{"id":84351,"date":"2025-05-23T08:26:21","date_gmt":"2025-05-23T11:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=99033"},"modified":"2025-05-23T08:26:21","modified_gmt":"2025-05-23T11:26:21","slug":"armazenagem-um-gargalo-que-ameaca-o-futuro-do-agro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/armazenagem-um-gargalo-que-ameaca-o-futuro-do-agro\/","title":{"rendered":"Armazenagem: um gargalo que amea\u00e7a o futuro do agro"},"content":{"rendered":"<p><strong><i>Paulo Bertolini*<\/i><\/strong><\/p>\n<div>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro vem crescendo a cada safra, ampliando constantemente sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento, a safra de gr\u00e3os 2024\/2025 est\u00e1 estimada em 330,3 milh\u00f5es de toneladas. Se confirmado, ser\u00e1 o maior volume j\u00e1 registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica da companhia. Isso representa um aumento de 32,6 milh\u00f5es de toneladas na compara\u00e7\u00e3o com o ciclo 2023\/2024.<\/p>\n<p>No entanto, por tr\u00e1s desses expressivos n\u00fameros esconde-se um gargalo estrutural cr\u00f4nico e perigoso: a incapacidade do pa\u00eds de armazenar adequadamente o que \u00e9 produzido.<\/p>\n<p>Com uma capacidade est\u00e1tica de armazenagem de s\u00f3 210 milh\u00f5es de toneladas, considerando toda a infraestrutura constru\u00edda at\u00e9 hoje, o Brasil enfrenta um d\u00e9ficit alarmante de 120 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Esse n\u00famero n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma estat\u00edstica, \u00e9 um freio ao nosso potencial e um risco \u00e0 seguran\u00e7a alimentar e econ\u00f4mica do Brasil.<\/p>\n<p>A matem\u00e1tica \u00e9 clara e preocupante. Para evitar que o d\u00e9ficit aumente, o Brasil precisaria investir cerca de R$ 15 bilh\u00f5es por ano em novas estruturas de armazenagem. Contudo, estamos longe de alcan\u00e7ar essa meta.<\/p>\n<p>A cada colheita recorde, o problema se agrava e ignorar essa necessidade compromete a rentabilidade do produtor e a estabilidade de pre\u00e7os para o consumidor. A capacidade de formar estoques reguladores \u00e9 uma ferramenta vital para controlar a infla\u00e7\u00e3o de alimentos e garantir o abastecimento, especialmente em tempos de instabilidade clim\u00e1tica e geopol\u00edtica.<\/p>\n<p>O PCA (Programa de Constru\u00e7\u00e3o e Amplia\u00e7\u00e3o de Armaz\u00e9ns) foi criado para mitigar esse problema, oferecendo linhas de cr\u00e9dito como o \u201cPCA Gr\u00e3os\u201d, com juros de 7% ao ano e prazos estendidos para estruturas de at\u00e9 6.000 toneladas. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, o acesso a esses recursos \u00e9 um desafio, principalmente para os pequenos e m\u00e9dios produtores.<\/p>\n<p>A falta de recursos suficientes alocados ao programa e a excessiva burocracia dificultam o acesso ao financiamento por quem mais precisa. O custo elevado da implanta\u00e7\u00e3o, cerca de R$ 1.500 por tonelada de capacidade, considerando equipamentos, montagem, energia e obras civis, contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit.<\/p>\n<p>Outro agravante \u00e9 a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das estruturas de armazenagem. S\u00f3 15% dos silos est\u00e3o dentro das fazendas, onde seriam mais eficazes. Os 85% restantes concentram-se em \u00e1reas urbanas, complexos industriais e portos. Essa dist\u00e2ncia entre a colheita e o armazenamento causa perdas significativas de gr\u00e3os, eleva substancialmente os custos log\u00edsticos com frete e cria um fluxo ineficiente em toda a cadeia produtiva.<\/p>\n<p>O produtor, sem a possibilidade de estocar a safra na origem, fica pressionado a vender rapidamente durante o pico da colheita, muitas vezes a pre\u00e7os inferiores, sobrecarregando o sistema de transporte e perdendo poder de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O contraste com outros grandes produtores agr\u00edcolas, como os Estados Unidos, \u00e9 enorme. L\u00e1, a capacidade est\u00e1tica de armazenagem supera a produ\u00e7\u00e3o de uma safra inteira, com mais da metade dos silos localizados dentro das propriedades rurais. Esse modelo confere maior efici\u00eancia e controle ao produtor, beneficiando o pa\u00eds como um todo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso encarar com seriedade o fato de que o deficit de armazenagem \u00e9 um dos maiores entraves ao desenvolvimento sustent\u00e1vel do agroneg\u00f3cio brasileiro. N\u00e3o basta produzir em volumes recordes se n\u00e3o formos capazes de administrar essa produ\u00e7\u00e3o de forma eficiente, estrat\u00e9gica e inteligente.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da capacidade de armazenagem, especialmente nas propriedades rurais, deve ser tratada como uma prioridade nacional. Isso exige mais recursos para programas como o PCA, desburocratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao cr\u00e9dito e novos modelos de incentivo e investimento p\u00fablico-privado.<\/p>\n<p>Superar o gargalo dos silos \u00e9 fundamental para destravar o pleno potencial do agro, garantir a seguran\u00e7a alimentar e fortalecer a economia brasileira. Manter o cen\u00e1rio atual \u00e9 aceitar um futuro de inefici\u00eancia, perdas e vulnerabilidade.<\/p>\n<p>*<em>Paulo Antonio Pusch Bertolini, 57 anos, \u00e9 empres\u00e1rio, presidente da Abramilho (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo).<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Bertolini* O agroneg\u00f3cio brasileiro vem crescendo a cada safra, ampliando constantemente sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento, a safra de gr\u00e3os 2024\/2025 est\u00e1 estimada em 330,3 milh\u00f5es de toneladas. Se confirmado, ser\u00e1 o maior volume j\u00e1 registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica da companhia. 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