{"id":84725,"date":"2026-04-23T13:16:28","date_gmt":"2026-04-23T16:16:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84725"},"modified":"2026-04-23T13:16:30","modified_gmt":"2026-04-23T16:16:30","slug":"e-preciso-refletir-sobre-os-mais-de-84-mil-desaparecidos-no-brasil-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/e-preciso-refletir-sobre-os-mais-de-84-mil-desaparecidos-no-brasil-em-2025\/","title":{"rendered":"\u00c9 preciso refletir sobre os mais de 84 mil desaparecidos no Brasil em 2025"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<br>Em 2025, o Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas, segundo dados<br>consolidados pelo Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica<br>(Sinesp), vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. Mais do<br>que um n\u00famero expressivo, o dado revela um fen\u00f4meno cont\u00ednuo,<br>distribu\u00eddo no tempo e no territ\u00f3rio \u2014 e, olhando com mais aten\u00e7\u00e3o, \u00e9<br>dif\u00edcil n\u00e3o se impressionar com o que isso significa na pr\u00e1tica: ao longo de<br>um \u00fanico ano, centenas de brasileiros deixaram de ser localizados todos os<br>dias, em hist\u00f3rias que v\u00e3o de conflitos familiares a situa\u00e7\u00f5es que<br>permanecem sem explica\u00e7\u00e3o. O n\u00famero, quando isolado, pode soar apenas<br>como um dado estat\u00edstico; mas, quando traduzido em frequ\u00eancia di\u00e1ria,<br>passa a sugerir uma rotina silenciosa de aus\u00eancias que se acumulam quase<br>imperceptivelmente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-1024x559.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84726\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-1024x559.png 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-300x164.png 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-768x419.png 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image.png 1408w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>A leitura desses dados oficiais permite ir al\u00e9m da estat\u00edstica bruta e tra\u00e7ar<br>um perfil. Quando se observa idade, distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e din\u00e2mica dos<br>registros, come\u00e7a a surgir um padr\u00e3o que chama aten\u00e7\u00e3o: o<br>desaparecimento no Brasil atinge majoritariamente pessoas jovens, aparece com mais for\u00e7a em \u00e1reas urbanas densas e convive com uma esp\u00e9cie de ciclo constante \u2014 muitos casos s\u00e3o resolvidos, mas uma parte deles simplesmente n\u00e3o chega a um desfecho claro. Esse padr\u00e3o, no entanto, n\u00e3o deve ser visto como algo est\u00e1tico; ele parece refletir din\u00e2micas sociais mais amplas, como urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, desigualdades persistentes e fragilidades nas redes de prote\u00e7\u00e3o.<br>Ao mesmo tempo, \u00e9 inevit\u00e1vel perguntar at\u00e9 que ponto esses n\u00fameros<br>capturam a totalidade do fen\u00f4meno. A pr\u00f3pria exist\u00eancia de um sistema<br>nacional indica avan\u00e7o institucional, mas tamb\u00e9m evidencia que o<br>problema atingiu uma escala que exige monitoramento cont\u00ednuo. Nesse<br>sentido, os dados n\u00e3o apenas informam \u2014 eles tamb\u00e9m sugerem a<br>necessidade de interpretar o desaparecimento como parte de um conjunto<br>mais amplo de vulnerabilidades sociais.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juventude como dado preocupante<br><\/strong>Um dos aspectos mais marcantes nos dados do Sinesp \u00e9 a presen\u00e7a<br>significativa de crian\u00e7as e adolescentes entre os desaparecidos. Em 2025, esse grupo respondeu por cerca de 28% do total \u2014 23.919 pessoas com<br>menos de 18 anos. Colocando isso em termos mais diretos, s\u00e3o<br>aproximadamente 3 em cada 10 desaparecidos. E quando se pensa no ritmo<br>di\u00e1rio, o n\u00famero ganha outro peso: dezenas de menores desaparecendo<br>todos os dias ao longo de um ano inteiro.<br>Esse dado, por si s\u00f3, j\u00e1 desloca aquela ideia mais comum de que<br>desaparecimentos est\u00e3o ligados principalmente a crimes graves ou a<br>adultos. Entre os mais jovens, o cen\u00e1rio parece mais difuso e, de certa<br>forma, mais complexo: sa\u00eddas volunt\u00e1rias, conflitos familiares, situa\u00e7\u00f5es de<br>vulnerabilidade. Nem sempre h\u00e1 viol\u00eancia envolvida \u2014 mas ainda assim, o<br>volume nessa faixa et\u00e1ria sugere fragilidades sociais que continuam se<br>repetindo. Talvez o ponto mais inquietante seja justamente esse: n\u00e3o se<br>trata de epis\u00f3dios isolados, mas de uma recorr\u00eancia que indica padr\u00f5es de<br>ruptura em ambientes que deveriam, em tese, oferecer prote\u00e7\u00e3o.<br>Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a expressiva de jovens nos dados convida a refletir<br>sobre preven\u00e7\u00e3o. Se uma parcela significativa dos casos envolve din\u00e2micas<br>familiares ou sociais conhecidas, at\u00e9 que ponto pol\u00edticas p\u00fablicas, escolas e redes comunit\u00e1rias est\u00e3o conseguindo atuar antes que o desaparecimento ocorra? A estat\u00edstica, nesse caso, parece apontar n\u00e3o apenas para o problema em si, mas para oportunidades ainda pouco exploradas de interven\u00e7\u00e3o precoce.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde os desaparecimentos se concentram<br><\/strong>A distribui\u00e7\u00e3o territorial dos casos acompanha, em grande medida, o<br>pr\u00f3prio mapa populacional do pa\u00eds. Estados mais populosos acabam<br>concentrando os maiores n\u00fameros absolutos. S\u00e3o Paulo aparece com folga<br>na lideran\u00e7a, com cerca de 20.546 casos, seguido por Minas Gerais (9.139),<br>Rio Grande do Sul (7.611), Paran\u00e1 (6.455) e Rio de Janeiro (6.331).<br>Mas parar apenas nesses n\u00fameros pode dar uma impress\u00e3o incompleta.<br>Quando se olha proporcionalmente, estados menores tamb\u00e9m apresentam<br>incid\u00eancias relevantes. Isso faz pensar que o desaparecimento n\u00e3o \u00e9 um<br>problema isolado dos grandes centros, mas algo espalhado pelo pa\u00eds,<br>assumindo caracter\u00edsticas diferentes dependendo do contexto \u2014 seja<br>urbano, perif\u00e9rico ou de fronteira. Em outras palavras, o fen\u00f4meno parece<br>se adaptar \u00e0s realidades locais, o que dificulta a formula\u00e7\u00e3o de respostas<br>\u00fanicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa leitura mais ampla refor\u00e7a a ideia de que pol\u00edticas uniformes podem<br>n\u00e3o ser suficientes. O que explica um desaparecimento em uma metr\u00f3pole<br>densamente povoada pode ser muito diferente do que ocorre em regi\u00f5es<br>menos urbanizadas. Ainda assim, os dados nacionais colocam todos esses<br>contextos sob o mesmo guarda-chuva, o que, embora \u00fatil para dimensionar<br>o problema, pode esconder nuances importantes.<br>Entre o registro e a resolu\u00e7\u00e3o<br>Outro ponto que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a coexist\u00eancia de dois movimentos:<br>muitos registros e, ao mesmo tempo, muitas localiza\u00e7\u00f5es. Em 2025, mais<br>da metade das pessoas dadas como desaparecidas \u2014 56.688 \u2014 foi<br>posteriormente encontrada.<br>\u00c0 primeira vista, esse dado pode sugerir um avan\u00e7o na capacidade de<br>resposta, com sistemas mais integrados e troca de informa\u00e7\u00f5es entre<br>estados. Mas ele tamb\u00e9m levanta uma d\u00favida importante: nem todos os<br>casos resolvidos voltam a ser oficialmente atualizados no sistema. Isso<br>significa que os n\u00fameros podem carregar distor\u00e7\u00f5es \u2014 tanto para mais<br>quanto para menos \u2014 e dificultar uma leitura mais precisa da realidade.<br>No fim, fica uma distin\u00e7\u00e3o que nem sempre aparece de forma clara:<br>desaparecer nem sempre significa permanecer desaparecido. Muitos casos se resolvem relativamente r\u00e1pido, enquanto outros se prolongam por tempo indeterminado, formando uma esp\u00e9cie de camada invis\u00edvel dentro das estat\u00edsticas. Essa camada, embora menos vis\u00edvel nos dados agregados,<br>talvez seja a que mais desafia as estruturas institucionais, justamente por<br>concentrar os casos sem desfecho.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tempo como fator cr\u00edtico<br><\/strong>Mesmo sendo majoritariamente quantitativos, os dados do Sinesp apontam<br>para algo qualitativo que faz diferen\u00e7a: o tempo de resposta. Hoje, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9<br>mais necess\u00e1rio esperar 24 horas para registrar um desaparecimento, e isso muda bastante o cen\u00e1rio.<br>Esse detalhe, que pode parecer simples, acaba sendo decisivo. Quanto mais r\u00e1pido o registro, maiores as chances de localiza\u00e7\u00e3o. Ainda assim, essa l\u00f3gica depende de algo b\u00e1sico, mas nem sempre garantido: que as pessoas saibam disso e tenham acesso aos canais de den\u00fancia. Aqui, a efic\u00e1cia da pol\u00edtica p\u00fablica parece depender tanto da estrutura formal quanto da circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o fator tempo convida a uma reflex\u00e3o mais ampla: em que<br>medida a rapidez institucional consegue acompanhar a velocidade com que os desaparecimentos ocorrem? Se o registro \u00e9 imediato, mas a resposta ainda enfrenta limita\u00e7\u00f5es operacionais, o ganho potencial pode n\u00e3o se concretizar plenamente.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Um fen\u00f4meno multifacetado<br><\/strong>Os pr\u00f3prios dados oficiais n\u00e3o conseguem classificar de forma detalhada<br>todas as causas dos desaparecimentos, e isso diz muito sobre a natureza do problema. Um desaparecimento pode ter origens completamente diferentes \u2014 desde uma decis\u00e3o volunt\u00e1ria at\u00e9 acidentes, desorienta\u00e7\u00e3o, conflitos ou crimes.<br>Essa variedade torna tudo mais dif\u00edcil de enquadrar. Diferente de outros<br>indicadores de seguran\u00e7a p\u00fablica, aqui n\u00e3o existe uma \u00fanica l\u00f3gica ou um<br>\u00fanico tipo de ocorr\u00eancia. Cada caso pode exigir uma abordagem distinta,<br>tanto na preven\u00e7\u00e3o quanto na investiga\u00e7\u00e3o. Essa complexidade talvez<br>explique por que o fen\u00f4meno persiste mesmo com avan\u00e7os institucionais:<br>n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para um problema que se apresenta de tantas<br>formas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>O que os n\u00fameros n\u00e3o mostram<br><\/strong>Se por um lado os dados do Sinesp ajudam a dimensionar o problema, por<br>outro eles tamb\u00e9m deixam lacunas evidentes. A subnotifica\u00e7\u00e3o ainda pode<br>existir, especialmente em contextos mais vulner\u00e1veis. Al\u00e9m disso, faltam<br>informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre circunst\u00e2ncias, perfil das pessoas<br>desaparecidas e desfechos dos casos.<br>Essas lacunas levantam uma quest\u00e3o importante: at\u00e9 que ponto<br>compreendemos, de fato, o fen\u00f4meno que estamos medindo? A aus\u00eancia de detalhes pode limitar n\u00e3o apenas a an\u00e1lise, mas tamb\u00e9m a formula\u00e7\u00e3o de respostas mais eficazes. Em certo sentido, o que n\u00e3o aparece nos dados pode ser t\u00e3o relevante quanto aquilo que aparece.<br>Mesmo com essas limita\u00e7\u00f5es, o panorama de 2025 deixa uma impress\u00e3o<br>dif\u00edcil de ignorar: o desaparecimento de pessoas no Brasil est\u00e1 longe de ser<br>algo pontual. \u00c9 um fen\u00f4meno que se repete, em grande escala, e que afeta<br>principalmente jovens em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. No fim das contas,<br>mais do que um conjunto de n\u00fameros, esses mais de 84 mil registros<br>acabam revelando algo mais profundo \u2014 uma sequ\u00eancia cont\u00ednua de rupturas na vida de milhares de pessoas. Algumas s\u00e3o breves, quase<br>resolvidas no sil\u00eancio do dia a dia. Outras, no entanto, permanecem em<br>aberto, desafiando tanto as pol\u00edticas p\u00fablicas quanto a pr\u00f3pria capacidade<br>de compreender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessas aus\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano GoldschmidtEm 2025, o Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas, segundo dadosconsolidados pelo Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a P\u00fablica(Sinesp), vinculado ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. 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