{"id":84737,"date":"2026-04-28T14:03:12","date_gmt":"2026-04-28T17:03:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84737"},"modified":"2026-04-28T14:03:14","modified_gmt":"2026-04-28T17:03:14","slug":"dia-internacional-da-educacao-o-brasil-que-se-revela-na-sala-de-aula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/dia-internacional-da-educacao-o-brasil-que-se-revela-na-sala-de-aula\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Educa\u00e7\u00e3o: o Brasil que se revela na sala de aula"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deixa apreender como um simples conceito est\u00e1vel ou como um consenso j\u00e1 dado. Ela se apresenta, antes, como um campo de tens\u00f5es, no qual se entrecruzam disputas de sentido, sil\u00eancios hist\u00f3ricos e projetos de sociedade. Pensar a educa\u00e7\u00e3o, nesse horizonte, implica reconhecer que educar nunca se limitou \u00e0 transmiss\u00e3o de saberes: trata-se de um gesto que revela, interroga e, muitas vezes, desestabiliza aquilo que foi naturalizado ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Falar de educa\u00e7\u00e3o, portanto, exige mais do que ades\u00e3o ret\u00f3rica. Exige mem\u00f3ria \u2014 e uma mem\u00f3ria ativa, capaz de reconhecer que o ato de ensinar se inscreve em processos hist\u00f3ricos densos, atravessados por conflitos e assimetrias. No Brasil, essa trajet\u00f3ria se construiu de forma irregular, marcada por descontinuidades e perman\u00eancias inc\u00f4modas. \u00c9 uma hist\u00f3ria que encontra, em figuras como Paulo Freire e An\u00edsio Teixeira, n\u00e3o apenas refer\u00eancias pedag\u00f3gicas, mas projetos de pa\u00eds: vis\u00f5es que recusaram a neutralidade da educa\u00e7\u00e3o e afirmaram seu potencial transformador, insistindo que ensinar \u00e9, inevitavelmente, intervir no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal constata\u00e7\u00e3o ajuda a compreender por que a educa\u00e7\u00e3o, entre n\u00f3s, jamais ocupou um lugar pac\u00edfico. Ela sempre esteve imbricada em disputas mais amplas \u2014 projetos de poder, concep\u00e7\u00f5es de cidadania, modelos de sociedade. E, ainda assim, preservou uma dimens\u00e3o de abertura, um espa\u00e7o onde o poss\u00edvel resiste ao previsto. \u00c9 nesse intervalo que a imagina\u00e7\u00e3o de Darcy Ribeiro se torna fecunda, ao conceber uma educa\u00e7\u00e3o enraizada na diversidade brasileira, capaz de formar sujeitos desde a inf\u00e2ncia n\u00e3o apenas para o conv\u00edvio social, mas para a participa\u00e7\u00e3o plena na vida coletiva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"717\" height=\"538\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84738\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-1.png 717w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/image-1-300x225.png 300w\" sizes=\"(max-width: 717px) 100vw, 717px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se recuarmos aos primeiros cap\u00edtulos dessa hist\u00f3ria, veremos que a educa\u00e7\u00e3o no Brasil nasce sob o signo do controle e da normatiza\u00e7\u00e3o. Ensinar, durante s\u00e9culos, significou catequizar, disciplinar, ajustar indiv\u00edduos a um projeto que pouco dialogava com as realidades locais. A escola, nesse contexto, operava menos como espa\u00e7o de emancipa\u00e7\u00e3o e mais como mecanismo de ordenamento social \u2014 muitas vezes apagando saberes, culturas e modos de exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a hist\u00f3ria n\u00e3o se esgota em suas inten\u00e7\u00f5es originais. H\u00e1 sempre algo que escapa \u2014 e \u00e9 nesse desvio que novas possibilidades emergem.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas frestas do sistema, em salas improvisadas, em materiais compartilhados e em perguntas que insistem em existir apesar do sil\u00eancio, a educa\u00e7\u00e3o foi se reinventando. N\u00e3o como ideal plenamente realizado, mas como pr\u00e1tica poss\u00edvel, constru\u00edda no cotidiano. H\u00e1 nessa reinven\u00e7\u00e3o uma dimens\u00e3o discreta, quase invis\u00edvel, mas profundamente significativa. Educadoras como Maca\u00e9 Evaristo encarnam essa experi\u00eancia ao demonstrar que ensinar tamb\u00e9m \u00e9 escutar, reconhecer e legitimar vozes historicamente marginalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A sala de aula brasileira, observada de perto, revela um pa\u00eds em sua complexidade mais concreta. N\u00e3o o pa\u00eds das narrativas oficiais, mas aquele atravessado por desigualdades estruturais, urg\u00eancias materiais e tens\u00f5es permanentes. Ali convivem o estudante que trabalha antes de estudar, a professora que transforma escassez em estrat\u00e9gia pedag\u00f3gica e conte\u00fados que tentam dialogar com realidades que frequentemente os excedem. A escola torna-se, assim, um microcosmo onde se refletem as contradi\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, celebrar o Dia Internacional da Educa\u00e7\u00e3o (28 de abril) talvez seja menos um gesto comemorativo do que um exerc\u00edcio de lucidez. H\u00e1 sempre o risco de que a educa\u00e7\u00e3o se transforme em palavra esvaziada \u2014 reiterada em discursos institucionais, mas fragilmente sustentada na pr\u00e1tica. Reconhecer esse risco \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para enfrent\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as dimens\u00f5es frequentemente negligenciadas, a cultural se destaca pela sua pot\u00eancia. Educar n\u00e3o \u00e9 apenas transmitir conte\u00fados formais, mas reconhecer repert\u00f3rios, estabelecer pontes entre o conhecimento sistematizado e a vida concreta. Quando a escola ignora a linguagem, a m\u00fasica, os territ\u00f3rios e as experi\u00eancias dos sujeitos que a habitam, ela se torna estrangeira em seu pr\u00f3prio contexto. Ao contr\u00e1rio, quando acolhe essas dimens\u00f5es, transforma-se em espa\u00e7o de pertencimento e cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o cr\u00edtica incontorn\u00e1vel: a pergunta sobre a quem serve a educa\u00e7\u00e3o que temos. Longe de ser ret\u00f3rica, essa quest\u00e3o exp\u00f5e as estruturas profundas do sistema educacional brasileiro. A desigualdade, nesse campo, n\u00e3o \u00e9 um desvio ocasional, mas um tra\u00e7o persistente. Existem escolas que ampliam horizontes e outras que se limitam a administrar restri\u00e7\u00f5es \u2014 e essa diferen\u00e7a revela muito sobre as prioridades hist\u00f3ricas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, reduzir a educa\u00e7\u00e3o a um invent\u00e1rio de car\u00eancias seria ignorar sua for\u00e7a mais silenciosa. H\u00e1 uma pot\u00eancia no que resiste \u2014 na insist\u00eancia cotidiana de professores e estudantes, na descoberta inesperada que a leitura pode proporcionar, na escola que permanece aberta apesar das adversidades. Ensinar algu\u00e9m a ler, no Brasil, ultrapassa o gesto pedag\u00f3gico: \u00e9 um ato que toca a pr\u00f3pria ideia de cidadania, pois implica oferecer instrumentos para compreender, questionar e, eventualmente, transformar a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez um dos equ\u00edvocos mais recorrentes seja imaginar a educa\u00e7\u00e3o como algo acabado, um sistema est\u00e1vel a ser aplicado de forma uniforme. Na verdade, ela \u00e9, por natureza, incompleta \u2014 um processo em permanente constru\u00e7\u00e3o, atravessado por tens\u00f5es entre expectativa e experi\u00eancia, entre o que se ensina e o que, de fato, se aprende.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, educar \u00e9 inevitavelmente um gesto pol\u00edtico, n\u00e3o no sentido restrito das disputas partid\u00e1rias, mas como forma\u00e7\u00e3o de sujeitos capazes de pensar, interpretar e agir de maneira aut\u00f4noma. E esse nunca foi um projeto consensual. Ao contr\u00e1rio, frequentemente encontrou resist\u00eancias, expl\u00edcitas ou veladas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que permanece, para al\u00e9m das datas, \u00e9 o cotidiano das escolas \u2014 com suas fragilidades estruturais e suas conquistas discretas. \u00c9 ali, longe das formula\u00e7\u00f5es grandiosas, que a educa\u00e7\u00e3o se realiza. E talvez seja justamente essa persist\u00eancia concreta que mere\u00e7a maior reconhecimento: a capacidade de produzir sentido em meio \u00e0 escassez, de manter aberta \u2014 ainda que minimamente \u2014 a possibilidade de outros futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, a educa\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o se deixa conter por celebra\u00e7\u00f5es. Ela exige um olhar atento, um compromisso cont\u00ednuo e a disposi\u00e7\u00e3o de confrontar aquilo que historicamente foi evitado. Porque educar, em sua ess\u00eancia, nunca foi apenas ensinar. Foi \u2014 e continua sendo \u2014 uma forma de disputar o mundo e de reinscrever, nele, novas possibilidades de exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano Goldschmidt A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deixa apreender como um simples conceito est\u00e1vel ou como um consenso j\u00e1 dado. Ela se apresenta, antes, como um campo de tens\u00f5es, no qual se entrecruzam disputas de sentido, sil\u00eancios hist\u00f3ricos e projetos de sociedade. Pensar a educa\u00e7\u00e3o, nesse horizonte, implica reconhecer que educar nunca se limitou \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-84737","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":84703,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/tiradentes-o-martir-que-ainda-nos-observa-e-as-inquietacoes-de-um-brasil-inacabado\/","url_meta":{"origin":84737,"position":0},"title":"Tiradentes: o M\u00e1rtir que ainda nos observa e as inquieta\u00e7\u00f5es de um Brasil inacabado","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"21 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT H\u00e1 datas que n\u00e3o se imp\u00f5em pelo alarde, mas pela persist\u00eancia silenciosa com que atravessam os s\u00e9culos e se insinuam na consci\u00eancia coletiva. O 21 de abril pertence a essa estirpe discreta. N\u00e3o chega ornado de euforia, tampouco se anuncia com a grandiloqu\u00eancia de outras celebra\u00e7\u00f5es; antes, aproxima-se\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/tiradentes-esquartejado-1893-do-artista-pedro-americo.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84681,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/recordar-zuzu-angel-50-anos-apos-sua-morte-e-um-ato-etico\/","url_meta":{"origin":84737,"position":1},"title":"Recordar Zuzu Angel 50 anos ap\u00f3s sua morte \u00e9 um ato \u00e9tico","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"16 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Cinco d\u00e9cadas transcorreram desde o silenciamento brutal de Zuzu Angel (05 de junho de 1921 - 14 de abril de 1976), e ainda assim sua voz persiste \u2014 n\u00e3o como eco esmaecido, mas como um timbre agudo que rasga o tecido do tempo e se inscreve na mem\u00f3ria\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/zuzu-angel-1972-fotografo-desconhecido-colecao-arquivo-nacional.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x"},"classes":[]},{"id":84714,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/22-de-abril-o-instante-em-que-o-brasil-passa-a-existir-para-o-mundo-europeu\/","url_meta":{"origin":84737,"position":2},"title":"22 de abril: o instante em que o Brasil \u201cpassa a existir\u201d para o mundo europeu","author":"Patr\u00edcia Marini","date":"22 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Era 22 de abril de 1500 \u2014 ou, ao menos, \u00e9 assim que nos habituamos a dizer, com a serenidade quase ing\u00eanua de quem domestica o passado em datas redondas e memor\u00e1veis. Naquele dia, a esquadra comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral avistou terra ap\u00f3s semanas de travessia pelo\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/desembarque-de-cabral-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84590,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/e-preciso-defender-o-jardim-botanico-de-porto-alegre\/","url_meta":{"origin":84737,"position":3},"title":"\u00c9 preciso defender o Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"8 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"CLEBER DIONI TENTARDINI O Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre (JBPA) tem 67 anos e \u00e9 considerado um dos cinco melhores e maiores do Brasil. Possui 28 cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que somam mais de 4.200 plantas, incluindo esp\u00e9cies raras, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e end\u00eamicas, que s\u00e3o encontradas apenas no RS. No local\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/03\/jb-3.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]},{"id":84673,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/40-anos-sem-simone-de-beauvoir-uma-interlocutora-ainda-incomoda-do-presente\/","url_meta":{"origin":84737,"position":4},"title":"40 anos sem Simone de Beauvoir, uma interlocutora ainda inc\u00f4moda do presente","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"14 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT Quarenta anos ap\u00f3s a morte de Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 - 14 de abril de 1986), descubro que sua aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 propriamente um vazio \u2014 \u00e9 antes um rumor cont\u00ednuo, uma esp\u00e9cie de presen\u00e7a indireta que se infiltra nas conversas, nos livros, nas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/simone-de-beauvoir-memorias-de-uma-menina-bemcomportada.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":84622,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/13-de-abril-queriam-transformar-o-hino-nacional-em-grito-de-guerra-mas-ele-insiste-em-ser-canto-de-paz\/","url_meta":{"origin":84737,"position":5},"title":"13 de abril: Queriam transformar o Hino Nacional em grito de guerra, mas ele insiste em ser canto de paz","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"13 de abril de 2026","format":false,"excerpt":"CRISTIANO GOLDSCHMIDT No calend\u00e1rio das datas c\u00edvicas, o 13 de abril passa quase em sil\u00eancio, como um acorde sustentado que poucos escutam at\u00e9 o fim. N\u00e3o h\u00e1 fogos, n\u00e3o h\u00e1 desfiles grandiosos, n\u00e3o h\u00e1 a coreografia ensaiada das celebra\u00e7\u00f5es que se imp\u00f5em ao olhar. H\u00e1, antes, uma esp\u00e9cie de pausa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/04\/imagem-do-poeta-brasileiro-joaquim-osorio-duque-estrada-autor-da-letra-do-hino-nacional-escaneada-do-livro-flora-de-maio-edicao-de-1902.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-m2J","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84737"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84737\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":84739,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84737\/revisions\/84739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}