{"id":84247,"date":"2024-09-29T14:00:33","date_gmt":"2024-09-29T17:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84247"},"modified":"2024-10-03T11:38:25","modified_gmt":"2024-10-03T14:38:25","slug":"geraldo-hasse-a-volta-do-glorioso-escriba-farroupilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/geraldo-hasse-a-volta-do-glorioso-escriba-farroupilha\/","title":{"rendered":"GERALDO HASSE\/A volta do glorioso escriba farroupilha"},"content":{"rendered":"<p>Dois s\u00e9culos atr\u00e1s, atra\u00eddos pelos ventos da independ\u00eancia pol\u00edtica do Brasil, chegaram ao Rio de Janeiro alguns europeus engajados em aventuras art\u00edsticas, pesquisas cient\u00edficas e lutas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Eram Debret, Martius, Saint-Hilaire, Spix e outros, entre os quais at\u00e9 italianos fugitivos de monarcas raivosos. O mais famoso desses tipos extraviados nos tr\u00f3picos foi Giuseppe Garibaldi, que guerreou no Rio Grande do Sul antes de se consagrar na terra natal, onde foi festejado como \u201co her\u00f3i de dois mundos\u201d.<\/p>\n<p>Outro, muito amigo de Garibaldi, foi Luigi Rossetti, cuja trajet\u00f3ria como editor de O Povo, o biseman\u00e1rio da<br \/>\nRep\u00fablica Rio-Grandense do Sul, s\u00f3 recentemente veio \u00e0 tona, gra\u00e7as sobretudo \u00e0 pertin\u00e1cia do jornalista-histori\u00f3grafo Elmar Bones, autor do livro \u201cO Editor Sem Rosto\u201d (J\u00c1 Editores, 2024, 3\u00aa ed), que est\u00e1 sendo<br \/>\nrelan\u00e7ado neste s\u00e1bado, 28, em Viam\u00e3o, e deve ser vendido na Feira do Livro de Porto Alegre de 2024.<br \/>\nO t\u00edtulo do livro se refere ao fato de que n\u00e3o h\u00e1 uma foto ou desenho de Rossetti.<\/p>\n<p>Dele se perdeu at\u00e9 o t\u00famulo. Morto em combate em Viam\u00e3o em novembro de 1840, esse volunt\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o de 1835 toureou o conservadorismo dos chefes farroupilhas e saiu perdendo.<\/p>\n<p>Entretanto, al\u00e9m de artigos no jornal oficial, deixou uma s\u00e9rie de cartas reveladoras de seus ideais republicanos, motivo de suas diatribes com seu chefe direto, o charqueador Domingos Jos\u00e9 de Almeida, ministro que<br \/>\ncuidava das finan\u00e7as da Rep\u00fablica Rio-Grandense.<br \/>\nFoi um editor sem rosto sim, mas com car\u00e1ter, na luta ingl\u00f3ria em defesa de princ\u00edpios desprezados pelos detentores do poder.<\/p>\n<p>Como tantos jornalistas ao longo da Hist\u00f3ria, Rossetti engoliu sapos no esfor\u00e7o para colocar seu pensamento nos textos que escrevia no jornal que n\u00e3o lhe pertencia \u2013 pertencia, supostamente ao povo, que no frigir dos povos n\u00e3o vale um ovo.<\/p>\n<p>Por a\u00ed se compreende como e porque Bones, editor do jornal J\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas, se empenha na hist\u00f3ria do personagem esquecido nos mais de 500 livros escritos sobre a Grande Revolu\u00e7\u00e3o do Sul.<br \/>\n\u00c9 surpreendente como Rossetti foi encarregado de montar n\u00e3o s\u00f3 o jornal mas tocar a gr\u00e1fica comprada em Montevideo.<\/p>\n<p>Sua contrata\u00e7\u00e3o mostra que os farrapos n\u00e3o tinham quadros para cargos importantes como o diretor do<br \/>\nseu jornal. Confiaram num aventureiro dedicado ao combate pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, ele tinha carisma e verve, tanto que trocava ideias com o coronel Corte Real e outros chefes. Depois de um tempo, no entanto, o escriba inc\u00f4modo foi encarado como estrangeiro sem voz numa terra controlada por caudilhos prontos a negacear a promessa de<br \/>\nlibertar os escravos.<br \/>\nPouco se conhece da hist\u00f3ria pessoal de Rossetti. Nasceu em 1800 em Genova, onde frequentou a faculdade de Direito. Para n\u00e3o ser preso por fazer parte dos Carbon\u00e1rios antimonarquistas, fugiu da It\u00e1lia, perambulou pela Europa e chegou ao Rio em 1827.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe quais suas atividades antes de se associar a Garibaldi e outros italianos, em 1836, para explorar a navega\u00e7\u00e3o na costa fluminense.<\/p>\n<p>Por boicotes e calotes, n\u00e3o lograram sucesso nessa empreitada mas tiveram a sorte de conhecer o<br \/>\npresidente Bento Gon\u00e7alves, a quem visitaram na cadeia da Fortaleza da Laje, no Rio \u2013 o general fora feito prisioneiro na batalha da ilha do Fanfa, no rio Jacu\u00ed, entre Porto Alegre e Triunfo, no primeiro ano da revolta.<br \/>\nPor incr\u00edvel que possa parecer, em sua conversa no c\u00e1rcere, os desventurados marinheiros italianos conseguiram do chefe farrapo uma carta de corso que os autorizava a pilhar embarca\u00e7\u00f5es no Atl\u00e2ntico em<br \/>\nbenef\u00edcio da Rep\u00fablica Rio-Grandense.<\/p>\n<p>Deram-se bem nessa guerrilha naval at\u00e9 chegar ao Uruguai e \u00e0 Argentina, onde Garibaldi foi encarcerado e<br \/>\nmaltratado at\u00e9 conseguir ajuda da ma\u00e7onaria para recuperar a liberdade e, da\u00ed em diante, engajar-se na revolu\u00e7\u00e3o ga\u00facha (sua maior proeza foi<br \/>\nconvencer Bento Gon\u00e7alves a organizar uma flotilha para embara\u00e7ar a marinha imperial na Lagoa dos Patos e chegar at\u00e9 o litoral catarinense, na louca manobra da tomada de Laguna em 1839).<br \/>\nEm Montevideo, onde tinha muitos correligion\u00e1rios italianos, especialmente o amigo Giovanni Cuneo, Rossetti trocou a vida de cors\u00e1rio pela de assessor do ministro Almeida.<\/p>\n<p>Conseguiu o cargo por sua habilidade na articula\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios entre o governo farroupilha e os<br \/>\namigos ma\u00e7ons de Montevideo. Carretas de couro e tropas de gado em p\u00e9 eram os principais produtos exportados para o Uruguai pela rep\u00fablica ga\u00facha, que recebia em troca armas, muni\u00e7\u00f5es, uniformes para seus<br \/>\nsoldados e sabe-se l\u00e1 mais o qu\u00ea.<\/p>\n<p>Rossetti era portanto um agente duplo: trabalhava junto ao ministro farrapo como \u201cprocurador\u201d dos amigos<br \/>\ncontrabandistas sediados em Montevideo.<\/p>\n<p>Nas horas vagas, cuidava do jornal farroupilha, que acabou se tornando seu xod\u00f3, depois de ficar<br \/>\nv\u00e1rias semanas na capital uruguaia para conseguir autoriza\u00e7\u00e3o oficial para tirar do pa\u00eds os equipamentos gr\u00e1ficos montados em Piratini, onde o jornal O Povo come\u00e7ou a ser feito.<br \/>\nEmbora tivesse um perfil de jornalista combativo, panflet\u00e1rio at\u00e9, a correspond\u00eancia de Rossetti (sobretudo com o amigo Cuneo) n\u00e3o menciona nenhum jornalista ou intelectual com quem poderia ter tido contato no Brasil.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora n\u00e3o se descobriu se teve algum interlocutor carioca com quem possa ter recebido no\u00e7\u00f5es sobre a l\u00edngua portuguesa, que manejava satisfatoriamente. O que se sabe \u00e9 que participou de um jornal dirigido \u00e0 col\u00f4nia italiana da capital, onde havia v\u00e1rios comerciantes<br \/>\nde origem peninsular.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que viveu no Rio (1827-36), Rossetti<br \/>\nfoi qualificado como \u201cvagabundo\u201d num relat\u00f3rio diplom\u00e1tico preparado por um emiss\u00e1rio do Vaticano. A express\u00e3o era naturalmente preconceituosa por ser Rossetti um agitador pol\u00edtico que n\u00e3o respeitava o clero, embora fosse temente a Deus.<br \/>\nTamb\u00e9m n\u00e3o se sabe se fez contatos com jornalistas ou pol\u00edticos na capital brasileira. Na imprensa carioca era muito ativo e influente nos anos 30 do s\u00e9culo XIX o pol\u00edtico Evaristo da Veiga (1799-1837), que publicava a Aurora Fluminense, jornal contra a escravid\u00e3o dos negros.<br \/>\nTer\u00e1 Rossetti trabalhado nesse ve\u00edculo politizado? Em S\u00e3o Paulo se destacou Libero Badar\u00f3, nascido em 1798 em Genova e chegado a S\u00e3o Paulo em 1828.<\/p>\n<p>M\u00e9dico e liberal, Badar\u00f3 editava O Observador Constitucional, no qual costumava atacar o imperador Pedro I, autor da primeira Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil, de 1823. Foi morto em 1830 numa tocaia a mando de um desafeto do seu peri\u00f3dico.<br \/>\nRossetti era um republicano sincero que provavelmente se criou lendo e ouvindo sobre as teses iluministas que levaram \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1789) depois de ajudar a levantar a bandeira da independ\u00eancia dos EUA em 1776. Veio depois de fil\u00f3sofos franceses como Rousseau e Voltaire, e precedeu o alem\u00e3o Marx, que inspirou o russo Lenin \u2013 todos europeus revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Foi contempor\u00e2neo dos americanos Lincoln e Simon<br \/>\nBol\u00edvar, mas seu guru era Mazzini, o revolucion\u00e1rio italiano. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de que tenha se sensibilizado com o trabalho do ma\u00e7om Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, que publicou em Londres de 1808 a 1822 o jornal<br \/>\nCorreio Brasiliense.<br \/>\nO que mais impressiona na leitura de O Editor Sem Rosto \u00e9 o fato de que, h\u00e1 quase 200 anos, trabalhou anonimamente em Piratini um escriba que incorporou as vissicitudes dos fazedores de jornal diante dos interesses dos mandantes da hora, no caso, o ministro Domingos de<br \/>\nAlmeida, Bento Gon\u00e7alves e outros chefes farroupilhas. Nada de novo no front farroupilha: aparentemente sem no\u00e7\u00e3o de hierarquia, o editor genov\u00eas se revoltou quando o todo-poderoso Almeida deu raz\u00e3o a um cadete<br \/>\nque cortara um texto seu.<\/p>\n<p>Um cadete com a metade de sua idade! Rossetti pediu para sair, mas teve a petul\u00e2ncia de indicar o amigo italiano Cuneo para o cargo que acaba de largar.<\/p>\n<p>O indicado chegou a viajar de Montevideo para a prov\u00edncia rio-grandense, mas nem chegou a pegar na<br \/>\npena porque o jornal estava parado e a tipografia, desmontada por conting\u00eancias da guerra.<\/p>\n<p>A partir de 1840, com o governo farroupilha<br \/>\nobrigado a deslocar-se em carretas pelo pampa, sob persegui\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito imperial, o jornal n\u00e3o circulou mais.<\/p>\n<p>Depois de deixar o jornal, Rossetti n\u00e3o foi pedir emprego em outra gr\u00e1fica ou reda\u00e7\u00e3o; partiu Camaqu\u00e3, onde passou a trabalhar com Garibaldi no estaleiro em que se constru\u00edam os lanch\u00f5es da marinha farroupilha.<\/p>\n<p>E continuou escrevendo para o ministro Almeida, de quem se declarava amigo. Cheio de opini\u00f5es, era um tipo inquieto e se reconhecia \u201cfogoso\u201d, o que remete ao exaltado Tiradentes enforcado em 1792 em Ouro<br \/>\nPreto e outros revolucion\u00e1rios brasileiros como Domingos Martins, fuzilado aos 37 anos em Pernambuco por se envolver em conspira\u00e7\u00f5es contra o jugo portugu\u00eas (1816).<\/p>\n<p>Enfim, Rossetti foi um lutador que pouco deixou para ser lembrado, ao contr\u00e1rio do amigo Garibaldi que, al\u00e9m da<br \/>\nlagunense Anita, levou do Sul como paga por seus servi\u00e7os uma boiada de 900\u00a0cabe\u00e7as vendida no Uruguai.<\/p>\n<p>Enquanto h\u00e1 centenas de livros e v\u00e1rios filmes sobre Garibaldi e sua lenda, Rossetti inspirou tr\u00eas teses acad\u00eamicas sobre como a revolu\u00e7\u00e3o farroupilha foi vista por outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Lembra o editor Bones: \u201cOs escritos de Rossetti &#8212; cartas, artigo, proclama\u00e7\u00f5es &#8212; s\u00e3o a fonte principal para se estudar as rela\u00e7\u00f5es dos farrapos com o exterior e<br \/>\ntamb\u00e9m para as diverg\u00eancias entre os chefes farroupilhas\u201d.<\/p>\n<p>Recorde-se que, ap\u00f3s dez anos de luta, os chefes farrapos estavam divididos e n\u00e3o obtiveram o reconhecimento de nenhum pa\u00eds &#8212; nem do amigo Uruguai.<\/p>\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o de uma irm\u00e3 deixada na It\u00e1lia, n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias familiares na hist\u00f3ria de Rossetti. Cabe pesquisar em busca de novidades, mas ele parece ter negligenciado a vida afetiva para se dedicar integralmente \u00e0 causa pol\u00edtica e aos ideais democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Foi umaut\u00eantico republicano entre caudilhos ciosos do mando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois s\u00e9culos atr\u00e1s, atra\u00eddos pelos ventos da independ\u00eancia pol\u00edtica do Brasil, chegaram ao Rio de Janeiro alguns europeus engajados em aventuras art\u00edsticas, pesquisas cient\u00edficas e lutas pol\u00edticas. Eram Debret, Martius, Saint-Hilaire, Spix e outros, entre os quais at\u00e9 italianos fugitivos de monarcas raivosos. O mais famoso desses tipos extraviados nos tr\u00f3picos foi Giuseppe Garibaldi, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-84247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84557,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/entrevista-com-leonel-brizola-como-nascem-as-falsificacoes-historicas\/","url_meta":{"origin":84247,"position":0},"title":"Entrevista com Leonel Brizola: Como nascem as falsifica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"2 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"SILVANA MOURA Mais do que direito \u00e0 Hist\u00f3ria, temos o direito \u00e0 verdade da Hist\u00f3ria, para evitar um passado falsificado, supostamente \u201climpo\u201d, eivado de manipula\u00e7\u00e3o e pretensa uniformidade. Em 1996 realizei, em Carazinho, uma Entrevista de Hist\u00f3ria Oral (sou Historiadora e trabalho com Hist\u00f3ria Oral h\u00e1 40 anos) com Leonel\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":84590,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/e-preciso-defender-o-jardim-botanico-de-porto-alegre\/","url_meta":{"origin":84247,"position":1},"title":"\u00c9 preciso defender o Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"8 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"CLEBER DIONI TENTARDINI O Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre (JBPA) tem 67 anos e \u00e9 considerado um dos cinco melhores e maiores do Brasil. Possui 28 cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que somam mais de 4.200 plantas, incluindo esp\u00e9cies raras, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e end\u00eamicas, que s\u00e3o encontradas apenas no RS. No local\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":84564,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-nova-celulose-a-beira-do-guaiba-e-o-risco-de-repetir-a-borregaard\/","url_meta":{"origin":84247,"position":2},"title":"A nova celulose \u00e0 beira do Gua\u00edba e o risco de repetir a Borregaard","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"6 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"ELMAR BONES No dia 16 de mar\u00e7o de 1972 foi inaugurada a Ind\u00fastria de Celulose Borregaard, em Gua\u00edba, com a presen\u00e7a das mais altas autoridades e manchetes ufanistas em todos os jornais. Inaugura\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica em Gua\u00edba, no ano de 1972. Foto Reprodu\u00e7\u00e3o Arquivo\/CeluloseRioGrandense Seria uma das maiores f\u00e1bricas em\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/20260306-112140-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-lUP","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84247"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84248,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84247\/revisions\/84248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}