{"id":84673,"date":"2026-04-14T16:59:36","date_gmt":"2026-04-14T19:59:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84673"},"modified":"2026-04-14T16:59:37","modified_gmt":"2026-04-14T19:59:37","slug":"40-anos-sem-simone-de-beauvoir-uma-interlocutora-ainda-incomoda-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/40-anos-sem-simone-de-beauvoir-uma-interlocutora-ainda-incomoda-do-presente\/","title":{"rendered":"40 anos sem Simone de Beauvoir, uma interlocutora ainda inc\u00f4moda do presente"},"content":{"rendered":"\n<p><br>CRISTIANO GOLDSCHMIDT<\/p>\n\n\n\n<p>Quarenta anos ap\u00f3s a morte de Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 &#8211; 14 de abril de 1986), descubro que sua aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 propriamente um vazio \u2014 \u00e9 antes um rumor cont\u00ednuo, uma esp\u00e9cie de presen\u00e7a indireta que se infiltra nas conversas, nos livros, nas pequenas insurg\u00eancias do cotidiano. H\u00e1 autores cuja partida inaugura o sil\u00eancio; a dela, ao contr\u00e1rio, parece ter multiplicado vozes. E n\u00e3o quaisquer vozes: sobretudo aquelas que, por tanto tempo, mal podiam nomear a pr\u00f3pria experi\u00eancia. Beauvoir n\u00e3o foi apenas fil\u00f3sofa ou romancista; foi uma consci\u00eancia em vig\u00edlia, dessas que n\u00e3o se permitem o luxo do repouso. Havia nela uma recusa quase obstinada do conforto das certezas \u2014 como se pensar fosse, antes de tudo, aceitar o desconforto de n\u00e3o concluir.<\/p>\n\n\n\n<p>Ler Beauvoir hoje, digo isso como quem a reencontra mais do que a descobre, \u00e9 encarar uma lucidez que n\u00e3o se desgasta com o tempo. Sua escrita jamais buscou neutralidade; ao contr\u00e1rio, ela parece ter entendido muito cedo que pensar exige assumir um lugar \u2014 e, mais ainda, expor esse lugar sem prote\u00e7\u00e3o. H\u00e1 algo de quase f\u00edsico nisso: uma escrita que n\u00e3o abdica da experi\u00eancia, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se rende a ela. Entre a vida e a ideia, entre o vivido e o conceito, Beauvoir construiu uma tens\u00e3o f\u00e9rtil, dessas que n\u00e3o se resolvem \u2014 e talvez seja justamente por isso que permanecem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"518\" height=\"693\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84674\" style=\"aspect-ratio:0.7474821564589387;width:366px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada.jpeg 518w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada-224x300.jpeg 224w\" sizes=\"(max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Simone de Beauvoir &#8211; &#8220;Mem\u00f3rias de uma menina bem comportada&#8221;. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil evoc\u00e1-la sem voltar \u00e0quele gesto inaugural que deslocou uma evid\u00eancia milenar: nomear a opress\u00e3o das mulheres n\u00e3o como destino, mas como constru\u00e7\u00e3o. Hoje, a frase ecoa com familiaridade, quase como um axioma \u2014 mas houve um tempo em que foi ruptura. Ao afirmar que n\u00e3o se nasce mulher, torna-se, Beauvoir abriu uma fenda no pensamento ocidental. E certas fendas, penso eu, n\u00e3o pedem reparo: s\u00e3o por onde a luz insiste em entrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 um risco em fix\u00e1-la apenas nesse ponto, como se sua obra pudesse ser contida numa \u00fanica formula\u00e7\u00e3o. Beauvoir \u00e9 mais vasta, mais inquieta. Percorre romances, ensaios, mem\u00f3rias, di\u00e1rios \u2014 e em todos eles retorna \u00e0 mesma pergunta, dita de modos diferentes: o que significa existir em liberdade quando o mundo, de tantas formas, nos constrange? Seus romances, frequentemente relegados a um segundo plano, me parecem laborat\u00f3rios morais, espa\u00e7os onde os personagens se debatem com escolhas que nunca se deixam purificar. N\u00e3o h\u00e1 hero\u00edsmo f\u00e1cil ali. H\u00e1, antes, uma \u00e9tica da ambiguidade \u2014 essa zona inc\u00f4moda em que toda decis\u00e3o cobra um pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja essa recusa da pureza que a torne t\u00e3o pr\u00f3xima. Beauvoir n\u00e3o idealiza \u2014 nem seus personagens, nem a si mesma. Em suas mem\u00f3rias, h\u00e1 hesita\u00e7\u00f5es expostas, contradi\u00e7\u00f5es admitidas, zonas de sombra que n\u00e3o s\u00e3o apagadas em nome da coer\u00eancia. E nisso reside uma honestidade rara: como se a verdade s\u00f3 pudesse emergir quando desistimos de parecer inteiros. Ela compreendeu, com uma clareza que ainda me desconcerta, que viver \u00e9 negociar permanentemente com o inacabado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quarenta anos se passaram, e o mundo \u2014 sim \u2014 mudou. Mas n\u00e3o o suficiente. As estruturas que Beauvoir analisou n\u00e3o desapareceram; apenas aprenderam a disfar\u00e7ar-se melhor. Tornaram-se mais sutis, \u00e0s vezes mais dif\u00edceis de nomear \u2014 o que, paradoxalmente, as torna mais persistentes. A liberdade que ela reivindicava segue sendo, para muitos, uma promessa adiada. Por isso, sua obra resiste a ser arquivada: n\u00e3o \u00e9 apenas objeto de estudo, \u00e9 ferramenta. Ensina a desconfiar do que se apresenta como natural, a interrogar os pap\u00e9is que nos oferecem, a reivindicar \u2014 com todas as hesita\u00e7\u00f5es que isso implica \u2014 a autoria da pr\u00f3pria vida.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1, ainda, uma dimens\u00e3o que me parece menos comentada, talvez por ser menos ruidosa: a delicada rela\u00e7\u00e3o que Beauvoir estabelece com o tempo. Em suas mem\u00f3rias, n\u00e3o h\u00e1 ref\u00fagio na nostalgia. O passado n\u00e3o \u00e9 abrigo; \u00e9 interroga\u00e7\u00e3o. H\u00e1 ali uma esp\u00e9cie de ternura vigilante, como se olhar para tr\u00e1s fosse um ato de responsabilidade, n\u00e3o de consolo. Aquilo que fomos n\u00e3o nos abandona \u2014 continua a nos pedir contas. E essa consci\u00eancia hist\u00f3rica de si, t\u00e3o exigente, talvez seja uma das formas mais rigorosas de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m o amor, em Beauvoir, recusa a facilidade. Longe das idealiza\u00e7\u00f5es, ele aparece como um campo de tens\u00e3o \u2014 entre autonomia e v\u00ednculo, entre desejo e risco de anula\u00e7\u00e3o. Amar, para ela, n\u00e3o \u00e9 dissolver-se no outro, mas sustentar uma rela\u00e7\u00e3o em que duas liberdades coexistam sem se destruir. \u00c9 um ideal exigente, por vezes quase inating\u00edvel \u2014 e, justamente por isso, revelador. H\u00e1 a\u00ed uma recusa firme de aceitar afetos moldados pela depend\u00eancia ou pela domina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando penso em sua morte, em abril de 1986 (em setembro eu completaria 10 anos de idade), n\u00e3o me detenho tanto na data quanto na medida que ela nos imp\u00f5e: que mundo constru\u00edmos desde ent\u00e3o? H\u00e1 conquistas ineg\u00e1veis, marcas de um pensamento que ajudou a deslocar estruturas. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m resist\u00eancias que persistem, sil\u00eancios que se reinventam, retrocessos que nos lembram que nenhuma conquista \u00e9 definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez o maior tributo a Beauvoir n\u00e3o seja a rever\u00eancia \u2014 essa forma elegante de domesticar o que nos inquieta \u2014, mas a continuidade cr\u00edtica. L\u00ea-la n\u00e3o \u00e9 concordar, \u00e9 aceitar o convite ao risco de pensar. \u00c9 permitir que suas perguntas nos desloquem, que suas an\u00e1lises nos incomodem, que sua coragem nos atravesse \u2014 n\u00e3o como modelo, mas como impulso.<\/p>\n\n\n\n<p>Quarenta anos depois, Simone de Beauvoir permanece menos como figura do passado e mais como uma interlocutora ainda inc\u00f4moda do presente. Sua voz n\u00e3o se apagou; mudou de lugar. \u00c0s vezes sussurra, \u00e0s vezes insiste \u2014 mas sempre retorna \u00e0 mesma exig\u00eancia: a liberdade n\u00e3o \u00e9 um dado. \u00c9 uma tarefa. E, como ela bem sabia, uma tarefa que nunca se conclui, nunca se cumpre sozinho, nunca deixa de ser urgente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRISTIANO GOLDSCHMIDT Quarenta anos ap\u00f3s a morte de Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 &#8211; 14 de abril de 1986), descubro que sua aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 propriamente um vazio \u2014 \u00e9 antes um rumor cont\u00ednuo, uma esp\u00e9cie de presen\u00e7a indireta que se infiltra nas conversas, nos livros, nas pequenas insurg\u00eancias do cotidiano. 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