{"id":84681,"date":"2026-04-16T17:07:10","date_gmt":"2026-04-16T20:07:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84681"},"modified":"2026-04-16T19:17:56","modified_gmt":"2026-04-16T22:17:56","slug":"recordar-zuzu-angel-50-anos-apos-sua-morte-e-um-ato-etico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/recordar-zuzu-angel-50-anos-apos-sua-morte-e-um-ato-etico\/","title":{"rendered":"Recordar Zuzu Angel 50 anos ap\u00f3s sua morte \u00e9 um ato \u00e9tico"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>CRISTIANO GOLDSCHMIDT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Cinco d\u00e9cadas transcorreram desde o silenciamento brutal de Zuzu Angel (05 de junho de 1921 &#8211; 14 de abril de 1976), e ainda assim sua voz persiste \u2014 n\u00e3o como eco esmaecido, mas como um timbre agudo que rasga o tecido do tempo e se inscreve na mem\u00f3ria moral do pa\u00eds. H\u00e1 figuras que pertencem \u00e0 hist\u00f3ria; outras, raras, pertencem \u00e0 consci\u00eancia. Zuzu \u00e9 destas \u00faltimas: uma mulher que, convocada pela dor, recusou o destino privado do luto e converteu-o em gesto p\u00fablico de insurg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"797\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional-797x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84683\" style=\"aspect-ratio:0.7783353677833537;width:380px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional-797x1024.jpg 797w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional-233x300.jpg 233w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional-768x987.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional-1195x1536.jpg 1195w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg 1373w\" sizes=\"(max-width: 797px) 100vw, 797px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Zuzu Angel, em 1972. Fot\u00f3grafo desconhecido, da cole\u00e7\u00e3o do Arquivo Nacional.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Antes de ser s\u00edmbolo, foi criadora. Sua trajet\u00f3ria na moda n\u00e3o se limitava ao of\u00edcio de vestir corpos, mas insinuava, j\u00e1 ali, uma forma de narrar o Brasil. Seus vestidos bordados, impregnados de cores tropicais, passarinhos e refer\u00eancias populares, recusavam a submiss\u00e3o est\u00e9tica aos centros europeus. Havia, em seu trabalho, um esfor\u00e7o de afirma\u00e7\u00e3o cultural \u2014 uma tentativa de dizer que a beleza brasileira n\u00e3o precisava de tradu\u00e7\u00e3o nem de autoriza\u00e7\u00e3o. A delicadeza de suas pe\u00e7as escondia, talvez, a primeira semente de sua coragem: a disposi\u00e7\u00e3o de afirmar-se num mundo que frequentemente exigia sil\u00eancio e conformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a hist\u00f3ria, impiedosa, deslocou-a de seu campo de cria\u00e7\u00e3o para um terreno mais \u00e1spero. O desaparecimento de seu filho, Stuart Angel, aos 25 anos, durante os anos de chumbo da ditadura militar, rompeu qualquer possibilidade de uma vida ordin\u00e1ria. A partir desse instante, Zuzu deixou de ser apenas estilista para tornar-se testemunha, investigadora e acusadora. Sua dor, longe de confin\u00e1-la, projetou-a para o mundo. Transformou-se em den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Stuart n\u00e3o era uma v\u00edtima casual do arb\u00edtrio. Militante do movimento estudantil e integrante de organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia ao regime, tornou-se alvo direto da repress\u00e3o estatal. Preso, foi submetido a torturas de uma crueldade que ultrapassa os limites do diz\u00edvel \u2014 m\u00e9todos que buscavam n\u00e3o apenas extrair informa\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m instaurar o terror como pedagogia pol\u00edtica. Seu assassinato por membros do Centro de Informa\u00e7\u00f5es da Aeron\u00e1utica (CISA), longe de ser um excesso isolado, inscreve-se na l\u00f3gica sistem\u00e1tica de elimina\u00e7\u00e3o dos dissidentes. O corpo nunca foi devolvido \u00e0 fam\u00edlia, e essa aus\u00eancia material se tornou uma ferida aberta, imposs\u00edvel de cicatrizar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse vazio \u2014 simultaneamente f\u00edsico e simb\u00f3lico \u2014 que se forja a transforma\u00e7\u00e3o de Zuzu. A impossibilidade do luto tradicional, sem corpo, sem despedida, sem verdade oficial, impele-a a agir. Sua busca n\u00e3o era apenas pelo paradeiro do filho, mas pela restitui\u00e7\u00e3o de sua humanidade, negada pela m\u00e1quina repressiva. Ao exigir respostas, Zuzu confrontava n\u00e3o apenas indiv\u00edduos, mas uma estrutura inteira constru\u00edda sobre o segredo, a mentira e a nega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que singulariza sua luta n\u00e3o \u00e9 apenas a coragem, mas a linguagem que escolheu para resistir. Zuzu n\u00e3o empunhou armas nem se refugiou na clandestinidade. Seu campo de batalha foi o mesmo em que antes cultivara a beleza: a moda. Em desfiles que passaram a circular internacionalmente, suas cria\u00e7\u00f5es tornaram-se alegorias do horror. Vestidos outrora leves passaram a exibir manchas que evocavam sangue, p\u00e1ssaros enjaulados, figuras sombrias \u2014 met\u00e1foras visuais de um pa\u00eds aprisionado. Era uma est\u00e9tica da den\u00fancia, um grito codificado em tecidos e linhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao levar sua causa para o exterior, especialmente aos Estados Unidos, Zuzu compreendeu algo essencial: que a luta contra a viol\u00eancia de Estado exigia visibilidade internacional. Ela escreveu cartas, buscou autoridades, confrontou vers\u00f5es oficiais. Sua atua\u00e7\u00e3o, nesse sentido, antecipou pr\u00e1ticas que hoje reconhecemos como fundamentais na defesa dos direitos humanos: a internacionaliza\u00e7\u00e3o das den\u00fancias e a mobiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica global. N\u00e3o se tratava apenas de encontrar seu filho \u2014 era a tentativa de desvelar um sistema inteiro de repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a mesma visibilidade que a fortalecia tamb\u00e9m a tornava alvo. Sua morte, em 1976, num acidente automobil\u00edstico envolto em suspeitas, carrega at\u00e9 hoje a sombra da viol\u00eancia pol\u00edtica. N\u00e3o foi apenas uma trag\u00e9dia individual; foi um recado. O poder autorit\u00e1rio, quando confrontado por vozes que recusam o esquecimento, busca n\u00e3o apenas silenciar, mas apagar. Ainda assim, falha. Porque h\u00e1 mortes que, em vez de encerrar hist\u00f3rias, as inauguram. Em 2025, quase meio s\u00e9culo depois, o Estado brasileiro reconheceu oficialmente Zuzu Angel como v\u00edtima da ditadura militar, gesto tardio que, embora incapaz de reparar plenamente a perda, reafirma a verdade hist\u00f3rica que ela pr\u00f3pria nunca deixou de proclamar.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinquenta anos depois, Zuzu Angel permanece como uma figura de inquieta\u00e7\u00e3o. Sua mem\u00f3ria n\u00e3o permite repouso confort\u00e1vel. Ela nos obriga a revisitar um passado que muitos prefeririam relegar ao esquecimento, e a reconhecer que a viol\u00eancia institucional n\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o distante, mas uma possibilidade sempre latente quando a democracia se fragiliza. Sua luta, portanto, n\u00e3o pertence apenas ao seu tempo \u2014 ela se projeta como advert\u00eancia e legado.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m, em sua hist\u00f3ria, uma dimens\u00e3o profundamente humana que resiste \u00e0 monumentaliza\u00e7\u00e3o. Zuzu n\u00e3o era uma hero\u00edna forjada em mitos; era uma m\u00e3e que se recusou a aceitar a aus\u00eancia sem resposta. Essa recusa, simples e radical, \u00e9 talvez o n\u00facleo de sua grandeza. Num mundo em que a dor frequentemente conduz ao sil\u00eancio, ela escolheu falar. E ao falar, abriu caminho para que outros tamb\u00e9m o fizessem.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu gesto, no entanto, n\u00e3o foi solit\u00e1rio. Ele ecoou e continua a ecoar nas lutas de outras m\u00e3es, de outros familiares de desaparecidos, que transformaram o sofrimento em reivindica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ao faz\u00ea-lo, inscreveram suas hist\u00f3rias pessoais na tessitura mais ampla dos direitos humanos, convertendo a mem\u00f3ria em instrumento de justi\u00e7a. Zuzu, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 apenas uma figura do passado, mas parte de uma genealogia de resist\u00eancia que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Recordar Zuzu Angel, cinquenta anos ap\u00f3s sua morte, \u00e9 mais do que um exerc\u00edcio de mem\u00f3ria hist\u00f3rica. \u00c9 um ato \u00e9tico. \u00c9 reconhecer que a justi\u00e7a, ainda que tardia e incompleta, depende da persist\u00eancia daqueles que se recusam a esquecer. \u00c9 admitir que a beleza \u2014 aquela que ela um dia costurou em tecidos \u2014 pode tamb\u00e9m ser instrumento da verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>E, sobretudo, \u00e9 compreender que certas vidas n\u00e3o se encerram. Elas permanecem, como uma costura invis\u00edvel que sustenta o tecido fr\u00e1gil da mem\u00f3ria coletiva. Zuzu Angel, com sua coragem indom\u00e1vel e sua dor transformada em linguagem, continua a nos interpelar. N\u00e3o como lembran\u00e7a distante, mas como presen\u00e7a exigente \u2014 uma presen\u00e7a que nos pergunta, ainda hoje, o que fazemos diante da injusti\u00e7a, e at\u00e9 onde estamos dispostos a ir para enfrent\u00e1-la.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRISTIANO GOLDSCHMIDT Cinco d\u00e9cadas transcorreram desde o silenciamento brutal de Zuzu Angel (05 de junho de 1921 &#8211; 14 de abril de 1976), e ainda assim sua voz persiste \u2014 n\u00e3o como eco esmaecido, mas como um timbre agudo que rasga o tecido do tempo e se inscreve na mem\u00f3ria moral do pa\u00eds. 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