{"id":84237,"date":"2024-09-23T10:21:56","date_gmt":"2024-09-23T13:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=97876"},"modified":"2024-10-03T11:38:49","modified_gmt":"2024-10-03T14:38:49","slug":"semana-farroupilha-quando-o-marketing-se-apropria-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/semana-farroupilha-quando-o-marketing-se-apropria-da-historia\/","title":{"rendered":"Semana Farroupilha: quando o marketing se apropria da Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>A chamada &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha&#8221; tornou-se um caso exemplar de apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria por interesses do presente, com graves preju\u00edzos para o entendimento dos fatos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Foram quase dez anos de guerra &#8211; do dia 20 de setembro de 1835, com a tomada de Porto Alegre, at\u00e9 fevereiro de 1845, quando a paz foi assinada em Ponche Verde, no acampamento das tropas rebeldes, reduzidas a algumas centenas de homens, mal armados, j\u00e1 sem roupas para aguentar o inverno que se avizinhava.<\/p>\n<p>Houve feitos heroicos e eventos memor\u00e1veis, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>No conjunto, foi uma aventura pol\u00edtica mal sucedida. Come\u00e7ou como uma rebeli\u00e3o, desandou numa sedi\u00e7\u00e3o, proclamando uma rep\u00fablica, que nunca se instituiu, e terminou de forma melanc\u00f3lica, com acusa\u00e7\u00f5es, brigas entre os l\u00edderes, e at\u00e9 assassinatos.<\/p>\n<p>Em todo caso, foi a primeira experi\u00eancia republicana no Brasil e, meio s\u00e9culo depois, quando a luta pela Rep\u00fablica tornou-se um movimento nacional, foi inevit\u00e1vel o resgate dos farroupilhas, &#8220;her\u00f3is que se levantaram contra a opress\u00e3o do regime imperial&#8221;.<\/p>\n<p>Construiu-se, ent\u00e3o, a lenda do &#8220;dec\u00eanio heroico&#8221; e uma corrente de historiadores se dedicou a desentranhar as a\u00e7\u00f5es e as ideias &#8220;dos homens de 1835&#8221;.<\/p>\n<p>Essa apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria farroupilha para fins pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, com graves preju\u00edzos para a verdade hist\u00f3rica, se estendeu por todo o s\u00e9culo XX, embora v\u00e1rias tentativas de revis\u00e3o tenham sido feitas.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio da Costa Franco, que muito pesquisou e escreveu sobre os farrapos, disse numa <a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/porto-alegre-nao-se-rendeu\/\">entrevista<\/a>*: &#8220;Toda a historiografia do ciclo farroupilha \u00e9 marcada pela devo\u00e7\u00e3o reverencial, sen\u00e3o por sua apaixonada mitifica\u00e7\u00e3o. Dessa fatal parcialidade provavelmente nunca se livrar\u00e1 a bibliografia hist\u00f3rica rio-grandense por mais revis\u00f5es que se fa\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Neste in\u00edcio de s\u00e9culo 21, uma outra forma de apropria\u00e7\u00e3o se superp\u00f4s, no bojo de um modelo econ\u00f4mico que busca oportunidade de lucros no real e no imagin\u00e1rio. O apelo popular do &#8220;dec\u00eanio heroico&#8221; despertou interesses comerciais e mercadol\u00f3gicos e o marketing identificou no gauchismo um &#8220;nicho de mercado&#8221;.<\/p>\n<p>A apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria para fins pol\u00edticos j\u00e1 foi bem dissecada\u00a0 por Yeda Guttfreind e outros historiadores. A leitura dos principais autores desse per\u00edodo levou o ent\u00e3o soci\u00f3logo\u00a0 Fernando Henrique Cardoso a concluir que &#8220;o ga\u00facho tinha uma autoimagem deformada&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre essa atual apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria pelo marketing, pouco ou nada se estudou, ainda.\u00a0 Mereceria porque, sem d\u00favida, \u00e9 exemplar, embora n\u00e3o seja original.<\/p>\n<p>De um lado tem-se o MTG, movimento tradicionalista com seus dois mil centros de tradi\u00e7\u00f5es ga\u00fachas no Estado, no Brasil e no exterior. O circuito de bailes e eventos se desenvolveu em torno dos CTGs, criando um mercado para m\u00fasicos, produtores e outros profissionais, sustentado por um p\u00fablico urbano, nost\u00e1lgico de suas ra\u00edzes rurais, \u00e0s vezes imagin\u00e1rias.<\/p>\n<p>O movimento tradicionalista nasceu em 1948, numa rea\u00e7\u00e3o, de um lado, ao sufocamento das identidades regionais, promovido pela ditadura do Estado Novo e, de outro, \u00e0 invas\u00e3o cultural americana.<\/p>\n<p>Paix\u00e3o Cortes e Barbosa Lessa foram \u00e0s fontes populares resgatar os cantos, as dan\u00e7as, a indument\u00e1ria e as manifesta\u00e7\u00f5es da cultura regional nas diversas comunidades do Rio Grande do Sul. Eles descobriram um rico e diversificado acervo, que por raz\u00f5es a serem buscadas, acabou reduzido ao &#8220;gaita\u00e7o galponeiro&#8221;, o &#8220;gritedo&#8221;, de que reclamava Luiz Carlos Borges, hoje elevado \u00e0 express\u00e3o principal da dita &#8220;cultura ga\u00facha&#8221;.<\/p>\n<p>Outro vetor desse processo \u00e9 a televis\u00e3o, especialmente o programa &#8220;Galp\u00e3o Ga\u00facho&#8221;, da RBS TV, lan\u00e7ado em 1982, n\u00e3o por acaso um ano depois do primeiro Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, a cidade que na hist\u00f3ria real sempre recha\u00e7ou os farrapos.<\/p>\n<p>Mesmo oscilando ao sabor da grade de programa\u00e7\u00e3o da Rede Globo, o Galp\u00e3o Crioulo, pelo grande alcance da RBS atrav\u00e9s de suas retransmissoras no interior, deu tra\u00e7\u00e3o ao movimento tradicionalista, dele se alimentou e se alimenta.<\/p>\n<p>Com o novo vi\u00e9s da RBS, de potencializar neg\u00f3cios, esse tradicionalismo, que \u00e9 &#8220;uma doen\u00e7a infantil do gauchismo&#8221;,\u00a0 se apresentou como um nicho perfeito: sela\u00a0 a alian\u00e7a com o &#8220;p\u00fablico ga\u00facho&#8221; e mobiliza os grandes anunciantes nacionais que querem falar\u00a0 a esse &#8220;p\u00fablico ga\u00facho&#8221;.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que essa apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria pelo marketing\u00a0 n\u00e3o se faz sem danos. O marketing tende a simplificar para produzir mensagens sucintas e convincentes, mesmo a custa dos fatos.<\/p>\n<p>\u00c9 o que est\u00e1 acontecendo, em dose cavalar (sem trocadilho).<\/p>\n<p>Basta dizer que fizeram do 20 de setembro o &#8220;Dia do Ga\u00facho&#8221;, em rever\u00eancia aos her\u00f3is de 1835, homens de uma \u00e9poca em que chamar algu\u00e9m de &#8220;ga\u00facho&#8221; era uma ofensa. <em><strong>(Elmar Bones)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/loja.jornalja.com.br\/produto\/ja-historia-republica-rio-grandense\/\">*Rep\u00fablica Riograndense&#8221;, Revista J\u00c1, 2016<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chamada &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha&#8221; tornou-se um caso exemplar de apropria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria por interesses do presente, com graves preju\u00edzos para o entendimento dos fatos hist\u00f3ricos. 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