na CPI comandada pelo deputado Ricardo Salles, do PL paulista, que foi ministro do Meio Ambiente do governo\u00a0 Bolsonaro).<br \/>\nCriticado pelos conservadores, o cabe\u00e7a do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) alcan\u00e7ou um honroso patamar internacional como convidado de um seleto grupo de interlocutores do Papa Francisco.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima reuni\u00e3o bienal do conselho papal ser\u00e1 em<br \/>\nsetembro em Berlim.<\/p>\n<p>LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<br \/>\nEm 1972, o redator destas linhas entrevistou para a revista<br \/>\n<em>VEJA<\/em> o economista Julian Chacel, um dos cabe\u00e7as da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, no Rio. Um dos poucos economistas brasileiros a estudar o nosso<br \/>\nAgro, na \u00e9poca, Chacel explicou que a agricultura brasileira era dual&#8230;<br \/>\nOu, seja, tinha duas facetas b\u00e1sicas: a empresarial, caracterizada pelas \u201cplantations\u201d (referia-se ao caf\u00e9 e \u00e0 cana, basicamente); e a \u201cagricultura de subsist\u00eancia\u201d, constitu\u00edda por milh\u00f5es de sitiantes\/sobreviventes que mal conseguiam gerar um excedente para chegar \u00e0s feiras livres do interior. Tamb\u00e9m a\u00ed havia uma simplifica\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. Na verdade, ainda n\u00e3o haviam \u201cinventado\u201d a agricultura familiar e tampouco se denunciavam os praticantes da agricultura predat\u00f3ria.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, evolu\u00edmos: em meio s\u00e9culo, a<br \/>\nagricultura brasileira passou de dual a trial e virou pot\u00eancia mundial.<\/p>\n<p><strong>Geraldo Hasse<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao depor por sete horas na CPI do MST, na ter\u00e7a-feira (15\/9), o economista Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile deu uma aula b\u00e1sica sobre a agricultura brasileira. Disse que o nosso chamado Agro possui basicamente tr\u00eas facetas. 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