{"id":84367,"date":"2025-07-15T09:57:07","date_gmt":"2025-07-15T12:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84367"},"modified":"2025-07-15T09:57:07","modified_gmt":"2025-07-15T12:57:07","slug":"a-solidao-no-poder-lula-contra-todos-os-partidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/a-solidao-no-poder-lula-contra-todos-os-partidos\/","title":{"rendered":"A solid\u00e3o no poder: Lula contra todos os partidos"},"content":{"rendered":"<p class=\"assina\"><strong>Paulo Ba\u00eda *<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil pol\u00edtico de agora \u00e9 uma m\u00e1quina de fingimentos. Lula, no centro da engrenagem, governa com ministros que representam partidos que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o o apoiam. Ocupam espa\u00e7os no Executivo, circulam com a liturgia do poder, mas no Congresso Nacional agem como sabotadores discretos. A base que o sustenta \u00e9 a mesma que o solapa. A coaliz\u00e3o formal n\u00e3o passa de um corpo sem nervos, sem alma, sem fidelidade. \u00c9 uma dan\u00e7a sem m\u00fasica entre o presidente e for\u00e7as que n\u00e3o querem dan\u00e7ar, s\u00f3 arrancar concess\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa encena\u00e7\u00e3o diz muito mais do que parece. Trata-se de uma forma de domina\u00e7\u00e3o que opera por dentro da institucionalidade, esvaziando-a de sentido. O presidencialismo de coaliz\u00e3o, antes pragm\u00e1tico, tornou-se um jogo de sequestro e resgate. O governante se v\u00ea obrigado a pagar resgates di\u00e1rios para manter o governo ref\u00e9m de p\u00e9. Minist\u00e9rios s\u00e3o entregues como moeda de troca, mas n\u00e3o h\u00e1 entrega pol\u00edtica em contrapartida. H\u00e1 apenas o parasitismo elegante de quem finge governabilidade para manter as apar\u00eancias enquanto o poder real escorre por entre os dedos.<\/p>\n<p>Lula, nesse cen\u00e1rio, emerge como uma figura tr\u00e1gica: o pol\u00edtico mais experimentado do pa\u00eds, com um v\u00ednculo afetivo profundo com os setores mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, mas isolado no comando de um governo que \u00e9 dele e n\u00e3o \u00e9. Um presidente que fala para o povo, mas \u00e9 silenciado por um Parlamento que fala apenas para si. Ele carrega um mandato que lhe foi dado pelo voto, mas est\u00e1 cercado por for\u00e7as que desconfiam do voto como express\u00e3o leg\u00edtima da soberania popular. O Congresso atual \u00e9 um espelho invertido da vontade coletiva: projeta um pa\u00eds que n\u00e3o existe e combate o pa\u00eds que existe.<\/p>\n<p>Essa forma de operar o poder \u00e9 mais do que c\u00e1lculo. \u00c9 uma cultura, uma pr\u00e1tica social arraigada, uma antropologia do cinismo. Os partidos se tornaram agremia\u00e7\u00f5es negociantes, onde o conte\u00fado ideol\u00f3gico foi dissolvido na ambi\u00e7\u00e3o por espa\u00e7os. N\u00e3o h\u00e1 alian\u00e7a poss\u00edvel com projetos que desejam o colapso silencioso do pr\u00f3prio governo que integram. A pol\u00edtica virou um mercado onde se vende estabilidade a pre\u00e7os exorbitantes e se entrega sabotagem com recibo institucional. A trai\u00e7\u00e3o \u00e9 sistem\u00e1tica, mas cuidadosamente protocolada.<\/p>\n<p>O que torna essa situa\u00e7\u00e3o ainda mais brutal \u00e9 o fato de que n\u00e3o h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. Nenhum partido com representa\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional atua hoje com coer\u00eancia em defesa do governo que ajudou a compor. Os que indicaram ministros est\u00e3o mais interessados em benef\u00edcios or\u00e7ament\u00e1rios do que em apoiar efetivamente um programa de governo. Os que se dizem de centro apenas calculam seus ganhos em sil\u00eancio. E os que integram o Executivo se tornaram operadores do seu pr\u00f3prio projeto, divorciado da Presid\u00eancia. Nenhum partido, de fato, se compromete com a travessia pol\u00edtica de Lula. Todos, de maneira direta ou omissa, colaboram para a eros\u00e3o de sua autoridade.<\/p>\n<p>A resposta poss\u00edvel a esse estado de coisas seria a ruptura com o pacto podre. N\u00e3o no sentido antidemocr\u00e1tico da ruptura institucional, mas na dimens\u00e3o simb\u00f3lica de abandonar a hipocrisia. Convocar o povo, n\u00e3o para protestos desesperados, mas para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova linguagem pol\u00edtica. Uma linguagem que n\u00e3o aceite mais a concilia\u00e7\u00e3o como destino, mas que reivindique o conflito como terreno leg\u00edtimo da transforma\u00e7\u00e3o. Isso exigiria um gesto raro: renunciar \u00e0 zona de conforto do governismo e encarar de frente a realidade brutal do pa\u00eds que se nega a mudar.<\/p>\n<p>H\u00e1 um poder novo que s\u00f3 emerge quando tudo parece perdido: o poder de quem n\u00e3o deve nada ao cinismo. Um presidente cercado por inimigos elegantes, que vestem a institucionalidade como disfarce, pode descobrir nesse cerco uma liberdade radical. A liberdade de nomear as coisas como s\u00e3o. A coragem de dizer ao povo que o governo est\u00e1 cercado por aqueles que se beneficiam do fracasso do pa\u00eds. N\u00e3o se trata de hero\u00edsmo, mas de lucidez. A lucidez de quem compreende que a governabilidade que hoje se oferece ao Brasil \u00e9 um pacto de mediocridade.<\/p>\n<p>A corros\u00e3o da democracia brasileira n\u00e3o se d\u00e1 apenas pelo autoritarismo expl\u00edcito, mas pela captura do processo democr\u00e1tico por interesses privados. O Congresso se converteu numa federa\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, imperme\u00e1vel \u00e0 dor social, alheio ao povo e devotado apenas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios privil\u00e9gios. Suas decis\u00f5es raramente ecoam as urg\u00eancias do pa\u00eds. \u00c9 um poder que fala uma l\u00edngua que ningu\u00e9m mais entende, porque j\u00e1 n\u00e3o fala com ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Romper esse ciclo exige mais que for\u00e7a. Exige beleza, forma, narrativa. \u00c9 preciso reencantar a pol\u00edtica com um discurso que n\u00e3o tema a frontalidade. O Brasil precisa ouvir, com clareza, que est\u00e1 sendo governado contra si. E que h\u00e1, sim, uma sa\u00edda: n\u00e3o pelos atalhos do autoritarismo, mas pela reinven\u00e7\u00e3o do poder como espa\u00e7o de verdade. A verdade, nesse caso, \u00e9 cruel, mas libertadora: o presidente est\u00e1 s\u00f3. E justamente por isso pode ser mais livre do que nunca. Porque nada mais o prende aos ritos de uma alian\u00e7a que nunca existiu.<\/p>\n<p>O pa\u00eds est\u00e1 diante de um espelho. De um lado, a imagem oficial da institucionalidade, feita de siglas ocas e discursos calculados. Do outro, o reflexo cruel de um governo que tenta sobreviver num ambiente que o quer sangrar at\u00e9 o fim. Lula ainda \u00e9 o \u00fanico elo entre o povo real e a pol\u00edtica poss\u00edvel. Mas esse elo est\u00e1 sendo testado, esticado at\u00e9 o limite. A hist\u00f3ria n\u00e3o perdoa aqueles que fingem que tudo est\u00e1 bem quando o mundo desmorona. Talvez tenha chegado a hora de n\u00e3o fingir mais. A solid\u00e3o do poder pode ser, tamb\u00e9m, o in\u00edcio de sua purifica\u00e7\u00e3o. E essa solid\u00e3o, hoje, \u00e9 absoluta: Lula est\u00e1 s\u00f3 diante de todos os partidos. E diante da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>* Soci\u00f3logo, cientista pol\u00edtico e professor da UFRJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Ba\u00eda * O Brasil pol\u00edtico de agora \u00e9 uma m\u00e1quina de fingimentos. Lula, no centro da engrenagem, governa com ministros que representam partidos que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o o apoiam. Ocupam espa\u00e7os no Executivo, circulam com a liturgia do poder, mas no Congresso Nacional agem como sabotadores discretos. 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