{"id":84557,"date":"2026-03-02T21:06:27","date_gmt":"2026-03-03T00:06:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84557"},"modified":"2026-03-02T21:06:27","modified_gmt":"2026-03-03T00:06:27","slug":"entrevista-com-leonel-brizola-como-nascem-as-falsificacoes-historicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/entrevista-com-leonel-brizola-como-nascem-as-falsificacoes-historicas\/","title":{"rendered":"Entrevista com Leonel Brizola: Como nascem as falsifica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SILVANA MOURA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que direito \u00e0 Hist\u00f3ria, temos o direito \u00e0 verdade da Hist\u00f3ria, para evitar um passado falsificado, supostamente \u201climpo\u201d, eivado de manipula\u00e7\u00e3o e pretensa uniformidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1996 realizei, em Carazinho, uma Entrevista de Hist\u00f3ria Oral (sou Historiadora e trabalho com Hist\u00f3ria Oral h\u00e1 40 anos) com Leonel Brizola, em companhia do tamb\u00e9m historiador Ney Eduardo Possapp d\u2019\u00c1vila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entrevista, com dura\u00e7\u00e3o de 4h20min, permaneceu in\u00e9dita at\u00e9 que, h\u00e1 dois anos, por media\u00e7\u00e3o do professor doutor Nildo Domingos Ouriques, presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA), da Universidade Federal de Santa Catarina, a Editora Insular se interessou pela publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ent\u00e3o que Juliana Brizola e Rejane Guerra, jornalista carioca e amiga pessoal de Juliana, contataram o editor Nelson Rolim de Moura e o amea\u00e7aram com outra publica\u00e7\u00e3o, alegando ter uma c\u00f3pia impressa da entrevista entregue por Romeu Barleze a Brizola. Quem trabalha com Hist\u00f3ria Oral sabe que o documento, em Hist\u00f3ria Oral, s\u00e3o as fitas gravadas, que sempre estiveram em minha posse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliana, sob alega\u00e7\u00e3o de ser neta de Brizola, exigiu que seu nome e de sua amiga constassem na capa da publica\u00e7\u00e3o como \u201cOrganizadoras\u201d, o que, de fato, agora se verifica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliana Brizola e Rejane Guerra tiveram \u00eaxito em seu intento, e a publica\u00e7\u00e3o estar\u00e1 \u00e0 venda a partir de 10 de mar\u00e7o pr\u00f3ximo, com lan\u00e7amentos agendados em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Carazinho (terra natal de Brizola e minha) e outros tantos lugares no RS e no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mat\u00e9rias mentirosas e que omitem meu nome est\u00e3o sendo espalhadas nos principais jornal\u00f5es do pa\u00eds, como Zero Hora e O Globo, suponho que alimentadas pela assessoria de Juliana Brizola.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma mat\u00e9ria de O Globo consta que as fitas originais foram encontradas em Florian\u00f3polis com o Editor Nelson Rolim de Moura, como se tivessem ido passear em Floripa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fitas originais sempre estiveram comigo; s\u00e3o \u00fanicas e foram levadas para Florian\u00f3polis pelo professor Nildo Ouriques, a meu pedido, e entregues ao editor em fevereiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que lamban\u00e7a hist\u00f3rica promovem estas duas senhoras, Juliana Brizola e Rejane Guerra. N\u00e3o bastasse terem se apropriado de minha produ\u00e7\u00e3o intelectual, agora disseminam hist\u00f3rias incorretas, distorcidas e prenhes de falsifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um desservi\u00e7o \u00e0 \u00e9tica e uma apologia \u00e0 impostura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SILVANA MOURA Mais do que direito \u00e0 Hist\u00f3ria, temos o direito \u00e0 verdade da Hist\u00f3ria, para evitar um passado falsificado, supostamente \u201climpo\u201d, eivado de manipula\u00e7\u00e3o e pretensa uniformidade. 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